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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

10
Abr17

Fomos lá para fora... cá dentro 2#

Carolina

No segundo dia da nossa viagem pelo Alentejo começamos por dar uma volta pelo Castelo de Marvão (que mostrei no post anterior) e depois rumamos a Estremoz. Para mim tudo aquilo era novo, nunca tinha andado por aqueles lados e foi bom conhecer aquela paz e calmia. Mesmo nas estradas nacionais, onde andamos o dia todo, mal passava vivalma. Por um lado é triste, porque só mostra o despovoamento que se vive nestas zonas interiores, mas por outro proporciona uma paz que é raro encontrar.

Em Estremoz fomos almoçar à Pousada Rainha Santa Isabel, toda construída em mármore (que abunda por aqueles lados - nunca tinha visto tanta pedreira junta). A comida não foi famosa, mas o serviço era muito bom e o sítio muito bonito (apesar de estarmos totalmente sozinhos no restaurante). O interior da pousada é incrível, cheia de tapeçarias, móveis e objetos antigos que nos transportam para uma outra época.

 

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 A seguir fomos a Vila Viçosa. Adorei Marvão e foi, claro, a minha parte favorita da viagem - mas como momento singular, este foi o meu preferido. Adorei aquela vilinha. Ela já morava no meu subconsciente há muito, não sei onde ouvi falar dela - se em livros ou numa daquelas séries juvenis - mas desde sempre que achei que misturava a calmia com a história, e é mesmo verdade. Primeiro visitamos o palácio, que serviu de local de férias para muitos reis e onde D. Carlos passou a última noite da sua vida, antes do regicídio.

Pagam-se sete euros por entrada, mas vale muito a pena - o guia que nos acompanhou era uma autêntica peça e conhecia o palácio melhor do que as próprias mãos e satisfazia quaisquer curiosidades que o grupo tivesse (e por acaso tivemos sorte, porque toda a gente era muito interessada e ouvia com atenção). No palácio há imensas pinturas feitas por D. Carlos, que pintava lindamente; os quartos foram as únicas divisões mantidas intactas depois do palácio virar museu e é incrível pensar que ali já dormiram e viveram antigos reis de Portugal. Por fora, o palácio também é bonito e imponente. Não se podiam tirar fotos no interior mas eu tirei um par delas para vos poder mostrar aqui.

Para além dos imensos (e alguns enormes) quadros do nosso antigo Rei, que só por si já terão um grande valor, a visita ao palácio fez-me lembrar um pouco da minha "saga" pelos palácios de São Petersburgo. É claro que o grau de grandeza e riqueza não é o mesmo, mas à nossa escala, eu diria que este é um dos palácios mais bonitos e mais ricos que Portugal tem. Há imensas salas com paredes e tetos a seda, há tapetes de arraiolos gigantes (o maior do país está lá), têm também a maior coleção da Europa de tachos e panelas em cobre, uma enorme coleção de vários tipos de loiças, muitos frescos... enfim, é lindíssimo.

 

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Frente do Palácio

 

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À esquerda o teto da pequena sala onde as mulheres rezavam e à esquerda uma outra sala de que já não me recordo.

 

Depois de Vila Viçosa ainda parámos no Redondo, que não mereceu sequer uma paragem para fotografias. No dia seguinte começamos a viagem de regresso e fizemos a nossa primeira paragem no Castelo de Almourol, que também já andávamos para visitar há muito. O Castelo é todo envolto em água, numa pequena ilha do Rio Tejo, o que o faz parecer um autêntico local de princesas. Nós não o visitamos, por uma questão de tempo, paciência e logística (a água estava muito baixa e o barco que faz a passagem de um lado ao outro estava a parar num sítio que não o normal). Mas mesmo fora do Castelo, a vista é incrível.

 

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A nossa última paragem também foi num sítio onde já estávamos para ir há muito e que fomos sempre adiando: Conímbriga. Agora vejo que ainda bem que adiamos: acho que é preciso ter alguma maturidade para visitar este espaço, assim como alguns conhecimentos de história. Senão não passam de pedras iguais às outras. Como há muitas ruínas em mau estado, é preciso ter também alguma capacidade de imaginação para conseguir projetar como é que aquilo seria. Acho que não é fácil e não é para todos. As coisas estão parcamente explicadas e é fácil uma pessoa cansar-se de ver "pedras". 

Ainda assim, gostei bastante. Por vezes é tentador pensar que aquilo foi ali posto por uns construtores de meia tigela e que é impensável que aquilo tenha sido construído - ainda para mais de forma tão evoluída! - ainda antes de Cristo. É assoberbador, porque ainda que saibamos que "sempre" houve mundo antes de nós, nem sempre é fácil tangibiliza-lo: e pensar que houve pessoas que há mais de dois mil anos puseram ali aquelas pedras, construíram aquela muralha e que moraram ali... é esquisito e giro ao mesmo tempo.

O museu, infelizmente, é fraquinho. É pequeno, tem apenas duas salas, que estão recheadas de objetos encontrados nas escavações. Nada de "uau", nada de interativo ou cativante.

 

 

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Pavimento de uma das "casas"

 

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Os "repuxos", a parte mais gira e mais bem conservada das ruínas.

 

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E é isto! Foi só um fim-de-semana, mas soube por muito mais - e sempre serviu para riscar uma série de coisas da bucket list. Que mais venham!

 

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