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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

24
Dez16

Bom Natal!

Carolina

No fim de Novembro fui aos correios e a senhora que me atendeu, depois de ver a data, disse "meu deus, Dezembro está mesmo a chegar! É aquele mês que passa num ápice, nem se dá conta do tempo passar". Na altura anui, sorri e fiz essas coisas todas de quem ouve mas ao mesmo tempo não ouve, porque só quer despachar aquilo e não está para se chatear. Mas como quase tudo na vida, a senhora (muito mais velha que eu) tinha razão: este mês voou. Não percebo a velocidade com que abri todas as janelinhas do meu calendário do advento, não me lembro de as abrir e parece-me que foi ontem que estava em êxtase por saborear o chocolate número um. Não sei se é por ser o meu primeiro Natal como trabalhadora, mas sinto que muitas coisas - incluindo as chatas, ao menos isso! - me passaram ao lado neste mês das festas. 

Serve esta introdução para dizer que não sei como é possível ser Véspera de Natal e de que estou plenamente convencida de que entrei numa máquina do tempo. De qualquer das formas, e antes que volte outra vez para trás querias, não podia deixar de desejar a todos vós, que me lêem desse lado, dois dias de festa rija, em família e com tudo o que se quer: saúde, felicidade e muitos doces em cima da mesa.

Já sabem que adoro o Natal, que é uma época muito especial para mim, ainda que cada vez mais agridoce. Eu não sou católica nem crente, mas sirvo-me destes dias como pretexto para estar com a minha família e mima-los como posso: quer seja cozinhando os meus doces favoritos para eles ou dando-lhes prendas. É o único dia do ano em que não há desculpas: não há jantares de trabalho, crianças doentes, compras para fazer, trabalho em atraso ou vontade de ficar em pijama. Para mim, muito mais do que um feriado religioso, é uma data em que nos obrigamos a parar e estar e mimar aqueles que mais gostamos.

Sei que não conheço a maioria de vós, mas sinto que me dão muito durante o ano inteiro. São a companhia perfeita para uma loner como eu, têm as palavras certas nas pontas dos dedos e dão muitas vezes alegria a uma vida que é, muitas vezes, monótona. Por isso, quero para vocês tudo aquilo que desejo aos meus: que tenham os vossos natais, como querem e com quem querem, e que desfrutem, porque a vida são dois dias - e já que não sabemos o dia de amanhã, mais vale enfardarmos em bom.

 

Bom Natal a todos!

Molly (100 de 1).jpgMolly2 (100 de 1).jpg

P.S. A Molly-Rena também manda lambidelas festivas!

23
Dez16

As pencas da Carolina

Carolina

"As pencas da Carolina" foi a expressão que mais ouvi durante o meu dia. Podem estar a estranhar por duas razões distintas: primeiro porque muitos não devem saber o que são pencas (meninos do sul!) e segundo porque, mesmo sabendo, juntar "pencas" e Carolina na mesma frase é algo improvável. Mas eu explico.

Em primeiro lugar pencas são as couves que se usam no Natal, para comer em conjunto do bacalhau. Não sei se têm outro nome, mas pelo menos no norte é assim que lhe chamamos e mesmo nos supermercados é assim identificada. São umas couves bonitas e enormes, com uma folha larga, que aqui em casa plantamos sempre com abundância para esta época festiva. É claro que nem sempre saem lindas e maravilhosas, depende sempre do tempo que se faz sentir e de outros fatores, como tudo na agricultura: mas este ano São Pedro foi bondoso e proporcionou as condições climatéricas ideias para umas pencas majestosas. Ao todo, nasceram mais de duas centenas no nosso quintal - e embora a família seja muito grande e a distribuição pelos amigos seja algo já frequente, ainda há muita couve para colher e comer nos próximos tempos. 

