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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

14
Nov15

Perda de liberdade vs. maior segurança

Carolina

Ontem vieram instalar um alarme cá em casa - por nenhuma razão em especial, só precaução. Eu estava a dormir enquanto montaram a parafernália toda e portanto, quando acordei, encontrei vários aparelhos espalhados por casa que desconhecia e que não percebia para que serviam.

Lá me estiveram a explicar, eu vi tudo com atenção e, a certa altura, torci o nariz. Agora tenho câmaras em casa - e a minha primeira reação foi dizer "detesto isto! Big brother is watching you". Eu faço sempre vinte e três mil filmes na minha cabeça de coisas que possam acontecer, relaciono com coisas que li, ouvi e vi, mesmo que sejam o mais disparatadas possíveis, e apercebi-me naquele momento que, para todos os efeitos, George Orwell podia ter razão. É claro que temos de confiar nas seguradoras e essas coisas todas - mas e se...? E se um maluco qualquer com vontade de dominar o país toma de assalto estas agências todas, com acesso direto a milhares de casas, e começa a vigiar passo a passo tudo o que fazemos? E se alguém com más intenções ou vinganças pessoais, integrado numa destas seguradoras, pega nestas imagens e nos vigia 24 horas por dia? O único sítio onde nos sentimos 100% confortáveis e seguros, aquele onde podemos fazer e dizer tudo o que queremos, está, por um lado mais seguro, mas por outro permanentemente vigiado. 

Perante isto, a minha mãe disse-me algo como "a liberdade é limitada - se queremos mais segurança, temos de nos privar de alguns privilégios". E eu acenei em concordância, porque percebo isso. E hoje de manhã, depois de uma noite mal dormida por saber que mais de uma centena de pessoas foram massacradas em Paris, percebi que aquilo que a minha mãe sabiamente disse não se aplica só a mim, a nós, mas também à Europa. Temos um acordo de Shengen maravilhoso, onde podemos circular à vontade, algo que todos apreciamos - mas será que não vamos apreciar mais sentirmo-nos seguros, mesmo que tenhamos de rasgar esse contrato? O acordo já anda pelas ruas da amargura com a entrada desmesurada de refugiados, mas acho que o debate sobre a sua continuação está mais atual que nunca, perante os recentes acontecimentos.

Há um longo caminho a percorrer, há muitas cabeças para educar e acalmar (se o objetivo é implantar o terror e incitar uma retaliação feroz, devemos fazer exatamente o oposto do que os terroristas querem e continuar normalmente com as nossas vidas) e, suponho eu, muitas medidas a serem tomadas por quem manda. Infelizmente, acho que o caso do acordo de Shengen é só o início dos muitos privilégios que nós, europeus, temos e que vamos ter de privar em prol de um bem maior: a segurança.

14
Nov15

Tenho medo disto

Carolina

Falei há um par de dias disto, quando marquei as viagens para Genebra, antes desta tragédia em Paris acontecer: eu começo a ter medo de viajar. De me meter num avião, de ir para cidades estrangeiras mais no coração da Europa, com mais importância. 

Este pânico que têm tentado implantar na Europa está - pelo menos para mim - a funcionar. Hoje em dia repenso em viajar e sair daqui, onde me sinto minimamente segura. É um inimigo invísivel, que implanta o terror em grande escala e que não sabemos combater - e se o estamos a fazer, não está a ter grandes resultados (como se vê). A Europa, com tudo o que está a acontecer, não pode continuar com as suas medidas "pacíficas" e passivas - porque a Europa já não é a mesma. 

Não sou religiosa, não sei rezar, mas os meus pensamentos estão em Paris (assim como o coração apertado). Podia ser qualquer um de nós.

 

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17
Nov13

2 dias em Paris

Carolina

Já estou de volta a solo português. Mais rica em termos culturais, com mais viagens no lombo, mais cansada, com mais uma ou duas peças de roupa e os souvenirs do costume. Só me falta mesmo o cartão de cidadão, que perdi algures na cidade do amor - este "pormenor" não foi o suficiente para me estragar a estadia, mas podia ter sido. Levei o passaporte comigo (graças a deus!) e correu tudo calma e lindamente. Segunda-feira já sei o que me espera, nas filas daqueles serviços para dar o cartão como extraviado e pedir outro.

