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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Abr15

Dia mundial da dança

Carolina

Passava pouco mais das sete e meia da manhã e eu conduzia para a faculdade enquanto ouvia a rádio Comercial. A Vanda Miranda começou a anunciar os "dias de", altura em que normalmente me rio muito com aquelas palermices. Mas hoje foi o contrário - ouvi aquilo e tudo o que me apeteceu foi chorar - de alívio por já ter passado e de riso por ter feito tanta coisa parva. Pois que hoje é o Dia Mundial da Dança. Passou-me em dejá vù três anos da minha vida em que este dia em particular era penoso: um dos piores dias do ano, a par daqueles em que tinha de ir ao médico ou outra coisa terrivelmente parecida. E porquê, perguntam vocês leitores esquecidos?

Porque do 7º ao 9º ano tive aulas de dança na escola - as responsáveis por todo um trauma que se mantém até aos dias de hoje. E o dia 29 de Abril era o dia em que expúnhamos os nossos trabalhos sobre os vários estilos de dança, em que pendurávamos desenhos de bailarinos em tamanho real pela escola fora e, claro, em que apresentávamos as nossas obras de arte em forma de "dança". 

E quem diz "obras de arte" ou "dança" fala em coisas como coreografias em que eu fazia de andorinha com uma meia enfiada na cabeça, de anjo com asinhas feitas de cartão e algodão (com 14 anos, atente-se!), em que vestia uma mini-saia ao som de Nelly Furtado e, não menos importante, onde dancei a "dança da agricultura" em frente a toda uma plateia. Dito isto, acho justo que tenha o pleno direito de esganar quem voltar a dizer, como em tantos posts espalhados por esse facebook fora, que "a dança é a melhor coisa do mundo".

Experimentem enfiar uma meia na cabeça e dançar de andorinha e depois falamos, está bem?

14
Ago14

Programas de domingo à noite

Carolina

Passo grandes temporadas sem ver programas de domingo à noite - pelo menos sem acompanhar de forma fiel. A Casa dos Segredos é o que se sabe - gosto de me rir um bocadinho, de vez em quando, mas canso-me de tanta estupidez e ordinarice; Big Brither Famosos é lixo, para mim; o Vale Tudo era uma formula ganhadora nos primeiros tempos, mas tem vindo a piorar - e a cansar; aquele dos saltos para a piscina resumia-se a encher chouriços, bem mais do que saltar para a água. Tudo o que é concurso de talentos também já deixou de me agarrar: não há Ídolos (que, aliás, nunca vi), Rising Stars, Portugal tem Talento's que se safem. 

Mas, curiosamente, há algo que sempre me prendeu ao ecrã: a dança. Fui uma fã incondicional do "Dança Comigo" que passou há uns anos na RTP, apresentado pela Catarina Furtado. Adorava aquilo, via todos os fins-de-semana sem falhar, e quando terminou fiquei muito triste (mas, de facto, já não sobravam celebridades para lá irem dançar, foi tudo corrido). Mas agora com esta nova vaga de talentos, a TVI aproveitou e bem e pegou na fórmula ganhadora e tornou a pôr a dança em horário nobre e com o papel principal. E eu a-do-ro o Dança com as Estrelas (vamos só esquecer o facto de a Alexandra Lencastre ser jurada e não dizer nada de jeito, para além de umas frases que vai buscar ao Citador). Gosto do espírito, das coreografias, dos concorrentes e, acima de tudo, dos dançarinos, que fazem aquilo como uns verdadeiros profissionais (que são) e que dançam que é uma maravilha. Até agora, a Sílvia Rizo é a minha preferida, mas tenho-me divertido a ver todos os pares a dançarem. 

Por outro lado, apela à dança, uma coisa tão saudável, em vez de mostrar a ignorancia, a parvoíce e os maus exemplos como os reality shows. Até a mim, que tenho um trauma com a dança que só vai lá com terapia, me apetece inscrever numa escola de dança! Arranjaram aqui uma fiel seguidora.

 

01
Mai14

Não me esqueci do dia mundial da dança

Carolina

Terça-feira foi o dia mundial da dança. Este início de semana foi atribuladíssimo, pelo que não tive tempo de fazer um post sobre o assunto (basicamente faltava-me tempo para dormir e respirar, portanto escrever - por muito que eu goste de o fazer - passou para segundo plano).