Posto isto, enquanto me preparava para sair de casa para ir para o trabalho, a minha mãe vem-me perguntar se não quero ajudar ao desbaste das pencas do nosso quintal, oferecendo algumas ao meu chefe e colegas de trabalho. Eram oito e meia da manhã e já eu lhes estava a mandar mensagens, qual mercearia em ofertas relâmpago e de liquidação. Fiz mais ao menos as contas e levei dez pencas para o escritório, em dois sacos do lixo gigantes e pesados que mal me cabiam dentro do carro.

Vi-me grega para transportar as couves pelas escadas do escritório acima mas lá consegui, orgulhosíssima das couves que ali transportava. Entretanto fui ao almoço de natal do trabalho e a notícia espalhou-se: a certa altura já só se discutia de couves, doces, agricultura e tradições natalícias e eu (supostamente) tinha pencas para oferecer a meio mundo - apesar de só ter 10 ali à mão de semear. Era "o bacalhau com as pencas da Carolina", "ir buscar ao escritório as pencas da Carolina", "perguntar à mãe se quer pencas da Carolina" e muitas outras coisas que acabavam com "as pencas da Carolina". Acabei a racionar as couves em vários sacos: duas para um lado, três para o outro, quatro para outro saco, uma noutro. Foi uma festa, parecia que estávamos na feira.

Porque, afinal de contas, o Natal também é isto: sujar o carro novo todo com as couves, quase cair das escadas por as transportar em cima de sapatos de salto alto, racionar para dar a mais gente. Não é a prenda mais óbvia do mundo, mas não deixa de ser especial. E, sejamos sinceros, não há nada como uma couvinha biológica no bacalhau cozido. (Boa ação do dia: check!)

 

Pencas.jpg

As ditas - aqui só metade das que levei.

19
Dez16

Calendário do advento em modo geek

Carolina

Nada bate o calendário de advento de chocolate, isso é certo. Não me venham cá com produtos de maquilhagem dentro de caixinhas, vídeos de Sara's Sampaios e Irina's Shayks a dançarem sensualmente só com uma mini-peça de roupa sobre o corpo ou meias feitas à mão penduradas pela casa. A verdade é que nada bate aqueles chocolatinhos, que nos consolam nestes dias frios de Dezembro e nos põem logo com um sorriso pela manhã diante a perspectiva de ter de abrir mais uma janelinha.

Acredito que os outros calendários agradem a alguns (percebo que quem adore maquilhagem ache piada aquele calendário que anda aí em voga, da The Body Shop, ou que os senhores se babem para cima do calendário da revista americana Love, de que a nossa Sara Sampaio fez parte), mas a verdade é que continuo a achar que nada bate os chocolates. Ainda assim, também me dou ao luxo de apreciar outros calendários - e aqui se prova que sou meia geek. Porque podia gostar da maquilhagem ou das meias espalhadas pela casa, mas não... o calendário que eu achei mais piada foi mesmo o da Google, naquilo a que eles chamaram "Santa Tracker". No fundo, todos os dias vemos um novo "ponto de paragem" do Pai Natal - que podem ser jogos (óptimos para matar tempo, que é coisa que não tenho mas mesmo assim mato), vídeos ou pequenas animações que têm o intuito de ensinar como se diz "pai natal" em todas as outras línguas ou que querem simplesmente entreter. Ah, claro, nunca esquecendo uma contagem decrescente - até ao segundo! - da chegada do Pai Natal.

A verdade é que sou uma apaixonada pela Google e adoro o facto de uma empresa tão grande e importante "perder" recursos e tempo para dar estes mimos aos seus utilizadores. Na verdade são coisas com pouca utilidade prática, mas que fazem com que nos relacionemos muito mais facilmente com a marca. Dito isto - e escrito este post, que já tardava em chegar - vou voltar ao trabalho, que hoje tenho noitada pela frente. Quanto a vós, se estiverem de férias e sem nada para fazer, podem ir sempre jogando com as renas e os elfos no "Santa Tracker", enquanto caem em vocês de que faltam só quatro dias para o Natal. (Sim, quatro, OMG!).

