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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

30
Out14

E se deixássemos de ser umas bestas ao volante?

Carolina

 Quando tirei a carta disse para mim mesma que não ia ser como o maioria das mulheres, más como as cobras ao volante (se fosse só ao volante, ah ah!). Sempre achei parva aquela ânsia de não querer deixar o outro, de não deixar um espacinho para um carro se meter quando atrás dele estão outros tantos, parados num stop, e com o destino traçado de lá ficarem se não houver uma alma bondosa que os deixe passar.

Quer dizer: não confundamos isto com esperteza alheia. A coisa que eu mais detesto na estrada são chicos-espertos: e por causa deles há troços onde, a caminho da faculdade, fico de tal forma colada ao carro da frente que quase damos um bate-chapas. E ai de quem ouse aproximar-se, que eu faço uma escandaleira tal e fico tão vermelha que as pessoas acham que me ainda me vai dar um ataque e desistem logo da ideia.

Mas fora essas situações, gosto sempre de ir deixando entrar um ou outro carro (também não é preciso ser de um altruísmo atroz e deixar entrar a fila inteira, sim?).  Mantenho a esperança que, ao serem deixados entrar, façam também o mesmo aos outros, e que isto seja tudo um ciclo de contribuições e retribuições mutuas - e tão simples - que tornam a nossa vida um bocadinho mais fácil e completa. O simples gesto de pôr a mão fora do carro ou os quatro-piscas bastam para me fazer o dia mais feliz e de perceber que ainda há pessoas educadas por aí, dando-me sempre vontade de voltar fazer o mesmo. Porque, por alguma razão, transformamo-nos numas bestas enquanto conduzimos, e estava bem na altura de mudar isso.

08
Out14

Aquilo que tenho a dizer sobre o meu carro

Carolina

Eu adoro o meu carro, não o trocava por nada - nem mesmo um novo. Gosto dele assim, como é, com os 14 anos que tem em cima mas sempre cheio de estilo; gosto dos riscos que já lhe fiz, embora me tenha doído a alma quando tal aconteceu, gosto das pancadinhas de amor que dei com ele, gosto de cantar dentro dele, enfim, gosto!

Mas ultimamente tem andado com uns problemas e uns barulhos estranhos que me têm posto doida. Dei conta deles há umas três semanas - um barulho alto, que se nota bem e (descobri esta semana) que vem do ar-condicionado -, e na altura fiquei preocupada. Pedi ao meu irmão para dar uma volta comigo, para ele ouvir o ruído, mas nada - silêncio, carro como novo, impecável como sempre. Mas na segunda o barulho voltou - e é alto, e consome-me e eu tento desligar o ar condicionado, mas com este tempo terrível os vidros embaciam-me todos e eu (para além de abafar) não consigo ver nada - e tornei a pedir a alguém (desta vez ao meu pai) para ver se ouvia alguma coisa. E não é que o carro se portou impecavelmente?

E eu que normalmente só tenho elogios a tecer ao meu carrinho, a única coisa que me surge de cada vez que penso nele e no abafo que me dá quando lá ando é uma só palavra: cabrão! Cabrão do carro, caraças. E falso e intriguista, que comigo porta-se pessimamente, e quando ando com outras pessoas tem a mania de ser um carro exemplar. Já disse que só me apetece chama-lo de cabrão? Era isso.

20
Jul14

Um ano de carta

Carolina

Vamos fingir que este post foi escrito ontem porque, na verdade, festejei ontem o meu primeiro aniversário de carta. Estes dias têm sido estranhos tanto a nível físico como emocional, ando cansada, e não me deu para escrever - e festejar - o meu primeiro ano de condução.

Pois que, há um ano atrás, envergava as minhas calças de ganga acabadinhas de estrear - já as tinha comprado há uns dias, mas esperei mais uns dias para as usar propositadamente no exame: achei que algo novo e azul - como se usa no ano novo - poderia ter alguma influência no exame. Não sei se foi por causa das calças, mas a verdade é que passei com um examinador bastante maluco, com uma camisola rockeira e uns óculos à aviador, que me fizeram pensar que ia reprovar no primeiro cruzamento. Lá pelo meio ainda me conseguiu chamar trapalhona mas, no fim, teve a gentileza de me passar, a melhor coisinha que o senhor podia ter feito por mim.

