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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

13
Out17

Quando ter o cabelo longo é um ato de rebeldia

Carolina

Eu sinto que sempre tive o cabelo curto. Não é verdade. Quando criei este blog ainda o tinha todo despenteado e rebelde quase até meio das costas - mas, quando algures no final de 2011, o decidi cortar, senti que de alguma forma tinha controlo sobre a minha vida. Tal como milhões de mulheres, também eu detestava a ideia de ir cortar o cabelo - sempre "só para aparar as pontas" - com o eterno medo da perspetiva de sair de lá com menos três dedos de crina. Mas no momento em que eu pedi à cabeleireira para cortar não dois dedos mas sim dois palmos de cabelo, foi uma sensação de liberdade, independência e rebeldia incríveis. Essa mudança mudou-me - e eu gostei tanto, tanto que repeti-a vezes sem conta.

Hoje olho para trás e percebo que de todas as vezes que cortei o cabelo tinha a esperança secreta de me sentir como me senti naquele dia de 2011, altura em que passava uma das piores fase da minha vida até agora. Mas nunca foi igual: acabou-se o efeito surpresa, acabou-se o choque das pessoas por todo o lado onde passava, acabou-se a novidade - que deu lugar ao hábito. De tal forma que as pessoas, quando me vêem com o cabelo comprido conforme estou atualmente, ficam a olhar para mim, espantadas: "estás com o cabelo enorme!", dizem. 

Para mim, eu só passei a ser mesmo "eu" quando tive cabelo curto - porque falei tanto sobre o assunto, gostei tanto da mudança, que acabou por fazer parte de mim. É um estado de espírito, quase uma forma de estar na vida (que, curiosamente, acaba por não ter muito que ver com a vida que levo, mas enfim), uma imagem de marca. 

Mas a verdade é que nos últimos anos cortei tantas vezes o cabelo - de todas as vezes curto, mas quase sempre de formas diferentes - que me cansei um bocadinho: e, confesso, chegava a um ponto em que não gostava de me ver. E isto é estúpido, mas eu sentia uma espécie de batalha interior: eu queria gostar daquele cabelo, achava que era o que combinava comigo, mas quando olhava para o espelho achava que não estava bem, que tornava a minha cara mais redonda e gorda e, nesses momentos, pensava para comigo "tão cedo não volto a corta-lo". Depois acabava por ceder, até porque deixei de ter paciência para cuidar e secar cabelos cumpridos. Mas o bichinho estava lá.

E se há coisa que eu tenho é boa memória. Eu não me esqueço. E durante este ano, de todas as vezes em que o cabelo me fazia comichão nas costas ou me ia para a frente dos olhos e eu, por instinto, pensava "tenho de ir ao cabeleireiro", o meu outro lado tentava apaziguar essas ganas de ir à tesoura e lembrar-me de tudo aquilo que tinha sentido pouco depois de cortar o cabelo das últimas vezes. E os meses foram passando. E passou um ano desde a última vez que cortei o cabelo. Abaixo, na foto, podem ver as diferenças: do lado esquerdo, o estado da minha "crina" no dia 13 de Outubro de 2016; à direita, o seu estado nos dias de hoje (e sim, a repetição do cenário e da roupa foi propositado).

 

cabelo2.jpg

É natural que, um ano depois, as pontas já estejam todas espigadas e o cabelo menos saudável. Tenho feito o meu melhor, mas a vantagem dos cabelos curtos também é essa: parecem sempre mais saudáveis, mais cuidados (ou, pelo menos, na maioria dos casos). E está a acontecer algo que já há muitos anos não me acontecia: estou com o cabelo enorme e a precisar verdadeiramente de ser cortado. A questão é: quanto é que corto? 

Tenho-o deixado crescer por objetivos vários: primeiro porque queria fazer tranças no verão (não fiz), segundo porque queria te-lo longo para poder fazer uns penteados em algumas festas que sabia que ia ter agora no final do ano (também não fiz) e, finalmente, porque tenho gostado da sensação de o ter longo. É estranho já não ser a única rapariga de cabelo curto na sala, é estranho não ter um corte definido, é estranho já não estar a pensar o próximo, é estranho este "desleixe" que tenho vindo a criticar nos últimos anos mas que me tem sabido bem. Acho que o vou deixar assim até me voltar a apetecer "ser eu" outra vez. No fundo, ter o cabelo cumprido é uma ação tão radical como aquela que eu fiz em 2011. E, às vezes, radical é bom.

