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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

01
Abr16

2016, o ano dos médicos

Carolina

Hoje acordei às 7 e pouco da manhã e o mundo rodava - rodava muito. Mesmo tendo os olhos fechados, os meus olhos pareciam não querer parar de girar - e se me atrevesse a abri-los, tinha a sensação de - pela primeira vez na vida - ter uma visão a 360º sem sequer mexer a cabeça. Um autêntico inferno, que melhorou uma hora depois, embora ainda não me conseguisse pôr de pé; daí até à hora de almoço, só me levantei uma vez para ir à casa de banho e a "zonzisse" foi tanta que achei que ia vomitar mal consegui voltar à cama.

A verdade é que ando com uma crise de vesícula há coisa de duas semanas: uns dias melhor, outros pior. Ando a cortar com tudo, acabei com os doces, os chocolates e todas as asneiras e tenho voltado à vida saudável que tanto queria, embora à força. Isto já não é uma coisa nova para mim, que já há vários anos que sofro de fígado e da vesícula ao mínimo deslize que tenha (é de família, todos temos problemas neste "setor"), mas é sempre chato - e a crise de hoje, com tonturas (algo raro: normalmente só tenho enjoos, dores de cabeça e muito cansaço), foi má o suficiente para não me levantar durante a manhã inteira e de ter de faltar ao estágio*.

E como duas semanas já começa a ser muito tempo para uma crise do género... 'bora para o médico. O pior é que já ontem tinha ido para o dentista graças a um dente que parti com uma amêndoa de Páscoa. E nem vale a pena falar da quantidade de vezes que fui para o hospital em Janeiro, à custa da operação. (E, se quisermos ir mais atrás, em Novembro, na altura da lancetação). Espero que esta brincadeirinha acabe aqui, porque ainda estamos no início de Abril e já dá para perceber que 2016 vai ser o ano dos médicos. Já chega, tá, querida vida? 

Porque eu sei que tinha dito que queria parar de comer porcarias da Páscoa - e tu, muito atenciosa, como me ouviste, partiste-me um dente. Eu sei que também me ouviste queixar de que estava uma baleia e tu, fofinha, deste-me uma crise de vesícula tão valente que eu nem fome tenho e fico-me por uma dieta restrita. E por fim, como sabes que deste pequenita que tenho fobia de médicos, vai de fazer um tratamento de choque e pôr-me a visitar médicos a torto e a direito, até que isto passe. MAS ESTÁ NA ALTURA DE PARAR, OK? 

Agradecida.

 

*sabes que estás a gostar mesmo do estágio quando ficas triste por estares doente e não poderes ir

15
Mar15

Palavra da semana: orgulho

Carolina

Esta pode não ter sido a semana mais feliz da minha vida - aliás, não foi mesmo -,  mas foi uma boa semana. Não andei por aí a sorrir aos sete ventos, nem a assobiar de contentamento - pelo contrário, os meus suspiros infundados cá continuam, os medos permanecem assim como as minhas preocupações constantes. Mas superei-me, e isso é tão, tão bom!

Orgulho 1: fui quatro vezes ao ginásio, e só não fui mais uma para não abusar do meu joelho que anda a queixar-se há um par de semanas. Três vezes zumba e quarenta minutos na piscina, a nadar de um lado para o outro até os músculos gritarem de tão moídos. De relembrar que, há dois anos atrás, era possivelmente uma das pessoas mais sedentárias que habitava no planeta Terra.

Orgulho 2 (e 3): fui ao dentista. Sim, eu tenho quase 20 anos, mas também tenho iatrofobia (também conhecida como fobia de médicos). Pode ter muita graça para quem está de fora, mas para quem vive isto é tudo menos engraçado. O dentista sempre foi dos médicos que mais me aterrorizou - das primeiras vezes que fui tive ataques de pânico tais que não conseguiram tratar-me. Há uns três anos, depois de uma cárie me ter proporcionado as dores mais agonizantes, terríveis e inesquecíveis da minha vida, não tive outra opção se não ir - da primeira vez fui com dois ansiolíticos no bucho, que adormeceriam qualquer pessoa em circunstâncias normais (eu fiquei acordada, claro está, mas acalmei). Depois, nos tratamentos seguintes, fui diminuindo a dose até ir "limpa". Com muito azar para mim, a clínica fechou, a minha médica desapareceu do mapa e eu, claro está, nunca mais pus um pé no dentista. Até esta sexta-feira, em que me decidi a ir, a muito custo, fazer uma limpeza aos dentes. Não andei muito bem disposta durante a semana, sendo que piorava à medida que chegava o dia D (é que nem de propósito), mas nada de intragável. E não fui medicada, não chorei, não fiz cena nenhuma no antes, durante e depois e, vejam lá isto, até dormi na noite anterior! Para vós pode (e deve) ser a coisa mais natural do mundo, mas acreditem que para mim é uma vitória. Daquelas enormes!

