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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

25
Set17

Sim, os meus cães são mais famosos que eu nas redes sociais

Carolina

Eu tenho mais fotos dos meus cães do que aquilo que seria considerado "normal". Passo muito tempo com eles e acaba por ser uma boa desculpa para treinar a fotografia, dar uso às objetivas e dar uns disparos. Mas acabo por ter centenas e centenas de fotos deles que depois não sei muito bem que fim dar ou como organizar. Não as vou imprimir - embora os adore, acho que não faz sentido ter o quarto cheio de molduras com fotografias deles -, não as vou mandar para ninguém e também não tenho grandes descrições para os arquivos como "Molly no cruzeiro ao Adriático", "Calvin no Natal de 2016" ou "Cães nas férias de verão". No fundo, não tenho grande hipótese senão dividir isto por meses e enfiar para lá as fotos que tenho (mais as milhares que tenho desorganizadas no telemóvel...).

E há uns meses, enquanto divagava pelo instagram, encontrei uma página que era uma espécie de best of de fotografias que outros utilizadores postavam dos seus bracos (raça da Molly e do Calvin). Comecei a embrenhar-me nesse mundo, a pôr likes em tudo quanto era cão fofo e, a certa altura, o meu feed tinha mais cães que pessoas. Confesso que não me importo muito, mas achei aquilo um bocado confuso e dada a quantidade absurda de fotos que tenho dos meus cães, perguntei-me: "porque não?". E assim nasceu o instagram da Molly e do Calvin.

É lógico que não coloco lá todaaas as fotos que tenho deles, mas sempre ajuda a dar alguma utilidade às fotos, em vez de ficarem somente guardadas no meu computador, a apanhar pó e sem ver a luz do dia. Na verdade – e sei que estou a puxar a brasa à minha sardinha em todos os sentidos – há fotos bem giras, fofas e de-vez-em-quando-meio-artísticas que acho que vale a pena partilhar.

Por isso, se gostarem de cães, já sabem – sigam-nos em @mollyandcalvin. Se não gostam e acham ridículo o facto dos meus cães terem um instagram em nome próprio (onde inclusivamente falam na primeira pessoa), os meus parabéns: são pessoas realmente sãs e com juízo. Felizmente que não é o meu caso :p

 

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14
Mai17

Calvin

Carolina

Chegou há três semanas e já triplicou de peso - se as coisas continuarem neste ritmo... estamos mal. É um bocadinho rebelde, gosta de roer coisas (ai vida...) e de dormir em cima da minha roupa, que arranca com vontade do estendal. Adora adormecer no colo - embora já esteja no limite do tamanho para caber nos meus braços.

Não estou a perceber como é que ele está a crescer tão rápido e tão depressa (se parar de lhe dar ração ele ficará assim pequenino para sempre? Sim? Por favor?!). Ando a aproveitar estes tempos de "pequenino" ao máximo porque sei que não vão durar muito tempo - ele, ao contrário do tamanho do meu colo, cresce de dia para dia. Adormeço-o nos meus braços, deixo-o deitar-se nas minhas pernas enquanto me sento à chinês e, acima de tudo, observo-o muito - assim como a sua relação maravilhosa com a Molly.

Estes dois são a alegria dos meus dias - e o meu instagram anda spammado com tanto cão... mas olhem, é a vida! Deixo em baixo mais algumas fotos dos meus dois meninos - se quiserem a ver as fotos do primeiro dia e comparar o tamanho do monstrinho, estão à vontade.

 

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22
Abr17

Hoje a família cresceu

Carolina

Este acrescento à família já estava a ser pensado há muito e planeado em concreto há cerca de um mês - mas preferi não falar até o ter em casa, porque havia muitos "mas" e "se's" que precisavam de ser ultrapassados. E, acima de tudo, haviam medos que se relacionavam maioritariamente com a reação do outros cães aos mais recente membro (em particular a Molly, que conviverá mais com ele, e o Tomé, que não gosta de invasões no seu território).

