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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

28
Nov13

O meu avô nasceu há precisamente 90 anos e ninguém se lembra

Carolina

Eu lembro-me, porque será das histórias que não vou esquecer. A verdade é que nem ele próprio se lembra. Já são demasiados anos a festejar o aniversário oito dias depois de ter nascido. Quando lhe perguntam, quando realmente nasceu, a resposta já não está na ponta da língua, já plissa: "hummmm, acho que foi a vinte e oito de Novembro". Acha! Provavelmente foi a idade que lhe limpou a memória ou então o facto de, durante todos estes anos, ter dito a sua data de nascimento oficial, diferente daquela em que a sua mãe o deu à luz.

Para mim, ser registado numa data em que não nascemos é digno de escândalo, de uma cara de estupefacção imensa (que foi a que fiz, quando soube disto há uns anos atrás). Mas naquela altura era mais do que normal - havia pessoas registadas meses depois de nascerem ou, como o meu avô bem me conta, até anos (ele diz-me muitas vezes que conhecia um rapaz que, diziam, tinha 21 anos quando foi para a tropa - no entanto, na realidade, tinha 25)! Era normal. Ou porque não havia disponibilidade para se registar o nascimento, ou porque se pagavam multas se a criança não fosse registada até x dias de vida - e assim, sem qualquer tipo de problema, vai de alterar a data de nascimento do bebé!

Por isso, só daqui a oito dias é que ele estará a soprar as noventa velas a que tem direito. A bem dizer, deviam ser noventa velas e um bocadinho, tendo em conta que já tem mais uma semana de vida do que aquelas que está a festejar. Mas, com noventa anos, já nem se pensa nisso: é qualquer coisa como 32850 dias de vida, muito tempo. Mais ou menos uma semana não fará grande diferença. Ainda assim, parabéns Avô (eu gosto de celebrar os dias importantes nas datas devidas)!

08
Nov12

O meu coração mole quanto aos animais

Carolina

Ando muito sensível no que toca aos animais. Apetece-me traze-los para casa, dar-lhes festinhas, agarrar-me a eles como se não houvesse amanhã. Cada vez gosto mais deles (excluindo ratos e insectos, vá). Sempre que vou ao Continente passo na montra dos bichinhos, como se as minhas festinhas e mimo mental lhes pudesse fazer alguma coisa - o meu coração aperta-se por os ver naquelas jaulas. Depois chego a casa e faço da Ziva o meu saco de mimos pessoal, para compensar o facto de não poder fazer o mesmo a todos os outros.

Isto para dizer que ontem à noite, enquanto deambulava no facebook com o mau humor desgraçado que se abateu sobre mim, me deparei com uma notícia - e depois disso, uma página - onde se falava de um cão que estava muito mal, num veterinário. Porquê? Porque alguns idiotas decidiram amarrar o bichinho com uma corda ao carro e depois puseram o pé no pedal - ou seja, o cão andou de arrasto, puxado por uma corda, por pura diversão (a que eu chamo barbaridade, e com o qual eu punia com pena de prisão).

O Sparky - nome que lhe deram - foi notícia porque uma senhora o apanhou e o levou imediatamente ao veterinário, onde ele está a ser tratado. Como tal exige custos (e naquele caso, elevados, visto que os ferimentos são mais que muitos), ela criou uma página no facebook para divulgar a história e angariar fundos. E pelos vistos, o sucedido está a amolecer os corações dos portugueses e a ajuda não está a faltar.

Falo disto aqui porque, sinceramente, ao ver as fotos do pobrezinho e ao saber que há pessoas capazes de tudo, me deu um imenso aperto no estômago, e a lagriminha ficou no canto do olho. Não consegui evitar, é mais forte que eu. Não consigo deixar de pensar que os animais sofrem tal como nós e que há pessoas que usufruem e se divertem com esse sentimento - asco invade-me por completo, só de pensar nisso.

Para quem quiser ajudar ou simplesmente acompanhar a história, pode faze-lo aqui - aviso já que há fotos chocantes o quanto baste, porque o cãozinho ficou mesmo num estado lastimável. Espero sinceramente que tudo corra pelo melhor.

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