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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

20
Mar17

Grata

Carolina

Não sei porque não gosto de fazer anos, mas é uma coisa quase visceral. É acordar de manhã e pensar "oh não..." e querer e ficar mais um bocadinho na calmia dos lençóis. Tento sempre decifrar este tipo de sentimentos, perceber porquê que ao contrário das pessoas normais eu não consigo estar feliz neste dia que me celebra. Ainda não consegui, pelo menos de forma completa - mas acho que estou a chegar lá. E é o mesmo problema de sempre: as pessoas.

Este dia é um reminder de todas as pessoas que ganhei, que conquistei, que gostam de mim e que me amam; mas também é uma lembrança de todos os que perdi. Todo ele é uma gestão de expectativas. É estúpido, até porque as coisas nem sempre são lineares e eu já me esqueci de dar os parabéns a pessoas importantes para mim - mas é o que é.

É perceber quem se limita a escrever "parabéns" no teu mural do facebook; quem, ainda que não se lembrando, vê no facebook e pega no telemóvel para te mandar uma mensagem; é ver quem te liga e ainda manda uma mensagem como bónus; é ver quem te liga do nada, de forma inesperada e sem qualquer compromisso; é ver quem te escreve coisas bonitas, quem te diz que tem saudades mesmo não falando durante os outros 364 dias do ano  - e tu fingires que acreditas - e é ver quem não faz nada disso. E é perceberes que antes aquela pessoa te ligava e agora só te manda uma mensagem quase monossílabica; e é entenderes e veres na profundezas do teu ser que querias que aquela outra te dissesse mais que "parabéns".

A verdade é que as palavras valem pouco e os gestos falam por si e mais alto que qualquer outra coisa. O aniversário e só um dia - graças a deus! - mas serve de amostra daquilo que temos. Acho que mentimos quando dizemos que não nos importamos quando alguém de quem gostamos se esquece de uma data que, quer queiramos quer não, é especial; tão e simplesmente porque isso quer dizer que não pairamos na cabeça daquela pessoa, que não estamos no seu "espectro". E isso é triste, porque todas as relações - quer sejam de amizade, companheirismo ou amor - que não são correspondidas são simplesmente tristes.

Acredito muito em mim em determinadas coisas e relativamente a certas competências - mas nunca me apercebo do apreço que potencialmente os outros podem ter por mim. Acho sempre que sou o elemento descartável, o que não faz falta, o de substituição. E pode ser paranóia, e em alguns casos sei que sim, mas é algo que não consigo evitar; acho que há feridas que vão ser para sempre mal curadas, há coisas que doem demasiado, há perdas demasiado pesadas para serem esquecidas. E eu tenho, desde cedo, um saco cheio.

Por outro lado, hoje tive surpresas boas - principalmente vindas do mundo do trabalho. Sempre disse que não queria inimigos e sinto que estou a colher os frutos de uma entrada pacífica no mundo do trabalho. Recebi chamadas e mimos que nunca, nem nos meus sonhos, pensei receber. E fiquei mesmo, mesmo sensibilizada - ao ponto de me apetecer chorar um bocadinho de cada vez que clicava no "vermelho" do desligar. Os meus sobrinhos também me fizeram duas surpresas maravilhosas, com um recital de um poema e uma canção para mim, e eu não tenho como ficar derretida perante tantos gestos de carinho.

Obrigada a todos, do fundo do coração, pelos desejos de um bom aniversário. Foi mais um, já acabou e eu estou feliz por ter chegado ao fim. Agora tenho 364 dias de sossego =)

20
Mar17

22 velas

Carolina

Hoje faço anos. Sempre que me perguntam qual é a minha data de aniversário digo "20 de Março" e, normalmente, acrescento: "ou acabo com o Inverno ou começo com a Primavera". É algo que acho giro. Não gosto de fazer anos, mas gosto do dia que escolhi (ou escolheram) para eu nascer: tanto pelo número como por esta particularidade que, por acaso, acho que tem muito que ver comigo.

Infelizmente, acho que sou um bocadinho desiquilibrada no que diz respeito ao estados de humor: ou estou muito bem ou estou muito mal. Não sou de muitos meios termos. Ou sou Inverno ou sou Primavera. Porque muito embora a estação "rival" do Inverno seja o Verão, a verdade é que a mudança mais drástica se dá na altura da Primavera: passamos de dias frios para um calorzinho bom; de árvores despitas para os troncos em flor; de céu cinzento para céu azul; de camisolas de gola alta para t-shirts de manga curta; de galochas para sandálias. E isso representa-me. Eu tenho verdadeiramente dias - e fases - de Primavera e outras de Inverno. E a verdade é que eu fujo da estação fria - tanto no sentido literal como figurado - como um gato foge de água, mas a verdade é que a vida se faz com todas as estações do ano.

