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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

26
Set17

Dizendo adeus ao melhor verniz do século

Carolina

Sabes que estás a fazer um post demasiado tarde quando o produto que ias elogiar já foi retirado do mercado. Eu sei que não tenho desculpa e quase devia ser açoitada por isto - fiz-vos perder, provavelmente, o melhor verniz da história dos vernizes. Mas isto levanta uma questão muito pertinente: porquê que no mundo dos cosméticos e de materiais de beleza, os melhores produtos e muitas vezes os mais vendidos são descontinuados? Não faz sentido! Não é que eu perceba do assunto - pouco utilizo produtos de maquilhagem e derivados - mas estou a começar a perceber que é uma prática comum.

O produto sobre o qual eu há meses vos queria falar era a dupla de vernizes "Shine&Color" da Flormar - que, segundo eles, dava um toque de gel às unhas sem precisarem de ir à luz ultra-violeta. Experimentei-o por acaso numa ida à manicura e aquilo durou-me tanto tempo, de forma tão espetacular e heroica, que voltei lá de propósito comprar o verniz. E há cerca de duas semanas, quando lá fui, pedi para levar outra cor... quando me disseram que praticamente já não tinham, porque a linha tinha sido descontinuada. Como assim?! Como é que se acaba com o melhor verniz do mercado? Disseram-me que era por ser realmente tão bom: os outros produtos deixavam de se escoar e por isso acabava-se com estes, que eram quase "canibais" de toda a marca. Não sei se a explicação é verdade, mas faz de facto algum sentido... mas não deixa de ser uma pena.

O último caso que me lembro assim do género, ainda mais berrante - e soube isto através das notícias - foi a da paleta da Urban Decay, a Naked Smoky, que era das mais vendidas da marca. No artigo que li, a explicação era semelhante à que me foi dada no cabeleireiro: diz um representante da Urban Decay que "Estamos sempre à procura de maneiras para que os nossos produtos fiquem melhores. Cada vez que criamos um novo produto, partimos de um ponto de vista novo e procuramos ser tecnologicamente inovadores. Lamentavelmente, por vezes, isto significa que temos de deixar de fabricar produtos que todos gostam, para lançar produtos que gostem ainda mais". Ou seja: tretas. Ninguém deixa de vender um dos seus best-sellers a menos que tenha uma boa razão para o fazer. 

Por isso, minhas boas amigas, serve este post para pedir desculpas e para, se quiserem, ainda tentarem encontrar estes produtos numa loja perto de vós. Para vos dar o exemplo, posso dizer-vos que pintei as unhas numa terça-feira e que só no domingo da semana seguinte (doze dias depois) é que ele escamou um pouquinho - e eu não sou minimamente cuidadosa com as mãos, passo a vida a lavar coisas e a roer as peles e etc. Não diria que tinha um toque tipo gel, mas era magífico - mantinha o brilho e, quando se tira, não mancha minimamente as unhas como os de outras marcas mais baratas. Era de facto um achado... Se virem uma destas preciosidades à venda ou souberem de notícias, gritem: eu estou disponível para fazer um stock que dure, pelo menos, para o próximo par de anos!

 

24
Abr17

Depilação a laser 5#

Carolina

O verão aproxima-se perigosamente e eu estava a deixar arrastar a situação da depilação a laser há demasiado tempo. Não sabia o que havia de fazer nem para onde havia de ir. Um dia destes fartei-me de tanta procrastinação e marquei para a Clínica do Pêlo, que tem um centro perto de minha casa, e no próprio dia fui lá fazer a consulta gratuita.

E, apesar de ter esperado um bocadinho, gostei muito. Da simpatia, da explicação toda que fizeram sobre o sistema que utilizam (mesmo sabendo que eu já tinha feito) e, acima de tudo, da sinceridade - não há nada que eu valorize mais do que isto quanto me estão a prestar um serviço. A técnica, mesmo sabendo que podia perder ali uma potencial cliente, foi sincera e disse-me que o mais certo era que o pêlo que eu tinha, nas zonas em questão, era provável que nunca mais desaparecesse. E se por um lado é chato ouvirmos que um problema de que nos queremos ver livres não tem solução, por outro é óptimo sabermos ao que vamos e não estarmos a insistir sem resultados ou a criar expectativas infundadas.

