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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

01
Jun15

Íssimo, íssimo... cansaço

Carolina

Estas últimas semanas têm sido intensas, tanto física como emocionalmente. Principalmente a semana do programa... foi como se me tivesse passado um camião em cima. Entre montar e desmontar o cenário, carregando sofás e montando dezenas de caixas, fazer ensaios e perceber que estavam a correr pessimamente, vomitar durante a noite inteira antes do programa e todo o trabalho, stress e descarga de adrenalina no dia D... cheguei ao fim arrasada. Pronta a encostar as botas e dormir durante uma semana inteira.

Também por causa do programa, e por ter dedicado tanto tempo a isto, deixei imensas coisas em atraso, que têm de ser feitas nestas duas semanas (agora uma) até as aulas acabarem. E eu bem que faço planos, que escrevo na agenda, que me auto-convenço de que vou fazer e que tem de ser... mas não consigo. Os meus olhos começam a fechar, a minha cabeça começa a vaguear por mares nunca dantes navegados e eu perco totalmente o fio à meada. 

Dormir. Dormir é a única coisa que me apetece e que consigo fazer com a totalidade das minhas competências. E enquanto durmo (ou finjo que não durmo) o tempo vai-se escapulindo pelas minhas mãos e eu com mil e uma coisas por fazer e entregar, com pessoas dependentes do meu trabalho e notas - que preciso - em causa por causa de tudo isto. E eu juro - juro mesmo - que não é preguiça. É cansaço, puro e duro. 

Tenho duas semanas para entregar trabalhos e um mês de exames pela frente e apetece-me chorar. De frustração. Por falta de forças. Por querer fazer tanto que às vezes não consigo. Por ter dado tanto ao Fora da Caixa que parece que apanhei uma sova e não consigo ultrapassar isto.

11
Out14

Em modo "arranjar forças para continuar"

Carolina

Esta semana foi... uff. De caixão à cova, como se costuma dizer. Tenho para mim que as consequências do verão que tive estão agora a chegar, e eu vi-me tão grega para fazer o que quer que fosse nestes últimos dias. Chegava a casa lívida e com umas olheiras até ao chão, pronta a ir para cama - consegui não faltar às aulas, mas custou muito, muito, muito. Faltei à Zumba, isso sim, porque até para levantar o rabo da cadeira para a cama já era algo doloroso.

Este semestre, ao contrário dos outros dois que já passaram, arrancou logo com muito trabalho à mistura (e aulas tãããão teóricas!) e eu arranquei com força, mas depressa percebi que não estava com pedalada para tanto. Não é preguiça, não é molenguice: é cansaço. Eu dizia que ia à Zumba até ao último minuto, aquele em que me dava conta que só conseguia ir, mas só se fosse a rastejar; eu fiquei em todas as aulas, mas ia-me arrastando pela cadeira abaixo e com os olhos a pesarem toneladas e a implorarem por fechar durante um segundinho que fosse. E tudo o que me trazia conforto era a minha cama e comida. Muita comida. Daquela que engorda quilos e quilos e quilos (e eu sem ir à zumba, o meu peso na consciência era portanto proporcional á minha fome). Foi mau. Estou a ver se recupero forças.

24
Jun14

Sprint final

Carolina

Tenho amanhã o último exame da primeira época. Estou a rezar a todos os santinhos para passar a todas as cadeiras - talvez por, precisamente, não saber rezar, não tenho bem a certeza se vou conseguir fazer tudo logo à primeira. Um dos exames de uma das piores cadeiras do curso (aquela que o alunos arrastam até ao terceiro ano) não me correu de feição - nem a mim nem a ninguém - e por isso ainda estou aqui pendurada, à espera de um desastre.

Não que esteja descansada quanto ao exame de amanhã. Será o meu 7º exame (aliás, 3º, mas antes já tinha tido 4 testes, o que, a nível de estudo, é exatamente a mesma coisa) e estou cansada, esgotada, farta de livros e só quero arrumar tudo. Depois de um semestre esgotante, porque não consigo fazer as coisas a meio gás e sem dar o meu melhor, sinto que o nível da bateria do meu corpo está mesmo no fim, assim como o meu poder de concentração. Queria ter lido uma série de coisas para amanhã - exame de História de Portugal - mas fiquei-me por metade dos documentos: isto porque queria levar fontes documentais para poder citar e conhecer bem os meus apontamentos, porque a minha dificuldade não é não saber história mas sim mostrar diferentes perspectivas de diferentes autores. Mas enfim, não deu. Leio um bocado, passado cinco minutos já estou na lua; leio outro tanto, e dá-me um sono incontrolável que só pára ao tirar uma sesta em cima da cama; de manhã acordo mais cedo, fico a olhar para isto, mas é como se nada entrasse.

Há dias assim. Preciso de férias, de começar a devorar o "Equador", de escrever postais, de apanhar sol (quando ele aparece), ir para a praia e estar com a minha família e amigos. Tudo isto sem ter aquele peso na consciência, aquela típica discussão entre o anjo e o diabo em cima dos meus ombros a dizerem "vai estudar" e "não vás nada, que sabes perfeitamente que não vai aguentar".

