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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

24
Abr16

Here comes the sun

Carolina

Na altura da mudança da hora, um post ficou aqui por escrever (tal como, literalmente, dezenas deles...). Seria qualquer coisa assim, numa versão mais completa:

 

Ainda sobre o mudar da hora:

A toalha já está na mala do carro e o livro no lugar do passageiro, em forma de esperança de uns fins-de-tarde na praia, logo após o trabalho.

 

Não escrevi o post, mas a toalha foi mesmo para a mala do carro e o livro também anda comigo. E na sexta-feira - um dia já demasiado longínquo daquele em que mudou a hora - pude finalmente fazer uso deles. Saí um bocadinho mais cedo do estágio e atirei com as minhas tralhas todas para a mala do carro- só veio comigo o telemóvel e as chaves do carro, a par da toalha e o livro. E lá fui eu, para o meu primeiro dia de praia do ano. Tirei as sapatilhas, subi as calças até ao joelho, escolhi o meu spot e estendi a toalha. Por ali fiquei uma hora e meia, entre algumas fotografias para registar o momento, leitura quanto baste e, claro, uma constante apreciação da melhor coisa que há nesta Terra: o mar. (E, já agora, das centenas de surfistas que por lá andavam). Foi só a melhor hora e meia do meu dia. Quiçá da minha semana.

Agora já sei: vou juntar um fato de banho ao meu pack de praia. Para a próxima já não vou de calças de ganga.

 

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19
Jul15

Um picnic em família

Carolina

Nunca, em vinte anos de vida, tinha ido a um picnic - mas sonhei muito com isso. Os meus pais sempre me contaram as suas histórias, de quando iam com os meus avós para terras que já mal se sabe o nome e passavam dias inteiros naquilo; o que levavam de comer, o que comiam e como brincavam. A juntar a isso, tinha no meu idílico todas as histórias e livros que li desde criança, que metiam picnic's deliciosos/românticos/super-divertidos pelo meio.

Claro que, quando anunciaram que ia haver um picnic de família, quase dei saltinhos de alegria! E ontem, quase um mês depois do anúncio, lá fomos nós! A pensar no que tinha lido e sonhado, levei tudo o que me lembrei digno de picnic: a ceirinha de palha (com a manta dentro para não "arrefecer" a comida), a mochila (para transportar tudo o que fosse meu), a polaroid e a máquina fotográfica (para registar os momentos marcantes), os liteiros (para nos deitarmos no chão), o papagaio (embora não houvesse vento) - e houve quem levasse uma barraca, uma cama de rede, uma mesa de campismo, cadeiras e tudo o que tínhamos direito. Como se isso não bastasse, acabamos por ficar literalmente numa clareira a meio do mato (e o que eu já sonhei com clareiras, à custa deste programa de televisão!), perfeita para a ocasião - com as medidas certas, com as árvores à distância correta para a cama de rede, com "caminhos" bem escondidos para as "casas de banho", etc. Por fim, e não menos importante, ficava muito perto de um praia... deserta. À semelhança de muitas praias nas redondezas, os acessos são terríveis, tanto para os carros (com caminhos em terra e pedras) como para as pessoas (obrigadas a descer a ravina com alguma perícia e dedicação). Mas eu, com uma coragem rara, lá subi e desci aquilo três vezes - provavelmente a razão pela qual hoje estou toda partidinha.

O dia estava farrusco (chegou até a orvalhar um bocadinho), mas depois acabou por ficar divinal. Depois de comermos os salgados em família e na nossa clareira, depois da hora do almoço descemos todos à praia - o sol decidiu abrir e, com o areal quase só por nossa conta, fomos quase todos à água (alguns em roupa interior), tiramos fotos a saltar (estilo filme), jogamos raquetes, brincamos com as crianças, apanhamos sol e tudo o que tínhamos direito. Quando voltamos para cima foi hora de comer os doces e a fruta, cantar os parabéns à aniversariante e brincar mais um bocadinho, à picnic tradicional: os homens a jogar à malha (muito macho!) e as mulheres a um jogo semelhante, com bolas, de que não me lembro do nome. 

Quando dei por mim, eram horas de ir embora, que tinha o Jamie Cullum à minha espera na Praia do Cabedelo. Ainda foram umas horas valentes em família, mas passaram num abrir e piscar de olhos, como se de magia se tratasse. Esperei vinte anos por isto, mas pelo menos foi em bom.

