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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

01
Mar17

Review da semana 17#

Carolina

Here WeGo

 

Quando estive em Madrid, na altura de jantar, o pessoal que estava comigo decidiu o restaurante onde íamos e ligou o que me pareceu o GPS do telemóvel para saber o caminho certo, desde o hotel ao restaurante. Pelo caminho trocavam bitaites, porque o telemóvel de uns dizia para ir por um lado, o de outros dizia para ir por outro. E só pelo andar da conversa é que percebi que aquilo que eles estavam a utilizar não era o GPS mas sim várias aplicações que utilizavam o GPS, mas não gastavam internet (como eu, mente brilhante, fazia até então).

Perguntei a um deles como se chamava a aplicação: é a Here WeGo. O que aquilo faz é descarregar os mapas do sítio onde o utilizador está (em viagem pode descarregar-se com o wi-fi do hotel, por exempo) e depois pode-se utilizar aquilo em offline, sendo que o telemóvel só necessita da vossa posição geográfica para vos dar direções (utilizando o GPS e não a internet, algo necessário quando se utiliza, por exemplo, o Google Maps).

Quando fui para Munique e andei sozinha, foi o que me safou. Pus um "pin" em cima do meu hotel e depois, sempre que estava noutro qualquer ponto da cidade e queria voltar a pé, era só pedir o caminho de volta. Aquilo, à partida, não é a coisa mais intuitiva do mundo - funciona com "vire a norte" e "vire a oeste" (o que para pessoas normais e meias desgovernadas, pode ser um pouco confuso), mas depois de se perceber a lógica é sempre a virar frangos. Para mim foi particularmente útil porque, a certa altura, já não tinha sequer net para gastar, esqueci-me do papel com as informações do hotel e estava desesperada por voltar (para ir buscar o dinheiro e o passaporte que tinha deixado no cofre), por isso só tenho a agradecer ao meu sentido de orientação e ao Here WeGo por ter chegado a todos os sítios, sã e salva e sem qualquer registo de perdas pelo caminho.

A aplicação é gratuita e está disponível em iOS e Android.

18
Out16

Deixem passar a chef!

Carolina

Acho que a única mesmo certinha que tenho feito desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar - para além das necessidades básicas, como é óbvio - é jogar o Star Chef todos os santos dias, assim de forma super religiosa. Não sei como é que descobri aquilo, acho que estava simplesmente desesperada por algo que me entretivesse durante uns minutos para deixar de pensar nas mil e uma coisas para fazer e acabou por sair dali o novo vício do momento.

No fundo aquilo não tem nada que saber: é um jogo de gestão de tempo e de recursos, mas estes são sempre os meus jogos favoritos. Não me apetece estar aqui a explicar o jogo (é grátis, é só descarregar) mas, no fundo, aquilo é um restaurante onde têm de satisfazer os pedidos dos clientes, cozinhando-lhes aquilo que eles pedem; para isso, precisam de comprar os ingredientes ou planta-los (e eventualmente de os preparar previamente antes de cozinhar os pratos finais). Depois há sempre nuances, aqui e ali: uma delas é que podem comprar as refeições já prontas ou até os vegetais/frutas que precisam de ter na hora e não podem esperar que cresçam

Ora, eu estava desesperada por maçãs - que, numa primeira fase, crescem muito devagar. Por isso ia à tal "loja" à procura das maçanitas com melhor preço (é preciso ter em conta que normalmente são bastante caras) e ficava super feliz, porque passava a vida a encontrar autênticas pechinchas. Só para terem ideia, 10 maçãs custam normalmente 800 moedas - e eu comprava por 40! Mas depois ia ao cabaz da fruta e as maçãs compradas... nem vê-las! Foi uma série de dias nisto e eu já com os nervos em franja, porque comprava as maçãs e depois não as podia usar. O meu nível de irritação já era tão elevado que já considerava mandar um email para o help center. Mas depois percebi.

Estava a comprar tomates em vez de maçãs. Nesse dia decidi que me ia deitar mais cedo.

22
Jul15

Pagar por aplicações de smartphone

Carolina

Não sou de vícios, nunca fui, mas posso admitir com toda a certeza que um dos meus maiores hábitos sempre foi, desde muito miúda, estar à frente do computador. Um dos principais culpados disso era um jogo chamado "Sims", na altura ainda na primeira edição, com gráficos muito básicos mas que, a meu ver, veio mudar todo um mundo de jogos para computador criados a partir daí.

Eu era viciada naquilo, jogava tardes e noites inteiras até não aguentar mais. Tinha os packs todos, as extensões todas; tinha "planos" impressos para cada família - a arquitetura da casa, o número de membros, o tipo de negócio, enfim... a loucura. Na altura era muito mais forreta do que sou hoje e todo, todo, todo o dinheiro que me davam (mesadas, prendas de anos e de natal) era para guardar e, mal saíssem coisas novas, comprar. E não estamos a falar de jogos baratos - rondavam entre os vinte e os sessenta euros cada! (Como, aliás, ainda custam hoje em dia os jogos para playstations e afins).

Estou a fazer este throwback não por me terem dado umas súbitas saudades do Sims mas sim para refletir sobre o preço das coisas. Eu, na altura, dava - sem pensar muito - sessenta euros por um jogo. Eu adorava aquilo, não tinha mais sítio onde jogar (o computador sempre foi a minha plataforma de jogos favorita), por isso parecia-me mais que justo. A questão é que hoje em dia praticamente me recuso - eu e quase todos - a dar valores simbólicos como oitenta cêntimos ou dois euros para pagar um jogo para o smartphone. Acho que estamos tão habituados e obstinados com a ideia de termos imensas coisas grátis para o telemóvel que pensarmos em dar uns cêntimos (muitas vezes nem chegam a um euro) para pagar um jogo nos ultrapassa. O que é, só e simplesmente, parvo. Porque relativizando com o que eu pagava na altura e com a fortuna dos jogos de hoje em dia, que se encontram em fnacs e derivados e chegam a atingir os 120 euros, um ou dois euros não é... nada (e, diga-se de passagem, é muitas vezes mais do que justo, tendo em conta o trabalhão que dá construir um jogo de raiz).

Posto isto, ando a tentar mudar a minha mentalidade. Até hoje só comprei um jogo, há já um par de anos, que devo ter usado uma ou duas vezes - por isso não se pode considerar uma compra de sucesso. Ainda assim, considero-me aberta e disponível a pagar, se quiser assim mesmo, mesmo, mesmo muito uma aplicação qualquer. Tipo... muito... que a forreta em mim continua viva e mesmo de mentalidade aberta não me deixa cometer muitos pecados. [Pronto, ok... se calhar ainda preciso de trabalhar um bocadinho essa coisa da mentalidade aberta e da relativização dos preços. Mas estou num bom caminho.]

01
Set11

Reader, estás perdoado

Carolina

Aqui há uns tempos, a K. falou-me numa aplicação da Google que dava muito jeito para ler blogs e afins. Basicamente, "pesca" todos os posts de todos os blogs que uma pessoa queira seguir e apresenta-os numa só página, tornando as coisas muito mais simples e rápidas. Enfim, apresentou-me ao Google Reader.

Mas a verdade é que aquilo, na altura, não me atraiu. Mais pelo design. Quer dizer, os blogs que trabalham para ter um design tão janota, e vou eu "mudar-me" para aquele site completamente pálido?

No entanto, rendi-me. Já começavam a ser demasiados blogs para visitar, e andar todos os dias por milhentos estaminés ocupava-me demasiado tempo.

Reader, apesar de feio, estás oficialmente perdoado.

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