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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

10
Mar16

O novo Presidente da República

Carolina

Gostei mesmo muito de ver a reportagem que a TVI fez sobre a campanha de Marcelo Rebelo de Sousa (que passou no domingo e na segunda). Só hoje tive oportunidade de a ver e vale cada minuto. Já o disse e repito: a TVI pode ter todos os defeitos do mundo, ter apresentadores escandalosos, programas popularuchos e reality shows indecentes - mas tem reportagens muito boas, com temas pertinentes, testemunhos poderosos e uma edição espetacular. E a última, sobre o novo Presidente da República, não foi diferente.

Apesar de ter escrito aqui que não queria Marcelo a presidente (não por ser um potencial-mau-presidente, mas sim porque se perderia um bom professor, comentador e um rol de características que apreciava nele e que vão ter de se desvanecer enquanto estiver nesta posição), foi nele em quem votei. Por várias razões: primeiro, porque se aproxima do quadrante político com que simpatizo; segundo, porque estava cansada da campanha e da lavagem de roupa suja daquelas duas semanas, em que o que menos se ouviram foram ideias políticas mas sim ataques pessoais entre candidatos; e, por fim, porque queria que isto se resolvesse à primeira volta, que gastar dinheiro noutra volta às urnas, quando todos sabíamos que ele ia ganhar, pareceu-me altamente desnecessário.

E, depois de ver a reportagem, não me arrependi do meu voto. Para além do interessante que é ver o "behind the scenes" de uma campanha presidencial, deu para perceber um bocadinho mais da pessoa que ele é, dos tiques de "pessoa normal" e a forma coloquial como levou esta campanha avante. A mudança de Cavaco Silva para Marcelo Rebelo de Sousa no cargo da Presidência da Républica vai ser, para mim, semelhante à mudança do Papa Bento XVI para o Papa Francisco no Vaticano. No fundo, uma transição de algo muito tradicional, formal e rígido para outra coisa mais leve, próxima do seu povo, sem tantas manias e altivismos. Alguém que sabe ser um de nós. E, neste caso - e espero eu! - alguém mais ativo na vida política do país.

Que Marcelo tenha a coragem de ser coerente com todos os comentários que fez ao longo dos anos e que tenha mão nisto. Que seja ativo, que tenha a capacidade de tomar decisões duras quando tal é preciso e que não sirva só de corpo presente, como aconteceu nos últimos dez anos. Acho sinceramente que pode fazer a mudança. Já que se sacrificaram tantas facetas de Marcelo em prol desta, que o faça bem. Estou esperançosa.

24
Jan16

Eu não queria Marcelo a presidente

Carolina

Na verdade, o que eu quero dizer é que não queria sequer que Marcelo Rebelo de Sousa se candidatasse - porque sabia que, mal ele o fizesse, ganharia as eleições num clique. Não por não gostar dele - aliás, pelo contrário.

Passei muitos anos a vê-lo na televisão. Os domingos à noite eram reservados para o meu pai ouvir o "professor veneno", como era "carinhosamente" apelidado cá em casa. No início, não gostava - que criança é que gosta de ouvir falar de política e de coisas que não percebe à hora de jantar? - mas, com o passar dos anos, comecei a apreciar as suas opiniões. Em parte, claro, porque também me identificava com o quadrante político a que ele pertence (não é segredo que eu caio muito mais para a direita do que para a esquerda, pois não?); mas também porque as achava pertinentes e incicivas, verdades ditas muitas vezes na altura certa. Mas, acima de tudo, porque por detrás daquela capa, via alguém com imenso sentido de humor, com energia e boa disposição; alguém sem aquela carga meio pesada típica das pessoas metidas na política. Alguém com quem, sinceramente, gostaria de conversar e privar, por achar que é alguém extremamente interessante. 

No último ano as coisas mudaram bastante; deixei de gostar de o ouvir. Não mudei a minha opinião enquanto à pessoa que ele me parece ser, mas as opiniões suavizaram-se muito e percebi que já estava a construir a sua cama para o cargo que pretendia vir a ascender. Eram paninhos quentes a mais; as opiniões fortes ficaram para o passado, os possíveis comentários mais negativos passaram a ser mais neutros. Como comentador, deixou de ter a autenticidade que apreciava nele e isso chateou-me.

