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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

04
Set13

Futuro

Carolina

As pessoas ficam a olhar para mim quando digo que vou tirar Jornalismo mas que não quero ser jornalista. O normal é tirar-se um curso com o fim de o pôr em prática num emprego qualquer nessa área, embora, hoje em dia, por terras lusitanas, tal seja um pouco complicado (há advogados a trabalhar em restaurantes, psicologos em caixas de supermercado e economistas como lojistas) - ainda assim, é isso que se espera de nós.

E eu atrevo-me a dizer que quero tirar um curso por tirar! À primeira vista, quase parece um ultraje. Mas pensem: se as pessoas a quem eu conto ficam confusas, imaginem como eu estou. Ter um futuro em aberto é muito bom porque tenho imensos caminhos disponíveis, mas é muito mau porque não estou a fazer algo com um objectivo e o que me espera não tem nada de concreto. O que me guia é um conjunto de pessoas, inspirações, que fazem com que lhes queira seguir os passos. Tenho meia dúzia de coisas que gostava de fazer na minha vida, a exemplo de outros que as fizeram tão bem mas, de resto, nada sei. E isso assusta-me para caraças.

25
Jul13

Candidatura submetida (e os medos também)

Carolina

Segunda-feira levantei-me com as galinhas para ir buscar à escola a minha ficha ENES. Pensei que estaria uma fila imensa e, afinal, cheguei lá e estava tudo na paz dos deuses. Para quem não sabe, essa é a ficha que os candidatos ao ensino superior precisam de ter para se candidatarem, onde está descriminada a média de final de secundário e todos os exames que fizemos até à data, assim como um código de activação necessário para que consigamos fazer a candidatura pela internet.

Só não fui buscar a dita mais cedo porque, como estamos em Portugal, ela não estava pronta a tempo. Eu queria ter feito tudo logo no primeiro dia de candidaturas, para deixar tudo despachadinho - temos sempre a oportunidade de mudar, caso nos passe algo pela cabeça e mudemos completamente de ideias. No fundo, queria ter tudo pronto para poder respirar e andar ao sabor do vento, sem ter de me preocupar com nada. Se precisar de mudar, mudo; se não, já está tudo direito e prontinho.

O único curso que quero mesmo foi o que pus em primeiro lugar: Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia. Os outros, foi um pouco ao calhas - e não, eu não quero entrar num curso de bibliotecária e arquivadora na universidade de Coimbra, apenas coloquei lá porque não tinha mais nada para pôr. Entrar ou não entrar não me preocupa muito, pois a margem que tenho em relação ao último colocado do ano passado é de mais três décimas e penso que este ano as médias ainda vão baixar, deixando assim uma diferença ainda maior. Para além disso, e caso raro, estou positiva! Preocupa-me mais o facto de, quando já lá estiver, não gostar do curso. Não estar motivada, aquilo não ser nada daquilo que penso.

Na verdade, eu nunca na vida quis ser jornalista. Não, eu não quero ir para o meio da multidão quando o FCPorto ganha o campeonato; não, eu não quero ir para um cenário de guerra; não, eu não quero entrevistar um conjunto de pessoas fúteis nas festas mais populares do ano. Não quero. Eu só quero um curso, uma base - e se não for este, não sei qual será! O meu futuro é incerto: porque o que eu quero é escrever. Crónicas, livros, blogs, reportagens...! Escrever, mas não propriamente ser jornalista. Porque não há cursos para escritores. E não tem de ser propriamente a tempo inteiro: eu não me importo de fazer outra coisa qualquer, só quero um tempo para estar a sós com o meu teclado. Com sorte, ainda acabo na têxtil, o ramo da família. Eu não me importo e... quem sabe.

A universidade é só o inicio de um caminho às escuras que eu não faço ideia no que vai dar. Embora o meu sonho não seja exercer jornalismo em si (embora não me importasse nada de executar algumas tarefas neste ramo), quero gostar daquilo que vou estudar e o curso parece-me super atractivo, muito abrangente, que era aquilo que procurava. Agora é esperar para ver no que vai dar. E continuar a escrever. Muito.

07
Jul13

Irmãos

Carolina

Os meus irmãos são das pessoas mais importantes da minha vida. O amor que tenho por eles é desmesurável e imaginar a minha vida sem a sua presença é-me perfeitamente impossível. Sei, com certeza, que seria uma pessoa muito menos feliz e completa, porque eles me transmitem coisas todos os santos dias. De alguma forma, todos eles me completam: a minha irmã é muito mais sensível e carinhosa que eu; o meu irmão mais novo, compensa-me com a sua alegria e boa-disposição constante, ao contrário de mim que estou sempre com um semblante carregado e a pensar nos males da vida; o meu irmão mais velho, com o seu altruísmo, simpatia e disponibilidade constante. Para além do mais, são sempre "centros" onde posso recorrer quando estou com problemas ou, pura e simplesmente (e é o mais normal), a precisar de mimo.