O ponto da situação é o seguinte: eu queria fazer perna inteira, virilhas e abdómen - tudo isto é para manutenção, já tinha feito laser em todas as zonas (menos as virilhas, onde sempre fiz luz pulsada, mas que resultou muito bem e só faço manutenção uma a duas vezes por ano e preferi agora fazer a laser, para ser tudo no mesmo sítio). Como disse no último post, os resultados na meia-perna foram muito bons; na parte de cima já não se pode dizer a mesma coisa, assim como na barriga. O problema é que, como também já me tinham dito, ambas estas zonas são "hormonais", pelo é muito mais difícil erradicar o pêlo nestas zonas. O meu pêlo já é muito fino, mas como é escuro e em quantidade, ainda se nota bastante (ou, pelo menos para mim, mais do que eu queria).

No momento da consulta tive que decidir o que ia fazer. Já tinha a informação de que isto pode nunca desaparecer, mas custava-me muito estar a retroceder anos de trabalho (e muito dinheiro e dor) e voltar à gilete e à cera - e a ter de me preocupar constantemente com depilações, de fazer as contas para quando ia de férias e todos esses dramas que a grande maioria das mulheres conhecem. Tinha medo de voltar à estaca zero e, sinceramente, já nem me lembro de viver nesses termos. Por isso decidi fazer na mesma o laser - os efeitos, mesmo que não sejam para sempre, são muito mais duradouros do que qualquer outro método e eu prefiro passar três ou quatro meses sem pensar no assunto e pagar mais do que ter de ir de quinze em quinze dias à depilação, conforme tinha de ir há uns anos atrás.

Para minha surpresa fiz o tratamento logo a seguir à consulta, mal dei o meu OK, e foi super rápido. Não posso falar de resultados, porque foi há poucos dias, mas não é essa a questão central deste post: acho que a sinceridade, aqui, foi o suficiente para me conquistarem (a par dos preços que praticam que, ainda que mais caros que a depilação tradicional, são muito mais amigos da bolsa do que noutros locais). Fiquei fã da Clínica do Pêlo e não tenho dúvidas de que vou voltar (para o bem e para o mal...). 

Obrigada a todas que, nos últimos posts sobre o assunto e por email me deram sugestões e dicas sobre este assunto! Eu prometo continuar a partilhar a experiência.

23
Abr17

O problema de sempre

Carolina

Chateia-me escrever este post, porque sinto que me estou a repetir. Ainda que por outras palavras, já o escrevi: e de cada vez que o escrevo, é quase o admitir de mais uma derrota. Mas há coisas na vida que são tão constantes como a nossa sombra - nunca desaparecem e nunca saem da nossa beira e esta é uma delas: a péssima relação que tenho com o meu corpo.

No que a isto diz respeito, vivo constantemente numa relação precária e instável: e tem pouco que ver com os números da balança ou até daquilo que se reflete no espelho. O problema é mesmo aquilo que o meu cérebro processa quando vê a imagem do meu corpo refletida, que depende não do meu peso, mas do meu estado de humor, da quantidade de exercício que fiz nos últimos tempos e daquilo que eu comi. Consigo perceber, racionalmente, que não tenho o corpo que queria; mas também sei que há muitos momentos em que me acho gorda e sei que não o estou. Simplesmente não estou como quero ou como me desejo.

Outra coisa que aprendi nos últimos anos é que não vou chegar, nunca, a ter esse corpo: mesmo que me apaixonasse subitamente pelo exercício físico, por saladas, super alimentos e coisas que tais. Porque o corpo que desejamos nunca é o corpo que temos. De qualquer das formas, a questão nem se põem: eu não consigo gostar de ir ao ginásio, de fazer exercício. E eu juro que já tentei! Passei uma fase mais estável aqui há uns anos, mas desde que o meu ginásio fechou, nunca mais consegui estabilizar; o outro onde andei era longe de casa, em dias de trânsito demorava meia hora a lá chegar e a situação tornou-se incomportável. Com este, fiz uma escolha errada: preferi escolher um mais perto do trabalho, com um horário de aulas que inicialmente me parecia apetecível, mas que acaba por não funcionar com o tipo de trabalho que tenho e a pouca força de vontade que me move. Para além de que comecei com o pé esquerdo, com umas aulas de PT que continuo a preferir nem sequer me lembrar. Infelizmente trata-se de um ginásio com fidelização e o meu dinheiro continua a voar sem eu lá pôr os pés há meses e sem encontrar grande solução à vista ou vontade de voltar.