Só espero que corra bem amanhã e que quinta-feira seja o meu primeiro dia de férias, só com fim marcado lá para Setembro.

10
Abr13

Alerta stress

Carolina

Eu posso nem ter feito muita coisa, andado muito, ter-me cansado imenso em educação física, mas às vezes ando com a cabeça em água. Esta semana ando tão ocupada e preocupada que chego ao fim do dia a implorar por uma cama e nem sequer consigo fazer as noitadas que me são habituais.

Sinto as coisas todas a acumular em cima de mim e eu sem tempo para nada. O flash mob, embora seja superficial, tem-me tirado várias horas por dia - já para não falar do cansaço e da chuva que, por exemplo, hoje apanhei. Depois é o exame de código, que está a chegar - e eu quero ir às aulas, quero puder estudar em casa e fazer testes. Por cima, o stress de acabar o Memorial a tempo e horas, porque se tal não acontecer bem que posso esquecer a minha tão desejada nota a português. E ainda os resumos que quero fazer de História, que ainda nem comecei (desta nova matéria) a par do facto de querer começar a rever a matéria de geografia, tendo em conta que me inscrevi para exame e já começa a ser altura de pôr mãos à obra.

Não sei se é das dores das costas e do facto de me doer a cada movimento, se foi da chuva em demasia que apanhei durante duas horas consecutivas, mas hoje estou em baixo, com o pessimismo a níveis astronómicos e com os canais lacrimais a quererem trabalhar. Está na hora de ir para a cama... ler Saramago (que dormir é um luxo e não estamos em altura disso).

 

10
Abr13

Ai as minhas costas

Carolina

Ontem, depois de um treino para o flash mob de hora e meia e de, antes disso, ter tido educação física, cheguei a casa esgotada. Tomei um bom banho e tudo o que queria era ir para a cama - acabei mesmo por adormecer no sofá, o que não é nada comum em mim, e às 23h estava no vale dos lençóis.

Eu estava cansada mas animada: dançar não é, sem dúvida alguma, a minha área de conforto, mas até estou animada por fazer parte de algo giro e grande, com algum tipo de impacto. Mas nada fazia esperar isto: hoje acordei com umas dores de costas que faziam com que mal me dobrasse. E dobrar o pescoço? Até dói só de pensar.

Suponho que isto seja por causa de alguns movimentos estranhos que a coreografia tem, combinada com a minha típica falta de exercício físico - o meu corpo já não está habituado a estar três horas por dia a mexer demasiados músculos. Mas enfim, já engoli um voltaren e é esperar que a coisa melhore: sim, porque o flash mob aproxima-se cada vez mais e hoje tenho ensaio geral de duas horas e meia, só para aquecer. Pobres costinhas...

14
Mar13

Coisas

Carolina

Estou oficialmente de férias, não fosse eu dar um tiro às aulas amanhã. Vou aproveitar a boleia do meu pai que precisa de ir à capital e respirar os ares, que já me são queridos, da mouraria.

Hoje fui à mostra dos cursos da universidade do Porto e de pouco me serviu - arranjei foi duas bolhas, uma em cada pé, que foi um encanto. Tenho bastantes temas rabiscados para escrever aqui mas o desconforto e o cansaço são demasiados para os desenvolver. Mas prometo que este fim-de-semana e o período pré-Barcelona vão ser recheados de posts fresquinhos.

Agora vou para o vale dos lençóis, que já está a chamar por mim à demasiado tempo.

02
Mai12

A bateria que... puff

Carolina

Depois de ter matança logo de manha (aka educação física) fiquei exausta. Sentia os meus olhos a lacrimejar e a quererem ficar fechados e o corpo já a falhar. A noite não tinha sido muito produtiva, e eu não aguentava um gato pelo rabo.

Cheguei a casa, almocei (ainda tive tempo de ter uma discussão com o meu pai, algo raro, mas não muito bom) e fui deitar-me. Ainda não eram 15h. E acordei eram 19h (dormir quatro horas de sesta, para mim, é imenso). E soube que houveram alguns percalços enquanto estivera a dormir.

"Fogo na sala", "uma bateria explodiu". Pois bem, ligaram um carregador avariado a uma bateria (na verdade, ele estava ligado à corrente mas não devia estar a transferir energia, mas como estava estragado... puff) e o dito começou a transferir mais energia do que o normal, a bateria não aguentou, e começou a arder. O alarme de fogo começou a tocar e, descontraidamente, foram desliga-lo porque pensavam que era engano. Só depois é que começaram a sentir o cheiro a esturro que vinha da sala (e que por acaso ainda se sente).

Ficam os resultados:

 

A mesa queimada:

DSC_0012

 

A parede decorada com salpicos-seja-lá-do-que-for-que-não-saem-nem-à-mão-de-deus-padre:

DSC_0015

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