 

SantasTracker.jpg

 

16
Dez16

Uma ode ao [meu] Natal

Carolina

Eu não sei quanto a vocês e à vossa família, mas na minha o Natal é assim uma espécie de guerra fria: todos os anos há cenas, todos os anos alguém quer acabar com esta brincadeira, mas todos os anos se mantém tudo igual. Acho que esta época envolve uma série de mixed feelings complicados de gerir: por um lado é tempo de estar com a família, mas por outro sente-se ainda mais a falta dos que cá não estão; há férias e feriados, é uma altura de "paz", mas todo este frenesim das prendas, doces, festas, jantares e a própria consoada fazem com que se precise de ir uma semana para as Caraíbas no início do ano para um repouso absoluto com vista a "repor os valores de origem".

Na minha família da parte da mãe o maior drama (ou alegria, depende do ponto de vista) é o número de pessoas: passamos sempre dos 30 e a família tende a aumentar, entre namorados, maridos e toda uma nova geração de filhos que se está a construir. Isto significa mais gente para sentar, mais gente a sujar, mais gente para dar de comer, mais gente para coordenar. É complicado e extremamente cansativo ao ponto de, desde há muitos anos, haver sempre um momento em que alguma das matriarcas da família (que organizam os Natais) dizerem "chega!, para o ano não quero o Natal!". Felizmente nunca cumprem com a sua palavra porque, passado o cansaço, valores mais altos se levantam - e eu percebo, juro que sim. Também é a minha casa que fica em pantanas, também sou eu que carrego mesas e cadeiras para sentar toda a gente, também sou eu que acordo às 7 da manhã para fritar os doces - e sei que tenho idade para isso mas que os anos no lombo da minha mãe e da minha tia, as "anfitriãs" das festas, já lhes começam a pesar.

Sempre que elas vêm com estas conversas eu ataco por outro lado, alinho na delas. "Pronto, está bem, acaba-se com o Natal. Para o ano passamos o Natal sozinhos, cada um para seu lado?". A resposta nunca é positiva, após pensarem seriamente no que dizem. "Então, vamos viajar?". Aí já hesitam, mas eu não. A verdade é que nenhum de nós (da minha família, entenda-se) vai tomar como "normal" ter um Natal só com meia-dúzia de pessoas à mesa. A ideia de viajar é muito bonita - e não me interpretem mal, porque eu adoro passear por esse mundo fora - mas a verdade é que é Natal em qualquer parte do mundo; naqueles dois dias vai sempre haver famílias reunidas, prendas e todo o tipo de tradições natalícias e isso, inevitavelmente, faz-nos ter saudades de casa, do "nosso" Natal.

E sim, o nosso Natal é caótico. Mas é também maravilhoso. O ano passado passei o dia sozinha, com os meus pais e o meu avô, e foi um dos Natais mais tristes da minha vida; tinha o cabrito, os bolinhos de bolina, as rabanadas, o bolo rei. Mas sabem o que tinha mais? Um silêncio ensurdecedor, que é coisa que, no meu conceito de Natal, não encaixa. Acredito que existam Natais maravilhosos com 4, 5, 7, 10 pessoas - mas não para mim, que vivo desde que nasci no seio de uma família grande, barulhenta, com muitas diferenças mas, acima de tudo, muito unida. Não sei o que é passar um ano sem que me olhem, num sentimento de espanto, pena e inveja, quando digo que somos mais de trinta à mesa - porque toda essa confusão é que é para mim o Natal.

Há quem apregoe há anos que este nosso conceito natalício vai eventualmente acabar - porque se juntam tantos núcleos familiares que a articulação entre todos, num só dia, é praticamente impossível (uns vão às mães, outros às sogras, outros aos sogros - quando há pais separados ainda é pior - e por aí em diante). E é verdade. Já há muitos anos que não estamos todos juntos - ora falta o meu irmão que não veio de Inglaterra, ora falta uma tia que também está emigrada, ora faltam os meus primos que já têm mais do que duas famílias para se dividir. Mas ao menos persistimos ao tempo e continuamos na esperança de que, no ano seguinte, consigamos estar todos juntos. Porque o nosso Natal é tão forte, é tão bom e tem um tamanho impacto nas nossas vidas que nós não o conseguimos deixar ir - e no dia em que isto acabar, se acabar, posso garantir que nunca mais teremos Natais tão felizes, porque a nossa memória não nos deixa esquecer todos os risos, sorrisos, dramas e cumplicidades (ou, como quem diz, o amor) que se vivem nestes dias. O Natal pode ser complicado, pode ser difícil de (di)gerir - mas eu tenho a certeza absoluta que mais complicado ainda é a falta dele.

