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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Out13

O meu silêncio aqui?

Carolina

"Só o primeiro passo é que custa. Mas, depois de dado o primeiro passo, o segundo é o primeiro depois desse. É bom reparar nisto e não dar passos nenhuns... Todos custam."

Do eterno Génio, Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

(e não, eu não minto: nestes dias, este é o meu livro de eleição, a minha escapatória, as palavras que sei que não conseguirei dizer mas sei que estarão algures aqui escritas, nestas seiscentas páginas. Hoje não foi excepção, como se pode ver).

 

É igual ao que existe em pessoa. Se não há inspiração para escrever, que é a minha casa, a minha cena, o meu refúgio, a minha paixão, como devem imaginar, não há inspiração para mais nada. Nem o sol hoje conseguiu fazer sorrir o meu dia. Estou só à espera que passe.

20
Abr13

Ele sabe descrever a coisa

Carolina

Nos dias em que não estou "nos meus dias" e em que me faltam as palavras, reduzo-me à minha insignificância e sei que, algures na minha biblioteca ou na internet, um certo génio terá descrito aquilo que eu não consegui sequer rabiscar.

 

"Nem há maior cansaço que o da antecipação desiludida - aquela ironia da alma consigo mesma em que, por viver, não pode deixar de esperar (...)".

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, p. 536

30
Nov12

O sossego que o desassossego me dá

Carolina

Nos dias e noites menos boas, em que não sei para onde me virar e me sinto apertada até ao fundinho do meu coração, tenho a tendência para escrever. Mas irrita-me o facto de não conseguir escrever aquilo que sinto, porque parece que as palavras queimam demais antes de chegarem à ponta dos meus dedos.

E por isso "desassossego-me". Desde que tenho o livro, pego nele, abro-o em qualquer parte, e procuro algo que encaixe na forma como me sinto - e eu sei que há algo; há sempre algo que parece que foi escrito para mim, embora Pessoa já cá não esteja há umas boas décadas. E isso acaba por me satisfazer, embora não tenha sido algo que tenha saído de mim - sai, no entanto, de um grande génio que me preenche e acompanha nestas horas críticas com as suas palavras algures guardadas no fundo do seu mítico baú.

28
Out12

O que tem de ser tem muita força

Carolina

Amanhã são postos à prova os meus conhecimentos sobre Pessoa. A teoria do fingimento para ali, a dor de pensar para acolá.

Mas isso, comparado com a gramática, é feito com uma perna às costas. É horinha de pegar naquele meu livro e estudar as orações e funções sintáticas, que por estas bandas estamos a zeros. Haverá coisa mais horrenda?

10
Out12

Estou a aprender a não gostar de Fernando Pessoa

Carolina

Eu já escrevi um post sobre isto - não sei há quanto tempo nem onde o escrevi, mas sei que já o fiz. O que, como estão a ver, não me impede de escrever sobre a mesma temática.

Escrever é uma das melhores coisas do mundo, para mim; e eu adoro ler, gosto da minha língua e gosto que, em tempo de aulas, me dêem a oportunidade de conhecer novos autores, aprender a escrever bem e a falar em público. Aprecio, em geral, aulas de português: mas há uma coisa que me irrita solenemente - a análise de poemas.

Não que não goste de poesia, não que não perceba os poemas - mas sim pela forma como são dados. A poesia é algo relativo e não analítico, e irrita-me profundamente que a interpretem de um só modo. Ninguém está na cabeça do autor e ninguém pode afirmar que aquela metáfora significa isto e aquela comparação aquilo; desde que siga uma linha condutora e não caia no ridículo, ninguém me pode dizer que a minha interpretação do poema está errada!

E, para além do mais, chateio-me com a sobreanálise das coisas: não sei bem porquê, mas acho que não devemos pensar demasiado naquilo que está escrito na poesia. É algo que interpretamos interiormente e que digerimos ao longo do tempo, mas que não temos de estar a olhar verso a verso para entender. É algo que se saboreia e desfruta, não algo que se engole só para não provar o sabor.

É por isto que, hoje em dia, vejo a maioria das pessoas a detestar poesia, a não perceber poesia e, acima de tudo, a descartar o mais rapidamente possível um dos nossos melhores escritores de sempre (que é Fernando Pessoa, obviamente). Eu própria começo a sentir uma aversão à análise dos seus poemas, tais as dores de cabeças que me dão e os meus desentendimentos interiores entre as minhas interpretações e as interpretações do livro/professora. Estou a tentar superar a coisa da forma mais leve possível.

 

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