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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

21
Mar15

"O meu lugar é onde eu quiser"

Carolina

Nem só de leituras "nobres" e de escrita se faz a minha vida (por falar nisso, encravei no livro que estou a ler agora, daí a falta de reviews). Para além dos blogs, também tenho dias em que gosto de ler aqueles textos pirosos, românticos, queridos, de rapazes que - à luz da escrita - parecem príncipes encantados e que nos dão a volta em dois tempos. 

Hoje encontrei um texto giro, que me tocou particularmente (por me rever muito). Ao contrário do que é costume partilho convosco.

 

texto1.JPG

 

(podem ler melhor aqui, site original) 

09
Mar15

Temos tudo, tudo, tudo... e para nós nada!

Carolina

"Mulher prevenida vale por duas", não é verdade? Porque mulher que é mulher anda sempre com mil e uma tralhas na carteira, muitas delas que só utilizamos aí umas três vezes ao ano. Ainda assim, uma coisa é certa: no dia em que as tiramos da mala, é o dia em que precisamos delas. Por isso lá andamos carregadas, com quilos nos ombros só na eventualidade de alguma coisa acontecer.

É uma caneta, bloco de notas; são comprimidos para as dores de cabeça, para as cólicas e para uma doença qualquer que arranjamos sabe-se lá como; são batons, lápis e rímel; são elásticos para o cabelo e um par de ganchos para situações de emergência; toalhitas para qualquer desastre que aconteça; uma lima das unhas para fazer desaparecer aquela aresta que nos está a chatear há horas e também uma pinça, porque nunca se sabe quando se encontra um pêlo incomodativo. Ah, e agora com esta nova lei dos sacos, lá andamos nós com um saquinho de pano metido na mala, just in case. Cansativo, não é? Os homens, de cada vez que pegam numa mala nossa, reviram os olhos e resmungam durante horas a fio. Até ao dia. E qual é o dia?

É o dia em que estão com dores de cabeça e precisam de um comprimido. E quem tem o comprimido? Somos nós.

É o dia em que, com um azar do caraças, calcam um poio de cão no chão, não querem sujar os tapetes do carro e precisam de uma toalhita. E quem tem a toalhita? Somos nós.

É o dia em que lhes liga alguém do trabalho, com o número de telefone do indivíduo de quem eles andam atrás há meio século e precisam urgentemente de uma caneta e de um papel para escrevinhar. E quem tem a caneta e o papel? Somos nós.

Somos sempre nós que temos tudo e são sempre os outros que não têm nada. Mas chega sempre o dia em que nós, com umas dores desgraçadas, precisamos de um comprimido: vamos à carteira, abrimos a bolsinha dos nossos primeiros socorros e... não há comprimidos para ninguém. E com sorte também já se acabaram as toalhitas e o elástico já se perdeu no cabelo de alguém. É uma espécie de lei da vida, traçada desde os tempos em que as mulheres decidiram prever em vez de remediar: nós é que andamos precavidas, carregadas até ao tutano, mas o que temos acaba sempre, irremediavelmente, para ir para os outros (e nisto incluem-se homens, mulheres, amigos, colegas de faculdade ou namorados). Enfim, é só mais uma das trezentas coisas que temos que arcar como consequência de sermos mulheres. 

17
Jul14

As clutchs

Carolina

Acho muita piada à moda das clutchs que anda por aí. Antes andava-se com malas que davam para meter um bebé lá dentro, agora a moda é andar com umas onde nem o porta-moedas cabe. Tudo bem. Mas o problema está precisamente aí.