Porque foi das coisas que mudou drasticamente a minha vida. A independência, meu deus, a independência! Poder ir onde quero, quando quero, a que horas quero, com quem quero. Não ter de esperar pelo metro ou por alguém, não ter de pensar se o bilhete é Z2 ou Z3, não ter de me abrigar na paragem de autocarro, não ter de aturar a música que alguns idiotas acham que devem partilhar com o mundo, não ter de apanhar com o bafo de algumas pessoas no autocarro. É outro mundo. Mas, para melhorar as coisas, acontece que eu adoro conduzir - a única coisa que detesto em conduzir é o facto de as outras pessoas também conduzirem (e deixarem os carros mal estacionados, e andarem a velocidade de caracol, e andarem em contra mão, e estacionarem em cima de passadeiras, e..., e...., e...) - e aqueles momentos que passo sozinha no carro (que são 90% das vezes) são momentos ora de reflexão, ora de alegria, onde me ponho a cantar a plenos pulmões. Já sorri, já ri muito e também já chorei naquele carrinho que, embora já tenha passado por todos os moradores desta casa, é agora tão meu.

Num ano, o meu maior desgosto foram mesmo os meus dois retrovisores que se estilhaçaram por azelhice minha e culpa daqueles que não sabem estacionar os carros nos sítios onde, de facto, é para os estacionarem. Fora isso, contam-se uns risquinhos, mas nada do outro mundo. E que seja sempre assim, que os meus acidentes nunca passem destas palermices da minha parte. 

Agora já só faltam mais dois anos com a carta a prémio! Venham eles.

25
Mar14

É testosterona a mais

Carolina

Apesar de todos os desastres dos últimos tempos, eu sempre disse (porque é verdade) que gosto muito de conduzir. Embora agora me encolha por todos os lados e conduza a medo (isto passa daqui a uma semana) e, como tal, o prazer não seja o mesmo, ele ainda continua lá. Acho que sou calma, não me enervo muito e tento conduzir o melhor possível (e acho que até conduzo bem, mas até tenho vergonha de o dizer depois de dois retrovisores partidos).

Mas enfim. Quer uma pessoa conduza bem ou mal, há sempre aqueles espertinhos (homens, pois claro) que te ultrapassam. Podes estar no centro da cidade, ir a 20, 30, 40 ou até mesmo a 50 quilómetros por hora, mas estás a irritar o "coitado" que vem atrás. Vai daí, toca a ser ultrapassada. No início uma pessoa não nota, mas com o traquejo já se vai apercebendo dos sinais antes mesmo de eles nos ultrapassarem: começam a aproximar-se cada vez mais, a colar-se à nossa traseira (não tivesse eu um amor assolapado pelo meu carro, travava a fundo, esperava pela batidela e queria ver quem é que me pagava uma parte de trás nova), começam a espreitar para a esquerda, colam o carro ainda mais um bocadinho e aí sim, ultrapassam. 

Não é que eu fique ofendida por me ultrapassarem, mas acho um bocadinho ridículo - principalmente quando é mesmo por embirração. Adoro quando, por exemplo, me ultrapassam e, 300 metros à frente há uma rotunda. Eles param na rotunda, dez segundos depois chego lá eu; eles continuam parados, eu coloco-me ao lado deles e, tau!, entro primeiro na rotunda. Nesses momentos gostava tanto, tanto, tanto de ter um daqueles letreiros tipo autocarro a dizer: "então amiguinho, esses dez segundos de vantagem souberam-te bem ou serviram-te de alguma coisa?". Tenho mesmo de arranjar uma coisa dessas para o carro.

18
Mar14

Há dias que não deviam ter 24 horas

Carolina

Às vezes uma pessoa sabe. Sabe e pronto. Mas sabe o quê? Alguma coisa. Não é algo que se explique,  mas que se sente; algo tão puro,  genuíno,  intenso,  que vem cá de dentro e tão estúpido que não há como explicar. É como aquela história de sairmos de casa com a sensação de que nos falta algo - não percebemos bem como,  mas a sensação está lá e, na maioria das vezes, tem razão. Hoje também tinha. 

Eu percebi rapidamente que o que eu sentia,  a minha apreensão,  tinha que ver com o trânsito e os carros e tudo mais. Fui concentrada durante todos os quilómetros que fiz hoje de casa para a faculdade,  da faculdade para casa (e hoje foram duas viagens para cada lado). Ao contrário dos outros dias,  não faltaram situações para bater: de lado,de frente, na rua,  na estrada. Foi stress acumulado em cada situação que parecia que era posta propositadamente no meu caminho para me assustar. Acho que hoje comecei a acreditar um bocadinho no destino. Vi um acidente feio,  com três carros, e tentei não olhar nem me focar naquilo. 