 

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25
Jan15

Primeiro fim-de-semana

Carolina

Primeiro fim-de-semana de férias desde que o semestre começou: as aulas acabaram, os trabalhos estão mais que entregues, os exames estão todos feitos e só se esperam os resultados. Primeiro fim-de-semana que não tive de acordar cedo para estudar ou acabar um trabalho; primeiro fim-de-semana que tive tempo para pensar em tudo que se passou neste último mês, em que não me escondi por detrás dos livros e dos resumos para esquecer. Primeiro fim-de-semana que foi de limpezas, mudanças e de ar fresco - tudo um bocadinho do que não tinha há meses!

Com meio mundo doente e com gripes de caixão à cova (eu já tive a minha dose), ontem saí sozinha para sair um bocadinho da rotina casa-faculdade e casa-ginásio, que me estava a desgastar. Também admito: já tinha saudades de estar umas horas só comigo mesma. Fiz uma visita rápida ao IKEA, para comprar umas molduras para algo que tinha em mente (ver em baixo) e depois, como a praia ficava ali ao lado e o pôr-do-sol estava quase a acontecer, despachei-me para o apanhar. Fiquei ali meia hora, a ver o sol descer em direção ao mar.

Hoje foi dia de tirar TUDO o que tinha em cima da secretária e nas gavetas, arquivar a tralha e os milhares de papéis relacionados com a faculdade e dar um toque novo ao quarto, com umas ideias que vi num blog. Preciso de empurrar 2014 para o fundo de uma gaveta - e isso inclui varrer tudo o que possa lá para dentro, para me esquecer de tantas dores de cabeça que o ano passado me deu.

Este fim-de-semana foi bom. Espero que seja o primeiro de muitos.

 

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09
Set14

Um povo dado a proximidades

Carolina

Nós, portugueses, temos necessidade de calor humano. É esta a conclusão que eu tiro depois de várias idas - e já alguns anos de experiência - à praia. 

Se há coisa que me irrita quando entro nas praias portuguesas é ver toda a gente amontoada, com 40 centímetros de distância entre toalhas vizinhas como se a praia fosse pequena. É guarda-sóis colados uns aos outros, são pessoas às camadas, umas por cima das outras, quase sem espaço para respirar. E eu pergunto: PORQUÊ? Custa assim tanto andar meia dúzia de metros, dói assim tanto nos pézinhos de princesa, queima demasiadas calorias para o típico Zé Povinho que tem de fazer a manutenção da sua barriguinha de cerveja? 

Ainda ontem, depois de andar umas centenas de metros, eu e a minha mãe nos sentamos numa área onde não tinha muita gente, para podermos estar mais à vontade. No segundo em que parámos para assentar as coisas aparecem 4 jovens um pouco mais velhos que eu, que se estendem a um metro atrás de nós: um gesto de mau gosto, tendo em conta que nós estávamos ali e ainda nem se percebia onde íamos ficar e qual seria o tamanho do nosso 'acampamento'. Prostraram-se ali e já está. Mas melhor aconteceu meia hora depois quando um casal de reformados, ao ver o panorama geral e a verificar que à nossa direita estava uma clareira demasiado grande e sem gente, vem espetar o lindo guarda-sol... Ao nosso lado. Tão perto que a minha mãe pegou nas tralhas dela e mudou de lugar, já a ver a vida dela andar para trás. 

Como é óbvio, todos eles eram portugueses, nem sequer é preciso que abram a boca. Português que é português, abanca o mais perto possível da toalha do lado, não vá o pessoal ter frio com a nortada e precisar de se aquecer com o calor humano. Temos de ser uns para os outros e protegermo-nos de uma tragédia dessas, não é verdade? Somos um povo muito dado a proximidades, quanto mais não seja para ouvir a conversa do lado. 

08
Ago14

A minha praia

Carolina

Percebo as pessoas que criticam e não compreendem quem vai passar férias para o mesmo sítio vezes e vezes sem conta; percebo e até sou apologista daquela máxima de "uma vez por ano, vai a um sítio onde nunca tenhas ido". Mas um ano tem doze meses, cinquenta e duas semanas: e numa delas - de preferência no verão - eu quero mesmo ir para aquele sítio, o meu sítio, a Minha praia. Porque tenho outras cinquenta e uma semanas para poder ir a outro lado qualquer.

