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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

19
Jan13

Uma chance ao piano

Carolina

Depois do episódio do piano passado na última festa de anos a que fui - e que acabei por não fazer jus, porque não vos disse que um dos rapazes que estava a tocar era giro que só ele -, decidi dedicar-me um bocadinho a esta arte. Estou perra, desajeitada, envergonhada e com muitíssima falta de treino, mas enfim.

A questão é que tocar piano não é um mar de rosas e a fase inicial não tem nada de belo para os ouvidos - uma pessoa engana-se, irrita-se, vira-se contra o piano, cansa-se, repete os erros. E tocar para os outros é fantástico quando a música sai dos nossos dedos fluidamente - mas quando nos ouvem tocar fragmentos de música repetidamente e desconexadamente, toda a beldade vai pelo cano. E eu, para evitar isso, tento tocar o mais sozinha possível - o que, nesta casa sempre cheia de gente, se torna impossível. Resultado? Mesmo quando tenho vontade, não vou para o piano. Para além disso, há uma relação estranha com o piano por estes lados: todos podem não pousar lá as mãos durante séculos, mas quando eu ou alguém está lá, vai tudo atrás, com vontade de tocar, experimentar e tudo mais.

Estou a tentar atinar com a música que está aí baixo, que é sem dúvida das minhas favoritas. Eu queria mesmo muito conseguir tocar mas, tendo em conta as experiências anteriores, a desistência é o mais o acontecimento mais provável nos próximos dias.

12
Jan13

As palavras sábias que nos ficam

Carolina

Embora muita gente não saiba e a maioria não se lembre, eu aprendi a tocar piano há uns 10 anos. Entretanto a desmotivação foi suficientemente grande para deixar de ir às aulas e, por fim, de deixar de tocar. Nestes últimos anos dão-me assim umas vontades esporádicas de tocar, vou buscar umas pautas, mas pouco depois o insucesso e a falta de prática acabam por deitar abaixo a minha vontade.

No entanto, quando desisti, houve um grande opositor à minha decisão: o meu pai. Dizia-me que daqui a uns anos, quando andasse na faculdade, me ia arrepender de ter deixado de aprender e de tocar piano; que ia fazer sucesso, que ia entreter os meus colegas e toda a gente ia gostar. Nunca disse que não, mas a desmotivação tinha mais peso para mim, naquela altura.

Ontem o jantar foi num hotel conceituado aqui no Porto. Apesar de não haver muita poupa e circunstância e de não ser de uma beleza e um requinte por aí além, havia um piano de cauda branco bem no centro do lobby. Depois do jantar foi tudo para lá e dizem-nos (a mim e mais algumas pessoas que ficaram no restaurante), pouco depois, que tínhamos perdido um show fantástico de um dos amigos do aniversariante. Lá fomos nós para a entrada do hotel, na esperança que ele tocasse mais. E tocou. Ele e mais outro, sendo que tocavam os dois para lá de lindamente - um deles mesmo com pinta de profissional. E enquanto me debruçava sobre aquele piano, deliciando-me com o que ouvia, ouvia as palavras do meu pai, repetidamente, na minha cabeça. E soube que ele tinha razão.

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