Hoje, depois de quase três horas de carro, já o tínhamos nos braços e ficamos, como sempre, enamorados. Ainda é muito pequenino, dorme muito, mas já se nota o espírito brincalhão e reguila que lhe corre nas veias. A Molly já o acolheu e está sempre preocupada com o estado daquele que deve pensar que é o seu novo rebento - mas está estranha e eu estou preocupada com o facto de ela sentir que a atenção que eu lhe dava passou para ele (que não é verdade, hoje tentei sempre estar ao lado dela, mas nesta fase inicial é praticamente inevitável ter os dois olhos e pelo menos uma mão em cima do outro). A minha relação com esta cadela é qualquer coisa de especial e um dos meus medos era precisamente que a minha relação com ela mudasse pela introdução de um novo elemento: mas enfim, vamos indo e vamos vendo. Acho que, neste momento, ela está numa relação de amor-ódio com o cão (sim, é menino): por um lado, trata dele como se fosse sua mãe e já o protege dos outros cães; por outro, nota-se o ciúme e tem medo que ele ocupe o seu lugar (por exemplo com a comida, que hoje ia valendo uma mordidela ao pequenote).

O bebé ainda não tem um nome 100% definido (deve ser Charlie) e neste momento é o alvo de todos os olhares e preocupações aqui em casa. A introdução com os outros cães está a ser feita aos pouquinhos e assim terá de ser no futuro próximo, acima de tudo com muita paciência. Todas as outras "lutas territoriais" vão sendo ajustadas ao longo do tempo, esperemos que sem danos para nenhuma das partes. Nesta fase uma pessoa fica sempre com o coração nas mãos e todos os cuidados são poucos.

Nestes momentos o coração cresce e parece ter sempre espaço para mais um, não diminuindo o amor que se tem pelos outros - e essa capacidade que nós temos é mesmo incrível. Deixo as fotos do primeiro dia de "casa" do caçula da família.

 

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17
Abr17

Dog Lady

Carolina

Ando outra vez em fase de limpezas no computador e no telemóvel. Já há meses que andava a receber notificações, tanto no telemóvel como no computador, de que tinha a iCloud a arrebentar pelas costuras e decidi começar a gravar tudo, a selecionar, a apagar e a arquivar. Ainda não acabei, mas isso não interessa para o caso. Mas sabem o quê que me ocupa o espaço todo que tenho no telemóvel e que revela bem aquilo que sou? Fotos dos meus cães.

Comigo, sozinhos, em passeio, em casa, deitados, sentados, a fazer palhaçadas ou truques, a dormir ou a correr. Cães, cães everywhere. Principalmente a Molly, que eu apelido (justamente) de minha sombra. Ela de cadela de caça passou para cadela de casa e já não sabe viver sem calor humano - e, desculpem, acho que gosta do meu em particular. <3 

Acho que já aqui disse que as análises às nossas redes sociais (e galerias de imagens) dizem muito sobre nós e as minhas são um raio-x perfeito da minha vida, porque não têm pessoas - a não ser, em casos raros, os meus pais. Tenho fotos minhas, dos meus livros, de paisagens, dos já falados canídeos e até de outros animais que vejo na rua: mas fotografias com outras pessoas não chegam a representar 5% da minha galeria.

Isto não é uma coisa nova para mim - não sou pessoa de pessoas, apesar de sentir que isto se tem agravado nos últimos meses. Depois de sair do trabalho prefiro fechar-me na minha bolha - também apelidada de casa - e só há dias é que percebi que há meses não punha (por exemplo) os pés num shopping, quando olhei à minha volta e já havia imensas lojas novas, diferentes e renovadas. E aí fiquei preocupada, porque apesar de nunca ter companhia para quase nada, nunca me privei de fazer o que quer que fosse: e agora prefiro ficar em casa. E eu sei que isto é mau, sei que isto faz parte de um buraco que estou a cavar e que depois vou ter dificuldade em sair... mas a questão da solidão continua a ser uma coisa central na minha vida e por muito que eu escreva, pense e repense, não consigo modificar. 

