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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

26
Fev14

A mudança de strandarts na faculdade

Carolina

Se sempre houve coisa que me tirou do sério foi dizerem-me, com todas as certezas do mundo, que eu ia mudar na faculdade. Ah e tal vais passar a beber e a gostar, vais passar a sair à noite todos os fins-de-semana, vais passar a querer tirar umas passas do cigarro ou do charro do teu amigo (engraçado como tudo isto é tido como um "upgrade" positivo, principalmente do ponto de vista da vida social e eu acho precisamente o contrário, mas enfim). E eu sempre disse que não, que eu não ia ter um qualquer ataque despoletado pela minha entrada na faculdade que me fizesse mudar radicalmente o meu comportamento a esse nível (embora já tivesse visto a acontecer). E não mudei - saio quando quero sair, continuo a não beber álcool a não ser em ocasiões especiais e a não tocar em qualquer tipo de cigarro. Mas houve algo em que mudei, propositadamente, para evitar "dores" posteriores.

Eu saí do secundário com uma média de 17 e pouco, o que implica que as minhas notas andassem sempre por esses valores - o que eu sempre considerei excelente. Mas para ter um 17 na faculdade (e em cadeiras teóricas, que normalmente são uma seca, principalmente para mim que odeio marrar) é preciso suar as estupinhas - diria mesmo, que em alguns casos é praticamente impossível. Como tal, e após explorar o campo e testar terreno, comecei a habituar-me à ideia de que o mar de rosas (em termos de notas) que eu tinha no secundário tinha mesmo acabado. Agora é fazer o melhor que se pode, o que se consegue e o que se quer (porque eu não estou para me matar a estudar, quero ter uma vida para além da universidade), mas deixar as grandes expectativas de lado. 

Um 10 continua a não ser bom ou suficiente para mim - mas admito que, dependendo de cadeira para cadeira, posso ficar satisfeita. Depende do conteúdo, do professor, do exame e da forma como ele me correu. Continuo com o bichinho de que não é bom, que não é uma nota para mim, e isso faz com que tente mais tarde subi-la; se tenho uma sensação de alívio com um 10, mais tarde já não acho isso assim tão fantástico e começo a querer mudar a coisa. Mas um 14, agora, já não é assim tão mau (principalmente quando, por exemplo, a nota máxima obtida foi um 15) e um 13 pode ser uma verdadeira vitória. Como é óbvio, perante um 18 que também obtive, sorri radiante; mas sei que agora já não é - nem pode ser - tudo feito desses números chorudos. Estou a habituar-me à ideia, dia após dia. E essa está a ser a minha maior mudança na faculdade.

10
Jul13

Duas notas a descoberto

Carolina

Ontem tinha a sensação de que a minha noite não ia ser muito bem passada, por hoje ser o dia que era. Disse à minha mãe, em tom de brincadeira, que quando fosse sair à noite trazia uma sangria comigo para beber e cair redonda nos lençóis. Não o fiz mas, em compensação, bebi uma ginja a ver se o efeito era o mesmo. Não tive lá grande sorte. Hoje, mal o despertador tocou, pus-me fora da cama. É um bocadinho parvo, mas eu fico mais nervosa por saber o resultado dos exames do que quando vou faze-los.

Quando fui à escola ainda as pautas não tinham sido afixadas - e, nessa altura, já estava a praguejar por saber que as notas de português não sairiam hoje. De facto, neste país, faz-se tudo à balda e quando se quer e apetece. Enfim. À segunda foi de vez: apanhei um desgostinho quando olhei para a pauta de geografia, com um 14 - tenho 15 do ano passado por isso este exame de nada serviu; mas como os últimos são os melhores, a nota de história, ali a uns metros da de geografia, encheu-me as medidas: o 18 já cá canta.

Já estou psicologicamente preparada para amanhã apanhar um banho de água fria quando vir as pautas de português e de ficar à seca nas filas para a segunda fase de exames. Acho que o pior está por vir. Até lá, festeja-se este 18 que me soube pela vida.

 

E por aí, que tal foram os resultados?

13
Mai13

&/%#$ para a gramática!

Carolina

Eu sou daquelas pessoas mesmo, mesmo chatas e que os colegas normalmente odeiam, que fica chateada com certas notas, mesmo estas sendo "altas". Não é por mal, não é para fazer chacota de quem teve 12 e acha muito bom - é porque, para os meus objectivos, não basta!

E hoje foi daqueles dias em que eu disse trinta por uma linha, cinquenta mil asneiras e praguejei sem fim por causa de um 17. A português. E porquê um 17 a português, quando o que eu queria era um 19?! Por causa da gramática, pois claro! Perdi dois valores e meio à custa dela, sendo que se tivesse acertado, o meu teste arredondaria para 20! 20! E eu perdi um vinte por causa do meu típico calcanhar de Aquiles que teimo em não atinar.

É incrível a minha capacidade de errar coisas naquele grupo. Inacreditável. E  o pior é que quando, em casa, vou revendo as coisas, até me dá a ilusão de as perceber. Ah e tal, sim, sem dúvida, isto é uma oração subordinada relativa restritiva e isto um modificador frásico. Pois. Chego lá e é o desastre que se vê.

Sem dúvida que o meu estudo para o exame de português vai ser maioritariamente centrado nesta vertente da matéria. Vai ser passar os olhos por Pessoa e Memorial e depois chatear-me com algo a que nunca dei importância também porque nunca cheguei a perceber. Odeio aquilo. Mas a verdade é que na prova final não posso fazer a borrada que tenho feito. É pró' vinte, pá.

31
Jan13

When people see good, they expect good

Carolina

Ser mau aluno é muito mais fácil do que ser bom aluno. E não falo só do facto de não trabalharem tanto, de não se esforçarem e todas essas coisas (não desprezando as pessoas que às vezes encalham numa disciplina e, independentemente do que estudam, não saem dali); falo mais na questão das expectativas que põem sobre nós.

Lembro-me muitas vezes de uma frase do Damon, do The Vampire Diaries, que me marcou. Dizia ele que "when people see good, they expect good". E é mesmo assim. Ninguém espera muito de um aluno que tira notas medíocres, que não se cala durante as aulas e que não faz a ponta de um chavo em casa - mas se esse aluno tira um notão no teste, vai de lhe fazer alta festa (a não ser que tenha copiado, obviamente). Mas de um bom aluno a coisa já muda de figura: tem de ser sempre a subir. Tira 17, mas é para chegar ao 18. Tira 18, mas é para chegar ao 19. E é até rebentar a escala. A questão é que já não há festa nenhuma - já estão tão habituados a coisas boas, que só se pronunciam nas coisas más. E mesmo que se pronunciem quando os níveis se mantêm, nós sentimos, cá no fundinho, aquela pressão: sentimo-nos dentro de uma seringa, bem fechada, enquanto estão a pressionar o embolo e nós já não temos muita margem de manobra.

Dizem-me, às vezes, que certos testes são "canja" para mim, porque sabem as notas que tiro - e eu penso neste pequenino grande fator, que tanta influência tem em mim (não sei se desse lado sentem o mesmo, mas enfim). Porque ainda pior que ferir as expectativas dos outros, é ferir as minhas, que são normalmente ainda mais altas.

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