 

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04
Dez16

O drama de ir ao cinema na altura do Natal

Carolina

Ando há imenso tempo para ir ver o "Fantastic Beast and Where to Find Them", mas muitas coisas se tem metido pelo meio e a minha sessão solitária de cinema tem sido adiada dia após dia. Isto não seria um problema se não nos estivessemos a aproximar perigosamente do Natal, época em que, como todos sabemos, os shoppings ficam totalmente impróprios para consumo.

Pelo menos no Porto, é o drama que temos: todos os cinemas ficam em centros comerciais, não há nada descentralizado destes "epicentros" das compras. Eu só tenho algumas compras finais a fazer, já sei precisamente o que quero e sou rápida e eficaz, mas fora isso só queria mesmo ir ao shopping ver o filme. Quando é para passear ou comprar qualquer coisa, principalmente nestas épocas, opto sempre por ir mal o shopping abre, mas para o cinema somos obrigados a ir sempre a horas de maior afluência, o que dificulta tudo isto. Apetecia-me levar um cartaz colado no carro a dizer "deixem estacionar esta pobre alma que só quer ir ao cinema e não vos fará concorrência nas compras natalícias", mas não me parece que vá funcionar. 

Posto isto, lembrei-me de uma coisa que poderia ajudar ao fluxo de pessoas nos shoppings. Tal como há câmaras nas praias para se conseguir ver o vento, a ondulação e a quantidade de pessoas no areal... também se podia fazer algo do género em versão centros comerciais. Bastava ter uma câmara em cada parque de estacionamento e já se percebia se o caminho estava desimpedido ou se era missão impossível. Fica a ideia. Aposto que quando estiverem meia hora à procura de lugar no vosso centro comercial, se vão lembrar de mim. 

01
Dez16

Habemus árvore de Natal!

Carolina

1 de Dezembro, a suposta data "oficial" para decorar a casa com motivos natalícios. Eu sempre me opus veemente a isto, sou a personificação do ditado "o Natal é quando um homem quiser" (neste caso em modo mulher, mas vocês percebem) e mal cheira a Novembro começo logo a chatear a minha mãe para montarmos a árvore de Natal - e ela diz-me sempre que não, que a árvore se monta no primeiro dia de Dezembro e blablabla. Sim, meus amigos, toda a minha vida tem sido uma batalha - desde que me lembro de existir que choramingo todos os fins-de-semana de Novembro para montarmos a bendita árvore mas, quando o consigo, são só uns miseráveis dias antes do primeiro dia do último mês do ano.

Mas este ano foi diferente. Para minha surpresa foi a minha mãe a perguntar-me se queria montar a árvore, ainda faltava mais de uma semana para o dito dia "oficial" de montagens. Caiu-me o queixo e acedi de imediato, que não é todos os dias que me fazem uma oferta destas. Por acaso, e contra todas as expectativas, não montamos a árvore nesse dia: primeiro porque estava cheia de trabalho e segundo porque decidimos, finalmente, comprar uma árvore nova. Já há uns três anos que eu e a minha mãe discutíamos isto e que adiávamos devido aos preços ridículos das árvores de Natal. Mas este ano vi uma linda na Área e não consegui adiar mais: perdi a cabeça e o amor ao dinheiro, abri os cordões à bolsa e comprei uma nova, linda, com uns "meros" três metros de altura.