Hoje, para além de fazer anos, começa a Primavera. Em 1995, há precisamente 22, era o último dia de Inverno. Contam-me os meus pais que estava um calor dos ananáses, vindo sabe-se lá de onde. Que passaram dos agasalhos para as mangas curtas, literalmente, do dia para a noite. Só previa aquilo que aí vinha - eu e as minhas mudanças drásticas de "temperatura".

Não escondi que nos últimos tempos o Inverno morou para estes lados. Tenho tentado gerir da melhor forma e passar para o outro lado da barricada - o florido, de céu limpo e todas essas coisa boas - e acho que, pouco a pouco, a coisa está a ir ao sítio. De uma forma geral tive uns 21 muito bons; revolucionaram-me a minha vida, foi um ano de mudança e de coisas muito, muito boas. De férias e momentos espetaculares, que guardo como referência daquilo que quero para os meus dias: leveza, saúde e simplicidade. Acho que o resto vem.

Hoje começa a Primavera. E eu, se pudesse pedir um desejo relativamente a estes 22 acabadinhos de chegar, era isso mesmo: que fosse Primavera durante grande parte dos meus dias.

 

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(desculpem, tinha de ser. são 22... mas com a panca do costume)

 

06
Ago16

Parabéns, blog fofinho!

Carolina

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Foi há cinco anos que criei esta nova casa para os meus textos, devaneios, opiniões e coisas parvas. Pode não parecer muito, pode parecer fácil, mas às vezes não é. Manter um blog diário é difícil, exige trabalho, dedicação e tempo - e embora eu nem sempre consiga dedicar-lhe tudo o que quero e que ele merece, tenho dado o meu melhor e estou satisfeita com estes cinco anos de "casa".

Lembro-me que festejei os três anos do Entre Parêntesis quase de luto, por causa da minha avó. Os quatro anos celebraram-se no decorrer de um verão complicado e depois de um período de euforia total na faculdade: a representação de um "arrefecimento" abrupto e de algum desapontamento. Já este aniversário representa mais uma reviravolta que está para chegar na minha vida e um esforço muito grande da minha parte para fazer deste último verão "grande" algo memorável.

Não deixa de ser giro pensar que, quando me "mudei" para aqui, estava ainda no secundário e no vai-não-vai para mudar de curso e no meio de uma crise existencial épica. Agora, quase licenciada, estou a menos de um mês de ir trabalhar e entrar no mundo dos crescidos. É estranho mas tão bom ao mesmo tempo saber que há algo - ao longo destes 1827 dias - que é constante, uma linha condutora entre os tempos e todas as decisões e ações que tive. Essa linha condutora é este blog, porque está tudo aqui: os medos, os pensamentos, as tomadas de decisão, as dores, as alegrias, as tristezas, as vitórias e as derrotas.

Sou a mesma Carolina, só cinco anos mais velha, mais crescida, mais madura, mais experiente e mais certa das suas escolhas. E, espero, que melhor escritora do que era em 2011! E é assim que quero que isto continue a ser: a mesma Carolina, mas em constante evolução. Porque se há algo que aprendi durante estes anos é que podemos mudar, evoluir e crescer, e mesmo assim continuar a sermos fiéis a nós mesmos.

 

Que sejam os primeiros 5 anos de um "vida" longa :)

 

01
Mai15

Um ano de Molly

Carolina

Parece que foi ontem que vi aqueles ratinhos em forma de cães em volta da Luna, a mãe. Eram tão pequeninos que até metia impressão pegar-lhes. Eram todos demasiado fofos - tão fofos que só apetecia comer e estrafegar com beijos e mimos bons. Mal eu sabia, nessa altura, que um daqueles cãezinhos iria ser meu.

Parece até que foi hoje que vi a Molly entrar aqui em casa, dentro de um saco de papel e um lacinho vermelho ao pescoço, em forma de prenda de anos da minha mãe. Mal toda a gente sabia que aquela tinha sido a melhor prenda do mundo, não para a aniversariante, mas sim para mim.