Quando à tarde vinha para casa,  comprimida,  stressada,  com aquele feeling mau, pensei: "já só falta um bocadinho para chegares a casa sã e salva, respira fundo". E nesse momento,  nesse preciso segundo em que esse pensamento me passa de rajada no cérebro, pumba, foi-se o retrovisor. OUTRA VEZ. O mesmo! Na mesma situação: um carro mal estacionado,  eu passo o mais rente possível para não bater no carro que está  no meu lado esquerdo e,  em vez disso,  bato no cabrão que decidiu que não fazia mal deixar o carro quase em segunda fila numa das ruas mais movimentadas da cidade. Desta vez tive a frieza de estacionar o carro (sim,  meus amigos,  porque havia lugares para dar e vender),  ir buscar o espelho e meter-me outra vez dentro da viatura,  onde finalmente caí em mim e comecei num pranto fenomenal, que me deixou com as olheiras até ao chão com que vos escrevo agora. Não era tristeza,  nem tanta raiva como da outra vez (embora também existisse,  porque caso ainda não tenham reparado eu lido muito mal com este tipo de infracções que são tão normais no nosso país que as pessoas acham que até já nem tem mal). Foi a vergonha,  a frustração, a dor de ter tornado a estragar o carro,  o orgulho demasiado ferido e,  acima de tudo,  a descompressão. A sensação de "já está, já aconteceu, eu estou bem,  o carro nem por isso,  mas eu estou bem. Universo,  estamos de contas soldadas?". O resto do caminho foi um dilúvio, onde chorei pelo carro e por tudo o resto que tinha a chorar e não chorei nos meses passados. Uma lavagem da alma, confundida com uma dor e uma raiva que só passa com o tempo. Ou com o polish que tira os arranhões do carro. 

Hoje foi um dia tão mau que eu desejei que não tivesse 24 horas. 

30
Jan14

Os polícias gostam claramente de mim

Carolina

Aqui há pouco fui levar uma amiga minha à escola, pois tínhamos almoçado juntas. Acontece que não tinha estacionamento nas redondezas, por isso parei o carro num dos três lugares destinados a deficientes em frente à escola. Por causa disso, não saí do carro, e fiz tempo com ela lá dentro, até às aulas começarem, na eventualidade de alguém incapacitado precisar do lugar que, de facto, é seu por direito. 

Importa dizer que eu, sempre que estaciono o carro, sou aquela que desliga e liga o carro três vezes porque não ficou bem dentro da linha, porque ficou com o rabo de fora ou porque ficou ligeiramente torto; e que, se for preciso, deixo o carro quatro ruas abaixo para não ficar em situação ilegal (rogo pragas sempre que vou a casa da minha tia por causa disso). Não é para tentar ser correcta nem seguir os princípios - não sei, faz parte de mim, não consigo deixar o carro mal estacionado: fico com um peso na consciência tal que, mesmo que o estacione, trinta segundos depois já estou lá dentro cheia de remorsos e pronta para o tirar do sítio.

Pois bem, estava eu na conversa quando passam dois senhores polícias. Olham para mim, sorriem, apontam para o sinal e abanam com a cabeça, como quem diz "é bom que tire daí o carro, sabe o que lhe fazemos, certo? Ai a menina feia!". Apoquentei-me. Acenei com a cabeça, como quem diz "desculpe, estou só a fazer tempo" e levantei a mão num sinal de desculpas redobradas. Tirei o carro rapidamente dali e estacionei uns bons metros mais abaixo, tendo depois de subir a rua da escola quase toda, aproveitando para dar uma volta no átrio que tantas vezes me acolheu. Mas fiquei doente! Doente!!! Eu sei que é o dever deles e que não podem saber que eu tenho sido uma pregadora das boas maneiras enquanto se está ao volante de um carro, e que faço os possíveis e impossíveis para não cometer infrações. Mas à mínima coisa, tau! Há gente que nem sequer sabe o que é estacionar num lugar legal, e nunca lhes dizem nada. Mais: ao meu lado estava um carro também no lugar deficientes, parado, estacionado, sem ninguém lá dentro; atrás de outro carro que estava ao meu lado mas já em situação legal, estavam dois carros parados em segunda fila, a prejudicar o trânsito. Acham que eles fizeram alguma coisa, que lhes deixaram uma notazinha ou sequer um aceno como me fizeram a mim? Nada, nicles, niente! 

Já estou como o outro: "fico chateado, é claro que fico chateado!". Que raio de sorte.

25
Jan14

6 meses e um dia depois de ter tirado a carta (ou adeus espelho retrovisor)

Carolina

Verdade. Fiquei sem um espelho retrovisor aqui há dias, a caminho do ginásio.