Ainda assim, não deixo de ver nele as características que antes apreciava. E tenho pena que ele vá ser eleito, porque acho que um Presidente da República tem de corresponder a certos requisitos e ter uma postura que vai fazer com que essas características de Marcelo não se enalteçam - pelo contrário, que se escondam ainda mais. Acredito que, em relação a Cavaco Silva, vá ser um PR mais informal, mais light e bem-disposto - mas acho que há piadas que depois não se podem fazer, posturas que não se devem ter, coisas que não se podem dizer. Há toda uma carga formal que este cargo traz que, independentemente da pessoa que o representa, tem sempre de ser suportado.

Não sei o que vamos ganhar em relação a um PR, mas sei que vamos perder um bom comentador, um bom professor universitário e, creio, alguém que já não vai poder demonstrar o seu bom sentido de humor e disposição a torto e a direito. É uma pena.

 

Adenda: com medo de ser mal interpretada, não quero com este texto dizer que Marcelo não será um bom presidente - pelo contrário. Também não quero dizer que não votei nele. Quero, simplesmente, afirmar que tenho pena que ele tenha preferido ser Presidente da Républica em detrimento de toda uma outra vida (pessoal e profissional) que tinha e que me parecia bem melhor do que aquela que ele vai ter a partir de Março deste ano. 

07
Dez14

Os malandros dos jornalistas

Carolina

No meio de toda a polémica gerada pela detenção e posterior prisão preventiva do Eng. José Sócrates e do excesso de informação - total e completamente desnecessário - com que fomos bombardeados nos primeiros dias, o que me incomodou mais não foi saber o que é que o ex-primeiro-ministro almoçou, quem o visitou ou o número de prisioneiro que lhe atribuíram. Foi a visita do Dr. Mário Soares.

Não sendo fã do ex Presidente da Republica e não concordando com o que afirmou após a visita a José Sócrates, penso que o maior erro aqui foi por parte dos jornalistas, por terem dado tão grande ênfase a uma figura pública que, na minha opinião, apresenta sinais de alguma perturbação própria da sua provecta idade. É verdade que se trata de uma figura importante no domínio político, alguém de interesse nacional e que serviu o nosso país durante parte da sua vida - nos tempos em que ainda estava em condições de o fazer – algo que, na minha opinião, já não se verifica.

Muito se tem falado em humilhação em praça pública por aquilo que tem sido dito (e desdito, repetido e esmiuçado) sobre a detenção de ex primeiro-ministro, mas ninguém parece falar na vergonha que foi terem dado da palavra – e a atenção, diretos, reportagens, seguidas de entrevista – a alguém de quase 90 anos que já não parece medir a importância das palavras que profere. Isso sim, foi um explorar teatral com quem – goste-se ou não – nos merece respeito e que em nada contribuiu para a informação sobre o acontecimento. Pareciam estar ali à espera de mais uma grande manchete, com uma frase dita por alguém de relevo, ainda que já não no seu melhor estado... mas que daria, ainda assim, uma notícia fabulosa!

E assim foi, Dr. Mário Soares não os desiludiu. Emocionado e irritado saiu do Estabelecimento Prisional de Évora dizendo que tudo isto é um caso orquestrado por “malandros que estão a combater um homem que foi um primeiro-ministro exemplar". Mais: apelida este caso de uma “bandalheira”, uma “infâmia” e que José Sócrates é um homem digno e uma grande figura de estado.

Uma coisa é certa: algo não está bem com o nosso ex Presidente da Republica – não sabemos se é a memória, o discernimento ou a razoabilidade. Mas isso, tendo em conta as suas últimas aparições, já não era novidade para ninguém. Novidade foi o facto de um batalhão de jornalistas estar à espera destas pérolas como um cão esfomeado espera um osso, não percebendo depois que o osso é oco e o conteúdo, para além de ser pouco, já passou de validade.