 

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16
Mai17

Missão trança 2017

Carolina

As mulheres normais têm, todos os anos, a missão biquíni. Eu, como já me deixei disso (bater todos os anos no ceguinho sem obter resultados dá nisto), optei por ter uma missão diferente: a da trança - o que, comparada com a do biquíni, é incrivelmente mais fácil, porque o cabelo cresce sozinho sem eu ter de suar as estopinhas ou fazer dieta. 

Então é isto: eu este verão quero ter o cabelo suficiente comprido para conseguir fazer uma trança. Problemas neste plano: 1) tenho pouca paciência para cabelo comprido, o vento atira-mo sempre para a frente da cara, largo imensos cabelos pela casa; 2) não sei fazer tranças a mim própria - ou seja, eu sei a mecânica das tranças (inclusivamente daquelas imbutidas e de peixe), mas tenho dificuldade em as fazer em cabelos "normais" porque as mexas fogem-me das mãos e eu fico toda confusa e já não sei para onde é que elas têm de ir e é todo um caos; toda esta situação piora se for em mim própria, uma vez que não vejo o que estou a fazer, os braços cansam-se e é todo o caos vezes dez. Soluções para estes problemas: 1) aprender a ter paciência e ter sempre o plano em mente; 2) aprender a fazer tranças através de vídeos do Youtube e treinar - muito! -, conseguindo a proeza de não arrancar o meu cabelo todo. (E já falei em paciência?).

Já há muitos anos que não tenho o cabelo suficientemente grande para fazer uma trança. Na verdade, quando o tinha, nunca fazia tranças: nunca tive jeito para fazer penteados e aqui em casa ninguém é propriamente prendado nesse sentido. Mas a verdade é que, mesmo tendo o cabelo curto, eu passo a vida com ele apanhado: não gosto de trabalhar ou escrever com o cabelo a fazer-me cócegas na cara ou a entrar-me para os olhos, nunca como sem ser com o cabelo apanhado e na rua, por causa do vento, também o prendo com frequência. E, como são sempre coisas feitas à pressa e o jeito não é muito, fico sempre com um ar um tanto ao quanto descuidado (e, depois de tirar o puxo, com o cabelo marcado e feio).

No verão, quando for viajar, gostava de ter uma solução mais permanente, prática e igualmente bonita - e acho que a trança é uma boa conjugação de tudo isto. Foi o que fiz, por exemplo, quando fui ao Gerês (na foto) - uma amiga minha cheia de jeito para cabelos fez-me uma trança embutida com o não muito cabelo que eu tinha e aquilo era um autêntico descanso para mim (e ainda ficava bem nas fotos!). 

Ando numa fase em que não sei muito bem o que fazer ao cabelo e, por isso, ter um objetivo ajuda-me a não desesperar. Das últimas vezes que o tenho usado muito curto não tenho adorado ver-me (embora seja indiscutível que é muito mais prático e fácil de arranjar), mas também não tenho paciência para o usar longo (para além de, hoje em dia, já nem sequer gostar de cabelos muito compridos) - estou numa situação um bocadinho complicada, pelo que a melhor que posso fazer é esperar que os meus pensamentos se reorganizarem. Acho que vou deixar isso para Setembro - até lá, espero que ele cresça o suficiente para eu conseguir fazer uma trança a mim mesma. Depois disso, zás! Para além de tudo mais, um corte de cabelo sabe sempre melhor quanto maior for a diferença de um corte para o outro :)

 

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 P.S. Não tenho dúvidas de que sou capaz de deixar o cabelo crescer. Apoquenta-me apenas a parte de fazer a trança - receio que esta missão corra tão mal como todas as missões biquíni que fiz em toda a minha vida...

01
Fev17

Review da semana 16#

Carolina

Champô seco da Klorane

 

Já tinha visto num vídeos da Maria Vaidosa o châmpo seco da Klorane. Já foi há muito tempo - não sei precisar quando nem em que vídeo - mas confesso que fiquei com aquilo na cabeça mas nunca calhou de comprar. Na verdade, na altura em que soube disto, também não precisava.