Mas falando de coisas boas: esta viagem foi marcada, também, em cima da hora, apesar de já ter sido pensada há um mesito ou coisa assim parecida. Ofereci-me para ir com o meu irmão que lá ia em trabalho e assim foi. Esta brincadeira de passar a vida em aeroportos e aviões é muito gira, mas muito cansativa; o facto de andar a suprimir os fins-de-semana anda a dar cabo de mim - isto porque ando a arrastar tudo o que poderia fazer, com tempo, durante o fim-de-semana, para os dias da semana, que subitamente parecem muito mais pequenos e cansativos. Mas para andar a passear pelo mundo uma pessoa faz tudo, não é verdade? Eu agora só agradeço por, no próximo fim-de-semana poder ficar a dormir durante mais uma horinhas - estou a precisar disso como um peixe precisa de água!

Estas pouco mais de 24 horas serviram para passear na rua de St. Denis para umas compras, jantar num restaurante típico parisiense, andar pelo exterior do Louvre e pelas Tulherias e, por fim, por ir a Montmartre, que eu adoro. Foi tudo muito rapidinho, mas deu para saborear. Paris é uma cidade mágica, linda de morrer, que eu nunca me cansarei de visitar. De cada vez que passo por aquelas ruas, parece que ouço aquelas músicas típicas e que estou a passear-me pelo "Midnigt in Paris" do Woody Allen. É apaixonante.

 

Tulherias:

 

Na pirâmide de vidro do Louvre:

 

Num restaurante em Montmartre:

 

 EM frente ao Louvre, onde só me fotografei com o objetivo de mostrar ao mundo a minha roupa. E não, não é para mostrar o quão lindas eram ou a marca, mas sim a quantidade. Revendo:  1 gorro, 1 cachecol, 1 luvas, 1 casacão, 1 calças, 1 leggings por debaixo das calças, 1 camisola de malha, 3 básicos por debaixo dela, 1 botas e 2 pares de meias.

 

Comprinhas (para além de algumas prendas de Natal que, obviamente, não vou mostrar!):

- uma Torre Eiffel que vou expor brevemente no meu quarto, num "projeto" que está prestes a ser concretizado e sobre o qual falarei mais tarde;

- uma das camisolas que comprei, com uns folhinhos adoráveis e os dois anéis que trouxe para casa da Forever 21;

- uma pulseira que me obrigaram a aceitar, em Montmartre: um rapaz aproximou-se de mim, a par de outros dois, meteu-me uns fios no dedo e eu, tentado a todo o custo, não me consegui livrar (sim, comecei na altura a "panicar" um bocadinho, mas logo passou). Dirigiu-se ao meu irmão como sendo o seu "brother in law", falou-me que era do Quénia (notava-se pela cor de pele, entenda-se), que gostava do Mourinho e que este era o melhor treinador do mundo e que um dia eu tinha de ir a África. No fim, saiu esta pulseira. 

 

- Um pedacinho do restaurante lindo onde jantámos e os porquinhos versão suspiro que nos serviram no final e o crepe à-lá-nutella comido em Montmartre.

16
Mai13

We'll always have Paris

Carolina

Até ao ano passado, o meu pai passava a vida a falar nas saudades que tinha de Paris, das ruas, das noites,... Em Abril lá fomos nós passar três dias à capital francesa e eu, de tanto que tinha ouvido falar, acho que fiquei um pouco desapontada. Diria que é impossível achar Paris uma cidade feia - tem monumentos estonteantes e em cada canto -, mas atribui a minha falta de "entusiasmo" ao facto de, mesmo não estando à espera, ter as expectativas demasiado altas e ter ido com os meus pais (não desprezando a companhia deles, que adoro, mas suponho que Paris com um namorado seja ligeiramente diferente).

Passado pouco mais de um ano de ter lá estado, tenho eu saudades. Percebi que Paris se enraizou em mim, mesmo sem eu ter dado por ela. E, curiosamente, lembro-me muitas vezes de um passeio nocturno que dei com o meu pai pelas ruelas da capital - acho que é essa a essência da cidade. Muito para além da Torrei Eiffel e do Arco do Triunfo, é todo um ambiente diferente e que, diria, trás muito da Belle Époque aos dias de hoje.