Não sei o que se passa, mas agora o trânsito ao fim da tarde na estrada (e na rotunda) que dá acesso à minha rua é gigante. Consegui meter-me no trânsito (que anda bem, mas que não deixa grandes espaços para entrar) porque o meu pai que, por sorte, vinha no sentido contrário, parou e me deixou passar. Ia muito bem na minha vidinha quando, uns metros mais à frente, estava um carro estacionado na estrada, na minha via - nada de anormal naquele lugar, mas que me irrita solenemente, tendo em conta que só há duas faixas de rodagem, e é possível passarem três carros, mas muito "resvés campo de ourique". Nesses casos, costumo parar, rogando-lhes todas as pragas que me vêm à cabeça, mas a coisa faz-se. Mas naquele dia o trânsito para os dois lados era imenso e se eu parasse nunca mais dali sairia, com o bónus de levar com buzinadelas a torto e a direito, não fosse a típica pressa dos nossos condutores. Sendo assim, e como o carro da minha frente passou, eu passei também. Com o coração apertadinho, fui e... tau. Num momento conseguia olhar para trás através do espelho do retrovisor e noutro ele já não estava lá. Insultei-me a mim e ao outro carro de todas as maneiras e feitios, disse todas as asneiras mentalmente possíveis e roguei ainda mais pragas que o normal. 

Quando finalmente parei o carro, vi que os estragos no meu carro tinham sido mínimos - um risquinho de dois centímetros no retrovisor - o que não me admira, tendo em conta que o dito cujo nem encolheu quando bati, tal deve ter sido a tangente. Mas foi o suficiente para o espelho cair - porque, muito provavelmente, também já estaria meio solto. 

Felizmente ia para a Zumba e descarreguei todas as minhas más energias naquela aula. E na possibilidade de que o idiota que deixou o carro plantado no meio da rua tenha ficado em pior estado do que eu. Porque a brincadeira podia ter-me saído cara (para cima de cem euros) - só não saiu porque tenho um irmão para cima de espectacular (ahah) que me arranjou um espelho novo bem rapidinho e por um preço bem mais reduzido. Valha-nos isso. (E é por estas e por outras que eu não quero um carro novo - se isto me acontecesse num carro novinho em folha acho que me atirava da ponte).

09
Jan14

A melhor coisa de 2013

Carolina

Apesar do meu ano 2013 estar recheado de bons momentos (especialmente a primeira metade), posso afirmar com convicção que a melhor coisa que fiz durante o ano passado foi ter tirado a carta. E não é por não ter de andar de transportes públicos nem por não gostar de andar com outras pessoas: é pela liberdade.

É poder sair de casa, sozinha, para onde quiser e bem me apetecer, sem ter de chatear ou preocupar ninguém; é não ter de perder tempo com combinações chatas do tipo "mas passas aqui em casa por volta de que horas?". É sair, ir, e desfrutar.

Sempre fui uma pessoa que precisei do meu espaço, de muitos momentos solitários e de ar para respirar, de quando em vez, quando decido sair da "toca de morcegos" (como diz o meu irmão) que é o meu quarto. Ter a carta de condução, um carro, o poder de decisão e a força de vontade de sair sozinha (que não é fácil, quando não há ninguém que nos puxe), fez de mim, desde 19 de Julho de 2013, uma pessoa mais feliz em momentos em que não me sinto assim tão feliz - quando tudo o que preciso é de ver coisas e pessoas novas e diferentes do habitual. 

13
Dez13

Odeio espertalhões

Carolina

Eu penso em escrever este texto todos os dias da semana desde Setembro. Sabem o que é todos? É todos. E o mais engraçado é que é sempre no mesmo sítio.

Sempre que vou para a faculdade, ao sair da VCI, tenho de passar por um sítio onde, em horas de ponta, estão sempre filas intermináveis - no entanto, aquela estrada tem duas faixas, a da direita para virar à direita (e que é sempre muito mais concorrida) e a da esquerda que é para seguir em frente, normalmente muito mais folgada. Posto isto, os espertalhõeszinhos, põem-se na via da esquerda para depois, lá à frente e bem perto do semáforo, porem o piscazinho, qual meninos inocentes que se enganaram na faixa, e colocarem-se à direita. Cabrões (pronto, já disse)! 

Eu sei que todos temos uma vida atarefada, que o tempo não dá para tudo mas... meus amigos, façam como eu: levantem-se da cama a horas e deixem-se dessas tretas. Eu aviso já: comigo, não entram. Nem que tenha de andar sempre colada ao da frente, com o máximo cuidado. Meninos e meninas dessa laia, por mim, bem que ficam na faixa da esquerda, a interromper o trânsito e a ouvir buzinas merecidas pelos que estão atrás. E de cada vez que vejo uma alma caridosa (que, lamento, nesta caso é um verdadeiro totó) a deixar entrar um destes fulanos, toda uma raiva cresce no meu peito. Estamos a fomentar que continuem porque, "coitadinhos, estavam com pressa e queriam passar mais rápido". Como há sempre gente a deixar entrar, há sempre gente a armar-se em espertinha. 

Da minha parte, tenho dito: bem que podem ficam a empancar a via o dia todo. Para a próxima que saiam de casa mais cedo, que a mim também me custa sair de casa uma hora antes do início das aulas para garantir que não chego atrasada.

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