O meu cabelo já teve várias fases - há uns anos tinha uma zona mais gordurosa, que me obrigava a usar um champô específico e a lavar o cabelo todos os dias. Simplesmente não conseguia não o lavar, sentia-o sempre sujo - mesmo que não estivesse - e durante anos a fio lavava sempre o cabelo de cada vez que tomava banho. Durante todo esse tempo tive pessoas a chatearem-me o juízo porque lavar o cabelo diariamente fazia mal, independentemente de todas as razões que eu alegava (e que faziam sentido).

Entretanto, há um par de anos, notei que mesmo sem o tal champô o meu cabelo estava normal e decidi tentar não o lavar diariamente, apenas dia-sim, dia-não. Custou-me imenso, passava muito tempo com o cabelo preso porque achava sempre que ele estava todo colado, feio ou gorduroso (enfim, cenas de mulheres), mas acabei por me habituar e conseguir impor uma nova rotina. 

Até que há uns meses o meu sistema hormonal desregulou todo e o cabelo voltou a ficar um desastre - não com a "mancha" que tinha há uns anos, mas mal de uma forma geral. Passado um dia sentia que tinha de o lavar - e ainda o faço muitas vezes, porque não me sinto confortável em sair de casa assim. Mas quando me dá a preguiça ou não me sinto assim tão mal, ponho este champô seco. Lembrei-me dele numa ida à farmácia, em que ele estava num expositor - e com uma promoção no compra da segunda unidade - e decidi experimentar.

Posso estar a dizer uma grande asneirada, mas a sensação que tenho é que isto é uma espécie de pó-de-talco para o cabelo, que absorve a gordura e dá ao cabelo um melhor aspeto e volume. Apercebi-me disso na primeira vez que o coloquei: como não tenho jeito nenhum para estas coisas, aproximei o spray demasiado à raiz e apercebi-me de como vou ficar daqui a uns anos, com o couro-cabeludo todo branco. Até teve graça, parecia uma velhinha (depois, quando escovei, desapareceu). 

Mas bom, de uma forma geral até gostei muito do resultado. A verdade é que muita desta sensação de ter o cabelo sujo é psicológica: eu sei que não se nota nada, mas é uma sensação esquisita que tenho e que, para todos os efeitos, é aliviada quando ponho o spray. Para além disso é um produto de colocação fácil e rápida, espetacular nos bad-hair-days de uma forma geral, por isso acho que a compra já valeu a pena.

 

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13
Out16

A vida é melhor quando não temos o cabelo a cobrir-nos o pescoço

Carolina

Cortei o cabelo em Janeiro, no primeiro dia em que me sentei depois da operação. Passaram dez meses, vivi muita coisa: estagiei, tive as melhores férias da minha vida, comecei a trabalhar. Cumpri aquela máxima de ter o cabelo comprido no verão - e vivi-o bem, com muitas fotos que o comprovam e milhões de sorrisos à mistura. Mas já chega de ter de estar demasiado tempo debaixo do secador ou sempre com um totó no pulso. Já chega da descontração aparente que um cabelo comprido traz, porque agora sou "crescida", e este cabelo combina sempre comigo.

A vida é melhor quando temos o cabelo curto e os cachecóis de inverno nos ficam junto ao pescoço. Eu já estou pronta. Que venham eles.

 

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02
Abr16

Um puro desejo de consumo

Carolina

Quando há uns meses andei por essa internet e YouTube fora a ver penteados e, posteriormente, a perceber como podia fazer as tais ondas que tanto queria, descobri uma máquina que roubou completamente o meu coração.

Posso jurar-vos que é raríssimo isto acontecer-me; não sou de me ficar a babar por um aparelho ou gadget qualquer, mas fiquei com os olhos em bico só de perceber que esta máquina fazia caracóis de forma automática, ser termos de andar a enrolar o cabelo com onduladores ou placas, com o risco de nos queimarmos (a nós e ao cabelo)! Basicamente colocamos uma mecha de cabelo numa abertura da máquina, clicámos num botão, a máquina "engole" o pedaço de cabelo durante "x" segundos e depois, voilà, o caracol está feito! Parece pura magia!