Continua a não ser a minha cidade, a não representar o meu eu mais profundo, mas percebo agora que foi um sítio que me conquistou ao longo do tempo e não naquele momento (como Barcelona, por exemplo). Acho que embelezo aqueles dias no meu pensamento, juntando-lhes as músicas e as cores que mais se lhes adequam. Dentro de mim, Paris é cada vez mais bonito e espero lá voltar dentro em breve.

 

09
Abr12

Paris - o trânsito

Carolina

Ok, podem dizer que é de mim, mas a verdade é que sempre que vou para uma cidade estrangeira me arrepio de cada vez que estou no meio do trânsito. O Brasil ganha a medalha de ouro neste campo - acho que nunca na vida tive tanto medo de andar de táxi. Era ver-me ali agarradinha ao cinto de segurança qual bóia salva-vidas. O taxista na maior, às vezes em contra-mão outras nem tanto, punha a mão de fora para dar "high fives" ao condutores que vinham na outra faixa, em sentido contrário. Não há cá cintos de segurança ou riscos contínuos. Tudo ao molhe e fé em deus e buzinas que nunca mais acabam.

Paris não é assim tão mau - mas desenganem-se: é mauzinho. Mal nos metemos no táxi, riscos continuos iam ao ar, ultrapassavam-se filas de trânsito estilo jogo "snake" em que temos de contornar obtáculos e ninguém se importa. Mas pior, pior é tentar atravessar as passadeiras. Ainda falam dos portugueses? Oh oh! Nós somos uma paz d'alma, uns seres civilizados e respeitadores ao lado dos franceses. Se não querem ser atropelados, convém olhar vinte vezes para cada um dos lados e confirmar mais cinco vezes que o sinal está verde. Se não houver semáforos, confirmem 50 vezes se não vem nenhum carro à velocidade da luz e digam à pessoa com quem estão aquilo que realmente sentem por ela - porque nunca saberão se vão chegar ao outro lado da passadeira inteirinhos.

07
Abr12

Paris - os cafés e restaurantes

Carolina

Uma coisa que se repara logo, mal se dá uma volta pela cidade, é o facto de existirem cafés e restaurantes por todo o lado. No entanto, os cafés são muito diferentes dos de cá. Têm requinte. A maioria possui uma esplanada com as cadeiras viradas para a rua, onde os turistas se sentam e apreciam a cidade e o seu movimento. É aí que uma pessoa sente que está em Paris.

O serviço - tanto em cafés como em restaurantes - não é do melhor. Demora-se a ser servido e atendido, porque os empregados são muito poucos. E os preços, esses, são impensáveis. Algo como pagar 5€ por uma coca-cola ou 15€ por uma tosta mista (e estou a poupar-vos...).

 

Só num dos jantares é que jantamos num restaurante que imaginamos como tipicamente parisienses, com cortinas de veludo, empregados vestidos de fatinho, luz amarelada e retoques em madeira. Fomos ao Au Chien Qui Fume, onde comemos umas ostras (hum, muito boas) e eu comi um bife (e foi no melhor que fiz!). Foi giro e inspirador, de certa forma, porque é assim que imagino Paris. Não esquecendo também a Brasserie Lipp - que é mencionada no Midnight in Paris - que já é um estilo diferente, mas que também não deixa de ser bonito.

Nas restantes refeições, comemos em restauranets acafézados, o que não quer dizer que não tenhamos pago pequenas fortunas. A quem quiser visitar a cidade mas não têm muito dinheiro para gastar, que corra para os super-mercados! Conselho de amiga!

 

 

06
Abr12

Paris - o desastre maliano

Carolina

Desde há uns anos para trás que tenho um problema no couro cabeludo que me obriga a usar um shampô da farmácia, que é de lata.

Foi na mala de porão, dentro de um saquinho em conjunto com os outros produtos de banho. No caminho, devido às pressões, o frasco rebentou e - mesmo com o saco - havia shampô espalhado por meia mala (de tal forma que o frasco estava vazio).

Foi uma alegria - o pijama então, ficou lavadinho até às orelhas.

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