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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

03
Out16

Uma mochila "pequenina" às bolinhas azuis*

Carolina

Cruzeiro_TlmMae-46.jpg

 

mochila.JPG

 

 

Não sei se repararam que em todas as fotos que partilhei sobre o cruzeiro havia sempre dois denominadores comuns: primeiro as sapatilhas, sobre as quais já falei aqui e segundo, a minha mochila das bolinhas. Muitas vezes não se nota muito bem, só mesmo ao nível dos ombros, até porque não tenho nenhuma foto absolutamente espetacular onde ela se veja mesmo bem, mas a verdade é que merece a menção honrosa: foi uma companheira incondicional em todas as viagens que fiz nos últimos meses e valeu cada cêntimo que paguei por ela. É a prova de que os amores à primeira vista também podem ser bons investimentos.

Comprei-a no aeroporto de Londres, da segunda vez que tentei apanhar o avião (se bem se lembram, perdi o primeiro - e a correria foi tanta que nem tive tempo para deitar o olho a nada). Dessa vez fomos com tamanha antecedência que deu para correr as lojas todas - e dei de caras com uma que nunca tinha entrado ou ouvido falar, chamada Cath Kidston. Tudo o que posso dizer é que é a loja mais gira, amorosa e fofa de todo o sempre. Trazia-a toda comigo. Malas, carteiras, bolsinhas, porta-moedas, coisinhas de bebé - tudo lindo, amoroso e de aparente boa qualidade (e, para Londres, até bastante em conta).

Tinha acabado de correr Londres com uma mini-carteira de um só ombro, o que não se tinha revelado nada prático - gosto sempre de andar prevenida com uma peça de fruta, um casaco e a máquina fotográfica (e, normalmente, uma objetiva extra), para além de todas as coisas do costume como o porta-moedas, pelo que tinha sempre de abdicar de alguma coisa para conseguir meter tudo na mala. Quando, no aeroporto, dei de caras com esta mochila, o meu coração ficou logo ali. Adoro bolinhas, adoro azul, adoro o corte da mochila. Por a caso estava a precisar de uma, até tinha andado a namorar umas Fjallraven Kanken (uma mochilas finlandesas, que conheci pela minha cunhada, que tem duas) em Oxford, mas achei-as demasiado caras e adiei a compra para outras núpcias. Esta tem um formato até semelhante, com o fecho na borda, virado para a frente (exatamente como queria!) mas com a vantagem de ser mais feminina, arredondada e de ter umas alças com mais suporte. Por outras palavras, é perfeita.

Tem um acabamento impermeável, óptima para todos os tipos de tempo, e uma divisória na parte de trás, onde dá para colocar o computador ou documentos. Tem imenso espaço para todas as tralhas com que gosto de andar e assim adquiriu o estatuto de companheira de viagem mais-que-perfeita, para qualquer lado que vá - para o outro lado do mundo, para o Gerês, para um hotel de 5 estrelas ou para o campismo. 

Vale a pena conhecer a Cath Kidston. Não tem loja em Portugal, mas tem loja online. Dêem uma espreitadela e fiquem a babar. Eu posso garantir que da próxima vez que puser os pés em terras de sua majestade vou diretamente a uma destas lojas desgraçar parte do meu recém adquirido salário.

 

*trocadilho fracassado com a música "Bikini pequenino às bolinhas amarelas"...

18
Nov15

O drama das malas

Carolina

Se há coisa que detesto fazer são malas. Não é difícil classificar essa como a pior parte de qualquer viagem: contar as noites que passamos no destino, fazer as contas à roupa que temos de levar (mais uma ou outra peça em caso das primeiras opções se sujarem), conjugar tudo e repensar os conjuntos de forma a levar o menor número de roupa e sapatos possível, meter tudo dentro da mala e fazê-lo de modo a que ainda caibam as coisas que podemos potencialmente comprar... Enfim, todo um filme.
Há pouco estava a fazer a minha mala para levar amanhã e, como vai estar um frio terrível, fiz questão de ir buscar o casaco que sei que é o meu mais quente e confortável de todos, que até já me tem acompanhado nas últimas viagens que tenho feito (que, por coincidência, têm sido em épocas frias). Qual não é o meu espanto quando o visto e ele... Mal aperta. Oi? Como é que isto é possível? Eu não engordei assim tanto - se é que sequer engordei - de um ano para outro! As mangas estão-me mais curtas e tenho a sensação de que as minhas costas alargaram - ou, o mais provável, que o casaco tenha encolhido. Isto porque, quando vejo que já acabou a época fria e já não vou utilizar mais os casacos, costumo manda-los lavar, para se limparem de toda uma estação de uso e para na próxima estarem prontinhos a usar. Tenho para mim que, desta vez, me saiu o tiro pela culatra e a limpeza me saiu cara.
Moral da história: com azar vou apanhar graus negativos na Suíça e o meu casaco mais quente está impróprio para uso. Arrrrg, odeio esta parte das viagens.