Enfim, como em tudo nesta vida, esta Rowenta So Curls tem as suas desvantagens: primeiro, pelo que percebo, têm de se utilizar pequenas mechas de cabelo de cada vez, o que torna o processo um bocadinho demorado; segundo, não tem um preço muito apetecível - convenhamos que dar 100€ por aparelho destes é um bocadinho abusivo. Talvez em breve, quando deixar de ser uma novidade, o preço desça um bocadinho e que as máquinas comecem a abundar no OLX com preços ainda mais apetecíveis. Ate lá, vou continuando a sonhar.

(em baixo deixo um vídeo da Alice Golden Locks em que se explica como é que isto funciona)

 

 

08
Fev16

Ainda apaixonada pelo meu cabelo

Carolina

Sejamos verdadeiros: uma pessoa só sabe definitivamente se gosta do seu novo corte do cabelo quando o lava em casa e vê como é que ele ficou. Quando saímos do cabeleireiro ele está sempre lindo e perfeito porque as cabeleireiras sabem-no pôr assim, tal e qual como nós gostamos de ver, mesmo que tenham de estar a esticar-nos o cabelo de vinte e três formas diferentes, com seis cremes lá espalhados e três aparelhos à mistura. Como tal, não é fiável julgarmos um penteado no minuto em que elas dizem "veja lá!" e nós nos miramos ao espelho.

À custa disso e da minha mania de experimentar coisas diferentes, já levei alguns sopapos que me custaram a engolir. Por muito que façamos o nosso melhor, há penteados que nunca vão sair como saem na cabeleireira e são uma autêntica catástrofe. As fotos que partilhei aqui quando cortei o cabelo foram tiradas mal saí do cabeleireiro, por isso ainda estava em risco de não gostar - mas a verdade é que, a cada dia que passa, gosto mais e mais deste novo corte. Arrisco a dizer que, de todos os cortes curtos que já fiz, este é o meu favorito.

Ter o cabelo curto tem muitas vantagens: lava-se mais rápido, gasta-se menos shampô e condicionador e também se seca muito mais depressa. No entanto, quando o esticava, tinha alguns problemas - principalmente na parte detrás, onde os cabelos estavam mesmo muito curtinhos e ficavam "espetados" e eu não conseguia lá chegar. Como o objetivo deste novo corte era deixar o penteado liso para trás, agora não tenho de me preocupar com isso: basta seca-lo atabalhoadamente (ou ou ar) e acabo também por aproveitar as (muitas) ondas naturais que o meu cabelo já tem. E apesar de, com estes anos todos a esticar o cabelo, já o fazer muito rapidamente, agora consigo pôr-me pronta ainda mais rápido.

Quando decidi que ia optar por umas ondas e um cabelo mais natural (porque não tenho o cabelo liso) fiz logo uma "prospeção de mercado" e vi como podia potenciar ainda mais o cabelo ondulado. Vi no canal da Alice Golden Locks (uma vlogger que sigo, que mostra como fazer todos os penteados e mais alguns) como fazer caracóis com a prancha e fiquei convencida - a que tinha já era antiga e baratucha e optei por comprar outra, acima de tudo porque queria uma com os cantos arredondados (para fazer os caracóis), coisa que a outra prancha não tinha. Podia ter comprado um modelador mas a verdade é que, desajeitada como sou, a probabilidade de me queimar (nas mãos, a cara, as orelhas) a curto prazo era demasiado grandes; por outro lado, também não queria caracóis muito perfeitos e uma prancha é sempre uma prancha, pelo que conseguiria tanto esticar como ondular o cabelo, consoante aquilo que me apetecesse. A escolha recaiu então sobre a Rowenta for Elite - Liss &Curl que comprei com uma promoção muito boa no El Corte Inglês. Para meu espanto, dei-me super bem com ela e não podia estar mais feliz com a compra e os resultados obtidos! Posso dizer-vos que sou um zero à esquerda em tudo o que é penteados (nem uma trança consigo fazer a mim mesma), mas adaptei-me super bem e super rápido à prancha e consegui, em muito pouco tempo, obter o cabelo e as ondas que quis.

