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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

18
Out16

Deixem passar a chef!

Carolina

Acho que a única mesmo certinha que tenho feito desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar - para além das necessidades básicas, como é óbvio - é jogar o Star Chef todos os santos dias, assim de forma super religiosa. Não sei como é que descobri aquilo, acho que estava simplesmente desesperada por algo que me entretivesse durante uns minutos para deixar de pensar nas mil e uma coisas para fazer e acabou por sair dali o novo vício do momento.

No fundo aquilo não tem nada que saber: é um jogo de gestão de tempo e de recursos, mas estes são sempre os meus jogos favoritos. Não me apetece estar aqui a explicar o jogo (é grátis, é só descarregar) mas, no fundo, aquilo é um restaurante onde têm de satisfazer os pedidos dos clientes, cozinhando-lhes aquilo que eles pedem; para isso, precisam de comprar os ingredientes ou planta-los (e eventualmente de os preparar previamente antes de cozinhar os pratos finais). Depois há sempre nuances, aqui e ali: uma delas é que podem comprar as refeições já prontas ou até os vegetais/frutas que precisam de ter na hora e não podem esperar que cresçam

Ora, eu estava desesperada por maçãs - que, numa primeira fase, crescem muito devagar. Por isso ia à tal "loja" à procura das maçanitas com melhor preço (é preciso ter em conta que normalmente são bastante caras) e ficava super feliz, porque passava a vida a encontrar autênticas pechinchas. Só para terem ideia, 10 maçãs custam normalmente 800 moedas - e eu comprava por 40! Mas depois ia ao cabaz da fruta e as maçãs compradas... nem vê-las! Foi uma série de dias nisto e eu já com os nervos em franja, porque comprava as maçãs e depois não as podia usar. O meu nível de irritação já era tão elevado que já considerava mandar um email para o help center. Mas depois percebi.

Estava a comprar tomates em vez de maçãs. Nesse dia decidi que me ia deitar mais cedo.

21
Nov15

Miúda de 95 42#

Carolina

O Second Life, Club Penguin e Habbo

 

Quando era miúda experimentava tudo o que era jogos e chats na internet; apesar de sempre ter sido certinha e calma, nesse aspeto sempre fui muito para a "frentex".

Lembro-me de experimentar o "Second Life" (que teve um boom há uns anos e que até deu azo a reportagens e etc., porque as pessoas promoviam encontros através disso), que era um mundo virtual muito fidedigno (quando comparado com o mundo real), mas que eu achava uma seca autêntica; lembro-me de passar muito tempo no "Club Penguin" - que se encontrava no miniclip -, a jogar com uma prima, cada uma em sua casa, e de fazermos imensos jogos que existiam dentro da própria plataforma que, no fundo, retratava um mundo de pinguins; e, por fim, lembro-me do Habbo, que já representava o mundo "normal", mas sem o avanço tecnológico do Second Life, uma vez que os bonequinhos e as casas pareciam feitas de lego - recordo-me que também se podia interagir com as pessoas, ir a casa delas (havia pessoas "famosas", que promoviam concursos nas suas casas e que as tinham equipadas com coisas XPTO, super "caras") e visitar locais públicos, como piscinas, e pedir bebidas e outras coisas muito "in".

Acho que pelo facto de agora não ligar nenhum a esse tipo de coisas, tenho ideia de que também ninguém as utiliza, o que poderá não corresponder à realidade. Ainda assim, acho que é certo dizer que passaram de moda. Tudo o que eram mundos virtuais "paralelos" com chats, casas e vidas fictícias foram substituídos pelos jogos do facebook, com convites a todas as horas e muito mais interação, não com desconhecidos, mas com pessoas que fazem parte do nosso circulo de amigos. É verdade ou a minha percepção está completamente errada?

 

habbo-6.jpg

22
Jul15

Pagar por aplicações de smartphone

Carolina

Não sou de vícios, nunca fui, mas posso admitir com toda a certeza que um dos meus maiores hábitos sempre foi, desde muito miúda, estar à frente do computador. Um dos principais culpados disso era um jogo chamado "Sims", na altura ainda na primeira edição, com gráficos muito básicos mas que, a meu ver, veio mudar todo um mundo de jogos para computador criados a partir daí.

Eu era viciada naquilo, jogava tardes e noites inteiras até não aguentar mais. Tinha os packs todos, as extensões todas; tinha "planos" impressos para cada família - a arquitetura da casa, o número de membros, o tipo de negócio, enfim... a loucura. Na altura era muito mais forreta do que sou hoje e todo, todo, todo o dinheiro que me davam (mesadas, prendas de anos e de natal) era para guardar e, mal saíssem coisas novas, comprar. E não estamos a falar de jogos baratos - rondavam entre os vinte e os sessenta euros cada! (Como, aliás, ainda custam hoje em dia os jogos para playstations e afins).

