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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

15
Jul16

Sobre os guilty pleasures desta vida, uma amizade incondicional e um autógrafo

Carolina

Há duas coisas importantes a saber sobre mim. A primeira é que tenho um punhado de amigos, poucos, mas verdadeiros; sim, eu sou aquela pessoa que distingue os outros categorias: "desconhecidos", "conhecidos" e "amigos" - na verdade, devia haver uma categoria qualquer entre os "conhecidos" e os "amigos", que não sei bem o nome, mas em que caem várias pessoas que me rodeiam. Ainda assim, amigos, tenho poucos - e, surpreendentemente, com alguns deles não tive mais do que uma dúzia de vezes na vida.

A outra coisa que têm a saber é que o meu guilty pleasure do último par de meses tem sido ver a "Massa Fresca", a última série de tarde lançada pela TVI. Podem rir-se à vontade, dizer que é para meninos e que é a Floribella 2. Não quero saber. É uma série levezinha, com personagens super engraçadas e dois atores principais que adoro - principalmente a Mafalda Marafusta, que faz de Maria, e que é das atrizes mais expressivas que tenho visto nos últimos anos a passar na televisão. 

Agora que já sabem estas duas coisas sobre mim, é só junta-las. Resumindo: uma grande amiga (sim, uma dessas com quem só estive uma meia-dúzia de vezes) cruzou-se duas vezes com a Mafalda Marafusta, aquando dos jogos do Euro. Da primeira vez, disso-mo e eu confessei-lhe que adorava a série e a Mafalda - e ela, como provavelmente vai acontecer convosco, gozou-me por (com 21 anos) estar a ver o chamou "um remake da Floribella". Da segunda vez que a viu, sem uma folha para lhe pedir um autógrafo, sacou de um lenço de papel e pediu-lhe um autógrafo - algo que só sei agora, que acabo de receber uma carta com um lencinho rabiscado lá dentro, até porque a sacana andou uma semana a esconder isto de mim!

E vocês dizem: "oh, que grande coisa... já pedi imensas vezes autógrafos para os meus amigos!" Pois, mas têm de ter em conta o facto de tanto eu como ela sermos as pessoas mais envergonhadas deste mundo no que diz respeito a autógrafos. Sabem aquela dor aguda que nos dá quando batemos com o dedo mindinho do pé numa esquina? Pronto, nós temos uma dor semelhante a essa só de pensar em pedir um autógrafo. Eu, para além disso, fico a suar como se tivesse corrido a maratona. Por isso, sim, pedir um autógrafo é, para nós, uma prova de amizade incondicional. 

Não é que eu alguma vez tenha tido dúvidas. Mas agora com um autógrafo da "Maria" está tudo oficializado. Obrigada 

 

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06
Dez15

De volta à base

Carolina

DSC_0181.JPG

 

 

Ir a Lisboa mais perto do Natal já é quase um clássico para mim - e sabe-me sempre pela vida! Claro que desta vez teve um saborzinho especial, pelas razões que descrevi no post abaixo - foi bom rever amigos e foi delicioso passar uma horinha com o meu sobrinho caçula ao colo. 

Ele continua igual, com a mesma simpatia e de sorriso fácil, só que um bocadinho mais maciço. E, claro, já com o seu primeiro dente a espreitar - algo mais do que suficiente para ele devorar bolachas e fazer uma lixeira de todo o tamanho no raio de um metro. Os meus amigos continuam iguais, felizes, e a transmitirem-me a mim essa felicidade (e eu preciso mesmo de ser contagiada!). Passados estes anos ainda me conseguem mostrar coisas novas - fomos ao jardim da estrela e tomamos café na Gulbenkian, sítios onde nunca tinha estado - e convencer a experimentar coisas novas - foi com eles que comi sushi pela primeira vez há uns anos e ontem foi dia me estrear a comer num restaurante chinês/cantonês. À noite ainda demos uma volta pela baixa para ver os enfeites e as luzinhas de Natal, para completar o espírito e a magia desta altura do ano.