Não podia estar mais satisfeita!

 

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18
Jan16

Um novo corte para uma nova fase

Carolina

Nos últimos dias desta minha "prisão", não conseguia parar de pensar no quanto queria cortar o cabelo. Aquilo que era só uma mera ideia há um mês atrás tornou-se uma necessidade. Precisava de mudar, de estabelecer um fim num capítulo menos positivo e assinala-lo de alguma forma. Já não é a primeira vez que o faço e as mudanças no cabelo sempre me souberam pela vida.

O meu cabelo, apesar de longo, estava como eu: resignado àquilo, "preso" por circunstâncias (e vontades) que lhe eram externas, sem forma, sem grande vida, sem personalidade. E enquanto estava deitada no sofá durante todas as horas do dia, pensava muitas vezes em como queria mudar, em como queria tanto que isto acabasse e de o assinalar de alguma forma.

Foi por isso que, mal me vi sem os pontos e vi que me conseguia sentar (ainda que por tempo limitado), liguei para o cabeleireiro e marquei para dali a duas horas. Sabia exatamente o que queria - tinha visto, ao longo dos últimos dias, centenas de penteados curtos e tirado ideias dos meus preferidos; gravei imagens no telemóvel, ponderei o que me ficaria melhor. E, quando lá cheguei, disse exatamente o que queria, com todos os detalhes, e mostrei imagens de tudo: de como queria a parte de trás, de como queria a repa, de como queria o ondulado. E mesmo antes de o secar e ver o resultado final, percebi que tinha ficado exatamente como queria. Perfeito.

Pode parecer fútil ou parvo o facto de a primeira coisa que eu fiz mal pus os pés de casa foi ter ido a um cabeleireiro, mas eu não o vejo como tal. Vejo-o como uma marcação de um novo início e de algo que já queria há algum tempo. Uma lufada de ar fresco. Arriscar, sentir aquela adrenalina do corte. Sentir-me viva e bonita como já não sentia há meses. Porque um corte pode não ser (e não é, no meu caso) só um corte; a imagem importa, a auto-estima importa e sentirmo-nos bem connosco mesmos também importa - e muito!

Sinto-me pronta para o que aí vem. Que esta fase seja tão fresca, vibrante e com tanta personalidade como o corte do meu cabelo. Devo admitir que estou ligeiramente apaixonada por esta cortadela. 

 

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(para quem não estava a par, há dois meses, estava assim - ontem já estava, portanto, um bocadito maior:)

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20
Nov15

Espelho meu, espelho meu... há cabelo mais movimentado do que o meu?

Carolina

Há dias estava a olhar-me ao espelho e reparei numa coisa: o meu cabelo está gi-gan-te! A sério, acho que seguramente há uns quatro anos que não tinha o cabelo assim - ou seja, desde que dei o primeiro corte radical e não quis outra coisa. Fui pesquisar nas fotos do instagram e, pelas minhas contas, o meu cabelo não vê uma tesoura há mais de um ano - e, por esta altura, já está a gritar por socorro, com mais pontas espigadas do que seria desejável.

Ainda assim, e já tendo passado pelo cabeleireiro para fazer outros serviços, ainda não me aventurei no corte, por uma simples razão: não sei o que hei-de fazer! Corto só as pontas e deixo crescer? Volto ao corte que me fez tão feliz - mais curto atrás e pontas mais compridas à frente? Faço repas/franja? Corto ainda mais curto, com um lado mais comprido para dar movimento (tipo isto)? Há todo um mar de questões que me assombram até me sentar naquela cadeira e quero ter certezas quando o fizer.

Andei estes meses a matar saudades do cabelo comprido: fiz-lhe uns puxos engraçados, tentei fazer umas tranças e uns penteados diferentes mas a verdade é que sou uma desgraça a fazer coisas a mim própria (já não sou muito boa a fazer no cabelo dos outros, mas no meu é uma tragédia). Por outro lado, passo a maior parte do meu tempo com ele apanhado, só na rua é que ando com ele solto. Na faculdade prendo-o para poder escrever sem cabelos à frente dos olhos, às refeições também o prendo para não caírem cabelos na comida, enquanto escrevo também o mantenho sempre amarrado para não ter de o estar sempre a prender por detrás das orelhas. No fundo, 85% do tempo ele está apanhado, o que me leva a crer que não usufruo do comprimento que ele agora tem. Para ajudar à festa, adoro aquela sensação de mudança que uma mudança de penteado nos traz, por isso estava tentadíssima em tentar algo diferente - só não sei bem o quê, até porque tenho ideia de que o último corte grande que dei, ao contrário do costume, não me soube pela vida.

