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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

28
Fev13

Os pontos fracos

Carolina

Toda a gente tem pontos fracos, que acabam por se estender a várias áreas. As coisas nunca são totalmente isoladas, acabando por envolver outras pequenas partes do nosso ser.

Não me considero muito ingénua - acabo sempre por ver o outro lado da questão, um lado pior do floreado que as pessoas costumam ver: o facto de ser pessimista ajuda muito nisso. Mas, tal como todos, tenho aquele pontinho em que me tocam e que eu amoleço, deixando-me vulnerável - e aí, garanto-vos, fico ingénua como uma criança e caio sempre no mesmo erro, vezes sem conta.

A parte boa é que os pontos fracos, eventualmente, deixam de o ser de uma forma natural. E mesmo que não seja dessa forma, uma pessoa acaba por bater tantas vezes com a cabeça na parede que acabará por se aperceber que, se continuar, ela acabará por partir. É só uma questão de tempo [até nascerem outros].

24
Jan13

Os clichés e o seu fundo de verdade

Carolina

nickdrake:James Dean & Liv Tyler Times Square.

 

Temos a mania de ignorar os clichés porque, de facto, abusamos deles (e por isso mesmo se tornaram clichés). Mas isso tem uma causa: é porque, muitas vezes, têm um fundo de verdade. E, neste momento, ocorre-me um: "os pormenores marcam a diferença". Sim, tudo bem, já todos sabemos que os pormenores marcam a diferença, certo? Assim como sabemos tantas outras coisas às quais não ligamos puto até que chega o dia em que, ao reflectir, nos apercebemos do quão correctas elas estão.

Às vezes sabemos tantas porcariazinhas sobre a vida das pessoas que nos são próximas que nos parece tudo demasiado normal e inútil. Sabemos que usa sempre aquele relógio em ocasiões importantes; que só toma o pequeno-almoço em dias excepcionais; que chega a casa e descalça logo os sapatos. Enfim, pormenores. Mas são essas coisinhas pequeninas que depois, todas juntas, demonstram a atenção que dávamos; o quanto gostávamos mesmo sem notarmos - porque, na altura não, notávamos. Só notamos quando não os podemos ver mais, quando já não há mais pormenores a reter porque já não estamos presentes o suficiente para os podermos ver. E sabem porquê? "Porque só damos valor às coisas quando as perdemos".

21
Dez12

Há datas que ficam

Carolina

E nós, mulheres, lembramo-nos delas todas (deve estar nos genes, só pode). É os aniversários, é a data dos inícios de namoro (do primeiro, do segundo, do terceiro.....), é a data em que os conhecemos (aos namorados), é a data dos fins de namoro, é a data do casamento, é a data dos nascimentos dos filhos, enfim... São as que doem, as que nos continuam a sorrir, as que deixamos abandonadas para nosso próprio bem. As que ficam. Apesar de não passarem disso mesmo: datas.

 

06
Dez12

O fim das coisas

Carolina

"Can two people really be meant to be? MFEO. Soulmates. It would be nice if it's true. That we all have someone out there waiting for us. Us waiting for them. I'm just not sure I believe it.Maybe I do believe it, all this "meant to be" stuff. Why not believe it, really? Who doesn't want more romance in their life? Maybe it's just up to us to make it happen. To show up and be meant for each other. At least that way you'll find out for sure. If you're meant to be or not."


Grey's Anatomy

 

Foi num dos últimos livros que li que dizia que os melhores guerreiros eram os que sabiam quais as batalhas que não deviam travar. E essa frase ficou na minha cabeça, bailaindo, para que - ao fim deste tempo todo - pudesse reflectir nela.

Não sei até que ponto vale a pena não tentar e arriscar, quando queremos algo; não sei quando devemos admitir quando perdemos uma guerra, composta por demasiadas batalhas que não vale a pena continuar. Sei, sim, que não sou só eu que me debato com o fim das coisas. Nós, humanos, temos uma incapacidade crónica para não perceber o fim - entre elas, o fim da vida, que tentamos prolongar a todo o custo sem ver o impacto global que isso causará dentro de pouco tempo.

Nós não nascemos para sermos imortais, e tudo o que nasce connosco há-de morrer também. As pessoas. Os animais. As relações. Os espaços. A questão é quando estes não nos são roubados à força pela morte ou outra catástrofe - quando temos de ser nós a abrir mão das coisas que gostamos, talvez para nosso próprio bem (bem? qual bem? e a dor que advém desse bem?).

Vale mais uma cirurgia aberta ao peito, feita à força e à bruta, em que nos roubam parte de nós ou uma auto-exploração dolorosa em que deixamos fugir aquilo que em tempos quisemos manter mais cativo, debatendo-nos com a nossa própria consciência?

12
Nov12

*

Carolina

"Eu sei que algures, mais adiante na minha vida, hei-de encontrar quem esteja em casa à minha espera quando eu chegar. Sim, eu sei, está escrito, é sempre assim. Mas era agora que eu queria não sentir este vazio, não te sentir tão distante, tão longe do deserto. Queria só dar um sentido à nossa viagem. Já sei, já sei que nada dura para sempre - só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada lá atrás, não deixámos nada de nós os dois no deserto que atravessamos?"

 

No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares, p. 111

28
Out12

Dos dias assim

Carolina

Há dias em que deixamos, de alguma forma, de ser nós, e nos transformamos num imbróglio de pensamentos e emoções. O poder de reacção é o mesmo de sempre, a forma de agir é sim uma incógnita - a azia do pensamento é demasiada, o desespero o suficiente para os punhos estarem constantemente cerrados e a dor é de tal forma indefinida que os canais lacrimais secam.

A culpa não é de ninguém senão nossa, embora sejamos vítimas de nos próprios. Mas o que se revela uma gota no oceano para todos, sente-se como um tsunami em mim, levando-me os alicerces que sustentam tudo aquilo que pretendo transparecer. É uma perda de controle, da qual eu própria tento fugir - pensando, somente. Isolando-me, ouvindo o silêncio e não vendo nada mais do que as quatro paredes "do meu habitat natural": o meu quarto. É tudo o que desejo em dias assim, de uma letargia profunda. Só quero paz e sossego, enquanto desfaço o novelo que fiz de mim. Porque amanhã será melhor. E porque os corações também se cansam.

 

24
Mai12

Ain't no big secret

Carolina

Há coisas que mexem comigo. Dentro e fora: por incrível que pareça, a cor da minha cara muda, os olhos perdem brilho - ganham água - e o negro à volta deles sobressai.

Insultem as palavras, por favor. As palavras cortam e esfaqueiam. E causam graves hemorragias internas. Acabem com elas.

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