Estou a fazer este throwback não por me terem dado umas súbitas saudades do Sims mas sim para refletir sobre o preço das coisas. Eu, na altura, dava - sem pensar muito - sessenta euros por um jogo. Eu adorava aquilo, não tinha mais sítio onde jogar (o computador sempre foi a minha plataforma de jogos favorita), por isso parecia-me mais que justo. A questão é que hoje em dia praticamente me recuso - eu e quase todos - a dar valores simbólicos como oitenta cêntimos ou dois euros para pagar um jogo para o smartphone. Acho que estamos tão habituados e obstinados com a ideia de termos imensas coisas grátis para o telemóvel que pensarmos em dar uns cêntimos (muitas vezes nem chegam a um euro) para pagar um jogo nos ultrapassa. O que é, só e simplesmente, parvo. Porque relativizando com o que eu pagava na altura e com a fortuna dos jogos de hoje em dia, que se encontram em fnacs e derivados e chegam a atingir os 120 euros, um ou dois euros não é... nada (e, diga-se de passagem, é muitas vezes mais do que justo, tendo em conta o trabalhão que dá construir um jogo de raiz).

Posto isto, ando a tentar mudar a minha mentalidade. Até hoje só comprei um jogo, há já um par de anos, que devo ter usado uma ou duas vezes - por isso não se pode considerar uma compra de sucesso. Ainda assim, considero-me aberta e disponível a pagar, se quiser assim mesmo, mesmo, mesmo muito uma aplicação qualquer. Tipo... muito... que a forreta em mim continua viva e mesmo de mentalidade aberta não me deixa cometer muitos pecados. [Pronto, ok... se calhar ainda preciso de trabalhar um bocadinho essa coisa da mentalidade aberta e da relativização dos preços. Mas estou num bom caminho.]

17
Mai15

Miúda de 95 35#

Carolina

O jogo de casa da avó

 

Quando era pequena passava um dia por semana em casa dos meus avós. Era a minha avó que ficava comigo e com quem eu brincava. Apesar de não ter grandes recordações disso, há coisas que me lembro com um carinho imenso - principalmente agora, que ela já cá não está. Olhando para trás, e apesar da diferença de idades brutal que havia entre nós, ela tinha imensa paciência para mim. Lia-me histórias, mostrava-me as flores e, acima de tudo, dava-me uma liberdade imensa de descobrir aquela casa cheia de esconderijos giros.

Suponho que deva ter sido numa dessas expedições que descobri o brinquedo mais simples de sempre - e, talvez por isso, o meu preferido. Consistia em conseguir meter todas as bolinhas dentro de uma "baleia", que estavam dentro de água - para isso tinha de se clicar num botão, que injetava ar e fazia com que as bolinhas de mexessem - e umas entrassem para a baleia e outras saíssem. No fundo, um jogo de paciência.

Sei que aquele jogo não foi originalmente comprado para mim, mas acabei por ser eu a traze-lo para casa para recordação. Enquanto fazia as mudanças de um quarto para o outro, dei de caras com ele e bateu a saudade. Já não funciona (estraguei-o com a curiosidade de perceber como funcionava, daí a fita-cola) mas ainda não o consegui deitar fora. As coisas mais simples são as melhores.

 

IMG_20150322_171319.jpg

06
Dez14

Snake original de volta aos nossos telemóveis

Carolina

Ainda aqui há tempos falei nas saudades que tinha daqueles joguinhos mais simples tipo snake, que jogávamos no nossos antigos telemóveis, que pesavam como calhaus, mas que têm um lugarzinho especial no nosso coração.

Pois que, enquanto pesquisava jogos novos para me entreter nos minutos mortos, encontrei um jogo snake igualzinho ao original! Tem até a possíbilidade de escolherem por entre os vários telemóveis antigos, sendo que o jogo se adapta às (pequenas) diferenças que existiam entre eles. E, claro, joga-se clicando no teclado "original", através dos números do antigo telemóvel que escolhemos. Uma maravilha. Como diz a outra, "bateu forte cá dentro". 

Matem as saudades, descarregando esta aplicação (para android, não sei se há para iOS).

08
Mai14

Miúda de 95 18#

Carolina

Eu diria que há muito poucas alminhas da minha geração que não tenham perdido horas neste jogo. Até podiam nem ter telemóveis, mas surripiavam os dos pais ou os dos irmãos para jogar. Confessem-se!

O snake era o jogo mais simples à face da terra, mas ainda assim desafiante. Estávamos sempre a tentar comer mais e mais e, quando já estávamos enormes, permanecíamos ali numa luta árdua para não nos mordermos a nós próprios e, com isso, morrermos. Ai, quantas vezes saltei por conseguir bater o meu próprio recorde!