O tempo foi pouco - no fundo, não cheguei a estar lá nem 24 horas -, por isso não me dei ao trabalho de pegar na máquina para fotografar. Tirei fotos com a grávida mais querida de Lisboa (a minha amiga) e com o meu sobrinho; não passou disso. Quis gastar o tempo a conversar (sinto que não os vejo durante tanto tempo que preciso de pôr a conversa toda em dia), passear e arejar as ideias. Foi bom. Já ajuda a ter força e inspiração para as últimas duas semanas de faculdade que se seguem, que são sempre as mais infernais do semestre. 

11
Dez14

Na pista do gelo

Carolina

O passado sábado deixei-me de estudos (depois lixei-me no feriado, que nem para almoçar parei) e fui a uma das pistas de gelo que estão agora na cidade, a propósito desta época festiva. Já lá tinha passado, já me tinha rido muito com as quedas dos outros, mas também eu queria experimentar. Não seria a primeira vez, que já tinha andado no MarShopping há uns quatro anos, mas estava cheia de vontade de reviver a experiência.

E ri, ri muito, como já não ria há muito tempo. Com as quedas e o medo dos meus amigos, com as minhas pernas trémulas, com as quedas dos outros e com o temor constante de vir com menos dentes para casa. Andei os primeiros dez minutos bem agarrada ao corrimão, e só depois me comecei a aventurar nos cantos. Só atravessei a pista meia-dúzia de vezes, estilo pato, só para não dizer que não fiz nada. Isto é como os carros e aquilo que os pais nos dizem vezes sem conta: "eu em ti confio, não confio é nos outros!". E havia lá loucos que bastassem, que se estavam a marimbar para se os outros sabiam andar ou não, caindo e fazendo malabarismos onde quer que fosse. Temi pelos meus dentes, as minhas pernas, os meus braços. E, claro, pelo meu cóccix, essa zona abundantemente afetada nas quedas no gelo.

Mas não caí! Mantive-me firme! Tão firme que saí de lá com umas dores nas pernas que achei que não me ia mexer no dia seguinte. Ainda assim, valeu a pena, e quero muito voltar a patinar (ou fingir que o faço) antes da pista fechar, para ver se melhoro um bocadinho as minhas capacidades patinadoras e se perco o medo (estar uma ambulância a sair do recinto e outra miúda a sair em braços a chorar copiosamente quando entrei na pista não ajudou a ficar desinibida). E, claro, para me rir mais um bom bocado.

 

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26
Ago14

Uma semana na Régua

Carolina

Voltei ao Porto no sábado, depois de cinco dias de algum descanso na Régua - digo "algum" porque no meio de cozinhados, hóspedes e discussões típicas de quem não está habituado a viver com amigos, o relaxamento nem sempre reinava. 

Mas foi bom conhecer aquela zona - que também trago um bocadinho no sangue, pois um dos meus avôs é de lá -, passear pelo meio das vinhas já pintadas com uvas, ver o Douro lindo, mesmo ali ao lado e respirar aquele ar tão puro, típico do campo, onde nada se passa e onde a cidade parece uma realidade tão, tão longínqua. A casa onde fiquei estava toda renovada, tínhamos todas as condições e passamos lá uns belos dias de convívio - com tudo o que isso inclui, de bom e de mau. 

À ida andei perdida durante uma hora pelas estradas nacionais e ainda hoje não faço a mínima ideia por que cidade andei; à vinda já fui pelo caminho certo, mais curto, mais rápido, mas mais exigente, tendo em conta as estradas nacionais - algumas bem apertadas e com penhascos não muito atraentes logo ali ao lado. Mas correu tudo pelo melhor, o corpo agarrou mais um bocadinho do moreno e a cabeça pôde descansar do tumulto que se está a viver aqui em casa.

Agora estou de volta, para carregar o meu mundo às costas. Não consigo chamar a isto férias - porque mesmo estando naquela calmia, a minha cabeça continuava aqui, preocupada, e a querer saber notícias ao minuto. Apesar de tudo, e da confusão generalizada, sei que ao fim do dia a minha cama está aqui, que tenho os meus minutos de sossego antes de fechar os olhos e que tenho os meus pais e a uns passos de distância. Estou em casa. 

