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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

05
Jan15

Sobre um espetáculo de magia e a realização dos sonhos

Carolina

Ontem fui ver o Helder Guimarães à Tertúlia Castelense. Para quem não sabe, o Helder é um mágico de cartas (uma vez campeão do mundo e duas vezes considerado o mágico do ano - Parlour Magician of the Year) que é aqui do Porto e emigrou para os EUA em busca do seu sonho: ser mágico. E - como se vê - conseguiu! Woody Allen, Ryan Gosling, Steve Martin, Jimmy Kimmel, entre outros já viram o seu espectáculo em Hollywood. Ainda assim, Helder diz que o melhor palco de todos foi onde atuou ontem... bem mais pequeno e minimalista que os de Hollywood... mas que cheira a casa.

Foi a primeira vez na vida que vi um espetáculo de magia ao vivo, embora sempre tenha apreciado esta arte, e visto vídeos na televisão e na internet. Devo admitir que a aprecio de forma diferente da maioria: gosto muito de ver os truques, mas gosto ainda mais de perceber como se fazem (já sei que vão dizer que isso estraga a magia do espetáculo, mas são gostos e curiosidades). Ontem, no entanto, dediquei-me exclusivamente a apreciar o espetáculo e sentir-me verdadeiramente privilegiada por estar ali, naquele grupo tão restrito de pessoas e a ver algo que nunca mais seria repetido. O Helder é um mágico divinal, que mexe nas cartas de uma forma verdadeiramente mágica, com um sentido de humor apuradíssimo e que não deixa ninguém indiferente por ser tão igual a todos nós mas, ao mesmo tempo, tão peculiar.

Ontem saí daquela sala muito inspirada e cheia de vontade de escrever - mas o computador já estava desligado e o sono era demasiado para dar uso à caneta, ainda para mais com uma gripe em cima. O que tinha para dizer era que aquela noite se tinha resumido a muito mais do que cartas, truques e magia, mas tinha sido sim uma fonte de inspiração imensa. O Helder é a personificação de um sonho tornado realidade. A prova de que o trabalho e o esforço compensam e que, com uma ajuda da sorte e de um grande talento, podes chegar onde queres. Mesmo sendo português e tendo de emigrar para a América, onde acham que Portugal é um país do terceiro mundo onde não há, por exemplo!, eletricidade (uma das várias peripécias e calinadas que ele foi partilhando ao longo do espetáculo).

Fez-me pensar em mim e na minha escrita; nesta coisa dos sonhos, de que tanto falamos, mas que tão poucas vezes pomos em prática. Porque dá trabalho, dá dores de cabeça, às vezes traz consequências dolorosas: meios para atingir um bem maior. Traz expectativas atreladas: as nossas e as dos outros (qual delas a pior?).

O meu pai, por exemplo, diz que para mim exige pouco. Posso fazer o que quiser da minha vida, só tenho é que, um dia, ganhar o Nobel da Literatura (coisa pouca, hun?). Rio-me sempre quando me diz tal coisa - embora o repita vezes sem fim, talvez para me ajudar a acreditar. E depois de uma noite como a de ontem, às vezes, numa réstia de esperança bem lá no fundo de horizonte, até penso que possa ser verdade. Um Nobel até que era giro.

 

helder.JPG

 (Foto: http://www.tertuliacastelense.com/magia-helder-guimaraes-tertulia2015/)

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