Ainda me lembro da primeira noite que passei com ela, quase metida na minha cama; do drama que foi introduzi-la na matilha, uma vez que o Tomé tinha uma vontade louca de a comer de um só trago; da diferença de tamanho grotesca entre ela, com dois meses, e os outros cães; da primeira noite em que dormiu aqui dentro de casa, completamente enroscada em duas mantas onde a embrulhei para parar de tremer de frio. Foi o primeiro cão que conquistou lugar aqui dentro de casa, mas desde o início que conquistou os nossos corações. Tenho uma relação com ela que não tenho, nem nunca tive, com mais nenhum cão - talvez porque ache que tudo aquilo que sinto por ela é recíproco. Ela mima-me quando eu preciso, eu faço-lhe o mesmo; ela é chata quando quer alguma coisa, mas eu também sou chata quando quero que ele faça o que quer que seja; ela tem a mania que manda, e eu mostro-lhe que quem manda sou eu. Mas, dentro das nossas grandes diferenças, completamo-nos. Acho que somos quase feitas uma para a outra. 

Como prenda de anos antecipada, a semana passada esqueci os trabalhos, o programa, os computadores, as internets e os telemóveis e levei-a à praia pela primeira vez. Todos aqueles passeios e treinos tinham esse grande objetivo: começar a leva-la de carro a alguns sítios para nos passearmos uma à outra. Para primeira experiência correu bem. Fomos para uma praia com pouca gente e ficamos lá meia hora. Não estranhou a areia nem tentou meter-se na água; no passeio portou-se lindamente, com excepção dos momentos em que via outros cães ou mirava os pássaros para caçar (o que é um problema porque eu não reparo neles e não estou à espera do puxão que ela me dá). Nunca a soltei da trela, com medo que ela fugisse ou se metesse com outros cães, mas estamos num bom caminho. Acho que foi a melhor prenda de aniversário que ela podia ter tido.

Em suma, há um ano tinha acabado de nascer uma das minhas melhores amigas. Parabéns Guacamolly*!

 

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*um nome fofinho que eu lhe chamo, num trocadilho entre o prato "guacamole" e o seu nome, Molly

20
Mar15

20 Anos de mim

Carolina

Sou pessoa ligada a simbolismos e datas. Lembro-me da maioria das datas importantes da minha vida (como me lembro, por exemplo, da roupa que levei a mil e uma ocasiões que, de uma forma ou outra, me marcaram), dos anos bons e dos anos maus, dos dias que gosto e aqueles que me lembram coisas más.

E por isso, da mesma forma que quis deitar 2014 para trás das costas, pretendo fazer o mesmo com os meus 19 anos. Não acrescentaram nada à minha vida. Nada, para além de um conjunto de 365 dias, quase todos eles duros. Não me trouxeram nada de bom - pelo contrário, só de mau. Se os 18 foram maravilhosos, talvez o melhor ano da minha vida, os 19 ficaram aquém das expectativas em todos os aspetos. E, felizmente, acabaram! Deve ser das primeiras vezes da minha vida que até estou feliz por fazer anos!

Os "dez[...]" ficaram para trás. Hoje inauguro os vintes!

 

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15
Mar15

Prendas de anos

Carolina

Estava aqui a tentar fazer uma pequena lista de possíveis prendas de anos que os meus entes queridos me pudessem oferecer mas cheguei à conclusão que... não preciso de nada. Sou uma enorme sortuda. Não há nada que me faça falta - em termos materiais, tenho (quase) tudo o que quero, e o que não me falta são bens essenciais. Tudo o que possa vir a pedir ou desejar são coisas que, provavelmente, me farão um bocadinho mais feliz mas que não me fazem uma falta por aí além - a vossa companhia daqui a menos de uma semana e em todos os outros dias da minha vida é infinitamente mais importante.

Sendo assim, este ano só há duas coisas que quero mesmo e que tenho como certas: um bilhete para dia 11 no NOS Alive e outro para dia 18 no Marés Vivas. Concertos são autênticas experiências de vida e eu já perdi demasiados para continuar a cair no erro. Este verão quero assegurar que o Sam Smith e - pela terceira vez - o Jamie Cullum pousam mesmo em frente dos meus olhinhos.

De resto, podem dar-me o que quiserem. Livros (infelizmente, para já, não tenho nada debaixo de olho), macacões (há giros na mango e zara), coisas amarelas!! (camisolas, por exemplo - a paixão ainda não me passou) e coisas para o ginásio (camisolas, corsários). Ou então chocolates. Ou um livro de receitas com coisas que engordem muito. Ou um workshop de sushi (desde que alguém me faça companhia, claro). É quase certo que vou gostar.