A sério que eu acho fofas muitas destas malas que se vêem aí - às vezes, assim por instinto, até me apetece levar uma para casa. Mas depois olho para a minha mala - que já é o mais pequeno possível - e convenço-me que não, que não dá. Há coisas que não dispenso: a carteira (grande), uma saquinha-de-pronto-socorro (com comprimidos, lima das unhas, coisas de higiene íntima, toalhitas), lenços de papel, as chaves de casa, uma caneta e o telemóvel. De tudo isto, só as chaves de casa e o telemóvel é que cabem numa clutch normal (há outras tão pequenas que nem isso) e, portanto, questiono-me: como raio é que há mulheres que conseguem condensar tudo naquela mini-mala? Deixam o resto das coisas no carro? Transferem-nas para os bolsos do pobre namorado? Ou sou mesmo eu que preciso de andar com uma série de coisas atrás e que tenho uma porta-moedas demasiado gigante? 

Enfim, há coisas no mundo feminino que nem eu entendo.

 

 

 

 (ambas da Parfois, a primeira que adoro particularmente e que tive de me controlar MUITO para não comprar, quando a vi pela primeira vez)

 

Agora expliquem-me: como é que se põe o que quer que seja dentro destas miniaturas? 

23
Mai14

As (más) mulheres

Carolina

Há uns tempos tive uma aula de zumba que não foi dada pela professora do costume. Veio outra rapariga nova substitui-la, porque ela não podia vir. Era simpática e claramente cheia de genica.

Acabou comigo logo nas primeiras duas músicas - uma delas, então, ia-me matando logo ali. Mas eu gostei, foi diferente do habitual, com músicas novas para fugir à rotina e - a meu ver - bastante mais duro que o costume. Pôs-nos a dançar a pares, a fazer agachamentos, enfim... uma mistura bem feita entre dança e fitness, enquanto que a outra professora vai mais para as danças latinas e mais "dançadas". É claro que nós - alunas habituais - estranhamos, mas não tinha necessariamente de ser uma coisa má.

O bom de se ter uma professora já conhecida é que já sabemos as músicas, as coreografias, a forma de nos ensinar, os sinais e que se nos enganarmos não precisamos de nos esconder a um canto envergonhadas. É tudo muito mais natural e descontraído - enquanto que alguém novo puxa e exige mais de nós. E numa aula dominada por mulheres, o veneno invadiu a sala (e foi evidente, mesmo em frente à professora). É claro que não era a mesma coisa, o estilo era diferente, não era uma relação tu-cá-tu-lá, nem as mesmas coreografias ou sequer o estilo se assemelhava. Mas a aula foi boa (muito mais parecido à do ginásio onde andava antes), divertida e diferente. 

No entanto, não para algumas senhoras que fizerama aula comigo. Que ela não tinha ritmo, que aquilo era zumba fitness, que foi horrível, que não iam mais se ela continuasse. E chegaram a ir dize-lo à recepção, garantindo que não tinham aulas com a pobre rapariga, que no fundo só foi substituir uma professora e deu uma aula ao estilo dela. Tive pena dela e do facto de ter sida descartada para canto só por "estranheza" (e maldade, que eu cá não lhe chamo outra coisa) por parte das alunas.

As mulheres são umas víboras (e eu sou mulher e admito-o).

19
Set13

Dramas de mulher

Carolina

Eu nunca tenho espinhas, é raríssimo. Mas ontem começou a aparecer-me uma - e aparecem-me sempre nestas ocasiões: quando tenho festas a caminho!

No sábado tenho um aniverário um pouco mais formal, com direito a salto alto e maquilhagem (e atenção que isto acontece aí umas três vezes ao ano) e pumba, toma lá com uma espinha para completar o outfit. Ninguém merece.

31
Jul13

Demasiado longo

Carolina

Embora a maioria das mulheres ainda se sinta "reduzida" quando tem cabelo curto (ainda há dias falei com uma amiga que teve mesmo de cortar o cabelo acima dos ombros e que está traumatizada para a vida, não gosta nada daquilo, não se sente nada feminina e está mortinha para que os fios de cabelo cresçam), eu sou o oposto.