A outra já era alta e bonita, mas os dezasseis anos de uso já a estavam a deixar "depenada" - algo normal em árvores artificiais, mas que me desgostava a cada ano que passava. Eu adoro a árvore de Natal e a própria festividade em si - embora comece a perceber porquê que os mais velhos não gostem. Acho que por esta época ser festejada em família acaba por trazer memórias tristes, dos tempos e das pessoas que já passaram; eu própria já sinto isso e trago a reboque algumas memórias mais tristes de Natais menos felizes, mas quero contrariar-me ao máximo. Manter o espírito natalício em alta e, ainda para mais, ter uma árvore de Natal nova ajudou imenso.

E, para comemorar o "feito", filmei a montagem da dita. Não ficou tudo, até porque algumas coisas foram postas à posteriori, mas acho que dá para perceber a ideia. Uma árvore de três metros implica um escadote - e, pior, subir praticamente ao último degrau. Fiquei feliz por não ter vertigens (e ainda deu para fazer um treininho de pernas, ali no sobe e desce). No fim acho que ficou linda. Nós colocamo-la no centro do nosso jardim interior, fazendo com que seja visível em praticamente todas as divisões da casa - o que é giro por um lado mas que, por outro, não lhe dá aquela ar "acolhedor" durante o dia, pois está num sítio super iluminado. Acho sempre as árvores mais bonitas nas lojas, onde não há luz direta e natural, fazendo com que tudo fique com um aspeto mais "cozy" - mas isto é o que temos e, apesar de dia perder um pouco a piada, de noite fica lindo, lindo, lindo. 

Deixo o tal vídeo e umas fotos. 

P.S.: Já só faltam 23 dias!!!

 

 

 

 

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25
Nov16

Querido Pai Natal...

Carolina

Um mês para o Natal, whoooow! Adoro esta época do ano, já sabem como é especial para mim. Já tenho a minha árvore pronta a decorar, assim como 90% das prendas compradas e estou ansiosa por ter aquele cheirinho a canela espalhado pela sala e aquele nervoso miudinho de ter casa cheia, assim como as caras dos meus amigos e irmãos quando abrem as prendas. 

Vou poupar-vos ao paleio que tenho todos os anos sobre a troca de presentes - já sabem que adoro trocar prendas e por isso é que já quase há um mês que ando a tratar de comprar tudo para a minha família, porque são coisas que vêm dos quatro cantos do mundo. Adoro pensar em coisas especiais e giras para cada um deles, e tal exige tempo. Mas sei que nem todas as pessoas são assim - pelo contrário, há sempre aquela tendência de deixar tudo para a última da hora. Para além disso há aquela ideia instalada em relação a mim de que sou super difícil para arranjar prendas. Eu não acho, até penso que sou fácil de agradar e nada esquisita neste tipo de coisas. O simbolismo, para mim, é o mais importante - e não me lembro de não gostar de uma prenda de Natal que me tenham dado.

Ainda assim, e como isto já é um clássico, já todos me andam a perguntar quando é que lanço a minha lista de presentes de Natal. Eu sou uma sortuda e, hoje digo-o, sou feliz. Não preciso de nada. Mas gosto de receber prendas e de ser surpreendida, porque sou humana e no fundo todos gostamos de ser mimados. Como tal, deixo uma lista de coisas que gostava de receber. Se não tiverem tempo, dinheiro ou pachorra, também aceito meias - desde que sejam fofas e quentes, podem ficar descansados que não me vou insurgir contra esse clássico de Natal. E uso-as de certezinha.

 

Ah! Lanço isto na Black Friday porque há, de facto, descontos de bradar aos céus. Se quiserem aproveitar, muitas das lojas que menciono abaixo estão com preços super apetecíveis e simpáticos. Pus asterisco nas lojas que estão com promoções nestes produtos.

 

PrendasNatal2017.jpg

 

 

 

1. Livro "O Labirinto dos Espíritos", do Carlos Ruiz Záfon. Deve ser um dos bestsellers desta época, por isso não é difícil encontrar. Também quero o "Eragon", que ando para ler a séculos - se quiserem dar uma ajudinha oferecendo-me, ficarei feliz.