18
Nov15

A minha companheira de fotografia

Carolina

Uma das primeiras coisas que percebi quando comecei o curso de fotografia foi de que precisava de uma bolsa para a máquina em forma de mochila. Tinha uma de pôr no ombro, mais para o comprido, onde se punha a máquina na divisória central - de forma "suspensa", logo a parte de baixo ficava desaproveitada - e tinha mais dos espaços laterais, muito pequenos e apertados. Não havia, por isso, muito sítio onde meter as coisas que quisesse transportar e tinha a grande desvantagem de estar apoiada num só ombro - e tendo em conta que já sabia que ia fazer grandes caminhadas para tirar fotos, não queria chegar ao fim do passeio toda "torta" por estar com o peso de um só lado. O professor, logo na primeira aula, foi muito claro em relação a tudo o que eram sacos de transporte: o segredo está em experimentar, sempre! E como devemos seguir os conselhos de quem sabe, foi isso mesmo que fiz.

Fui à Fnac e procurei por opções. Já estava preparada psicologicamente para gastar quase uma centena de euros nisto, porque todo o que envolve material fotográfico é caríssimo. Reparei que 90% das mochilas expostas não eram bem mochilas: só tinham uma alça, que cruzava o corpo de forma diagonal; não eram tão más como a que eu tinha mas, ainda assim, não era aquilo que procurava. Pedi ajuda à funcionária - super prestável, vale a pena ir à Fnac do MarShopping comprar material fotográfico, só tenho ouvido coisas positivas - e ela falou-me numa outra mochila, que não estava exposta porque saía muito bem e que, pela descrição que eu lhe dava, ela achava que eu ia adorar. E não é que estava mesmo correta?

A mochila é perfeita. Não é muito grande nem muito pequena; não é pesada; tem divisórias amovíveis, para podermos adequar ao material que queremos levar; tem um bolso na parte da frente, onde cabe a agenda e o meu caderno de fotografia e na parte de dentro tem mais três bolsinhos, onde cabem as chaves, os óculos de sol e outras coisas mais pequenas; e, não menos importante, era a mais barata de todas! 40 euros, por uma mochila fotográfica deste género, é uma verdadeira pechincha!

Já ando há três semanas a passea-la (e não só nos dias em que tenho aulas de fotografia) e tem sido uma companheira espetacular, não podia estar mais feliz com a minha compra. A minha intenção, ao comprar uma mochila, era também evitar andar com duas malas quando fosse fotografar: ou seja, não andar com a minha carteira de sempre, onde meto o porta-moedas, chaves, telemóveis e etc. e a outra com o material fotográfico. Assim, com a mochila, evito andar com duas malas a pesarem-me e a perturbarem-me na liberdade de movimentos. Guardo tudo lá dentro, muito bem acondicionado, meto a mochila às costas e estou pronta para todos os quilómetros que me apresentarem. Aconselho vivamente!

 

mochilafotografia.jpg

 Podem ver mais detalhes no site da fnac.

 

(mais sobre o curso de fotografia em breve!)

17
Jan15

Miúda de 95 28#

Carolina

As malas Gola

 

Ainda sou do tempo em que ter uma mala da Gola era fixe. Lembrei disto enquanto (re)via os Morangos com Açúcar com a minha sobrinha e apareceu alguém com uma mala de desporto daquelas, que já nem me lembrava que existiam. O que, por sinal, é tremendamente injusto porque tinha uma paixão desmesurada por estas malas quando andava no básico.

Custou até ter uma (porque "só se apoiam num ombro", porque "andas muito carregada e vai-te fazer mal", porque "são feias"), mas nada que uma bela dose de teimosia não resolvesse. A primeira que tive era preta mas com textura, que eu amava de paixão. Andei imenso tempo com ela, até ao dia em que se começou a desfazer aos pedaços. Ainda a guardei durante uns tempos, com a esperança vã de que, se a guardasse durante uns tempos no fundo do armário, ela se arranjasse a si própria. Como seria de esperar, não resultou. Depois disso ainda tive outra, mas nunca foi a mesma coisa. Não há amor como o primeiro.

16963192_nWqiD.jpeg

 

17
Jul14

As clutchs

Carolina

Acho muita piada à moda das clutchs que anda por aí. Antes andava-se com malas que davam para meter um bebé lá dentro, agora a moda é andar com umas onde nem o porta-moedas cabe. Tudo bem. Mas o problema está precisamente aí.