O que é estúpido, porque quando estamos descontentes com uma coisa o mais lógico é lutarmos para contornar essa situação. O problema - no meio de tantos outros - é eu detestar o ginásio quase tanto como detesto os defeitos do corpo que me carrega a alma. É eu ter vergonha de ser aquela que se atrapalha sempre a fazer tudo, é eu ter vergonha de não conseguir pegar num peso mais alto enquanto toda a turma pega naquilo com o mindinho, é eu ter medo de cair do step (como já caí), é eu não gostar que olhem para mim nem mesmo quando é para me corrigirem posições corporais, é eu ter vergonha de ser a primeira a desistir de um exercício porque já não aguento mais. O problema são muitos pequenos problemas, que são autênticas bolas de neve.

E não adianta dizerem que nos ginásios cada um olha por si, e que não faz mal em ser trapalhona e fraquinha e tudo mais: porque eu posso ser neurótica, mas sinto-me sempre observada. E, enquanto observada, mais fraca. Fragilizada. Sinto-me no meu pior, ali. Mas também não vale a pena afirmarem que eu estou óptima, porque eu sei que não estou - e, acima de tudo, sinto que não estou.

Aos meses que ando nisto, a tentar desfazer os nós deste novelo que me consome a alma e que anda com a minha auto-estima de arrasto pelo chão: ao ponto de querer que chegue o bom tempo, mas não ter a mínima vontade de pôr dentro de um vestido ou de um fato de banho. Sinto que já disse demasiadas vezes "é agora", sem nunca conseguir avançar significativamente: e por isso é que este post é o admitir de mais um falhanço. Tenho vergonha. Mas pior do que ter vergonha, é olhar para o baralho de cartas que disponho à minha frente e não ver grandes jogadas para onde me mover e ganhar o jogo. É pensar: "ou tens uma injeção de força de vontade para saíres daqui ou deixas-te ficar" - e não quereres nem uma, nem outra. É a escolha entre o conforto do comodismo e da infelicidade ou da motivação, das dores, dos possíveis dias maus, dos metros longe da zona de conforto e dos potenciais resultados. É escolher sempre por um caminho que nunca vai saber bem: ou pelo fim ou pelo meio para atingir o fim. 

22
Mar17

Review da semana #18

Carolina

Produtos de beleza da Body Shop

 

Andava em pulgas para contar esta história, porque é raro ficar tão encantada com alguma coisa como fiquei com estes produtos.

Aqui há dias saí do trabalho tardíssimo e tinha um jantar de aniversário ainda mais tarde - e faltava-me comprar a prenda! Já contava sair tarde por isso levei uma camisola para trocar e, já que o trânsito estava caótico, aproveitei para ir comprar o presente a um shopping que tenho perto do escritório. Andei para trás e para a frente, não sabia o que comprar, e acabei por entrar na Body Shop, já em desespero de causa - a minha máxima é "se não sabes o que oferecer a uma mulher, compra produtos de cosmética - usam-se sempre!". É só essa a razão que, até aqui, me levou a entrar nesta loja - tem uns pacotinhos muitos giros e em conta para esta espécie de presentes relâmpago e a qualidade sempre me pareceu boa.

Lá entrei, escolhi o que queria e ainda aproveitei para comprar umas coisas para mim. Mas, na verdade, tinha outro plano paralelo em mente: depois de um dia inteiro concentrada a olhar para o computador, eu parecia um morcego, de tão horrível e cansada. E, apesar de ter pensado em trazer uma muda de roupa, nunca me passou pela cabeça trazer maquilhagem atrás - até porque nunca a uso! Mas, apesar de tudo, ia para um jantar e não queria ir estilo morta-viva, pelo que pensei "vou-me pôr aqui a experimentar estes produtos, fingir-me muito interessada, e nos entretantos já tenho alguma base na cara para disfarçar o meu estado de zombie".