Como se já não bastasse um médico durante a semana, tive de ir a um ortopedista (ainda que fora de ambiente hospitalar, o que ajudou bastante). Tudo porque sentia que o meu joelho não estava no seu melhor e tinha medo que piorasse com o exercício físico que tenciono continuar a praticar. As suspeitas confirmaram-se: tenho de facto aqui um desarranjo que me provoca desconforto e sensação de instabilidade, mas felizmente não é nada de grave e posso continuar a fazer a minha vida normalmente, tentando só não abusar do joelho.

Em suma, dois médicos numa semana, sem calmantes, noites mal dormidas ou paragens de digestão à mistura. Se tudo isto não são razões suficientes para nomear estes sete dias como a semana do orgulho, não sei o que será.

 

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20
Mai13

Boas notícias!

Carolina

Algo de bom nestas semanas nada pacíficas para mim! Não preciso de óculos! Nem de lentes! Nem de nada nos meus olhinhos que todos dizem ser meio chinocas! Acho que foi a primeira consulta, em toda a minha vida, em que saí satisfeita!

De facto, e como já tinha constatado, o meu olho direito não vê assim tão bem - embora pouquinho, tenho míopia e astigmatismo. Mas também não é assim tanto como a enfermeira disse (eu bem avisei!)! O médico foi sensato e disse que se eu não tinha dificuldades em ver, nem dores de cabeça e essas coisas chatas, não era preciso andar com o peso dos óculos em cima do nariz. Se um dia for preciso, assim será.

O oftalmologista sempre foi dos médicos que mais tolerei por não ser muito invasivo - e porque, simplesmente, não me assustava assim tanto (estas coisas não se explicam, pronto). Correu tudo bem, o senhor era simpático e, acima de tudo, o diagnóstico não foi assim tão mau! Uffa!

15
Jan13

Azares...

Carolina

Se bem se lembram, há um ano atrás, senti as piores dores da minha vida, oferecidas por uma cárie que tinha num dente. Com muitos calmantes lá consegui defrontar o meu medo dos dentistas e desvitalizar o dente passadas não sei quantas sessões. Encontrei uma dentista de quem gostava e em quem confiava, que sempre me deixou muito à vontade e que tenho a certeza que foi parte essencial do processo.

Estes dias tenho tido um dente a dar sinal de vida e, de qualquer das formas, queria fazer uma limpeza. Falo com a minha irmã, ao que ela me diz que a clínica onde ia fechou. O quêêê???

Agora que tinha encontrado uma dentista em quem confiava e até conseguia dizer "preciso de ir ao dentista" de forma deliberada, a porcaria da clínica fecha e eu fico de mãos a abanar! Agora, se não a conseguir encontrar, segue-se novo drama - do qual eu tenho muito, muito medo.

12
Jun12

"Já morri 3 vezes!"

Carolina

O meu pai tem um problema crónico de coração. No último relatório médico do seu cardiologista diz algo semelhante a isto:

"Sem histórico de morte súbita".

 

Achei isto brilhante. A pergunta "Quantas vezes já morreu de morte súbita?", devia fazer parte das nossas consultas de rotina.

 

P.S.: O que lá diz não é literalmente o que escrevi. Foi um mau momento do médico, onde não está explícito o que ele quer dizer - e onde não tem necessariamente de pensar que se refere ao histórico familiar.

18
Mai12

Das coisas do hospital psiquiátrico 1#

Carolina

*o que está a itálico são pensamentos

 

Estava eu, descansadinha da vida, a fazer o meu trabalho de bibliotecária-wanna-be (tenho jeito e gosto!) quando passa um médico, com uma cara simpática e assim pró' gordinho. Passou pela porta e voltou para trás. Vi a minha vida mal parada porque ai-valha-me-deus-que-está-aqui-um-médico-de-bata-branca.

- Olá! És a sobrinha da G.? - "Pronto, contou-lhe dos antidepressivos e vou virar paciente."

- Sim, sim...

- Ah! Eu sou o M. Ela disse-me que vinhas aqui - "Ai valha-me nossa!" - e eu também vou registar um livros, quando tiver tempo, e vim ver como é que isto funcionava - "Ufffffffffffffffffffffffa".

 

Expliquei-lhe, e mais uma vez recebi elogios pela base de dados que fiz com a ajuda do meu pai, aqui há anos. O médico era amoroso. Mas comigo é "amigos, amigos, médicos à parte".

17
Mai12

Ironias da vida

Carolina

Eu, que odeio hospitais e tenho pavor a médicos, vejo-me agora metida, às quintas-feiras, num hospital psiquiátrico, a registar livros numa biblioteca, enquanto vejo médicos e doentes passar do lado de fora.

30
Mai11

Eu volto a repetir o que disse, sem problemas

Carolina

Eu já disse que odeio médicos?  Tudo bem, eu volto a repetir: Eu. Odeio. Médicos.


Sempre com perguntinhas e conselhos que toda a gente sabe. Opá, eu sei que se deve tomar pequeno almoço todos os dias e fazer exercício físico. E que se deve sempreeeeee usar preservativo. Agora deixem-se de merdas e dêem-me a porcaria de prescrição para a fisioterapia. Irra.

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