Pois que este é um dia que eu nunca esqueço. É verdade: alguém como eu, que afirma não gostar de dançar, lembra-se sempre deste glorioso dia. E porquê, perguntam vocês? Não é porque fui feliz nesse dia em particular nem porque tenho uma memória de elefante: é porque este dia faz parte integrante do meu trauma com a dança. Juro!

Foi à custa do dia 29 de Abril que fomos fazer um workshop e onde aprendemos a dança da agricultura (que acabamos por apresentar no final desse ano). Era uma dança... com movimentos de agricultores: dar com a inchada na terra, andar com o alguidar em cima da cabeça, lavrar a terra e todas essas coisas muito bonitas que até se costumam pôr em danças (cof cof). Para além do mais, a indumentária eram calças de fato de treino e uma camisola branca suja com terra (imaginam bem, estive a esfrega-la num vaso) - acho que ainda a tenho para aí, mas os estragos foram suficientes para a sujidade nunca chegar a sair por completo.

Também me lembro de um outro workshop de dança contemporânea que fomos fazer à Ribeira. Só me recordo de duas coisas: de me sentir a pessoa mais ridícula do mundo e de ter apanhado com a caca das 50 pombas que estavam num telhado e que decidiram defecar todas ao mesmo tempo sobre um grupo de estudantes que esperava pelo autocarro. Só boas memórias, hun?

Depois lembro-me de mais coisas, mas não tenho bem a certeza de terem sido para este dia em particular. A dança das andorinhas, dos anjinhos e aquela em que dancei uma música da nelly Furtado em mini-saia também me ficaram no coração. Naquela parte em que há um buraco negro e onde as coisas más se escondem. Nunca mais me vou ver livre deste trauma. Viva a dança! (ou não)

17
Abr14

Dançar... outra vez...

Carolina

Eu passei anos da minha vida a dançar revoltada, daí esta minha relação difícil com a dança. Com a zumba (e já antes) dançar sozinha já não era um problema assim tão grande: já me safo bem e mesmo quando sou obrigada a estar numa pista de dança já consigo mexer os pés e não ficar ali especada. Mas dançar a pares é outra história.

Naqueles anos em que o meu trauma ia aumentando dia após dia (e foram três anos) a minha turma tinha 22 raparigas e 5 rapazes, se não estou em erro. As aulas de dança eram dadas por turnos e, dada a discrepância entre sexos, no meu turno só havia raparigas. Ou seja, sempre que dançávamos a pares, era sempre com uma rapariga: e, só por acaso, eu fazia sempre o papel de homem. Moral da história? Eu, ainda hoje, não sei dançar no papel de mulher.

Mas até agora tal não me perturbou. Eu não tenho namorado, ninguém me convida para dançar (e fazem eles bem), eu também não vou a discotecas ou bailaricos e, como tal, as situações não se proporcionam (a não ser na passagem de ano em que um tio meu me obrigou a dançar com ele e eu me senti como um boneco nas mãos seguras dele, enquanto eu estava praticamente petrificada de medo e vergonha). Até agora. Na zumba, às vezes, da na real gana da professora pôr-nos a dançar a pares. É pouquinho, mas o suficiente para me deixar em alerta vermelho. Por acaso só há um homem na turma - o que todas querem dançar: menos eu. Mas, claro, karma is a bitch e, um dia destes, lá me calhou a mim a "sorte" de dançar com o senhor. E ajeitarmo-nos? Eu punha o braço dum lado, ele mudava, eu depois eu não sabia onde pôr a mão... uma confusão. Acho que no fim devemos ter dançado uns três segundos, porque todo o restante tempo estivemos a decifrar a posição em que os nossos braços deviam estar. Não foi bonito. Na aula seguinte dancei com uma rapariga: era um estúpido de um forró - que eu não sei dançar!!! - e também não nos ajeitamos; por minha culpa, a rapariga calcou-me e pediu-me imensas desculpas e... enfim, um desastre. Acho que sou um caso sem solução: já nem para dançar de homem sirvo. 

04
Fev14

O ginásio devia deixar de ter espelhos

Carolina

Eu sei que ninguém concorda com isto: que é preciso ver os movimentos que o professor está a fazer, que em certos casos é bom para ver a coordenação com os nossos colegas, que dá para ver os nossos próprios erros e blá blá blá whiskas saquetas. Mas eu não gosto. Não gosto, primeiro, porque quando faço desporto, das duas uma: ou fico pálida, fazendo inveja a um zombie, ou vermelha, parecendo prima de um tomate. Em qualquer dos momentos, fico sempre horrível.