28
Set14

O rumo da política portuguesa

Carolina

Nunca fui simpatizante do PS.. Mas, além do mais, nunca fui à bola com as pessoas que dirigem o partido - a começar pelo Sócrates, que devia dar aulas de "como burlar o estado em milhões e sair ileso", passando pelo Seguro que sempre foi um incapaz e a acabar agora com o recentemente eleito António Costa. Porque no fundo aquilo que nós vemos é isso: a pessoa. Há toda uma maquina a funcionar ali, quer da parte pessoal como do partido, mas o que nós vemos é quem dá a cara para a câmara e o corpo às balas.

E o quê que eu vejo em António Costa? Um traidor, uma pessoa com falta de princípios. Como já referi, não sou socialista, mas acho que se fosse hoje não tinha votado como a maioria, mesmo que soubesse que Costa tem melhor espírito de liderança. Costa era amigo num segundo, e inimigo noutro; armou uma crise enorme no próprio partido, que só serviu para o descredibilizar (ainda) mais perante os olhos do povo; deu uma facada nas costas ao próprio colega, quando ele tinha acabado de ganhar as eleições europeias (contra uma coligação!), ainda que por uma margem baixa; não se candidatou como e quando devia, mas achou por bem interromper o seu mandato - ou seja, um compromisso para com a cidade e os moradores de Lisboa - e o do seu colega de partido. É só indecente, e revela uma falta de princípios básicos que, diria, é algo indispensável num político (é por essa falta de princípios que estamos como estamos).

O PS - e os seus militantes e simpatizantes - votaram hoje na continuidade do jogo feio e sujo que já é típico na política portuguesa. De facto, temos o que queremos - e ainda pedimos por mais.

17
Jan14

Hoje estou de poucas palavras

Carolina

Simplesmente, subscrevo (e não são muitas a vezes em que subscrevo a Pipoca). Há dias em que tenho vergonha de Portugal.

 

Como se fosse preferível uma criança viver numa instituição sem amor, do que com um casal (de mulheres ou de homens) que é capaz de lhe proporcionar uma vida digna, carinhosa, como deve ser e tão rica em sentimentos e afeto como qualquer outra. E mais não digo.

12
Jan14

Mein Kampf no top de vendas

Carolina

Foi notícia que o Mein Kampf está no top de vendas em vários sites livreiros em todo o mundo. Isto parece ter chocado tudo e todos, mas a mim não me surpreende nada.

A segunda guerra já foi há setenta anos - já não há cá muita gente que se lembre dessa época: o que se penou, o que se perdeu, o que se sofreu, a revolução do mundo. As pessoas não sabem como era, não sabem como foi, não sabem o que se sucedeu, e é uma reacção natural querer-se explorar o assunto o mais próximo possível da fonte. E, para além disso, o fruto proibido é sempre o mais apetecido! O facto do livro que Hitler escreveu ser proibido em vários países (ou era, pelo menos na Alemanha a proibição continua) não faz com que as pessoas não queiram saber mais (e isso não quer dizer que se identifiquem com a ideologia - porque nenhum livro devia ser proibido, nenhum conhecimento devia ser negado) - muito pelo contrário. Eu, desde que comecei a dar as guerras, sempre tive curiosidade em folhear o Mein Kampf - não porque goste do Hitler (que não gosto), não que seja nazi (que não sou), mas sim porque faço por ser uma pessoa culta e curiosa!

Posso estar errada, mas não me preocupa esta procura assoberbada do livro. Pelo contrário, fico feliz. Isto não é a conquista de uma ideologia racista e que levou a um genocídio - isto é a conquista do conhecimento, da curiosidade, do fim da censura explicita e do fim de um tabu muito presente nos dias de hoje (e esta do tabu fica para um post diferente): porque mal alguém fala de Hitler, se na mesma frase não tiver as palavras "assassino", "louco" ou "psicopata", arrisca-se a ser apedrejado física ou virtualmente de forma particularmente violenta. 