Pois que esta história me saiu melhor que a encomenda. A loja - tal como o shopping, diga-se de passagem - estava vazia e eu, que tinha tempo para queimar até ao jantar, acabei por me deixar levar pela funcionária que lá estava. Já aqui tinha dito que, apesar de não usar muita maquilhagem, gostava de não ser tão ignorante como sou neste âmbito - mas a verdade é que quando entro, por exemplo, numa Sephora, fico ofuscada com os milhares de produtos expostos e com aquelas empregadas que parecem estar sempre demasiado ocupadas a cochichar. Para além disso, as coisas são todas demasiado caras para se arriscar e todas dizem fazer milagres - e se todas dizem, é porque quase todas mentem, porque já se sabe que milagres há poucos neste mundo.

Mas voltando à Body Shop: eu nem sequer sabia que eles tinham uma linha de maquilhagem. A senhora perguntou-me se eu conhecia, eu respondi a verdade e ainda acrescentei que era uma leiga naquele tópico. Havia uma promoção de 40% no segundo produto de maquilhagem, eu tinha tempo e queria mesmo muito tapar as minhas olheiras e fiquei lá uma hora, com a senhora a fazer-me testes na cara e a experimentar este e outro produto. Na verdade, foi uma hora bem passada, relaxada e esclarecedora: fiquei a saber que a minha pele, afinal, não é oleosa - até é muito normal, mesmo na zona pior - e fiquei a conhecer uma gama de produtos que me rendeu totalmente. Saí de lá com uma saca cheia. E, o melhor, é que os produtos - em comparação com os que vejo nas outras lojas de cosméticos - não são nada caros, e pelo que me apercebi muitos deles são vegan e amigos do ambiente.

Apesar de ter trazido várias coisas e de ter aproveitado a promoção em todo o seu esplendor, destaco três dos produtos que trouxe para casa e com os quais estou absolutamente rendida. A minha mãe, tias, irmã, cunhada e primas são testemunhas em como ando a vender isto a toda a gente. Ora vamos lá:

 

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Este é o creme de dia, que dá para todos os tipos de pele. Eu só punha creme à noite e nunca de manhã e a senhora aconselhou-me vivamente a que mudasse este hábito. Para mim, é essencial que os cremes sequem rápido: não aguento coisas gordurosas na pele. Este creme é super fresco, dá uma sensação de revitalização imediata e tem uma textura espetacular, estilo gel. E seca num ápice! Adoro. Fujo de cremes como o diabo foge da cruz e agora não saio de casa sem pôr isto na cara. E como ele deixa a pele macia?

 

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Este é um creme tipo esfoliante. Nos últimos tempos, graças a uma desregulação hormonal, apareceram-me imensas borbulhinhas pequeninas - e se há coisa que prezo é uma pele minimamente limpa. Este esfoliante não tem grãos, como é costume, mas parece magia: mal o colocam na pele e o esfregam, em movimentos circulares, começa logo a sair a pele morta. No fim já só sobram bolinhas de pele que só estava cá a perturbar. É espetacular, porque notam resultados imediatos e eu fiquei logo rendida.

 

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E, last but not the least, esta base. Experimentei um BBCream e esta base, e esta ganhou de longe: não é gordurosa, seca relativamente rápido, tem uma óptima cobertura e, mais uma vez, é super fresca e deixa a pele hiper macia. Lá está: não sou nenhuma especialista, não tenho grandes referências, mas gostei mesmo muito. Detesto peles onde se notam os quilos de base e coisas pouco naturais; esta deixa a pele uniforme e, quando bem espalhada (comprei um pincel também), mal se nota. Era tudo o que queria.

 

No meio dos outros produtos que trouxe, talvez alguns também merecessem destaque: mas fica para outro post, para não vos maçar mais.

 

Nota: não tenho qualquer relação com a Body Shop e fiquei sinceramente surpreendida com a qualidade dos seus produtos, e ainda para mais com a relação qualidade/preço. Foi tudo aconselhado pela funcionária da loja e pago esta que vos escreve. 