É engraçado pensar nas saudades que tenho deste jogo quando, hoje em dia, há tantos outros jogos tão mais giros e avançados. Mas é verdade. Eu tenho saudades - e já não é daqueles mais giros (que também cheguei a ter, mais tarde) que já eram em 3D, com frutas a cores e obstáculos todos XPTO. Tenho saudades do preto e branco, da cobra que era simplesmente um rectangulo e da comida que era simplesmente um quadrado. Tão simples quanto isso. Porque o mais simples pode ser o melhor. 

 

03
Fev14

Miúda de 95 4#

Carolina

Sim, eu confesso: esta coisa de andar a relembrar os meus tempos antigos tem-me dado um gosto enorme; surgem-me ideias quase todos os dias, e depois ponho-me a pesquisar e a recordar e enfim, é uma festa pegada.

Hoje trago-vos o Hugo (o Troll). Lembram-se dele? As gerações mais novas ainda o podem conhecer, porque ele não desapareceu - piorou, simplesmente. Já não é o que era. Eu lembro-me de estar cá em casa, colada ao computador, a ajudar o Hugo a salvar a sua princesa da malvada. Já nem me lembro bem em quê que o jogo consistia, só sei que adorava aquilo. Quando pesquiso imagens, sei distinguir perfeitamente o jogo antigo - o meu - dos novos, sem piada alguma. Tenho a certeza que se hoje jogasse aquilo ia achar uma chachada, mas enfim, o que importa é aquilo que eu achava na altura. Era só eu que era colada nesta personagem?

 

Lembro-me desta imagem como se fosse ontem:

 

E sim, os gráficos na altura eram qualquer coisa de espectacular:

01
Nov13

Candy Crush

Carolina

Que erro, meu deus, que erro! Maldito o dia em que, como desculpa para o meu trabalho para a faculdade, instalei o Candy Crush. Eu sou teimosa e persistente: já me tinham avisado, já tinha lido que aquilo era viciante, que não se largava, bla bla bla. Mas, mesmo assim, descarreguei o jogo do demónio.

E agora, sempre que chego a casa, lá vou eu aos saltinhos de encontro ao tablets, contente da vida porque já devo ter mais cinco valiosas vidas disponíveis! Se isto não é de loucos? É. Mas pior loucura ainda é o sistema de vidas que aquilo tem! Então tem algum jeito uma pessoa ter de (des)esperar durante meia hora para jogar mais um joguinho? Então e enquanto estamos naquelas situações desesperantes, em que estamos encalhados num nível e estamos a tentar passa-lo a toda a força e nos dizem para esperar meia horinha? Ai!!! Pior do que isso é quando passamos as missões e só podemos jogar a próxima passado vinte e quatro horas! Isto é quê, tortura chinesa? Não se faz, senhores, não se faz! Eu sei que se preocupam com o bem estar geral dos seus jogadores - depois de cinco jogos seguidinhos, dão-nos meia horita de descanso, para ir fazer as necessidades, comer um lanchinho e confraternizar na medida do possível, mas já pensaram que nós sabemos cuidar de nós mesmos e há alturas em que jogar Candy Crush é quase uma necessidade fisiológica?! Acham bem termos de esperar uma pequena eternidade para descontrairmos? Bem me parecia.

Fica aqui o meu apelo. Caso contrário, formarei em breve a sociedade dos CandyCrushys Anónimos, que é para ver se nos deslargamos desta praga - é que viver numa espera constante não é vida para ninguém. Ou nos dão tudo e podemos jogar quando quisermos ou acaba-se já aqui com a brincadeirinha. Ai.

30
Dez12

Sou uma tia para lá de fantástica

Carolina

Já tinha ouvido falar de um jogo para a Playstation 3 assim estilo Harry Potter e que me chamou à atenção. Depois li críticas positivas e blogs a dizerem que era super giro e apeteceu-me traze-lo para casa. A questão é: eu não tenho playstation 3.

Tinha uma PS2 que deu o berro há coisa de três meses - não sei o mal que lhe deu, mas também não a usava muito, e verdade seja dita que não ia para nova; tenho também uma wii, que está em casa do meu irmão, pois sei que a usa mais do que eu, e fico muito contente que alguém lhe dê a devida utilidade. Por saber a minha relação com estas máquinas, nem me passa pela cabeça comprar uma PS3.

Mas a verdade é esta: eu aproveitei o facto de ir trocar um livro à Fnac e comprei o jogo. E como é que vou jogar? Resgatando a PS3 que está em casa da minha irmã, parada que só ela, chamando por mim para a desenferrujar. Depois exploro o jogo, passo noitadas em frente à televisão e, quando me fartar, devolvo o aparelho mais um bónus (que é jogo) à casa onde ele pertence. Assim, ficamos todos felizes e contentes: eu posso jogar um bocadinho e regressar por uns minutinhos que sejam ao mundo da magia; os meus sobrinhos, depois de um curto período sem a PS3 (nem notam), ganham um jogo novo! Digam lá que eu não sou uma tia mesmo porreira?

 

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