Falei há pouco tempo com o "meu" mais novo, que para além de contrabalançar comigo com a sua dose de boa disposição, o faz também com a sua parcela de loucura. Disse-me algo que já me tinha passado pela cabeça mas que nunca considerei seriamente: caso não entrasse na faculdade, os exames continuassem a correr mal, a média não dar para o que eu quero... pegar no dinheiro que está no mealheiro e ir viajar. Basicamente, tirar tempo para decidir o que eu quero realmente, poder escrever, conhecer novas pessoas, sítios e coisas.

Esta é uma ideia típica do meu irmão, e que sairia totalmente da minha zona de conforto. Se gostaria de conhecer novos sítios? Claro. Se queria ter muito tempo para escrever o livro que tanto desejo? Sem dúvida. Se teria coragem para o fazer? Isso já não sei. Implicaria sair do conforto de minha casa, das pessoas que sei que posso contar; perder hábitos de estudo e de rotina. Enfim, uma série de coisas que me mexem com o sistema só de pensar.

Espero ansiosamente o resultado dos exames para decidir o que fazer da vida e acaba por, neste momento, estar tudo em aberto. Tenho muitas coisas que quero fazer e apercebo-me que só me falta saber o timing em que elas devem ser feitas. Mas, lá está, aconteça o que acontecer, sei que tenho o apoio incondicional destas três figuras essenciais. Mas só por considerar a hipótese de tirar um ano de folga, começo a achar que um pouco da dose de loucura do meu irmão está a ser transferida para a minha pessoa - e não sei até que ponto isso é positivo (ahah)!

02
Abr13

As relações causa-efeito

Carolina

Eu justifico muito os acontecimentos pelo chamado butterfly effect. Acredito que haja uma cadeia de coisas que influenciam outras, por pouco que seja, e que são essas pequenas coisas que, todas juntas, mudam o rumo das nossas vidas. Isto dito assim parece muito bonito mas, quando o digo na prática, as pessoas ficam a olhar para mim e a pensar "estás a juntar alhos com bugalhos e uma coisa não tem nada que ver com a outra". Pois bem, para mim tem.

Posso dizer-vos que o meu pé inchado teve influência na minha mudança de curso. Porquê? Quando o pé inchou, para além da mudança corporal que se verificou (óbvio) e que, embora pareça pouco, pode afectar e muito a auto-estima de uma pessoa, comecei meses depois com tratamentos intensivos em busca de melhorias. À conta disso, sempre que me falam em fisioterapia, fico de pé atrás: só eu sei como aquilo me mexeu por dentro e, pior, ver que não era só comigo, mas que havia também pessoas no tratamento a quem estava a acontecer exactamente o mesmo. Estava em queda livre em todos os sentidos, e a escola não foi excepção. E apesar de eu já antes disso gostar muito de letras, esse foi sem dúvida o maior impulso que tive: o desgaste, as más notas, o esforço em vão, a descrença. Daí até sair de ciências foi um saltinho (prolongado, demasiado longo, mas foi).

Outra coisa é que, muito provavelmente, sem o Twilight, não havia blog. Nem paixão por letras ou sequer livros. Se calhar nem tinha descoberto que gostava de escrever - porque foi através dos livros que entrei num blog que me motivou a escrever e traduzir e, pouco depois, criar um cantinho pessoal, com outro fim específico, mas que me levou a escrever e a procurar inspirações onde nem sabia que existiam.

Admito que achem estas teorias ridículas, muito mais se acreditarem no destino - se não fosse por causa disto, seria por causa daquilo. Tudo bem. Mas eu acredito que há sempre relações causa-efeito que são cumulativas e que acabam mesmo por mudar vidas. É o meu caso. E tenho a certeza que só daqui a muitos e bons anos é que vou saber se o facto de o pé me ter inchado me conduziu por um melhor caminho e se há mesmo males que vêm por bem. Só o futuro o dirá.

14
Nov11

Aspirações

Carolina

Acima de tudo, aspiro ser uma pessoa culta. Alguém com histórias para contar quando for mais velha; alguém com a capacidade de falar sobre um pouco de tudo.
É assim que desejo ser. Tenho algumas imagens em mente: o meu pai, por exemplo; ou um senhor que conheci estas férias de verão, que me cativou pela sua magnífica forma de estar na vida, pelas suas incríveis histórias da faculdade e pelos conhecimentos que em apenas numa semana me transmitiu.
Infelizmente, sou um fracasso no que toca às relações humanas - não tenho um feitio fácil, sou sisuda, repelo as pessoas logo à partida. E é por isso que me refúgio nos livros, no cinema e noutras fontes de cultura, para que um dia possa ser aquilo que desejo, mesmo com um calcanhar d'aquiles como o que tenho.

 

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