01
Fev17

Review da semana 16#

Carolina

Champô seco da Klorane

 

Já tinha visto num vídeos da Maria Vaidosa o châmpo seco da Klorane. Já foi há muito tempo - não sei precisar quando nem em que vídeo - mas confesso que fiquei com aquilo na cabeça mas nunca calhou de comprar. Na verdade, na altura em que soube disto, também não precisava.

O meu cabelo já teve várias fases - há uns anos tinha uma zona mais gordurosa, que me obrigava a usar um champô específico e a lavar o cabelo todos os dias. Simplesmente não conseguia não o lavar, sentia-o sempre sujo - mesmo que não estivesse - e durante anos a fio lavava sempre o cabelo de cada vez que tomava banho. Durante todo esse tempo tive pessoas a chatearem-me o juízo porque lavar o cabelo diariamente fazia mal, independentemente de todas as razões que eu alegava (e que faziam sentido).

Entretanto, há um par de anos, notei que mesmo sem o tal champô o meu cabelo estava normal e decidi tentar não o lavar diariamente, apenas dia-sim, dia-não. Custou-me imenso, passava muito tempo com o cabelo preso porque achava sempre que ele estava todo colado, feio ou gorduroso (enfim, cenas de mulheres), mas acabei por me habituar e conseguir impor uma nova rotina. 

Até que há uns meses o meu sistema hormonal desregulou todo e o cabelo voltou a ficar um desastre - não com a "mancha" que tinha há uns anos, mas mal de uma forma geral. Passado um dia sentia que tinha de o lavar - e ainda o faço muitas vezes, porque não me sinto confortável em sair de casa assim. Mas quando me dá a preguiça ou não me sinto assim tão mal, ponho este champô seco. Lembrei-me dele numa ida à farmácia, em que ele estava num expositor - e com uma promoção no compra da segunda unidade - e decidi experimentar.

Posso estar a dizer uma grande asneirada, mas a sensação que tenho é que isto é uma espécie de pó-de-talco para o cabelo, que absorve a gordura e dá ao cabelo um melhor aspeto e volume. Apercebi-me disso na primeira vez que o coloquei: como não tenho jeito nenhum para estas coisas, aproximei o spray demasiado à raiz e apercebi-me de como vou ficar daqui a uns anos, com o couro-cabeludo todo branco. Até teve graça, parecia uma velhinha (depois, quando escovei, desapareceu). 

Mas bom, de uma forma geral até gostei muito do resultado. A verdade é que muita desta sensação de ter o cabelo sujo é psicológica: eu sei que não se nota nada, mas é uma sensação esquisita que tenho e que, para todos os efeitos, é aliviada quando ponho o spray. Para além disso é um produto de colocação fácil e rápida, espetacular nos bad-hair-days de uma forma geral, por isso acho que a compra já valeu a pena.

 

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23
Nov16

Review da semana 12#

Carolina

Nail Corrector Pen

 

Eu sou tão boa a pintar as unhas como a programar em javascript. Eu sei que nunca que viram a programar em javascript (agradeçam aos deuses!), mas eu dou-vos uma ideia: sou péssima. Por isso já estão a perceber o meu nível de perícia no que diz respeito à manicura.

Embora tente ir arranjar as mãos uma vez a cada dois meses (ou coisa assim parecida) para tirar peles e essas coisas todas, todas as outras vezes sou eu que pinto as unhas em casa. Podia não pintar, é um facto, mas a probabilidade de roer as ditas quando estão "limpas" é muito maior e este é um hábito que eu tenho feito um esforço enorme para deixar. Posto isto, e embora o meu jeito seja quase nulo, ponho em prática todos os meus dotes artísticos e muito amor de cada vez que saco dos vernizes.