Mas enfim, no meio disto tudo, ainda há os cães, que têm vindo a colmatar a falta de pessoas na minha vida. E isto, lido por alguém hiper social, deve soar ridículo (e a mim, que sempre tive cães, também me é estranho porque só agora está a acontecer): mas eles têm sido uma companhia constante e essencial nos últimos meses. Nos dias maus, antes de qualquer outra coisa, são eles quem me arrancam o meu primeiro sorriso. Aquele amor incondicional e aquela presença constante têm-me enchido o coração de amor nesta fase que, sinceramente, tem doído a passar. É o facto da Molly vir dormir para o chão, ao meu lado, enquanto eu estou deitada no sofá; é pôr a pata por cima da minha mão quando me deito ao seu lado; é colocar o focinho no meio das minhas pernas enquanto tomo o pequeno almoço; é dar-me uma (e só uma) lambidela quando a vou cobrir antes de me ir deitar. É reconfortante e tão importante nos últimos tempos...

Não sei explicar, mas estou em crer que isto só consolida a minha posição enquanto anti-social em crescimento. Há pessoas que, olhando para mim, já me dizem "não me digas que vais ser uma cat lady!". Não, acho que não vou. De qualquer das formas, também já não preciso: ser, com 22 anos, uma dog lady, já me parece mau o suficiente.

 

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27
Jun16

Em dia de São João nem tudo é festa

Carolina

O meu São João não foi feliz nem triste; foi simplesmente normal (e este "normal" inclui sempre o stress e o trabalho de quem organiza este tipo de festas todos os anos). Já lá vai o tempo da festança até altas horas da manhã, das guitarradas, dos saltos para a piscina à meia noite - e sim, estou velha e saudosista.
Mas, honestamente, o meu São João foi marcado por um "evento" ainda antes da festa começar. Tinha ido ao supermercado para fazer umas compras de ultima hora com a minha irmã e a minha sobrinha e, à vinda para casa, a minha irmã grita que estava um cão a ser atropelado no meio da rua. Eu não vi, estava fora do meu ângulo de visão, mas os gritos da dona faziam-se ouvir para todos aqueles que não fossem surdos.
Para que conste, a culpa não foi do condutor do carro, que pelos vistos nem se apercebeu do que tinha feito (só com o estado de choque da dona é que caiu em si): o cão estava sem trela num passeio pequeno e, provavelmente assustado com algo que veio do lado das casas, saltou para o meio da rua e foi atropelado. Independentemente das culpas, estas situações mexem comigo; pedi à minha irmã para parar o carro para ver no que podia ajudar. Fui ter com a dona, uma rapariga mais nova que eu que estava em estado de choque, num pranto sem fim. Tentei acalma-la e percebi que o cão, aterrorizado, fugiu dali (mesmo com a para da frente praticamente ao dependuro). Não me perguntem como nem porquê, mas larguei a dona e fui numa correria desenfreada atrás do cão - a minha irmã ia no carro, num pára arranca e dentro e fora, tentando acompanhar-me e ajudando-me a apanhar o bicho. Corri umas centenas de metros até conseguir apanha-lo, no meio da rua, mas felizmente numa zona menos movimentada. O cão, que não me conhecia e estava cheio de medo, quando viu que o prendi acabou por me morder - mas as forças que lhe restavam não eram muitas, pelo que cedeu, vendo que não o largava.
Entretanto a minha irmã voltou para trás, foi buscar a dona e esperamos pela mãe dela, que espero que tenha levado o bichinho ao veterinário. A pata da frente estava em mau estado, com osso de fora e carne demasiado exposta, mas estou em crer que mesmo amputado o cão vai conseguir ter uma vida feliz (porque, apesar de não estar eximiamente tratado e da falta de sangue frio da dona, via-se que ela gostava dele).
Cheguei a casa com as pernas a tremer como varas verdes (tanto da adrenalina como do sprint que fiz é que não consta das minhas abolisses normais) e os braços ensanguentados, mas com a sensação de dever cumprido e consciência tranquila. Pode não ter sido o melhor São João de todos os tempos, mas não há nada que pague a sensação de dormirmos de consciência limpa.