É óbvio que, quem vai sempre para sítios diferentes e não tem grande apego "material" pelas coisas, não sente isto; somos diferentes, é assim a vida. Mas eu adoro revisitar o mesmo sítio, todos os anos: gosto do mesmo hotel, até do mesmo quarto, da mesma piscina. E esta ligação é tão forte que, aqui há dias, passei por uma foto no Instagram, onde estava um casal e, por detrás, a Minha praia. Foi instantâneo: eu conheço aquelas falésias como se fizessem parte de mim, sinto aquele cheiro mesmo a 600kms de distância, sinto os olhos de água a sugarem-me a pele como se lá estivesse enterrada. Acho que até um arrepio me passou pela espinha.

É talvez o sítio de onde sinto sempre mais saudades, e que mais saudades tenho, de todas as partes do mundo onde já pisei os pés.

 

06
Jan14

Tenho saudades

Carolina

Este tempo atira-me vezes sem conta do abismo para baixo. Deprime-me. E eu só peço a todos os santinhos para que este inverno não seja tão rigoroso como o anterior, com chuva a potes e frio a enregelar os ossos; e que, lá para Março, uns raios de sol comecem a surgir, em vez de só aparecerem em Junho, como aconteceu no passado ano.

Parece que foi ontem o dia em que me pus a pé com as galinhas, vesti o meu bikini, tomei o meu pequeno almoço bem rapidinho para me despedir da Minha praia: ainda deserta, com a areia fria, as concessões fechadas e o nadador salvador a fazer "surf" na prancha que é suposto salvar vidas. O silêncio, a brisa, as ondas, a maresia e eu; a minha pele morena e o sal do mar, o meu sorriso e a areia. 

Tenho saudades daquela felicidade tão pura, tão simples, tão natural, que é estar naquela paisagem; ver a água do mar a invadir-nos e sentir aquele frio na espinha. Só espero que o tempo passe rápido para poder lá voltar.

 

 

 

 

27
Ago13

BFF deste verão

Carolina

Seria um bocadinho injusto deixar passar em branco, muito provavelmente, a melhor comprar que fiz este verão. Não tenho problemas em admitir que não foi uma compra premeditada mas sim impulsiva, muito guiada pelos designs fantásticos e deveras atrativos. Tive sorte porque correu bem.

E o que foi? Uma almofada de praia! Acreditem ou não, tem sido a minha melhor amiga nas horas de leitura: debaixo da cabeça ou da barriga, na praia ou na piscina, dá um jeitaço inacreditável. Levo-a sempre que vou descansar e até me tem sido útil enquanto faço o tratamento ao pé, pois é altinha e ajuda-me a pôr-me numa posição melhor!

A dita foi comprada na Caia, uma marca portuguesa (ainda melhor!), que tem imensos desenhos, pura e simplesmente deliciosos. Decidir qual aquele que eu queria foi uma decisão difícil, porque a verdade é que apetece trazer todas para casa. A encomenda chegou impecável, super rápido e com um saco todo catita! Foi uma compra inesperada e com resultados inacreditavelmente bons; eu a a minha almofada somos oficialmente BFF's durante este verão.

 

30
Jul13

Sul

Carolina

Preciso muito de praia. De calmia. De paz. De passar horas no mar, de fazer carrinhos nas ondas, de ir alugar uma gaivota ao nadador-salvador jeitoso. De comer peixe grelhado dia-sim, dia-não. E caracóis! De sair da praia às oito da noite e apreciar o pôr-do-sol e aquela praia deserta. De sentir o cheiro a mar na minha pele e, mais tarde, do creme que só ponho nesta altura do ano. De ir comprar pão quente pela manhã. De ouvir o riso das pessoa que passam em direção à praia. De sair de um dia maravilhoso de praia e comer um gelado de menta bem fresquinho. De ter de me preocupar com tão pouco que estou no pico do relaxamento.

Basicamente, estou a entrar em parafuso. E tudo o que apetece chama-se... Algarve. Nestes últimos dias, sem razão aparente, tenho-me cansado de mim mesma - andado chata e em baixo como já não andava há algum tempo. Pegar no carro e ir para o sul é tudo o que desejo.

 

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