Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

27
Fev17

A minha loucura por camas elásticas (ou o meu plano na próxima ida a Lisboa)

Carolina

Há cerca de dois anos escrevi aqui um texto, na rúbrica "Miúda de 95", que não vos dizia nada em particular mas que para mim guardava uma memória especial. Foi este, em que falava das "camas pinchonas" do Algarve, que não passavam de um conjunto de camas elásticas que existiam na rua da Oura, em Albufeira, e que eu frequentava todos os anos, quando era mais nova. Na altura não havia nada parecido, a não ser nos complexos de ginástica, e ter um espaço onde eu pudesse saltar livremente durante dez minutos era assim a melhor coisa do mundo para mim. 

Entretanto esse complexo de diversões acabou mas a coisa das "camas pinchonas" ficou para sempre no meu imaginário. Já não salto numa cama elástica há uns 14 anos, mas sempre que olho para elas teletransporto-me para esses momentos de pura felicidade e liberdade de quando era pequena. E quero sempre voltar a saltar, mas muitas vezes a altura não é certa e a entrada é só para crianças. A verdade é que, para além do ginásio onde andei em pequena, nunca mais voltei a ver camas como aquelas do Algarve - existem aqueles círculos elásticos, com rede à volta, mas não é a mesma coisa.

Até que há uns dias vi um artigo qualquer que falava de um espaço chamado Bounce, em Lisboa que é... um complexo de camas elásticas. Fui à loucura. A minha mãe estava ao lado e olhava-me como se eu fosse uma autêntica criança que descobriu uma taça cheia de guloseimas. No fundo, é tal e qual aquilo que havia no Algarve mas em ponto ainda maior; na Oura havia tipo dez camas, lá parece-me haver dezenas - e com obstáculos para saltar, cestos para "afundar" bolas, camas de diferentes tamanhos para fazer diferentes brincadeiras, um sítio especial para jogar ao "mata" e umas camas para saltar para o "vazio". Enfim, o paraíso.

Estive a fazer uma pesquisa e o preço de entrada, por uma hora, são 12€ (mais uma meias que é obrigatório comprar, que custam dois euros, mas que são reutilizáveis) - o que, comparado com o que pagava no Algarve, é uma autêntica pechincha (acho que pagava o mesmo por vinte minutos). Mas a verdade é esta: até podia ser mais, porque eu ia na mesma. Até tremo só de pensar na possibilidade de ir. Isto é tão parvo... mas é algo que queria há tanto, tanto tempo que achava que nunca mais ia sair do meu imaginário e da minha memória. É quase como aquela história dos bolos das avós: é quase impossível voltarmos a sentir aquele sabor, aquela sensação especial - mas há sempre aquela réstia de esperança.

Na minha próxima ida a Lisboa, o Bounce vai ter de fazer parte do itinerário. Acho que à partida vou ter medo, mas também não duvido que depois de acordada a criança que há em mim... ninguém me para. (Podemos ir já amanhã?!)

 

 

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Também estou aqui!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2017 Reading Challenge

Carolina has read 0 books toward her goal of 15 books.
hide

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

o