29
Set13

Votar ou não votar, eis a questão

Carolina

Na União Soviética votava-se. Diziam eles que aquilo era uma democracia, porque de facto os populares podiam escolher aquele com quem mais se identificavam. Esta é a ilusão 1, a premissa que nos dá a noção de que aquilo poderia ser, de facto, perfeito. Mas por detrás disto, estão duas grandes verdades:

 

  1. A maioria dos candidatos eram escolhidos pelo partido - regiam-se por aqueles ideais pelo que o país já estava a ser dirigido e não havia, por isso, grande volta a dar.
  2. Havia votos, sim. Havia pessoas a votar, que remédio. Mas a votação era à mão no ar e, se alguém mais ousado pensasse sequer em votar em quem não devia, estava eternamente marcado.

 

Contei-vos isto para demonstrar a ilusão que é a democracia. Eu gosto, a sério que sim: eu gosto de poder escrever aqui as minhas opiniões, gosto de poder dizer mal do Passos Coelho, embora não o faça frequentemente, gosto de termos (alguma) liberdade de escolha, gosto de poder ir votar e dar a minha opinião. Mas, para mim, a democracia, também como o comunismo, adivinha-se uma utopia, principalmente numa altura em que o dinheiro começa a escassear. E, para mim, é tudo a mesma merda. Eu olho para os cartazes dos candidatos à minha região e penso que são montes de caca mas com embrulhos diferentes: todos à espera de uma oportunidade para ganharem às nossas custas.

Se calhar a culpa é minha, que deixei de acreditar nas pessoas, naqueles sorrisos sonsos, naquele suposto olhar de sinceridade dos políticos e das suas mulheres que aparecem em cada cartaz. Se calhar sou eu que já perdi a esperança que isto vá ao sítio. Podia votar em branco, podia votar no Mickey Mouse, mas acho que não. O meu protesto não é só contra a falta de identificação para com os candidatos, mas também por todo este sistema de merda - e, para isso, mais vale não ir lá.

Confesso que a decisão de ir/não ir ainda não está 100% decidida. Só aí uns 98%. Se fosse votar, votaria por um partido e não por uma pessoa, porque mal conheço os seus nomes; não me dei sequer ao trabalho de ler os panfletos cheios de palha e as tretas do costume - fazem-me lembrar aqueles flyers das associações de estudantes, que diziam sempre que iam implementar uma rádio escolar e outras coisas que tais e a única coisa que faziam até ao fim do ano era uma festa de "arromba". Eu quero votar no dia em que souber que o meu voto vai fazer a diferença, em que vou acreditar nele a apoia-lo, porque me identifico com algo ou alguém que me poderá representar; eu vou votar quando houver escolhas válidas. Provavelmente, irei votar quando tiver um medo terrível que mais um palhaço - ainda maior do que os outros - esteja em perfeita iminência de subir ao poder. Hoje não é o dia.

 

P.S.1: Escusam de me atirar pedras de que quem não vai votar não pode ir para manifestações (que eu não vou) nem pode reclamar - eu reclamo na mesma, porque tenho tanto direito de opinião como os outros.

P.S.2: A decisão de não ir votar baseia-se também no sítio onde vivo onde, em geral, sou muito pouco participativa - limito-me a viver aqui e pouco mais, toda a minha vida é feita fora desta cidade. Se votasse no Porto, por exemplo, a história seria diferente e eu já teria ido, muito provavelmente, às urnas. 

02
Jul13

Remar contra a maré

Carolina

Se eu fosse o Vìtor Gaspar, já me tinha demitido há muito tempo - não porque achasse que o meu lugar não era aquele ou tivesse a fazer um mau trabalho, mas sim porque nenhum dinheiro do mundo vale a calma e a paz, coisa que não se tem quando se está numa posição daquelas. Pelo contrário, a única coisa que sai na rifa do pessoal do governo são manifestações e insultos gratuitos. E o mesmo se aplica a Passos Coelho.

Se eu fosse Maria Luís Albuquerque, tinha a decência de nunca aceitar um cargo de tamanha importância, tendo em conta já estar mergulhada até aos cabelos na polémica das swaps.

Se eu fosse o Paulo Portas e visse quem tinha ido para aquele cargo essencial do governo, também me demitia.

