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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Jul14

Já só se vai ao 'gym', só se usam 'pumps'

Carolina

Apesar de não ser fã de humoristas, e também porque a hora a que andava de carro durante o tempo de faculdade assim o implicava, acabava por ouvir quase sempre a Mixórdia de Temáticas. Não é algo que goste particularmente, todos os dias (aliás, acho um trabalho ingrato tentar ter piada todos os dias, sem folga incluída), mas tenho que confessar que às vezes o Ricardo Araújo Pereira estava inspirado. Uma das minhas preferidas foi a "Body Running Health Pumping", em que o humorista goza com o facto de hoje em dia, nos ginásios, não se fazer ginástica, mas sim tantas outras coisas - e nenhuma delas inclui uma única palavra em português! É tudo body pumps, zumbas, stretching, body jump e coisas do género.

A questão é que não é só nos 'gyms' que isto acontece. Na 'fashion' acontece exactamente o mesmo. Aqui há dias calhou de passar no programa "Passadeira Vermelha", uma coisa intelectualíssima com três convidados a comentar a vida dos famosos e as suas roupas, que passa no canal Sic Caras. Pois que metade das frases que eles diziam incluíam estrangeirismos, talvez para tornar a coisa mais 'cool'. Diziam eles: "sim, mas isto não era para uma passadeira... talvez para tomar um copo num 'rooftop'", "mas acho que uns 'stilettos' ficavam melhor", "aquelas calças 'boyfriend' são muito giras". Oi? E o português, foi erradicado, até na televisão, que atinge o público em massas (e eu não tenho de saber que com 'rooftop' ele quer dizer uma esplanada no cimo de um prédio ou com calças 'boyfriend' umas calças com corte masculino)?

Contra mim falo que, às vezes - e com oportunidade de usar palavras portuguesas - também opto por estrangeirismos: mas não devia. Temos uma língua riquíssima, mas achamos muito mais 'cool' usar as palavras dos outros, como se mostrássemos ser melhores que alguém. O caso do programa acima citado foi berrante (só eu sei o que me ri durante aquela meia hora), mas quase todos nós cometemos o mesmo erro. Somos uns 'stupids', é o que é. 

 

 

12
Set13

Histórias de quem não queria mesmo ser jornalista

Carolina

No meu sétimo e oitavo ano, as piores aulas de todas eram educação física e dança, sem a menor sombra de dúvida (estas últimas deixaram-me com um trauma para a vida tal que eu, hoje em dia, só danço em ocasiões para lá de especiais ou à frente de pessoas que já sabem o quão ridícula consigo ser). Acordar e saber que ia ter estas aulas durante o dia era um tortura, uma dor antecipada. Mas, se me perguntassem qual a terceira aula que menos gostava, era obviamente português.

Essa era quase sempre uma das minhas piores notas na pauta, a par das outras duas disciplinas que mencionei acima. Tirava um 3 e era com esforço, porque eu não gostava nada daquilo. Gramática sempre foi o meu calcanhar de Aquiles, mas a interpretação, na altura, também era um problema: porque eu não gostava mesmo da disciplina, embora simpatizasse muito com a professora.

Mas isto chegou a um ponto em que eu disse que não podia ser, tinha de melhorar aquela nota. E tinha de começar por algum lado! Porque não pelos trabalhos de casa, que raramente fazia? Foi aí que entrou a minha parceira de carteira, a par da minha forretice típica: fiz um contrato com ela em que ficou estipulado que por cada trabalho de casa que não fizesse, teria de lhe dar um chocolate (e entenda-se que eu não queria gastar dinheiro para lhe dar um chocolate nem vê-la a come-lo, tendo em conta que eu comia porcarias todos os intervalos, nessa altura). 

E foi esse o príncipio da minha ascenção a português (sim, é verdade, acho que ainda lhe cheguei a pagar um ou dois KitKat, mas foram uns deslizes pequenitos). No terceiro período do sétimo ano recebi o meu primeiro 5 (com o Lusíadas, nem imaginam o quão orgulhosa fiquei), e a partir daí foi sempre a subir - sendo que agora no décimo segundo ano andei à luta por um 19 que havia de conseguir! É giro pensar como as coisas mudam. 

13
Mai13

&/%#$ para a gramática!

Carolina

Eu sou daquelas pessoas mesmo, mesmo chatas e que os colegas normalmente odeiam, que fica chateada com certas notas, mesmo estas sendo "altas". Não é por mal, não é para fazer chacota de quem teve 12 e acha muito bom - é porque, para os meus objectivos, não basta!

E hoje foi daqueles dias em que eu disse trinta por uma linha, cinquenta mil asneiras e praguejei sem fim por causa de um 17. A português. E porquê um 17 a português, quando o que eu queria era um 19?! Por causa da gramática, pois claro! Perdi dois valores e meio à custa dela, sendo que se tivesse acertado, o meu teste arredondaria para 20! 20! E eu perdi um vinte por causa do meu típico calcanhar de Aquiles que teimo em não atinar.

