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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

12
Abr15

O boneco da tortura

Carolina

Acho que ainda hoje, se perguntarem à minha irmã qual o objeto de tortura com que teve mais contacto, ela responde "o despertador da minha irmã" [ou seja, o meu]. A sério, isto é um trauma real e que ela jamais vai esquecer. Porque este não era um despertador normal, daqueles de "trim-trim" ou com música suave. Bem pelo contrário!

Mas devem saber, antes de mais, que eu dormi os meus primeiros nove anos da minha vida com a minha irmã - não por necessidade, mas por opção. Gostava de ter companhia, pronto. Gostava de ter a cama quentinha, gostava de lhe dizer que tinha acordado e que ia para a sala ter com a mãe (ela detestava que eu fizesse isto, muahahah), gostava de ouvir Shakira e Manu Chao ao lado dela. Na verdade, o quarto onde estou agora - o seu antigo quarto - foi onde passei vários anos da minha vida, por isso estou basicamente a voltar a casa. 

De todas as coisas terríveis que eu lhe fazia - sussurrar-lhe ao ouvido mal acordava, pedir-lhe para me ir buscar de água a meio da noite (e tinha de ser do frigorífico, não podia ser da torneira da casa de banho), implorar para que fosse calar os cães que ladravam na nossa janela e coisas que tais - sei que a pior de todas era o meu despertador. Era um bonequinho de peluche azul com as orelhas e o nariz amarelo, com um ar aparentemente inofensivo. Programava-se a hora e escolhia-se o toque com que se queria acordar - e eu escolhia só um: o pior. Só tinha uma palavra: "acorda". Começava baixinho, estilo sussurro e de forma querida e ia aumentando de tom até ser um "ACORDDDAAAAAA!" a altos berros, de tal forma que o boneco tremia todo e o resto da casa era capaz de acordar.

Já não o via nem me lembrava dele há muitos anos, mas na mudança de quarto demos de caras um com o outro. Deitei muita coisa fora durante este processo, limpei metade do armário das tralhas que tinha - mas deste despertador ainda não me consegui livrar. É, talvez, o único boneco que ainda tenho no guarda-fatos desde o tempo de infância. E a verdade é que gosto mais dele por me recordar das gargalhadas que dava ao ver a minha irmã a acordar desesperada e espalhafatosamente com ele do que pelo boneco em si e dos berros estridentes que largava cá para fora.

IMG_20150411_232442.jpg

26
Jan12

A música do despertador

Carolina

Um dos meus dilemas do dia-a-dia é a música que irei usar para despertador.

Das duas, uma: ou uso uma música que não gosto, e arrisco-me a atirar com o telemóvel à parede num dia menos bom ou uso uma música que goste, e nos primeiros dias lá vou acordando bem-disposta, mas depois passo a não gostar da dita cuja (vá lá, quem é que pode adorar a música que o arranca da cama todos os santos dias?!).

Eu opto pela segunda opção, sacrificando uma música de quando em vez. Lá tem que ser. Dentro em breve mudo esta, que já me está a meter muito fastio.

 

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