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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Dez13

Multifacetada

Carolina

Eu lembro de, no nono ano, de fazer os tão falados testes psicotécnicos. Ironicamente, não os queria fazer: só fui porque era a única com essa opção, e isso obrigar-me-ia a ficar numa sala sozinha com uma professora enquanto todos os meus colegas estavam com a psicóloga. Fui por ir, porque sabia que o meu destino era ciências. E fiz o meu teste a pensar nisso: porque, diga-se de passagem, se há algo fácil de aldrabar é aquilo. Ainda assim, os testes não foram muito claros, já na altura: havia uma preferência por ciências, mas as artes vinham em segundo lugar (desta não esperavam, hun?) e as letras também tinham algum impacto naquele gráfico de barras que me apresentaram. Havia duas coisas que eu, claramente, não queria fazer e que correspondiam a frases como "gosto de plantar couves no quintal" ou "gosto de ajudar os velhinhos na sua rotina diária". Isso não era mesmo para mim - tudo o resto...

Mal eu sabia que este era o início de um época atribulada por entre as várias áreas que me disponibilizaram. Quando, já no 11º ano, quase me obrigaram a ir à psicóloga quando eu me apercebi que queria mudar de área, lá fiz os testes outra vez. Nessa altura, respostas como "quero escrever um livro" reinaram, mas as outras opções continuavam lá, em alta. 

Ainda hoje o facto de ser multifacetada me dificulta a vida e continua a colocar-me questões todos os dias. Eu acho que gosto de mais coisas do que a maioria das pessoas, mas de nenhuma delas o suficiente para explorar a fundo. Para tirar um curso. E para seguir uma vida baseada naquilo que aprendi e escolhi. Acho que é esta a ponta do novelo deste "problema" (ou aflição, ou mania, ou o que lhe quiserem chamar) que se apodera sobre mim a cada dia que passa e que eu não me consigo desenvencilhar.

09
Mar12

Somos uma cambada de mentirosos, e ninguém se importa

Carolina

Na segunda-feira, quando estava a falar com a psicóloga, bateram à porta. Era uma colega minha, que já não faz parte da minha turma actualmente. A psicóloga pediu-lhe que esperasse, e ela assim o fez.

Quando saí, cumprimentei-a e fiz a habitual pergunta "então, tudo bem"? "Sim, e contigo?", levei como resposta. "Também, também", respondi.

O engraçado é que estávamos as duas à porta da psicóloga (o que, só por si, não agoira algo de muito bom), com uma cara que tinha tudo representado menos felicidade. Mentimos tanto, todos os santos dias...

10
Jan12

Wish me luck

Carolina

Amanhã tenho teste de matemática, e vou faze-lo sozinha, numa sala aparte, por sugestão da psicóloga.

Ao longo dos tempos desenvolvi um bloqueio, que só não actua quando estou sozinha. Hoje em dia, com a matéria actualizada e a perceber alguma coisa daquilo, faço exercícios em casa com algum à vontade. Tive explicações e trabalhei - e trabalho - para o conseguir. Ainda assim, na presença de alguém que julgo ter expectativas sobre mim, bloqueio nas coisas mais básicas. No teste, com a professora a fazer [alguma] pressão sobre os alunos, ou na explicação, com a explicadora a olhar para o que estou a fazer, não consigo desenvolver algo tão simples como uma equação. Digo o raciocínio, oralmente, e não o consigo passar para o papel.

E pronto, vamos lá ver o que sai dali amanhã. Não vou dizer a minha típica frase "medo, muito medo". Hoje estou mais numa de "esperança, muita esperança".

02
Dez11

A minha frase

Carolina

Na quarta-feira, na psicóloga, ela pôs-me a fazer os testes psicotécnicos - que eu já tinha feito há dois anos! Fizemos uma abordagem um pouco diferente da do costume, para ver se eu organizava, finalmente, esta cabecinha confusa. O processo ainda não está concluído, e a próxima marcação está só marcada para Janeiro, mas estamos num bom caminho.

No meio de tanta profissão e afirmações como "gosto de plantar couves e de tratar dos animais" ou "misturar cimento e colocar tijolos" ou "ajudar idosos a ter melhor qualidade de vida" ou ainda "fazer um plano de construção de um navio", encontrei lá uma especial: "ser um escritor reconhecido". Depois daquela trabalheira toda e de uma análise mais profunda, decidi sublinhar aquela frase. E no fim, disse à psicóloga: "sublinhei aquela que eu quero mesmo muito".

E sorri. Porque aquela é a minha frase e parecia estar ali de propósito para mim. Porque de cada vez que me deito e a cada noite que passa, sei que o meu futuro passará por aí.

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