 

22
Ago14

A necessidade aguça o engenho/ Só quem passa por elas é que sabe

Carolina

Há anos que ouço a minha mãe a queixar-se por ter de planear as refeições todos os dias: porque já não sabe, porque se farta, porque já não se lembra de nada novo que agrade a todos. A minha resposta é sempre encolher os ombros e dizer sempre a primeira comida que me vem à cabeça e o problema está resolvido - pelo menos por esse dia. Mas aqui na Régua também temos de planear refeições com alguma antecedência e, mãezinha, tenho a dizer que te percebo! Já trepei paredes por não saber o que fazer para esta gente, porque uns não gostam, outros querem, ou é muito caro ou ninguém sabe fazer. Bahhhhh!

Também aqui tenho levado um treino, no que à cozinha diz respeito, que nem vos digo nada! A verdade é que a minha parte favorita da comida são os doces, mas não nos podemos alimentar só de porcaria. Portanto tenho posto mãos à obra, com mais ou menos dificuldade: já cá canta bacalhau com natas, bacalhau cozido, kirchs, filetes de peixe, panados no forno e carne e coxas de frango assadas. A verdade é que é muito diferente ajudar e ficar a ver e fazer tudo nós mesmos. Nos primeiros dias não comi muito, primeiro porque não ando com grande fome e segundo porque a comida não me agradou - mas ontem, com o meu assado no forno, tirei a barriga de misérias! E fiquei super orgulhosa de mim mesma porque, embora com as limitações de materiais e alimentos que aqui temos, consegui fazer uma refeição mesmo, mesmo saborosa. Não há fome que não dê em fartura, não é?

08
Jun14

Há sempre lugar para mais um

Carolina

Sempre emocionei com notícias de bebés - quer seja nascimentos, anúncios de gravidez, enfim... embora nunca tenha desejado ter filhos, é algo que mexe mesmo muito comigo. Já partilhei aqui a história de uma colega minha ter engravidado e ter tido uma filhota linda e, de na altura, todos termos ficado muito, muito sensibilizados quando soubemos que ela havia entrado em trabalho de parto e etc; também já contei que chorei durante uma hora seguida quando vi os meus sobrinhos gémeos pela primeira vez.

Mas agora tenho uma estreia: tenho uma amiga grávida. Uma amiga que adoro, que amarrei ao coração e que nunca mais deixei ir desde que a conheci. Que tem idade para ser mãe, e sei que vai desempenhar o papel de forma exímia. E no dia em que ela me disse - um dia "não" para mim - comecei outra vez a chorar de emoção, e o dia "não" passou a ser "sim" porque é das melhores notícias que nos podem dar. E eu estou mortinha por a ver grávida, e por ver aquele rebento que será o meu sexto sobrinho, embora emprestado. Vou estrear-me nesta nova modalidade de "tia emprestada" e não podia - mesmo! - estar mais feliz. Dar mimos, e beijinhos, e roupinha, e de o embalar como só os meus sobrinhos sabem que eu sei. 

A amizade é uma forma de amor, que também se cultiva e que também cresce: às vezes em número. E o meu coração tem espaço suficiente para albergar aqueles que vierem por acréscimo aos que já têm em mim o seu lugar cativo. Cá te espero, pequerrucho (que eu acho que é uma pequerrucha, mas a ver vamos). 

 

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17
Mai14

Este início de verão...

Carolina

Estes dias quentes mas, ainda assim, frescos (e não, isto não é uma contradição: aqui no Porto há uma coisa muito comum chamada vento, que estraga tudinho) fazem-me lembrar de há um ano atrás, quando comecei a ir tomar cafés e a passar alguns inícios de noite fora de casa.

Subir esta rua de minha casa, que me deixava com a língua de fora quando chegava ao topo. Desviar-me dos morcegos que pareciam vir diretamente na minha direção. Andar de camisa mas levar um camisolão, porque sabia que à noite fazia frio. Levar sapatilhas, embora mais quentes, porque sabia que andar demasiado nas sabrinas me faria bolhas descomunais. E vir de noite em modo completamente alerta, a pé, a passar da meia noite, por ruas que só tinha passado dentro da segurança de um carro, embora já cá viva há mais de uma década.