E pronto, agora que dei a minha ajudinha do costume, vou ali esconder-me num buraco e esquecer que daqui a menos de uma semana vou sair da equipa dos "dez[...]" e vou passar para os "vinte [...]". Snif snif.

27
Mar14

Miúda de 95 14#

Carolina

Nunca gostei muito de ir a festas de anos, mas ainda cheguei a ir a algumas (sempre pela ponta dos cabelos, mas vamos ignorar isso). Lembro-me de pouco dos pormenores das festas, dos sítios (sei que cheguei  a ir a alguns daqueles parques temáticos,  que odiava e morria de medo dos escorregões gigantes),  das pessoas e mesmo dos aniversariantes - provavelmente o que me lembro melhor é da comida (e quando me impingiam aquelas sandes de queijo em bicos de pato que eu odiava?! - aí,  criança sofre!). Em particular dos bolos. 

E quem se lembra dos bolos dos rapazes? Não eram Faíscas MCQueen's, figuras de wrestling ou pokemons... Eram campos de futebol com relvinha e uns bonecos para lá para o meio. Aqui há tempos lembrei-me e comecei a reparar e, pelo que vejo, esses bolos de relva verdejante e jogadores de plástico já passarram de moda. Agora o pessoal quer tudo muito mais evoluído, e monstros com super-poderes e coisas que tais. Eu cá, apesar de tudo, ainda prefiro o futebol. E o bolo, claro - acima de tudo, o bolo. 

 

22
Mar14

Ainda sobre o meu aniversário

Carolina

Antes de mais, queria agradecer a todos os que me desejaram os parabéns, tanto por aqui como via Facebook. Todos me desejaram felicidades e um dia feliz - funcionou, esqueceram-se foi de me desejar igualmente uma noite alegre e com "tudo de bom". Foi tudo de mau e vomitei como não me lembrava. Ponto de vista positivo: se eu tinha pensado, dias antes, que "ai meu deus lá se vai a minha dieta", depois de tudo aquilo já não foi um problema. Todos aqueles doces e porcarias não passaram do estômago e a menos que as calorias se tenham escapulido por lá, a minha dieta continua em vigor. Mas falando em coisas boas.

Foi um dia bom, calmo, com direito a muitas flores bonitas, a telefonemas e mensagens que deixaram saudades no ar, a algumas horas na cozinha (como não podia deixar de ser), miminhos e algumas prendas. A minha irmã deu-me um kit de maquilhagem (yessss, vou deixar de roubar coisas à minha mãe) que já utilizei várias vezes desde que me foi oferecido; o meu padrinho um lenço/cachecol; a minha mãe um macacão e umas sandálias (que vieram com antecedência mas não interessa nada); o meu sobrinho um desenho para lá de fofo; e o meu irmão - que, apesar de me ter dado uma prenda que estava na minha "lista", foi o que levou o prémio de mais original - deu-me um bilhete para o Optimus Alive!

 

O desenho mais querido do meu sobrinho:

 

As flores da minha mãe (frésias) - faltam outras tantas que adorei:

 

O macacão: 

 

 

E a prenda do meu irmão, toda feita numa impressora 3D em que ele se está a tornar pró e a fazer negócio. De entre três prendas que eu escolhi à partida, ele ia oferecer-me uma: eu só tinha de descobrir qual. Tinha três hipóteses: um bilhete para o Optimus Alive, uns Louboutins ou uma caneta personalizada tendo em conta que, na opinião dele, uma blogger que se preze deve ter uma caneta com o seu nome. Como é óbvio, fiquei com todas as pecinhas, mas a prenda mesmo é o bilhetinho para dia 10 de Julho estar a ouvir os Imagine Dragons. Resta saber com quem! =)

 

 

20
Mar14

19 primaveras

Carolina

Gosto sempre de pensar que no meu dia de anos acabo com o Inverno, essa estação que tanto odeio. Mas hoje não. Hoje, às 16.57 horas começa a Primavera. Este ano, como em mais uns poucos, celebro as minhas primaveras no primeiro dia de Primavera.

Dizem os que têm a memória mais fresca que há 19 anos fazia um sol imenso, de verão, por terras portuenses. De um dia para o outro o Inverno transformara-se em Verão, da mesma forma que as camisolas de malha deram lugar às t-shirts de manga curta. 

 

Parabéns a mim!

 

 

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