Uma coisa está fora de questão: pintar o cabelo, fazer madeixas e esse tipo de coisas. Prometi a mim mesma que só pintaria o cabelo quando precisasse - e, infelizmente, com a quantidade de brancas que tenho com apenas 20 anos, não vai demorar muito tempo até ter mesmo de o pintar. Por isso, para já, quero manter-me autêntica e aproveitar a cor que tenho, porque sei que nenhuma tinta me trará esta cor de volta. Com tudo isto, as cartas estão em cima da mesa. Cabelo comprido? Cabelo curto? Franja (admito que tenho curiosidade em relação a esta!)? Que me dizem?

Como prova do meu cabelo gigantesco - relativamente àquilo que tenho tido - fica uma das últimas fotos que me tirei, onde o comprimento do cabelo é bem visível.

 

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 (podem aproveitar para dizer olá à minha nova objetiva, que só tenho há uns dias e já tem lugar cativo no meu coração!)

05
Dez14

O início do fim

Carolina

Já me perguntaram várias vezes - inclusive aqui - porquê que, em vez de passar a vida a cortar o cabelo para mudar o meu visual, não o pinto. Pintar seria menos radical, mais fácil de mudar, por isso faria todo o sentido. Mas desde cedo que disse a mim mesma que pintar o cabelo seria uma das últimas coisas que queria fazer ao meu cabelo; reparei logo que as mulheres usavam e abusavam das tintas e que o diferente era ter a nossa cor original e não pintar com as mil e uma cores que existem no mercado.

Sorte para mim, calhou-me na rifa uma cor que adoro e não é muito comum: é castanho mas a cair para o preto, cor que - façam o que fizerem - nunca fica igual num cabeleireiro. Assim sendo, disse para mim que só quando precisasse é que pintaria o cabelo - até lá ia fazendo os possíveis para mudar o look mas dentro da minha cor natural. 

Infelizmente, e vendo a parte da família da minha mãe, sei que isto não vai durar muito. Aos vinte e tal anos já os meus tios - e agora os meus primos - tinham brancas, sendo que se notam ainda mais num cabelo tão escuro como o nosso. Tenho de aproveitar enquanto posso. E o tempo encurta a cada dia que passa... literalmente. Porque hoje, 5 de Dezembro de 2014... encontrei o meu primeiro cabelo branco. Já não vou para nova. É o início do fim dos meus cabelos escuros.

03
Nov14

Uma breve história da minha manhã

Carolina

Acordei desgrenheda, com o cabelo encaraculado como o costume. Tomei o pequeno-almoço, a planear como iria ser a minha manhã, pensando em tudo o que tinha de fazer ou podia deixar de fazer, desenhando um horário mental na minha cabeça. Fui ao quarto de banho, pus-me em frente ao espelho e levantei os colarinhos do meu casaco até ao pescoço, para me relembrar como eu era quando tinha o cabelo bem curto. Foi esclarecedor.

Voltei à cozinha, liguei para o cabeleireiro e disse que por dali a meia hora estaria lá. Sem ninguém - ninguém! - saber. E assim foi. Expliquei o que se passava, que já mal andava com o cabelo solto e que não me tinha adaptado bem àquele corte que potenciava os meus caracóis e disse-lhe por onde queria o cabelo. "Pelo queixo. A direito.".

Vendo sem olhar, este é capaz de ser o meu corte mais curto de sempre - de todas as outras vezes tinha-o muito curtinho atrás, mas bem mais comprido à frente. Hoje, no meu cabelo, há igualdade, estão todos os seus fios por igual. É. Às vezes dão-me maluqueiras destas. (Também tinha de ser maluca em alguma coisa, tendo em conta que sou uma chata em tudo o resto).

 

 

Ups! #thehairisevenshorter

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