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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Jul14

Amores confinados a um número de páginas

Carolina

Não deixa de ser curioso ver a facilidade com que me apaixono por personagens ficcionais e a dificuldade com que gosto de alguém real. Bastaram as primeiras páginas - e não estou a exagerar - de o "Equador" para me derreter por Luís Bernardo e todo o seu discurso. Mas quem diz o Luís Bernardo também diz o Edward nos meus tempos áureos do "Twilight", o Patch do "Hush Hush", o Gus do "A Culpa é das Estrelas" ou o Étienne do "Anna e o Beijo Francês". É esperar que eu lá chegue, porque hei-de os correr a todos.

No entanto, na vida real, para alguém me conseguir atrair (e já nem digo conquistar) é uma tarefa, a muitos, impossível de alcançar. Porquê, perguntam vocês? Não faço ideia. Não sei se as personagens por quem deliro são demasiado irreais para serem verdade, não sei se são só o protótipo de rapazes/homens perfeitos, idealizados por mulheres meio que desesperadas (embora o Gus tenha sido criado por um homem e seja, provavelmente, o meu favorito, mas enfim). Talvez, num livro, consiga decifrar aquilo que pensam e sentem, e por isso sejam mais interessantes; não sei se sou eu que estou mais aberta, mais receptiva, sem aquele pé atrás e o instinto protetor que constantemente pergunta "mas quem é aquele tipo, de onde vem, o que quer, o que tem de interessante?". Não sei.

Sei que, se saltassem do papel, me daria por satisfeita com um deles, e que provavelmente não estaria solteira. Mas enfim, temos de nos contentar com o que temos, certo? Homens reais. Esperem notícias sobre este assunto lá para 2034, talvez - cansada de amores mais do que impossíveis, limitados por algumas folhas de papel - me redima e arranje um namorado. Entretanto vou voltar para a minha leitura: sim, que o Luís Bernardo - sozinho em S.Tomé, coitadito - está à minha espera.

03
Fev14

Momento mexerico do dia (ou como deixar de acreditar no amor)

Carolina

Não. Pode. Ser. Eu não costumo comentar a vida alheia (vou cuscando as capas da revistas cor-de-rosa, mas fico-me por aí), mas esta não me pode ficar impune! Então a Cláudia Vieira e o Pedro Teixeira separaram-se? Um dos poucos casais públicos que eu acreditava que daqui a quarenta anos ainda iam estar juntos, velhinhos, de mão dada e com uma catrefada de filhos às costas (sim, eu em vez de esperar um comunicado de separação esperava era um comunicado a dizer que ela estava grávida de novo) e acabou aqui? 

Têm de perceber, isto mexe comigo: eu fui uma seguidora fiel e apaixonada da série deles dos Morangos com Açúcar; sempre apelidei a série dois como a melhor de todos os tempos, ainda para mais porque os protagonistas estavam juntos na vida real. E agora fazem-me isto?! E ela é tão gira, e ele TÃO giro, e fazem um dos casais mais bonitos e fofos de todo o sempre e... acabou?

Estou aqui de coração partido. E depois ainda me dizem para acreditar no amor! Pffffff!

 

27
Nov13

Uma questão de encantamento

Carolina

A verdade é que não é assim tão difícil deslumbrar-me. Não acontece muitas vezes porque, simplesmente, as qualidades que têm esse poder sobre mim não são fáceis de encontrar. Talvez seja por isso que continuo solteira ao de eterno: não é uma questão de exigência por si só. Quando nos apaixonamos, há um encantamento que vem associado - quando isso não acontece, não há nada a fazer.

Ao contrário da maioria, não é um corpo bem definido ou uma carinha laroca que me deixam a babar. Quer dizer, ajudam, como é óbvio - quem não gosta de ter um namorado que dá gosto olhar todos os dias e que faz com que todas as outras se roam de inveja? Pois claro. Mas isso não é tudo. Aliás, é muito pouco. Há duas coisas que me deixam louca logo à partida: um rapaz que seja rico culturalmente (que goste de cinema, que vá ao teatro, que leia!!) e tenha interesses fora do comum (se souber, por exemplo, coisas sobre físicas e químicas e biologias e introduza isso numa conversa perfeitamente casual é um bom início); saber tocar um instrumento musical - um rapaz que se sente em frente a um piano e que faça sair dali uma melodia qualquer de Beethoven ou de Mozart ou a Comptine d'Un Autre Été do "Amélie" conquista automaticamente metade do meu coração. 

Infelizmente, não são qualidades que se encontrem aí a cada canto. As consequências estão à vista (ó pra mim solteira) - e não me incomodam particularmente, mas não impedem que eu pense no assunto, como outra coisa qualquer. É algo que me intriga, embora devesse ser eu a pessoa que mais percebesse a razão desta minha "síndrome de solteirice" - a verdade é que não sou e por isso é que às vezes me ponho aqui a divagar. Lembro-me de vez em quando e as pessoas fazem também questão de mo lembrar, tendo em conta que não são poucas as pessoas que me vêem e perguntam de rajada "e então, namorado, já tens?"

Ontem, enquanto a voz do Jamie ecoava na minha cabeça, lembrei-me de mais esta razão (a falta de encantamento ou, por outras palavras, rapazes que se aproveitem) e decidi que era mais uma para juntar à lista. Nada como o Jamie para me inspirar.

26
Dez11

Por favor, não me partas o fígado

Carolina

Quando estamos com problemas no campo amoroso, saímo-nos com metámoras como "dói-me o coração", "tenho o coração despedaçado", "partiste-me o coração" ou "tenho o coração na boca". Tenho-me perguntado o porquê de ser sempre o coração.

Sim, o coração é o nosso orgão vital. Mas, verdade seja dita, até é feiinho. Porque não o fígado? É algo essencial e que está anexado ao nosso sistema digestivo - tal como alguém que nos é essencial e que nós precisamos de ter sempre ao pé de nós.

É isso. Agora vou passar a dizer "partiste-me o fígado" ou "deixaste-me o fígado despedaçado". Deveras inovador.

22
Dez11

O amor

Carolina

No amor faz-se das tripas coração. No amor, sorri-se, mesmo que doa. No amor chora-se. O amor dói, caraças.

O amor é sacrifício. O amor é ser o segundo e o outro ser o primeiro. O amor é influência. O amor é transferência. O amor não é coerência. O amor é mudança, se esta for necessária. O amor é não pensar duas vezes, se for para bem do outro.

O amor é uma coisa supostamente tão boa, tão boa e engloba coisas tão más, tão más. Acho que é este paradoxo que faz do amor o sentimento de eleição do povo, fazendo com que seja aclamado por tudo e todos. Que burros que somos; esquecemo-nos que por dentro da caixa do amor, estão todas aquelas coisas que evitamos sentir todos os dias da nossa vida. No entanto, é isto que todos queremos - amor, amor, amor.

É isto que todos somos - parvos, parvos, parvos.

 

(deu-me para isto, após acabar de ver o Crazy Stupid Love)

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