É claro que, apesar dos meus esforços heroicos, fico sempre com cerca de meio centímetro pintado à volta de cada unha. No fundo, pinto quase tanto da unha como do dedo, mas vamos fingir que é tudo uma ilusão de óptica. Por isso, para dar os retoques "finais", encontrei a ferramenta ideal. No início molho um cotonete na acetona para tirar o excesso (pouquito, como imaginam) mas depois, nas zonas mais próximas da unha, utilizo o Nail Corrector Pen da Kiko. No fundo, tal como o nome diz, não passa de uma "caneta" de filtro, que lá dentro tem um removedor de verniz. Para além da ponta que já vem enfiada, a caneta tem mais três de substituição - é claro que, nas minhas mãos, para isto durar devia trazer pelo menos meia dúzia, mas tenho de me ajeitar com as quatro. Eu pinto tão mal as unhas que, logo na primeira utilização, sujo aquilo tudo e a ponta já fica quase imprópria para consumo, mas deixando secar, ainda dá para umas utilizações valentes. Acho que, para pessoas "normais", uma só caneta já deve dar para uns bons tempos.

E pronto, é este o meu "segredo" para unhas minimamente arranjadas e apresentáveis. É claro que não há milagres, nunca ficam perfeitas, mas pelo menos dá-se o jeitinho. A caneta custa 5,90 euros e está à venda nas lojas Kiko.

 

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08
Nov16

E quatro meses depois volto a comprar shampôs

Carolina

Calma, meus amigos, nada temam: isto não quer dizer que tenha andado a tomar banho "à gato" nos últimos quatro meses da minha vida ou tão pouco que não me tenha metido debaixo do chuveiro durante tanto tempo. Simplesmente cumpri a minha promessa de usar, até à última gota, todas as amostras de hotéis/ofertas que aqui tinha guardadas há demasiados anos.

Foram quatro meses em que o meu cabelo ou corpo não tiveram qualquer possibilidade de se habituarem aos produtos usados e dos quais retiro as seguintes conclusões: a) os condicionadores são, de longe, o pior produto oferecido pelos hotéis, b) algumas das pessoas responsáveis pelas fragrâncias escolhidas têm olfatos altamente duvidosos, c) deviam inventar um mecanismo para se conseguir retirar todo o produto do frasco, uma vez que no fim fica lá sempre 1/10 do mesmo colado ao fundo da pequena garrafa, d) os produtos 2 em 1 (tanto dá para shampô como para corpo) não são boa ideia. No fundo, depois desta experiência intensiva em relação às amenities, acho que já podia ser consultora dos hotéis neste campo - just say'in!

Uma das coisas que mais gostei nesta experiência - para além de não ter de comprar produtos de higiene, por sinal bastante caros, durante vários meses - foi de "viajar" de cada vez que utilizava um frasco novo. Via o nome do hotel de onde trouxe o shampô e, em vez de cantar no duche, punha-me a pensar de que viagem é que esse shampô tinha vindo. "Fui" até Londres, Bruxelas, Istambul, Paris, Algarve, Estocolmo. E, só por isso, já foi bom. Agora voltei ao meu Garnier verdinho e à vida de uma pessoa normal. Só com a diferença de ter a prateleira do armário da casa de banho bem mais vazia do que estava antes.

05
Nov16

(Finalmente!) De volta ao ginásio

Carolina

Aleluia, irmãos! Inscrevi-me num ginásio! Acabou por vir na melhor altura possível porque o meu trabalho começa a entrar em piloto automático, ao mesmo tempo que eu já estou a entrar numa fase de total rotura com o meu corpo. Só dou graças por não ser verão, porque neste momento seria incapaz de pôr um biquíni; vestidos e calções, independentemente do tempo que esteja, também é algo que não me sinto com coragem de vestir nos dias de hoje.

Por isso, apesar de tudo, estou ansiosa por começar e ver alguns resultados. Começar a fechar a boca também ajuda, porque ando sempre com uma fome gigante e a comer o que não devo. Escolhi um ginásio perto do trabalho, com piscina (vou finalmente puder usar os meus phones à prova de água!), muitas aulas de grupo e... um PT. Honestamente nem estava a pensar partilhar isto aqui, porque não sei muito bem o que esperar, mas também não vejo grande razão para fazer segredo.

