Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

01
Fev14

Same love

Carolina

Eu já estou para escrever este post há meio século, mas a minha preguiça tem atingido níveis astronómicos por estes dias. Não é nada de especial, é só mais um dos apontamentos que tanto faço por aqui. Coisas que gosto, que me tocam, enfim... É o seguinte: numa das minhas idas para a faculdade (ainda nas aulas, veja-se ao tempo) e enquanto ouvia a Comercial, passaram a música "Same Love". Lembro-me de estar mesmo a chegar, de ter estacionado o carro, mas ter ficado lá dentro até ao fim da música; porque gostei tanto, tanto, tanto que não consegui resistir. A letra é qualquer coisinha e a mensagem é linda.

Eu, ao contrário do que alguns possam pensar (e isto para mim tem graça, a sério), estou bem certa que é de homens que gosto. Mas estou e estarei sempre do lado de quem, ao contrário de mim, não gosta de pessoas do sexo oposto mas sim do mesmo sexo. Não me interessa, desde que seja amor, haja afecto e respeito. E sim, isso significa que apoio totalmente o casamento entre homossexuais e a adoção por parte de casais - qualquer casal - que sejam capazes de dar amor a uma criança.

Aquela música é daquelas que, de cada vez que ouço, gosto mais e mais. E adorei a interpretação que eles fizeram nos Grammys, com os casamentos a decorrem lá no meio do público, com as celebridades todas emocionadas e casais de todos os géneros e feitios a trocarem alianças. Não sei se se casaram mesmo, mas também não me interessa: o simbolismo representou tudo. Muito mais ao som daquela canção maravilhosa.

 

Grammys:

 

Versão oficial:

17
Jan14

Hoje estou de poucas palavras

Carolina

Simplesmente, subscrevo (e não são muitas a vezes em que subscrevo a Pipoca). Há dias em que tenho vergonha de Portugal.

 

Como se fosse preferível uma criança viver numa instituição sem amor, do que com um casal (de mulheres ou de homens) que é capaz de lhe proporcionar uma vida digna, carinhosa, como deve ser e tão rica em sentimentos e afeto como qualquer outra. E mais não digo.

23
Mar13

Há dias, enquanto explorávamos o site do hotel em Barcelona

Carolina

Reparámos numa característica diferente do normal. Dizia: "gayfriendly".

Eu juro a pés juntos que não tenho nada contra gays (muito pelo contrário, diga-se de passagem), mas... onde é que eu me fui meter?! Nunca tinha visto tal referência, nos vários hotéis em que já fiquei.

Be afraid... be very afraid...

01
Ago12

Se não tens namorado, ainda não saíste foi do armário

Carolina

Uma das coisas que "perturba" as pessoas à minha volta é eu nunca ter apresentado um namorado ou dizer que tenho um namorado ou que tenho alguém debaixo de olho. Então a minha avó é que se apoquenta. Já de idade avançada, diz que "teve azar com as suas três netas" - a razão pela qual teve azar comigo é porque acha que dou para o lado "que não devia".

Ou seja, segundo a teoria dela (e de várias outras pessoas, da minha idade e da minha escola), eu não tenho namorado porque ainda não saí do armário. No fundo, gosto de mulheres e não o admito.

Tenho a dizer que quando soube da teoria da minha avó (aka: a Carolina deve ser lésbica) me ri a bandeiras despregadas. E o mesmo aconteceu quando soube que alguns colegas pensavam o mesmo. E sempre que toco no assunto, continuo a rir-me. Porque... eu gosto é de homens. De maxilar e queixo definido e de barba de três dias, de preferência. Mas acho piada a esta teoria da conspiração só por não ter um namorado (alimentada pelo facto de ser uma grande apoiante do casamento e adopção por parte dos homossexuais e de o defender com unhas e dentes, e por admirar bem mais o corpo feminino que o masculino). Não compreendem que eu posso não estar para aí virada e que não tenho de ser como todos os jovens que saltam de pessoa em pessoa para se divertirem. Não compreendem que, no fundo, eu não gosto muito de pessoas e para alguém me fascinar tem de ter alguma coisa de especial (a inteligência previlegia-se). Não compreendem que não me importo de esperar e prefiro não me chatear enquanto posso - porque sei que não vou ficar solteira para sempre.

Já o disse aqui e repeti-o: o corpo feminino é muito mais bonito que o masculino. As mulheres têm muito mais para ser apreciado (e até excluo o rabo e as mamas): umas unhas tratadas e bonitas, um cabelo arranjado e bem pintado, umas belas pernas adornadas por um salto alto. Elogio muito mais as mulheres porque chamam mais à atenção e são mais atractivas. Defendo os homossexuais porque ninguém tem nada a ver com a felicidade dos outros e o amor é algo que deve ser apreciado. Acho que estes devem poder adotar crianças porque, ao menos, estas são amadas - por dois pais ou duas mães, who cares? - em vez de estarem enfiadas num lar até aos 18 anos e sentirem que não têm uma família.

Sim, eu acho isso tudo e defendo as minhas posições e não tenho medo de as admitir perante quem quer que seja. Acham que sou lésbica? Óptimo. Eu aproveito e rio-me mais um bocado (que é coisa que nem faço com muita frequência), e não me importo nem um bocadinho com isso. No fundo, sempre achei piada a ser diferente.

13
Mai12

Homofobia

Carolina

Ontem reunimos para mais um jantar com os eternos amigos de família, embora com algumas baixas. Foi um serão bem passado, mas marcado pela homofobia de um dos senhores.

Sou compreensiva quanto baste, embora goste sempre de marcar a minha posição (e lutar por ela). Mas há coisas que me transcendem. Não percebo - a sério - como é que alguém é capaz de não ver um programa de televisão só por o apresentador ser homossexual. Pior: quando admite no maior dos à vontades que, antes de o saber, o adorava, o achava excelente! Como é possível tal falta de coerência?

Não percebo os homofóbicos. E lamento muito que o sejam.

04
Dez11

Jovens

Carolina

E aqui estamos nós, homo sapiens sapiens, criaturas supostamente evoluídas. Século XXI. Temos a capacidade de pensar, dialogar. Exploramos as razões de tudo, críamos ciências, descobrimos coisas fantásticas.

No entanto, falhamos no básico. Estamos sempre a falhar no básico. E é triste.

 

Jovens, que depois de uma breve cena gay num filme, saem da sala de aula a dizer "odeio gays". "É muito triste, isso", limitei-me a dizer a uma delas. "Oh, não odeio, mas faz-me impressão!!". Olhei-a, nem sequer ponderando responder a tal afirmação.

Jovens, que fazem cara de mau agrado apenas por colocarmos a hipótese de entrarmos num bar com bom ambiente que é frequentado por gays. "Devias ter vergonha".

Jovens, do século XXI, homo sapiens sapiens, supostamente inteligentes, com capacidade lógica e que são o futuro do mundo. Jovens homofóbicos, onde a palavra "supostamente" tem de reinar, quando o seu nome é colocado junto a um adjectivo apreciativo como os apresentados acima. Jovens. Tristes jovens.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Também estou aqui!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2017 Reading Challenge

Carolina has read 0 books toward her goal of 15 books.
hide

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

o