É incrível a minha capacidade de errar coisas naquele grupo. Inacreditável. E  o pior é que quando, em casa, vou revendo as coisas, até me dá a ilusão de as perceber. Ah e tal, sim, sem dúvida, isto é uma oração subordinada relativa restritiva e isto um modificador frásico. Pois. Chego lá e é o desastre que se vê.

Sem dúvida que o meu estudo para o exame de português vai ser maioritariamente centrado nesta vertente da matéria. Vai ser passar os olhos por Pessoa e Memorial e depois chatear-me com algo a que nunca dei importância também porque nunca cheguei a perceber. Odeio aquilo. Mas a verdade é que na prova final não posso fazer a borrada que tenho feito. É pró' vinte, pá.

09
Dez12

O medo é coisa que me assiste

Carolina

Mesmo com todas aquelas vantagens adjacentes ao teste estilo exame de português, já descobri que 1,5 valores já voaram na gramática. Para piorar as coisas, estou com um medo que só visto de ter fugido ao tema na composição final (que vale 5 valores).

A culpa é da minha professora que falou no texto na última aula, dizendo que "esperava que não tivéssemos falado do tema x" na composição, porque na verdade era sobre o tema y. E eu acho que falei dos dois, mas mesmo assim cheira-me que a coisa vai correr mal. Muito mal.

Uma fuga ao tema representa um 13, na melhor da hipóteses, o que faz com que o meu 18 (que devia ser 19) no final do período, vá pelo cano abaixo. Muito abaixo. Demasiado abaixo.

28
Out12

Das coisas que eu aprendo para Português

Carolina

Para português, temos de escrever 6 palavras por semana num glossário, com palavras novas e que não conheçamos - óbvio que eu não conto as palavras, vou fazendo a olho e sei que serve perfeitamente.

À medida que vou lendo o meu livro, e quando me lembro, ponho o telemóvel ao lado e aponto as palavras que não conheço, de modo a coloca-las no caderno. Felizmente não são muitas (o que é bom sinal). Ontem apontei três; escrevi-as no glossário e só agora fui ver o significado. E aqui é que eu tenho pontaria e, claro, uma profunda ignorância. Numa delas, eis o significado: "Calão: masturbação masculina".

Aprende-se imenso com estas coisas, não é verdade?

28
Out12

O que tem de ser tem muita força

Carolina

Amanhã são postos à prova os meus conhecimentos sobre Pessoa. A teoria do fingimento para ali, a dor de pensar para acolá.

Mas isso, comparado com a gramática, é feito com uma perna às costas. É horinha de pegar naquele meu livro e estudar as orações e funções sintáticas, que por estas bandas estamos a zeros. Haverá coisa mais horrenda?

10
Mar12

Ultrapassar as barreiras linguísticas (dentro da mesma língua)

Carolina

É sabido que o facto de ter estado muito tempo no TP me trouxe vários conhecimentos, a todos os níveis. Conheci, virtualmente, pessoas de todo o país e também isso me deu a conhecer novas coisas.

Algumas dessas pessoas ficaram (e as que ficaram, esperemos que seja para valer),e apesar de falarmos todos a mesma língua, defrontamo-nos por vezes com algumas barreiras linguísticas. Palavras ou expressões como "vai no batalha", "uma nata", "não dá água para caneco" ou "traga-me um príncipe" precisam de ser traduzidas, por serem uma enorme incógnita às pessoas que residem fora da região Norte do país (mais principalmente fora do Porto).

Decidi então ajudar-vos, e fiz o upload de um vídeo do "Cuidado com a Língua", com o tema "A cidade do Porto", cheio de curiosidades e expressões - muito giras, por sinal.

 

01
Out11

O acordo ortográfico

Carolina

Na ata dizia que os espetadores do Egito acharam ótimo usarem-se fatos cor-de-rosa e cor de laranja. As espetadoras usavam missaia e os homens levavam uma boia só em caso de precisarem. Era um domingo de maio, um fim de semana que foi uma deceção, visto que a ação foi pouca. Nada de heroico aconteceu, visto que agora existem equipamentos antirroubo.

Todos veem a merda que isto é, e ninguém faz nada. Mesmo que eu grite para a minha colega do lado "para" (verbo parar, meus senhores), ela não para de escrever com este acordo ortográfico idiota.

 

Toda eu sou contra, mas é possível que de vez em quando apareçam aqui algumas palavras escritas em modo brasileiro (não é português de Portugal, deixem-se de merdas!). O texto acima, apesar de sem nexo, mostra bem aquilo em que a língua portuguesa se transformou.

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