Há dias fui fazer a avaliação física e já sabia que me iam tentar espetar com treinos com um Personal Trainer. Ia preparadíssima para dizer que não, mas o preço pareceu-me simpático o suficiente para tentar - sendo que agora a trabalhar tenho mais margem de manobra para pagar este tipo de gastos extra. Há vários anos que ando em ginásios e nunca consegui obter os resultados que queria, pura e simplesmente porque não tenho capacidade para me atirar para fora da minha zona de conforto e experimentar coisas novas. Numa altura da minha vida em que tudo o que eu faço no meu dia a dia é estar fora da zona onde me sinto confortável (aka passar a vida a ligar e falar com pessoas), pensei que um esforço extra neste campo não me ia matar.

Por outro lado, o rapaz pareceu-me sinceramente calmo e não é um daqueles armários que assustam só de passar ao lado. Quem me conhece sabe que eu tenho uma relação difícil com homens que não conheço, sinto-me "ameaçada". Há muitas razões para isso acontecer (uma delas é eu ser maluca...), mas se há coisa que eu detesto nos homens é um típico instinto de agressividade que eu não consigo tolerar, também porque sei que sou incapaz de controlar; nos PT e nos professores de educação física em geral isso reflete-se muitas vezes em berros e numa interação agressiva para com os alunos, que não tem o intuito de magoar ou insultar, mas sim de incentivar. Mas eu lido muito mal com gritos, que a mim me retraem ao invés de me levarem a fazer o que quer que seja - quer seja no ginásio, no trabalho ou nos meus tempos de escola. 

Vou começar por fazer PT uma vez por semana e ver como corre; vou aliar com as outras aulas de grupo e a piscina, claro, até porque estou cheia de saudades de nadar. Para além do mais, desta vez há uma novidade extra: de uma forma geral, conto começar a treinar de manhã e não ao fim do dia, como era meu costume - apesar de ter o horário livre, é mais fácil ir antes de trabalhar do que depois, até porque nunca tenho hora de saída. E pronto, são estas as novidades. Estaria a mentir se dissesse que não estou receosa e ansiosa - principalmente em relação ao PT -, mas por outro lado sinto-me mesmo esperançosa. Se correr bem, aumento para duas aulas semanais; se correr mal e não gostar, páro, esqueço e ando para a frente. Prometo ir dando novidades.

13
Jun16

Os dramas da balança

Carolina

Mentiria se dissesse que tenho uma boa relação com o meu corpo. Há momentos melhores - que normalmente são os que gosto de assinalar - mas a maioria do tempo é passado com um desconforto total em relação ao corpinho que me calhou na rifa. Se me perguntassem, acho que conseguiria encontrar um defeito em cada pedaço de mim - e se há momentos em que isso me leva a querer contrariar essas características, há outros em que me sinto completamente derrotada por aquilo que sou (e tenho).

Não tenho por costume pesar-me e deixo avaliações para o espelho e os meus próprios olhos - e a verdade é que me assusta ver o quão impreciso este "método" é. É provável que, depois de uma refeição em que até nem comi muito mas terminei com uma sobremesa, me olhe ao espelho e ache que estou gordíssima e com as calças a arrebentar pelas costuras - assim como é provável que, depois de um dia em que comi fruta sempre que me deu a fome, pareça espetacularmente esbelta (nem tanto, mas vocês percebem o que estou a dizer). E eu sei que é tudo psicológico, que dez minutos depois de ter comido uma fatia de um bolo qualquer a gordura ainda não pode estar lá - mas há alguma coisa no meu cérebro que, através do espelho, me manda a informação contrária.

Não ajuda ser eu ser uma sedentária e uma doceira por excelência. Combato as duas coisas, mas a luta é diária - porque eu continuo a achar que as características que vêm no nosso "disco rígido" nunca se apagam, apenas se suavizam. A minha jornada em relação aos ginásio já é conhecida e penso que com a comida também - relativamente há três anos atrás, por exemplo, estou incomparavelmente melhor do que estava. Mas nunca é algo constante: a minha vontade de fazer asneiras relativamente à comida e a minha vontade de ir ao ginásio estão intimamente relacionadas com tudo o resto na minha vida, o meu estado de humor, o meu stresse. Quando estou em alta, está tudo óptimo e a tendência é para crescer; quando não estou, tudo piora e volto à casa de partida (e já acho que estou uma baleia novamente).