Acho que há uns dois anos que não tinha o cabelo assim tão grande e... estou ansiosa por o cortar! Depois do último corte fiquei suficientemente traumatizada para ter vontade de o deixar crescer - escaleio-o, mas como estava curto e não tinha peso suficiente, acabava por levantar e ficar horrível. Já se passaram sete meses, o cabelo já está abaixo do ombro, as pontas espigadas e a cabeleireira, de certeza, com saudades minhas. Tenho andado a aproveitar o comprimento do meu cabelo para fazer inúmeros penteados e aprender a fazer tranças (embora o dito ainda não seja suficientemente grande, já dá para experimentar) e puxos via youtube, tendo em conta que esse é o grande ponto fraco dos cabelos curtos: nar dar grande margem de manobra para grandes penteados. Têm sido uns belos dias, mas acho que estão prestes a acabar.

Já tenho saudades de um corte definido, de não ter de andar a esticar o cabelo que já começa a encaracolar, de não ter as pontas espigadas porque vou quase de mês a mês acertar o penteado. Não nego que o cabelo grande me faz sentir mais senhora, mais parecida com a figura que idealizamos de mulher sexy e ideal - mas não sou eu. Desde o dia em que cortei o cabelo que deixei de sonhar com essa imagem ídilíca de mulher e formei a minha. E o cabelo curto, na minha cabeça, tem tudo a ver comigo, toda uma personalidade aliada que espelha aquilo que eu sou ou quero ser.

24
Jul13

Os olhos defeituosos dos homens

Carolina

Nunca tive problemas em admitir que acho as mulheres mais bonitas que os homens; que reparo mais nas senhoras que nos senhores; que acho muito mais fácil uma rapariga ser mais vistosa que um rapaz. E isso não faz de mim lésbica ou bissexual.

Nós, mulheres, temos a oportunidade de nos fazermos passar por muita coisa que não somos: e aqui se pode incluir a beleza. Nós depilamo-nos, maquilhamo-nos, usamos cintas, saltos altos, pintamos as unhas, o cabelo, arranjamos as sobrancelhas, alongamos as pestanas, auto-bronzeamo-nos, utilizamos soutiens com almofadas... Temos, naturalmente, muito mais ferramentas que enganam assim a olho nu. Para além de tudo mais, temos mais curvas, um corpo que, na sua essência, e na minha opinião, é bem mais bonito que o masculino. É muito raro eu encontrar um homem bonito, que tenha aqueles traços que eu acho necessários para que se possa considerar ter essa qualidade - mas, mulheres bonitas, há quantas baste!

E quanto a esta última parte os homens não discordam - normalmente, passam metade do tempo a ver as "paisagens" envolventes. Mas da mesma forma que eu tenho olhos para ver e apreciar ambos os sexos, os homens dizem-se, muitas vezes, com uma limitação: não conseguem apreciar homens. Desculpem? Os olhinhos dos senhores têm filtros especiais que eu desconheço ou é só mesmo o machismo e o espírito másculo a falar mais alto? Sim, porque um homem admitir que consegue ver beleza num outro elemento do sexo masculino é algo que prova imediatamente a sua orientação sexual: é gay de certezinha. Mas... porquê? Porquê que é assim tão difícil admitirem que, tal como todos, têm olhos para olhar para tudo e responderem quando vos pedem uma opinião? Sim, vocês também olham para homens; sim, vocês conseguem ver quando um rapaz é mais giro que outro; sim, vocês sabem dar uma opinião; sim, vocês têm é medo das línguas alheias e dos estigmas que vocês próprios ajudam a criar. E, sim, é perfeitamente ridículo fingirem-se de cegos.

05
Mar13

Mecânica é para homens

Carolina

Estas últimas aulas de código têm sido as piores - não por serem as últimas, não por estar próxima de fazer o exame, não por estar farta de lá ir, mas sim porque aquilo de que estamos a falar é horrível. É o motor, o carter, os êmbolos, as quatro fases do motor, a injecção, o líquido de refrigeração, a panela, o catalisador, a bateria... enfim, não há pachorra.