(E, por favor, não andem com cães na rua sem trela!)

01
Mai15

Um ano de Molly

Carolina

Parece que foi ontem que vi aqueles ratinhos em forma de cães em volta da Luna, a mãe. Eram tão pequeninos que até metia impressão pegar-lhes. Eram todos demasiado fofos - tão fofos que só apetecia comer e estrafegar com beijos e mimos bons. Mal eu sabia, nessa altura, que um daqueles cãezinhos iria ser meu.

Parece até que foi hoje que vi a Molly entrar aqui em casa, dentro de um saco de papel e um lacinho vermelho ao pescoço, em forma de prenda de anos da minha mãe. Mal toda a gente sabia que aquela tinha sido a melhor prenda do mundo, não para a aniversariante, mas sim para mim.

Ainda me lembro da primeira noite que passei com ela, quase metida na minha cama; do drama que foi introduzi-la na matilha, uma vez que o Tomé tinha uma vontade louca de a comer de um só trago; da diferença de tamanho grotesca entre ela, com dois meses, e os outros cães; da primeira noite em que dormiu aqui dentro de casa, completamente enroscada em duas mantas onde a embrulhei para parar de tremer de frio. Foi o primeiro cão que conquistou lugar aqui dentro de casa, mas desde o início que conquistou os nossos corações. Tenho uma relação com ela que não tenho, nem nunca tive, com mais nenhum cão - talvez porque ache que tudo aquilo que sinto por ela é recíproco. Ela mima-me quando eu preciso, eu faço-lhe o mesmo; ela é chata quando quer alguma coisa, mas eu também sou chata quando quero que ele faça o que quer que seja; ela tem a mania que manda, e eu mostro-lhe que quem manda sou eu. Mas, dentro das nossas grandes diferenças, completamo-nos. Acho que somos quase feitas uma para a outra. 

Como prenda de anos antecipada, a semana passada esqueci os trabalhos, o programa, os computadores, as internets e os telemóveis e levei-a à praia pela primeira vez. Todos aqueles passeios e treinos tinham esse grande objetivo: começar a leva-la de carro a alguns sítios para nos passearmos uma à outra. Para primeira experiência correu bem. Fomos para uma praia com pouca gente e ficamos lá meia hora. Não estranhou a areia nem tentou meter-se na água; no passeio portou-se lindamente, com excepção dos momentos em que via outros cães ou mirava os pássaros para caçar (o que é um problema porque eu não reparo neles e não estou à espera do puxão que ela me dá). Nunca a soltei da trela, com medo que ela fugisse ou se metesse com outros cães, mas estamos num bom caminho. Acho que foi a melhor prenda de aniversário que ela podia ter tido.

Em suma, há um ano tinha acabado de nascer uma das minhas melhores amigas. Parabéns Guacamolly*!

 

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*um nome fofinho que eu lhe chamo, num trocadilho entre o prato "guacamole" e o seu nome, Molly

09
Abr15

Passeios

Carolina

Aproveitei estes dias mais solarengos para começar mais uma das minhas missões com vista ao bom tempo: os passeios com a Molly.

Quando quis uma cadela mais "maneirinha", pequena e fácil de transportar, foi também com o objetivo de ela me tornar mais sociável e "passeadora" (isto existe?). Mas para sair com ela é preciso educa-la, ensina-la que sou eu que a quero passear e não ela a passear-me a mim, arrastando-me atrás dela. O ano passado ainda fui tentando, ensinei-a os truques básicos (senta, deita, salta, dá a pata - que ela se esquece subitamente de cada vez que vamos dar uma volta) mas sair de casa só aconteceu meia-dúzia de vezes, claramente insuficientes para a preparar para saídas ao café ou à praia - ainda por cima eu irritava-me e era pior a emenda que o soneto.