2. As sapatilhas da HushPuppies de que falei aqui. O tempo passa e elas continua alojadinhas no meu coração.

3. *Brincos com pérolas. Estes são da Stone by Stone e são diferentes, mais descontraídos (aqui), mas também aceito aquela pérola clássica, para completar os looks mais sérios que agora uso com mais frequência.

4. *Anéis de prata da Stone by Stone. São a minha perdição, uso-os a todos, não marcam os dedos e são super em conta. Estes dois andam debaixo do meu olho há séculos e quero muito tê-los nos dedos. O meu tamanho é normalmente o mais pequeno de todos, tenho o dedo fininho. Aqui e aqui.

5. Roupa de desporto, em particular tops. Ando a precisar de motivação para ir ao ginásio e roupa nova e gira ajuda sempre. Esta é da sport-zone.

6. *Estojo. Ando sempre a trocar o estojo de uma mala para outra, por isso tenho a tendência para me esquecer. Queria um mais giro e compostinho e este da Bimba & Lola afigura-se uma boa opção. No entanto, pode ser outro qualquer - como já disse, não sou esquisita.

7. *Uma mala mais pequenina, não completamente formal e não completamente casual. Também não tem de ser da Bimba Y Lola, esta é só uma ideia. Aqui.

8. Por fim, esta lightbox que eu ando a namorar desde que a vi em Estocolmo. Já a vi em muitos sítios online à venda (como aqui), mas em loja só vi na Área. 

 

Fora da lista: livros, livros, livros (posso sempre trocar, respirem de alívio), pijamas, robes e mantas (preciso de uma gira para o escritório). Acho que está tudo - e já dei aqui uma ajuda valente. Queridos manos, não têm de quê 

12
Nov16

It's Beginning To Look A Lot Like Christmas

Carolina

Eu chego a esta época do ano e só me apetece ouvir Michael Bublé. Já me é intrínseco, os meus dedos já quase o fazem de forma automática, como se tivessem ligados a uma agenda mental. Lá pelos primeiros dias de Novembro, de cada vez que vou ao YouTube, parece que escrevem sozinhos "Michael Bublé" - e o pior é que, ano após ano, continuo a adorar aquelas músicas como adorei desde o primeiro dia.

Já estou, desde o início do mês, imbuída no espírito natalício (sim, já comprei a maioria das minhas prendas...) e, como não podia deixar de ser, as músicas já andam em repeat mode. Mas com a notícia de que o filho do Michael Bublé está com cancro, confesso que de cada vez que o ouço tenho um sentimento agridoce. Por um lado são melodias bonitas, calmas, sempre com um fundo de esperança tal como pede esta época; mas por outro não consigo deixar de pensar que, quem as canta, está provavelmente a passar a fase mais difícil da sua vida enquanto eu estou aqui a baloiçar-me enquanto escrevo, trabalho ou trato das minhas prendas de Natal.

A vida é dura e os momentos maus tocam a todos. As doenças não escolhem idade, sexo ou estrato social, mas é sempre duro ver os outros sofrer - e é claro que há sempre gente a sofrer, mas "longe da vista, longe do coração". A mim conforta-me o facto de aquela criança - ainda que ninguém tão novo mereça sofrer o que quer que seja - tenha todos os meios à sua disposição para ver esta maldita doença curada, com pais sem dificuldades financeiras e com todo o tempo do mundo para lhe dedicarem.

Eu cá vou continuar a ouvir o Bublé, porque ele será sempre a voz desta época que me é tão especial, este ano a torcer particularmente para que tudo corra bem. 

11
Out16

Já de olho nas prendas de Natal

Carolina

Confesso que sou um bocadinho inconstante no que diz respeito a presentes, o que é um chato. Num aniversário dou uma prenda; noutro já não dou. Num Natal dou prendas a todos os miúdos, noutro já não dou a ninguém. E isto acontece não por ter má vontade ou me esquecer, mas por não gostar de dar prendas normais, só porque sim. A pecinha de roupa, o caderninho, o voucher, os creminhos para a pele... é tudo muito giro, mas tem escrito  "PARA DESPACHAR" ali algures.