Agora é mais fácil. Não há problemas com as horas, os sapatos ou o sentido de alerta apurado para ter a certeza que não está o lobo-mau aí no virar da esquina. A coisa mudou de forma: agora sou eu quem levo a malta de volta a casa, em vez de serem eles a levarem-me a mim, já com uns quilómetros nos pés.

As coisas mudam ao longo dos tempos. Felizmente, outras ficam. Estou agora de saída para o café com a malta do costume, os de há um ano atrás. Só que agora vou de carro.

06
Abr14

Pessoas

Carolina

As primeiras impressões são muito importantes - eu, pelo menos, acho que sim. E contra mim falo porque acho que se há pessoa que não causa boa impressão à primeira vista sou eu. Aliás, para ser justa, convém ter aqui alguma perspectiva: se calhar, para um professor, por exemplo, causo muito boa impressão. Foram raros os professores que não gostaram de mim enquanto aluna e isso prova-o. Mas acho que no dia-a-dia não causo grande impressão - apesar de sempre cordial e bem-educada, não sou uma pessoa particularmente simpática ou sorridente. A minha boa disposição, o meu pouco humor e os meus sorrisos verdadeiros reservam-se a momentos mais íntimos, regra geral. E, como tal, as pessoas que conseguem ultrapassar a primeira barreira do meu "eu" são poucas. Porque não gostam de mim à partida. Ou pelo menos eu assim o penso.

Acho que é berrante a falta de pessoas na minha vida. Pessoas, não, que pessoas é tudo o que tenho à minha volta: desconhecidos e colegas não me faltam e a lista é infinita. Faltam-me pessoas de quem goste e que retribuam esse sentimento. E eu não ajudo porque, para além da má primeira impressão que dou, sou demasiado exigente com os outros e as pessoas não estão para aturar quem exija mais delas do que elas próprias exigem a elas mesmas. E eu compreendo e respeito e resigno-me ao meu destino. E acho que quando as pessoas passam ao estatuto de "colega" de forma consciente (ou seja, não são nossos colegas porque trabalham no mesmo sítio que nós mas sim porque já os conhecemos mas não passa disso, não existe ali amizade), não há nada a fazer e em raros casos isso evolui para algo mais. Porque fomos nós que analisamos, não gostamos e os colocamos ali naquele patamar. E eu tenho tantos, tantos colegas!

No início dizia que tinha azar nas pessoas que encontrava pela frente mas, à medida que o tempo passou, percebi que não podia ter tão pouca sorte assim. A culpada era eu. Se calhar pelas coisas que vivi: por ter sido sempre deixada para segundo plano, por ser sempre a segunda opção ("queres ficar comigo neste jogo?", "sim, pode ser, mas só se a X não quiser ficar comigo"), por ter sido deixada tantas vezes na borda do prato qual legume sensaborão. Mas continuo a ser eu a detentora da culpa, independentemente das feridas que o passado possa ter deixado. E há alturas em que faz falta. 

Por estes dias, por exemplo, ando com uma vontade louca de sair daqui. De ir a Londres, Amesterdão, Viena, Berlim. Qualquer coisa. Mas mais do que a falta de dinheiro, disponibilidade ou qualquer outro factor, faltam-me as pessoas. Faltam-me Pessoas. Na faculdade como na vida.  

23
Mar14

Volatilidade das relações

Carolina

No meu aniversário pensei bastante (principalmente à noite, tendo em conta que a passei em branco). Pensei porque durante o dia dei-me ao trabalho de ver quem me ligava, quem me mandava uma mensagem, quem não dizia nada ou me postava um "parabéns" no facebook. Isso despertou em mim uma sinestesia de sentimentos enorme, passando pela saudade, pela tristeza, pela alegria e pela nostalgia. 