Mas agora estou empenhada na minha missão. N terça-feira passeamos uma hora, hoje de manhã mais meia - aproveito e também eu faço exercício paralelo à zumba e aos workouts pontuais que ando a tentar fazer. Fui vendo vídeos, apanhando truques, e cinco minutos depois de me tentar passear, consigo finalmente passea-la a ela. Sem berros, sem me chatear, sem lhe dar umas pancadinhas de amor naquele rabo jeitoso. Tudo calmo. E ela fica calma também, andando ao meu lado e passando metade do caminho a cheirar tudo o que encontra pelo chão. A coisa só piora quando vemos outros cães ou quando estamos a chegar a casa, onde os outros cães já ladram e saltam tipo loucos do outro lado do muro.

Apesar de tudo, ela já melhorou muito e acho que daqui a pouco já consigo mete-la no carro para irmos dar uma volta mais longe de casa. No dia em que isso acontecer, concretizo o sonho de uma vida!

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(se alguém que percebe disto tiver sugestões úteis, é favor partilhar!) 

15
Nov14

Um acordar muito soft (ou não)

Carolina

Tenho passado dias horríveis e noites atribuladas. Hoje planeava dormir um bocadinho até mais tarde, porque mesmo nos dias em que não tenho aulas de manhã acabo por acordar cedo para estudar, fazer trabalhos ou tratar de recados.Tinha tudo pensado: não me deitei tarde, desliguei o condensador de energia (já a pensar na possível falta de luz devido à trovoada, mais que recorrente por estes dias) e não pus qualquer despertador. Tinha tudo para correr bem.

Mas ainda não eram 7:45h e a Molly (que tem dormido na cozinha por causa do frio que faz de noite) entra-me disparada pelo quarto, aos pinchos, pulos, derrapagens e lambidelas - histérica e elétrica como é normal da parte da manhã - e, claro!, acorda-me. Ainda nem oito da manhã eram, por amor de deus! Levei-a rapidamente lá fora, que se passasse mais tempo com ela ainda a fazia num picadinho, com tanta raiva que fiquei.

 

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02
Set14

Mimo numa noite quente

Carolina

Ontem estava uma noite espetacular, daquelas que acontecem uma dúzia de vezes durante o ano. Estava moída da praia, acabei por jantar sozinha aquilo que tinha sobrado do almoço e a preguiça estava a tomar conta de mim. Acabei por, depois disso, ir para a varanda que temos aqui, com grade para que os cães não entrem. Escrevi um pouco, pus-me a par das novidades, e a certa altura chega a pequena Molly. Ao ver-me, começa a chorar. 

Em ocasiões normais ignoraria e ela dava meia volta e voltava para a casota - mas ontem não me apeteceu. Abri-lhe a porta, deitei-a no sofá comigo (ou pelo menos tentei, que quando dá a genica àquela cadela é um problema para a acalmar)  e ela lá acabou por adormecer, estendida no sofá e com a cabeça em cima das minhas pernas. Não a mandei embora porque foi mesmo por aquilo que eu a quis, a razão porque me apaixonei por ela e pelos irmãos quando ainda eram pequenos: queria mimo, queria poder pegar-lhes ao colo se fosse preciso, passear com eles, mete-los num carro para passear, poderem dormir a meu lado quando eu quisesse. E eu amo os meus Serras, mas a portabilidade não é o seu forte (onde, neste mundo, é que a Olívia se poderia deitar naquele sofá? Quando é que a posso ir passear sem que me roube um braço se lhe der na real gana? Enfim, desvantagens de ser grande!), e com a pequenita não tenho esse (grande) problema. Para além disso, tenho dispensado tempo para a ensinar, e ela aprende com uma facilidade inacreditável: já senta, já deita, já dá a pata é já toca nos dedos se os entendermos (mesmo que isso implique ter de saltar ou deitar). Agora já só falta saber andar de trela (o que não está fácil, parece um canguru de cada vez que tento) para se tornar numa cadela de sonho e acompanhar a dona para onde quer que eu vá. 

Estou apaixonada. E, a cada dia que passa, gosto mais dos meus cães. 

 

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