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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

20
Fev16

Miúda de 95 44#

Carolina

"Hoje é dia de tomar flúor!"

 

Estou, neste preciso momento, a comer um rebuçado. Talvez este "pequeno" pormenor ajude a perceber a razão pela qual me lembrei de uma recordação de infância, guardada bem nos recônditos da minha memória. Então e qual é essa memória? Os gloriosos dias em que, no primeiro ciclo e em filinha indiana, íamos todos em direção ao lavatório da nossa sala de aula e bochechávamos flúor.

É engraçado como, com o passar dos anos, olhamos para estas recordações com carinho - porque eu lembro-me muito bem de detestar o dia em que a professora se lembrava de nos dar aquele líquido cor-de-rosa e com mau sabor para nós bochecharmos. Sabia mal, cheirava a produto de dentista e era um martírio saber que tinha mesmo de fazer aquilo. Se bem me recordo, tomávamos o flúor uma vez por mês e todos fazíamos figas para que a professora se esquecesse e deixasse passar uma sessão. (In)Felizmente para nós, acho que era coisa que não acontecia muito.

Não sei se, de facto, essa técnica funcionava ou se tais práticas ainda se mantém, mas gosto de acreditar que pelo menos parte da minha (boa) saúde dentária se deve à minha professora. Avé ao flúor!

15
Jul14

Os meus dentes

Carolina

Quem me conhece sabe bem que há poucas coisas de que tenha tanto medo como de médicos. Não vou explicar aqui porquê, porque de facto não consigo, talvez nem seja humanamente possível. É uma fobia, tal como existem tantas outras no mundo. Mas há médicos que eu tolero melhor que outros: por exemplo, os oftalmologistas não me incomodam, assim como os otorrinos. Mas há outros... que me tiram do sério: entre eles dentistas e cirurgiões (já se me está a dar arrepios na espinha).

E é esta a razão principal para eu não arranjar os meus dentes: porque pôr uma aparelho implica idas ao dentista frequentes e isso ia custar-me muito, muito, muito. Tive uma vez umas dores de dentes suficientemente alucinantes para não deixar de ir ao dentista quando tivesse cáries ou para fazer limpeza, mas não me peçam para aparecer lá uma vez por mês.

Perguntam-se vocês: "mas os teus dentes são assim tão maus?". Epá, não. Eu acho que não, mas a verdade é que me perturba. Em cima tenho um dente um bocadinho encavalitado e em baixo os dentes são bastante separados entre si. Como é óbvio, no dia-a-dia, tento que as falhas não se notem tanto: quando sorrio (naturalmente) não mostro os dentes de baixo, pelo que, nesse aspeto, me safo. Mas o de cima, infelizmente, vê-se bem (exceto quando não faço um sorriso rasgado que, se vierem a reparar, é cada vez mais comum em mim). 

É uma coisa em que penso regularmente e há muitos anos: se vale a pena o esforço de ir para o dentista, as dores, os problemas, a possibilidade de não ficar bem, o preço, o tempo com que se anda com aquilo. Tenho sempre arrastado isto - e, acho, assim vai continuar a ser - porque acho que as desvantagens são demasiado grandes. Hoje em dia há coisas novas, uns aparelhos tipo próteses, outros com brackets transparentes que são mais bonitos a nível visual, mas a balança continua a estar desequilibrada. Por outro lado há dias assim, em que isto me incomoda e que me lembro regularmente, onde me apetece esconder o sorriso por detrás dos lábios e assim ficar até esquecer.

Arg, odeio dentes.

21
Mar13

O meu corpo revoltou-se

Carolina

Depois de eu tanto me queixar interiormente de estar a ficar gorda, de ter de fazer dieta, de não ter força de vontade fazer dieta e coisas que tais, o meu corpo fartou-se. Como tal, decidiu pôr-me a gengiva (e dentes, sei lá eu, que isto dói-me tudo) ali em volta do siso a dar de si. "E agora, Carolina? Apetece-te comer? Continuas-te a queixar? Bem me parecia!", diz o corpo. Eu não agradeço - e insulto-o interiormente, que dores de dentes é coisa que não desejo a ninguém.

24
Nov12

O sorriso e os dentes

Carolina

Da mesma forma que eu não concordo com aquela máxima "toda a gente é bonita", também não concordo com a que diz "todos os sorrisos são bonitos". Quanto à primeira, para mim, sim, há pessoas que não tiveram sorte e não abonam a  favor da beleza - o que não quer dizer que não sejam pessoas lindas por dentro e não possam ser amadas da mesma forma que os outros; quanto à segunda, todo o conceito de sorriso é bonito, porque se associa a uma ideia feliz, mas há sorrisos que são uma verdadeira desgraça... ora porque faltam dentes, ora porque os que lá estão a navegar pela gengiva livremente, não estando na posição correcta.

Mas não foi por causa desses "clichés" que eu cá vim falar. É pelo facto de achar engraçado que o meu sorriso marque as pessoas, quando eu não o acho nada perfeito. Ainda há uns dias recebi um email de uma das senhoras que esteve comigo em Istambul, e dizia-me ela: "I'm very pleased I met you and your mother, above all I will cherish the memory of your smile (...)". Podia estar a aldrabar-me ou a encher-me o ego, mas a verdade é que não é a primeira a dizer-me isto.

E eu acho estranho. Porque embora haja bocas definitivamente muito piores, a minha dentição está longe de ser perfeita. Primeiro tenho um dos dentes da frente um bocadinho encavalitado, na parte de cima (que me faz odiar toda e qualquer foto que me seja tirada de perfil, porque se nota). Depois, os dentes de baixo, também na frente, estão extremamente separados - a questão é que, quando sorrio, não se nota.

Se já pensei em corrigir isto? Sem dúvida. Mas mal ponho as coisas numa balança, desisto logo da ideia. Só de pensar em ir ao dentista todos os meses, nas dores que dá nos primeiros tempos e de ter um monte de ferros na boca durante anos... parto para outra. Deixo-me estar na minha e com os meus dentes ligeiramente mal colocados e evito pensar nisso.

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