A sério que eu acho fofas muitas destas malas que se vêem aí - às vezes, assim por instinto, até me apetece levar uma para casa. Mas depois olho para a minha mala - que já é o mais pequeno possível - e convenço-me que não, que não dá. Há coisas que não dispenso: a carteira (grande), uma saquinha-de-pronto-socorro (com comprimidos, lima das unhas, coisas de higiene íntima, toalhitas), lenços de papel, as chaves de casa, uma caneta e o telemóvel. De tudo isto, só as chaves de casa e o telemóvel é que cabem numa clutch normal (há outras tão pequenas que nem isso) e, portanto, questiono-me: como raio é que há mulheres que conseguem condensar tudo naquela mini-mala? Deixam o resto das coisas no carro? Transferem-nas para os bolsos do pobre namorado? Ou sou mesmo eu que preciso de andar com uma série de coisas atrás e que tenho uma porta-moedas demasiado gigante? 

Enfim, há coisas no mundo feminino que nem eu entendo.

 

 

 

 (ambas da Parfois, a primeira que adoro particularmente e que tive de me controlar MUITO para não comprar, quando a vi pela primeira vez)

 

Agora expliquem-me: como é que se põe o que quer que seja dentro destas miniaturas? 

06
Nov13

Pombo de carga

Carolina

Atrás de mim tenho uma malão, gigante, aberto para receber tudo o que tenho para meter lá dentro. Vossemecês perguntam: "mas Carolina, por amor de Deus, só lá vais estar três dias, para que raio precisam de um malão?".

Eu explico: eu pouca roupa levo. O que vai comigo são salpicões, bacalhau, línguas de gato, prendas de natal antecipadas, brinquedos, rebuçados, chocolates, marmeladas, alheiras, chouriços... ou seja, tudo o que é bem português e não há lá na ilha. Levar-me a mim e à mala fica mais barato do que enviar tudo isto pelo correio, por mais ridículo que possa parecer. E eu não me importo, a sério que não me importo de andar a carregar pedaços de bacalhau e enchidos pelo aeroporto. Sou uma irmã fantástica que se sacrifica a fazer uma viagem (ah ah!) em pleno ano lectivo só para levar um cabaz destes ao seu querido irmão. Sou ou não sou uma querida? 

 

P.S.: Fica um aviso: se fica um cheiro, um cheirinho que seja, daquele peixe hediondo na minha querida roupa, alguém vai ter de me ouvir! Ai vai, vai!

23
Abr13

Gosto da ideia

Carolina

 

(Bershka)

 

Mas nenhuma delas vem para cá para casa... adoro a primeira frase, mas a mala é preta e às riscas, o que me traz dois problemas: é primavera, estão uns dias lindos e eu estou, por isso, a tentar fugir ao preto; por outro lado, tenho uma carteira com o mesmo padrão.

A segunda era a ideial. Adoro a frase, grita Carolina... mas é rosa, e rosa só entra no meu roupeiro em muito, muito, muito raras excepções.

Fica para a próxima.

12
Fev13

Mulher prevenida vale por muitas

Carolina

Ainda falando de malas, tenho de admitir que há duas coisas que tenho em comum com as mulheres em geral: primeiro, aquilo é uma bagunça; segundo, é um peso que não se aguenta.

Verdade seja dita que a maior parte das vezes ando com os livros e cadernos da escola lá metidos mas, ultimamente, mesmo sem eles, parece que trago calhaus lá dentro. Isto porque eu sou muitíssimo prevenida e quase que trago a casa atrás: desde que ando na escola de condução, o livro de código anda sempre comigo; tenho sempre uma écharpe preta e fininha no fundo da carteira, para quando tenho frio - serve de écharpe, cachecol e mantinha; da mesma forma, tenho uma boina; o estojo, mesmo em dias que não tenho aulas, anda comigo - nunca se sabe quando vou ter um rasgo de inspiração; de qualquer das formas, não se serve de nada ter canetas se não tiver onde escrever - por isso é que ando com um bloquinho; depois há sempre aquele saquinho que todas as mulheres têm, atafulhado de comprimidos, um batom de cieiro, um par de ganchos, toalhitas e essas coisas que toda a gente sabe. De resto, ainda há as coisas super essenciais: a carteira com o dinheiro, cartões e afins, os óculos de sol, lenços de papel...

São tudo coisas pequeninas, mas que acabam por ser tantas que uma pessoa pega naquilo e pensa que está a pegar num conjunto de paralelos. Custa e cansa, mas é tão bom ter as coisas quando precisamos delas! E, afinal de contas, não é nada a que já não estejamos habituadas, right?

 

P.S.: Mas melhor do que satisfazer as nossas necessidades quando precisamos, é quando os homens - que nos chateiam de morte por termos as carteiras neste estado - precisam de algo. Aí temos o que eles precisam e ainda levamos o orgulho deles atrás!

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