E eu, quando dou prendas, não é para despachar. São prendas com significado, que fazem sentido, que têm uma mensagem por detrás. Podem custar-me 50 cêntimos ou 50 euros, o que me importa é mesmo o impacto que causam. No Natal passado, por exemplo, fiquei super orgulhosa pela panóplia de prendas que entreguei - achei que todas tinham sido bem conseguidas, porque todas tinham um toque meu; na altura até quis mostra-las aqui, mas a minha vida na altura não estava fácil e a coisa acabou por não se dar. Muitas vezes a prenda em si não vale nada, o que vale é aquela gargalhada ou sorriso rasgado quando as pessoas rasgam o papel. E isso vale tudo. A título de exemplo, digo-vos algumas das coisas que ofereci: à minha cunhada dei um frasco cheio de corações de açúcar, feitos por mim (como estes); na tampa, tinha um cordel com uma mensagem, que dizia algo como "que estes corações te adocem o chá como tu me adoçaste a vida". À minha irmã dei um apanha migalhas em forma de joaninha, pois ela chama-se Joana e sempre adorou joaninhas. Ao meu pai dei-lhe um telegrama em chocolate, da MySweetsForYou, com uma mensagem especial para ele (que é um devorador de chocolates quase crónico). E ao meu irmão dei-lhe as chaves de casa dele, que eu tinha perdido há meses (mas achava que não tinha sido eu, embora ele estivesse sempre a insistir) e que encontrei um par de dias antes do Natal.

Estes são só alguns dos muitos exemplos de prendas que dei e adorei - às vezes até gosto mais de dar as prendas e ver a reação das pessoas do que propriamente de ver as minhas. E por isso é que, quando não tenho nenhuma ideia brilhante para um presente, prefiro nem dar, porque desvirtuo toda este meu ideal de presentes com significado (embora saiba que é chato). 

Como tempo é algo que agora não tenho em abundância e há sempre coisas que mando vir da internet e que demoram a chegar (ou, quando chegam, revelam-se um flop), já estou a tratar das minhas prendas com devida antecedência. Já estou aqui a magicar umas ideias e acho algumas tão boas que até me custa não as dar já. Natal, chega rápido!!

24
Dez15

Feliz Natal!

Carolina

Este é o post de praxe, toda a gente sabe. Tenho escrito muito menos do que queria e trabalhado muito menos do que tinha previsto - estar sentada ao computador, no estado em que estou, não é o mais conveniente, por isso faço-o só quando estou em desespero de causa ou preciso mesmo muito. E este é um dos casos.

O Natal é, para mim, uma das épocas mais especiais do ano. Adoro tudo: a família, a árvore, o presépio, os presentes. O último Natal foi muito amargo e, embora este não seja comparável, não o vou passar nas melhores condições. Ainda assim, não vão ser as dores, o desconforto e a inibição de me sentar (pelo menos o mais possível) que me vão estragar esta quadra ou que me vão impedir de fazer os meus bolos de bolina e outras tradições que tais.

E é esta a mensagem que vos deixo: que, com mais ou menos problemas, mais ou menos vontade ou estado de espírito, que aproveitem esta época ao máximo. Desfrutem da família (este é dos poucos ou únicos momentos do ano em que nos juntamos todos, por exemplo), sorriam com as prendas (mesmo que sejam meias feias - vejam o lado bonito da questão!) e enfartem muito, porque este não é dia para fazer dietas.

Este ano, se pudesse pedir coisas imateriais para estarem no sapatinho, pedia saúde e paz de espírito (algo que senti falta nos últimos meses, não só em mim, mas também nos que me rodeiam). Desejo-vos sinceramente o mesmo. Sejam felizes. E obrigada por, todos os dias, me darem pequenas prendas (em forma de comentários e palavras) e me fazerem também a mim feliz!

 

Beijinhos e um Feliz Natal!

 

DSC_0682.JPG

 (foto minha, tirada num dos passeios fotográficos)

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