Pela primeira vez, dei por mim a pensar: "não devia estar aqui - esta aula é para homens!". Sou uma vergonha - andamos nós anos e anos a pregar pela igualdade, e eu agora quero delegar as mecânicas para o lado masculino. Enfim, fico-me pela máxima: "quem diz a verdade não merece castigo". Perdoem-me [mas aquilo é mesmo terrível].

 

Esclarecimento: só me queixo destas aulas de mecânica em particular, de resto ir às aulas de código não constitui uma obrigação para mim - vou por gosto.

12
Fev13

Mulher prevenida vale por muitas

Carolina

Ainda falando de malas, tenho de admitir que há duas coisas que tenho em comum com as mulheres em geral: primeiro, aquilo é uma bagunça; segundo, é um peso que não se aguenta.

Verdade seja dita que a maior parte das vezes ando com os livros e cadernos da escola lá metidos mas, ultimamente, mesmo sem eles, parece que trago calhaus lá dentro. Isto porque eu sou muitíssimo prevenida e quase que trago a casa atrás: desde que ando na escola de condução, o livro de código anda sempre comigo; tenho sempre uma écharpe preta e fininha no fundo da carteira, para quando tenho frio - serve de écharpe, cachecol e mantinha; da mesma forma, tenho uma boina; o estojo, mesmo em dias que não tenho aulas, anda comigo - nunca se sabe quando vou ter um rasgo de inspiração; de qualquer das formas, não se serve de nada ter canetas se não tiver onde escrever - por isso é que ando com um bloquinho; depois há sempre aquele saquinho que todas as mulheres têm, atafulhado de comprimidos, um batom de cieiro, um par de ganchos, toalhitas e essas coisas que toda a gente sabe. De resto, ainda há as coisas super essenciais: a carteira com o dinheiro, cartões e afins, os óculos de sol, lenços de papel...

São tudo coisas pequeninas, mas que acabam por ser tantas que uma pessoa pega naquilo e pensa que está a pegar num conjunto de paralelos. Custa e cansa, mas é tão bom ter as coisas quando precisamos delas! E, afinal de contas, não é nada a que já não estejamos habituadas, right?

 

P.S.: Mas melhor do que satisfazer as nossas necessidades quando precisamos, é quando os homens - que nos chateiam de morte por termos as carteiras neste estado - precisam de algo. Aí temos o que eles precisam e ainda levamos o orgulho deles atrás!

04
Set12

O destino dos totós

Carolina

Há uma coisa que as mulheres têm (quase) sempre, que (quase) nunca compram e que (quase) sempre perdem. Chamam-se totós (ou então sou eu que lhes chamo assim: são basicamente elásticos para amarrar o cabelo).

Acho que em dezassete anos de vida, comprei duas vezes um pacote de totós - sendo que a última foi há um par de dias (visto que o meu ficou no mar enquanto fazia de mergulhadora, no passeio de gaivota). E apesar de os estimar muito e tentar estar sempre de olho neles, o inevitável acontece: eles desaparecem, de quando em vez. Porquê? A maioria das vezes é em tempo de aulas, quando alguma rapariga anda estilo barata-tonta a pedir um totó a alguém, pois não pode ir para a aula de cabelo solto; aí, mostramos o pulso e dizemos "MAS DEVOLVES-ME NO FIM DA AULA, SIM?!". A resposta é sempre a mesma. E o fim da história também.

Ao longo destes anos, fui-me aguentando com os elásticos que fui comprando e com os que fui "roubando" - e esta expressão está mal aplicada, porque nós não roubamos; apenas nos esquecemos (a sério)! Mas, quando chegamos a casa e vemos que temos mais uma pulseirinha na mão, acabamos mesmo por ficar com ela - porque sabemos que isto se trata de um ciclo, e que daqui a pouco seremos vítimas do mesmo destino.

 

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