Digo desde já e abertamente que, para mim, parabéns pelo facebook são a coisa mais impessoal, previsível e.... horrível, que se pode imaginar. Eu só dou os parabéns por lá a pessoas que conheço e estabeleço uma relação maior do que dizer olá quando passo por elas na rua, mas com quem não tenho forma de contacto mais directa (acontece com familiares afastados, amigos "momentâneos" mas que mesmo assim me dizem algo) - e, quando o faço, escrevo uma mensagem mais longa do que "parabéns", dizendo algo mais pessoal ou mesmo uma típica mensagem de anos, por muito cliché que seja. Fora isso, das duas uma: ou não dou ou mando mensagem/ligo. Dizerem-me "Parabéns" é o mesmo que me dizerem "vi aqui um sinal a dizer que fazias anos e quis ficar bem na fotografia, por isso mandei-te a mensagem mais curta possível para não perder muito do meu tempo preciosíssimo". Vale, portanto, pouco; muito pouco. 

Acredito que nem toda a gente pense assim, mas basta o facto de eu pensar para algumas coisas me magoarem. Nesse "ilustre" dia dei por mim a pensar na volatilidade das relações. Como acabam depressa, como começam, como se alteram para dois pontos antagónicos, como florescem e esmorecem a cada dia que passa. Ver pessoas que antes nos mandavam mensagem à meia-noite em ponto, agora mandar-nos uma mensagem no mural do facebook é significativo; assim como é marcante uma pessoa com quem não falamos (nem vemos, nem pomos like no facebook) há mais de meio ano nos ligar para desejar um feliz dia e nos perguntar, simplesmente, como vai a vida. É triste e comovente e foi isso tudo que senti aqui há dias. Se calhar até foi o que deu cabo de mim e me pôs naquele triste estado durante a noite.

Digam o que disserem, "a" rede social é um indicativo de muitas coisas. Há quem diga que não serve para nada. Hoje, dou-vos um simples exemplo: serve (para além de nos magoarmos a nós próprios com o que vemos) para ver quem são os nossos amigos ou quem simplesmente nos despacha com um "parabéns". E aí descobrimos que a maioria dos nossos "amigos" no facebook estão muito longe de o serem. 

23
Nov13

Não sou aquela que anuí

Carolina

Por causa de tudo o que li, de tudo o que já me disseram, por tudo o que já passei, fui-me apercebendo que os meus verdadeiros amigos não anuíam simplesmente. Mais: quase todos os meus amigos já me magoaram com as palavras que me dirigiram. E não foi insultando-me, acusando-me de algo, mas sim por me terem chamado para a realidade. Acho que todos temos momentos na vida em que estamos toldados pela nossa maneira restrita de ver as coisas, pelo medo que temos de avançar ou pelos sentimentos que são demasiado grandes para os conseguirmos entender. E aí precisamos de um empurrãozinho.

Claro que não gostei do dia em que me disseram que eu devia ir a um psiquiatra, do dia em que chamaram à realidade sobre as amizades virtuais e de como um contacto se perderia para sempre num mero azar ou do dia em que me disseram que certos comportamentos não eram de alguém que se preocupasse comigo. Caraças, dói! Dói o suficiente para ficarmos chateados durante horas, de pensarmos que quem nos devia estar a apoiar nos está a empurrar ainda mais para a lama , de chorarmos até adormecermos. A questão é que, no dia seguinte, já com a alma lavada e a cabeça mais fria, nos apercebemos que aquelas pessoas nos deram a maior ajuda possível em situações que eles próprias não podem resolver, só aconselhar, e partilhar a nossa dor.

Eu posso não ser a melhor conselheira, a pessoa mais sensível do mundo. Que não sou, eu sei. Sou fria, a maioria das vezes. Vou directa ao assunto, sem rodeios ou floreados para a situação se dissimular. Digo o que tenho a dizer, deixo que as pessoas reajam, e depois colho os frutos: quer estes sejam lágrimas, murros ou um simples "tens razão". Eu sigo-me pela minha noção de "amigo" - não vou ser algo em que não acredito e em que até crítico. Não vou anuir, não vou dar mimos quando a situação não está como deve ser e eu acho que há formas de corrigir e ver as coisas de uma outra forma. Eu não sou esse tipo de amiga. Eu sou aquela que prefere apanhar murros, que prefere que as pessoas fiquem chateadas mas que, no dia ou na semana seguinte, façam alguma coisa para serem felizes e corrigirem a situação, depois de terem pensado naquilo que eu lhes disse. 

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