Mas também não gosto porque odeio ver as minhas figuras. A minha mãe diz que não, que eu me porto muito bem, mas eu tenho para mim que danço horrivelmente. E eu, normalmente, até me consigo rir de mim própria (os professores devem achar que estão a dar aulas a uma louca, porque há certos momentos que começo a sorrir - e às vezes a rir - como uma parva; o que eles não sabem é que me estou a rir de mim, da minha autêntica descoordenação de movimentos e da minha incapacidade de muitas vezes apanhar uma coreografia em tempo útil - porque quando lhe apanho o jeito, já todo o resto do pessoal está dois passos à frente), mas há dias em que não, deprimo mesmo por ser um desastre e por estar ali ao lado de pessoas que, aparentemente, conseguem fazer aquilo tudo com alguma facilidade e eu, embora me esforce, continuo a parecer um robô dançante. 

Se calhar é o meu trauma a falar mais alto. Eu digo isto na brincadeira, mas a brincar se dizem as verdades, não é? Nunca tendo sido eu uma pessoa muito à vontade com o meu corpo, vi-me obrigada a dançar em frente a pessoas durante três anos seguidos, com coreografias horrendas e humilhantes e muitas vezes usando roupas com as mesmas características. Dancei de anjo, andorinha e de mini-saia em frente à escola toda (e eu, anos mais tarde, andei muito de vestidinhos, mas naquela altura não usava mais nada para além de calças - veja-se, portanto, o drama). Aquilo mexeu comigo. Para a vida, quem sabe! 

Eu posso estar num bar ou uma discoteca, mexo os pés e um bocadinho da anca (aquilo que consigo mexer, porque eu tenho plena consciência que não conheço metade dos meus músculos e às vezes fico a olhar para certos movimentos e só me consigo perguntar "como é que ela fez aquilo?") e fico-me por aí. Ainda no ano novo estive a dançar com o meu tio (que sabe muito da coisa) e só eu sei o que me custou - é que, para além de dançar mal originalmente, ainda consegui dançar pior, por estar ali rígida e no pleno do meu desconforto. 

Enfim, o que uma pessoa não faz para tentar estar em forma! É legítimo as pessoas olharem-me incrédulas quando eu digo que faço Zumba - pelo menos aquelas que me conhecem, tendo em conta que todas as outras me dizem "não gostas de dançar? Como é que não gostas de dançar? Dançar é uma coisa maravilhosa!". Não, meus amigos, para mim dançar é tudo menos maravilhoso. E, de facto, nem eu sei como fui parar a uma actividade dançante... 

26
Abr13

O flashmob

Carolina

 

O vídeo tardou mas chegou e eu não podia estar mais contente com o resutado final! Depois do cansaço e das molhas que apanhei à conta disto, faço um balanço positivo. Acima de tudo, devido à sensação de fazer parte de algo grande e que, de alguma forma, se move como um só.

Orgulhosa de mim e de todos os outros que fizeram parte disto. Ainda bem que me arrastaram até lá.

10
Abr13

Ai as minhas costas

Carolina

Ontem, depois de um treino para o flash mob de hora e meia e de, antes disso, ter tido educação física, cheguei a casa esgotada. Tomei um bom banho e tudo o que queria era ir para a cama - acabei mesmo por adormecer no sofá, o que não é nada comum em mim, e às 23h estava no vale dos lençóis.

Eu estava cansada mas animada: dançar não é, sem dúvida alguma, a minha área de conforto, mas até estou animada por fazer parte de algo giro e grande, com algum tipo de impacto. Mas nada fazia esperar isto: hoje acordei com umas dores de costas que faziam com que mal me dobrasse. E dobrar o pescoço? Até dói só de pensar.

Suponho que isto seja por causa de alguns movimentos estranhos que a coreografia tem, combinada com a minha típica falta de exercício físico - o meu corpo já não está habituado a estar três horas por dia a mexer demasiados músculos. Mas enfim, já engoli um voltaren e é esperar que a coisa melhore: sim, porque o flash mob aproxima-se cada vez mais e hoje tenho ensaio geral de duas horas e meia, só para aquecer. Pobres costinhas...

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