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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

05
Nov14

Aquele momento em que...

Carolina

Te apercebes que o teu feeling estava correto - que não gravaste/perdeste uma entrevista de uma hora. Que quase "desperdiçaste" duas horas da vida de uma pessoa - simpática, prestável, que podia estar a fazer coisas muito mais interessantes do que aturar-te - por causa de uma imbecilidade tua, por falta de experiência e de muita burrice, porque até sabias que podias gravar também com o telemóvel mas confiaste no destino. Esse destino que já devias saber que é um filho da... enfim.

Dizer que me apetece auto-esbofetear, chorar e desesperar é pouco. Há dias que simplesmente não deviam existir.

29
Dez13

Multifacetada

Carolina

Eu lembro de, no nono ano, de fazer os tão falados testes psicotécnicos. Ironicamente, não os queria fazer: só fui porque era a única com essa opção, e isso obrigar-me-ia a ficar numa sala sozinha com uma professora enquanto todos os meus colegas estavam com a psicóloga. Fui por ir, porque sabia que o meu destino era ciências. E fiz o meu teste a pensar nisso: porque, diga-se de passagem, se há algo fácil de aldrabar é aquilo. Ainda assim, os testes não foram muito claros, já na altura: havia uma preferência por ciências, mas as artes vinham em segundo lugar (desta não esperavam, hun?) e as letras também tinham algum impacto naquele gráfico de barras que me apresentaram. Havia duas coisas que eu, claramente, não queria fazer e que correspondiam a frases como "gosto de plantar couves no quintal" ou "gosto de ajudar os velhinhos na sua rotina diária". Isso não era mesmo para mim - tudo o resto...

Mal eu sabia que este era o início de um época atribulada por entre as várias áreas que me disponibilizaram. Quando, já no 11º ano, quase me obrigaram a ir à psicóloga quando eu me apercebi que queria mudar de área, lá fiz os testes outra vez. Nessa altura, respostas como "quero escrever um livro" reinaram, mas as outras opções continuavam lá, em alta. 

Ainda hoje o facto de ser multifacetada me dificulta a vida e continua a colocar-me questões todos os dias. Eu acho que gosto de mais coisas do que a maioria das pessoas, mas de nenhuma delas o suficiente para explorar a fundo. Para tirar um curso. E para seguir uma vida baseada naquilo que aprendi e escolhi. Acho que é esta a ponta do novelo deste "problema" (ou aflição, ou mania, ou o que lhe quiserem chamar) que se apodera sobre mim a cada dia que passa e que eu não me consigo desenvencilhar.

26
Nov13

Pirata em (in)acção

Carolina

Daqui fala-vos a Carolina de perna de pau, palha no olho e papagaio no ombro. Sim, a pirata.

Ando há dois dias de volta do computador, totalmente desesperada e numa corrida contra o tempo. Não há cá facebook, blogs ou o que quer que seja. Os meus novos melhores (ou piores) amigos passaram a ser os programas da Adobe: o photoshop (edição de imagem), o audition (edição de som), o flash (vai de retro!!!) e o premiere (edição de vídeo). Nenhum deles é pêra doce, todos têm os seus truques e quase todos teimam em não querer abrir/funcionar/instalar no meu computador! Neste momento, sou um misto de irritação, frustração e entusiasmo (porque as coisas nem me correm assim tão mal, não fossem esses "pequenos" percalços). No fundo, bem sei, não sou uma pirata digna da minha perna de pau. A culpa no meio disto tudo deve ser minha, mas aqui à volta não se arranjam piratas melhores. Vou ter de me safar com aquilo que tenho (que neste momento é nada, mas vamos ignorar isso).

21
Out12

Suícidios por bullying

Carolina

Não percebo como é que ainda há pessoas que ainda ficam admiradas com histórias de suicídios por parte de adolescente que são ou foram vítimas de bullying. Neste momento, o mundo está em polvorosa por causa da morte de Amanda Todd - que sofreu de cyberbullying e depois foi gozada e agredida por vários colegas de várias escolas (toda a história no seu vídeo).

Não é preciso sofrer de cyberbullyng e ser chantageada para se chegar a uma situação de sufoco; não é preciso baterem-nos. Na verdade, é preciso muito pouco. E é um problema que se vê em todo o lado e me dói particularmente, mas que já deixou de me causar admiração.

Numa fase instável como a adolescência, sem qualquer base que nos suporte e com uma auto-estima baixa como muitos têm, cair do precipício é facílimo. E não os condeno - há tanta situação desesperante, que tudo o que uma pessoa vê à frente é um beco sem saída.

Tenho um particular ódio a quem faz isso aos outros e uma particular dor por quem sofre - são situações que nos marcam para a vida e, em muitos casos, acabam mesmo com ela. É triste e preocupante.