Infelizmente o nosso cérebro faz questão de se esquecer de algumas coisas recorrentemente ao longo da vida. No meu caso, por exemplo, esquece-se que a época de férias passada em casa é sempre do pior que pode haver; há quem diga que as mulheres também se esquecem das dores de parto, por exemplo, porque senão a raça humana extinguia-se com tanta lembrança dolorosa. E, claro, eu também me esqueço naturalmente do quão bom é ir ao ginásio e comer direito. É óptimo depois e na altura em que se faz, mas a partir do momento em que se cria uma rotura... é um filme para voltar.

Todos estes dramas relativamente à imagem corporal (de que decidi sempre não partilhar muito) fazem parte de mim durante todo o ano, mas agudizam-se na altura do verão. No inverno dá para andar tapada da cabeça aos pés - e vestida é que eu estou bem! -, mas no verão as peças reduzem drasticamente de tamanho. Aprendi a aceitar isso (e a mim mesma, na medida do possível) e uso um bocadinho de tudo: desde calções a vestidos, camisolas cai-cai a t-shirts, bikinis a fatos de banho - mas confesso que não me sinto a pessoa mais confortável do mundo.

A pouco menos de duas semanas de ir para o Algarve - onde o "dresscode" é praticamente bikini o dia todo - decidi pesar-me. Não foi boa ideia. Estando numa fase mais down, em que o ginásio tem ficado de lado (a alimentação está bem - até na minha coca-cola semanal cortei!), vieram a mim todos os sentimentos de culpa e recriminação por não ter feito mais para me sentir bem durante mais uma época de praia. O pior é o sentimento de disco riscado, por sentir que isto se repete de ano para ano. E é uma merda.

13
Jun16

Depilação a laser 3#

Carolina

Já passou mais de ano e meio desde que comecei a fazer o laser alexadrite. Sei que não têm perguntado (até porque se estivesse à espera de perguntas para fazer posts escrevia só muito de vez em quando), mas eu digo na mesma como a experiência está a correr.

De uma forma rápida e prática: muito bem. O único senão é, de facto, o preço. Como já disse em posts anteriores sobre este assunto, estou a fazer isto na Ultimate Laser (que conheci através do blogue da Maçã de Eva) e, a nível de prestação de serviços e de resultados, estou muito contente. Há uns dias fiz, se não estou em erro, a minha quinta ou sexta sessão e a verdade é que já nem sei o que é preocupar-me com pêlos. Passei quase 9 meses sem lá pôr os pés (numa altura em que não era suposto), uma vez que desmarquei uma marcação na altura do Natal e depois, com a operação, a coisa passou-me e só lá fui por estes dias; ainda assim, e tendo alguns pêlos em algumas zonas da perna, as mudanças são brutais - e aqueles que existem, verdade seja dita, são tão finos que mal se dá por eles. Posto isto, estou muito contente.

O único descontentamento é, como disse, o dinheiro que lá deixo ficar - de cada vez que lá vou quase me apetece chorar (e não é de dor). As pessoas com quem falo e que também fazem alexandrite dizem-me quase sempre que pagam muito menos do que eu - e, como é óbvio, eu fico doente (quem é que gosta de pagar mais?). Acabo por fazer perguntas, tentar perceber se é mesmo alexandrite - mas a verdade é que não sou entendida do assunto para ter a certeza de que se trata do mesmo tratamento. E apesar de não gostar daquilo que pago e de me dizerem que há mais barato, toda a gente sabe que o que não falta neste tipo de negócios são trafulhices e gente que não percebe nada do assunto; para além de ser chato passar a vida a mudar de esteticista (eu já mudei vezes demais para o meu gosto, aliás), trocar para um local mais barato não me transmite grande confiança. Não se trata de uma depilação normal e as queimaduras e os danos que podem ser causados na pele não são brincadeira. Ando por isso a recolher experiências para saber onde vou da próxima vez que fizer uma sessão: se onde fui até agora ou se experimento um local novo. 

Ainda assim, como balanço e a nível de resultados, não podia estar mais feliz. Aconselho a toda a gente que tenha possibilidades para tal porque, a longo prazo, compensa muito.

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