Se um dia me pedissem para  governar este país, por muito dinheiro que fosse, eu dizia que não - porque não estou para aturar tamanha confusão, tamanho povo (muitas vezes ingrato) e tantas preocupações em troca de um salário mais chorudo.

 

Posto isto, resta-me deixar os parabéns a todos os que aguentaram - e aguentam - estar lá durante tanto tempo. E ainda mais a Pedro Passos Coelho, a quem deixo uma especial vénia, por ainda ter esperança - e força e paciência, acima de tudo - para continuar à frente de Portugal. Ao contrário de tudo e todos, eu não o insulto, não o gozo nem faço tensões de o mandar para casa. No fundo, só tenho pena da sua teimosia e perseverança, sendo que me resta apenas desejar-lhe a melhor sorte possível.

 

Esta é e sempre foi a minha posição em relação ao governo actual, que nunca descredibilizei. Agora podem começar a atirar pedras, a dizer que eu não percebo nada disto, que isto e aquilo... mantenham apenas em mente que a minha posição não irá mudar, tal como eu sei que não irei mudar a vossa, seja ela qual for.

07
Abr13

Estão agarradinhos à TV?

Carolina

Quero eu dizer... à RTP1? A ver o "engenheiro" José Sócrates? Parabéns: é o típico português.

Não que tivesse ficado muito espantada quando me disseram que 1.6 milhões portugueses viram o nosso ex a dissertar na televisão pública - é muito "português" gostar de ouvir alguém que nos rouba. Só fiquei espantada pelo facto de não se ter falado muito no facebook - estava em Barcelona na altura e seguia as coisas pela internet, pelo que até pensei que a entrevista fosse na semana seguinte. Mas não. Foi naquela e foi um sucesso.

Sim, é verdade, para criticarmos é preciso ouvirmos primeiro. Mas acham mesmo que é preciso ouvir mais, quando já se sabe tanta da porcaria que aquele homem fez (ia chamar-lhe "senhor", mas depois pensei melhor e decidi que não se aplicava ao caso)? Seria deitar mais achas para a fogueira, que só por si já é gigante.

Nós estamos a pagar-lhe para ele dizer algo na televisão pública quando ele devia era estar na cadeia, a ver o sol aos quadradinhos. Ao invés, vê é os holofotes e as câmaras de televisão, bem ao perto, e ainda é pago por isso. Realmente, só em Portugal (não sei se já repararam, mas na Islândia tão a "meter dentro" todos os banqueiros que potenciaram a bancarrota... é só um exemplo, deveras parecido com o nosso, não é verdade?).

25
Mar13

Sócrates na RTP? A sério?!

Carolina

Eu não costumo comentar política. As minhas opiniões costumam ser um pouco controversas e, muito honestamente, não estou para me chatear - e quanto à conjectura atual do nosso país, opto por uma visão de "deixa passar", porque acho que temos de pagar aquilo que devemos e tem de ser alguém no poder a obrigar-nos a isso (porque ninguém paga aquilo que acha que não deve).

Fora isso, e não querendo entrar em assuntos mais profundos, acho que é dado adquirido para 90% dos portugueses (digam-me que estou certa, por amor de Deus), que José Sócrates é um corrupto. Partido do principio que ele não nos roubou enquanto foi primeiro ministro (isto dava a piada do ano, mas pronto, estou a tentar ser simpática), há muitas outras coisas que nos mostram o quão bem formado ele é: começando, por exemplo, na licenciatura tirada a um domingo. E o freeport. E todas essas coisas fantásticas que todos sabemos.

Agora a minha pergunta é: como é que um crápula destes vai fazer um comentário político, julgar alguém ou diagnosticar problemas num país, quando ele contribuiu para que eles aumentassem em grande escala? Pior!, como é possível ele fazer isto na televisão pública, que somos nós que, em parte, pagamos?

Desde que soube a notícia, apeteceu-me com toda a força nunca mais ver a RTP. E até assinei uma petição, coisa mais que rara em mim. E logo eu, que faço por nem ligar muito a toda esta vergonha que se está a passar no país - mas uma pessoa tem limites!

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