30
Jan12

Eu, bruxa

Carolina

Eu sabia, eu sabia, eu sabia. Só me enganei numa coisa: não foi em relação aos outros, foi em relação a mim.

Odeio ter pressentimentos. Fiz febre antes de sair de casa. Estava tudinho a dizer-me "Carolina, não saias de casa." E eu, teimosa, saí.

Lá fui ter com a minha amiga, que gentilmente me veio buscar a casa. O aperto continuava. Tudo bem até 500 metros antes de chegarmos ao parque do shopping. O carro começou a fazer um barulho estranho quando se fazia curvas um pouco mais apertadas, tanto para a direita como para a esquerda - era como se tivesse perro, embora tal não se sentisse na direcção. Mas o barulho era mesmo muito.

Estacionamos o carro, subimos até aos cinemas e comemos algo. Entretanto, liguei ao pai (homens são preciosos nestas alturas), e lá lhe disse o que se passava. E ele disse-me para ir devagarinho para casa, que tudo devia correr bem. E eu só pensava: "caraças, não me digas isso! Diz-me para não ir! Diz-me que me vens buscar!". Naquele momento, só pensava nos dois momentos em que senti um carro ficar sem direcção e eu estava dentro dele. E sabia que não queria repetir a sensação.

Posso dizer que não disfrutei do filme. Chegadas ao carro, uma enorme poça de óleo - o que, no fundo, foi o meu alívio, porque soube que não íriamos sair dali dentro daquele carro. E daí foi falarmos com o segurança, ele dizer-nos que o pronto socorro só estaria autorizado a entrar no parque amanhã e que era melhor arranjarmos transporte para casa - e foi a minha mãe que fez essa tarefa.

 

Stress a níveis altos, neste momento. Tão altos que só me apetece chorar - porque eu sabia que uma porcaria deste género ia acontecer.

Vou virar bruxa. Ou então vou à bruxa. Parece que as duas opções são viáveis.

04
Nov11

Dos problemas de ontem, de hoje, e de amanhã

Carolina

A minha vida virou caos numa questão de semanas. Começou com o facto de querer mudar de curso. Letras a pairar sobre a minha cabeça, números a perder a força e a certeza que sempre tivera a perder-se.
A fisioterapia destrói-me interiormente. Não sei porquê. Sei que aquelas horas à espera e em tratamento, talvez devido ao pensamento em demasia ou simplesmente pelo tempo que se perde, me põem doente. Provocou-me a alteração de horários, de refeições; fez com que chegasse a casa e tudo o que quisesse fazer era dormir - e até lá, chorar.
Agora vejo as notas a cair, a frustração a subir, a força de vontade a decrescer, a vontade de desistir a aumentar. Vejo a desilusão estampada na cara dos meus professores, a preocupação na cara dos meus pais.
Perdi um apoio essencial, não sei se temporária ou permanentemente. Um ponto de confiança, de desabafo, de cumplicidade extrema.
E sei que vou ter de me arranjar, de me agarrar àquilo que tenho. De decidir aquilo que quero. De fazer aquilo que posso. De me desenrascar. De sair desta situação que me está a pôr doente.

 

08
Jul11

Sorte? Qual sorte? 2#

Carolina

Eram 6 da manhã quando acordei. Quando há falhas eléctricas, sou sempre eu a primeira a acordar. Tenho no meu quarto um condensador de energia, por causa do computador, que quando é cortada a energia eléctrica começa a apitar. Pois bem, serviu de despertador.


Vou ao quadro eléctrico (que acreditem, não é nada pequenino) e tudo está como devia estar, se tivéssemos luz. Fui tentar desligar o alarme (visto que parecia que nos estavam a assaltar a casa) - o aparelho também foi abaixo.


Ou seja: nada a fazer. Fui acordar o meu pai, que acordou sobressaltado. Depois de analisar as coisas e de ir lá fora, concluiu que era uma falha geral. Ou seja, estávamos sem luz! Que é o mesmo que dizer que se as coisas continuavam assim por mais de uma hora, quilos e quilos de comida iriam para deitar fora. E o alarme continuava a tocar.


Foi uma noite agradável, sem dúvida.


 


(Mas a luz, ao menos, já voltou).

07
Jul11

Sorte? Qual sorte?

Carolina

O pneu do carro da minha mãe arrebentou. Despistámo-nos.


Por um momento, vi-me como sendo um Angélico 2. A sorte é que não ia a 200 como ele. A minha mãe foi capaz de controlar o carro após os ziguezagues, e estamos as duas íntegras e sem qualquer ferimento. O pneu - completamente rebentado.


 


É por isto que eu tenho de ir a Lisboa.

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