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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Jun16

Chávena de letras: "A verdade sobre o caso Harry Quebert"

Carolina

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 É difícil falar de livros de que gostamos tanto como eu gostei deste "A verdade sobre o caso Harry Quebert". Logo no início soube que ia gostar e que me iria marcar e acabei por meditar um pouco sobre o assunto: pensei nos meus livros preferidos e percebi que quase todos eles metem livros e escritores ao barulho, muitas vezes com mistério pelo meio. Esta obra tinha, por isso, à partida, todos os ingredientes necessários para ingressar a minha lista de elite.

E assim foi. Foram quase 700 páginas lidas de fio a pavio e, sempre que eu pensava que o livro não podia melhorar, as páginas seguintes contrariavam-me. Adorei a forma como a história é narrada (e acima de tudo a capacidade do autor de fazer flashbacks em cima de flashbacks e ainda assim ser tudo muito perceptível), adorei a escrita e, acima de tudo, adorei as personagens - Harry então roubou-me o coração, principalmente com as suas dicas de escritor, que vou apontar e guardar religiosamente.
Adoro esta forma "retorcida" de contar histórias, algo não linear e sempre em constante mudança. Imagino que seja preciso ter uma capacidade fora do normal para se construir assim uma história e nunca dar grandes pistas sobre o que vem a seguir, conseguindo deixar sempre o leitor de queixo caído a cada folhear de página.
Por isto (e por muito, muito mais) fiquei fã do Jöel Dicker e outro livro dele já está em fila de espera. Depois desta leitura e recente paixão, acredito que não vá ficar muito tempo à minha espera na estante.

27
Jun16

Em dia de São João nem tudo é festa

Carolina

O meu São João não foi feliz nem triste; foi simplesmente normal (e este "normal" inclui sempre o stress e o trabalho de quem organiza este tipo de festas todos os anos). Já lá vai o tempo da festança até altas horas da manhã, das guitarradas, dos saltos para a piscina à meia noite - e sim, estou velha e saudosista.
Mas, honestamente, o meu São João foi marcado por um "evento" ainda antes da festa começar. Tinha ido ao supermercado para fazer umas compras de ultima hora com a minha irmã e a minha sobrinha e, à vinda para casa, a minha irmã grita que estava um cão a ser atropelado no meio da rua. Eu não vi, estava fora do meu ângulo de visão, mas os gritos da dona faziam-se ouvir para todos aqueles que não fossem surdos.
Para que conste, a culpa não foi do condutor do carro, que pelos vistos nem se apercebeu do que tinha feito (só com o estado de choque da dona é que caiu em si): o cão estava sem trela num passeio pequeno e, provavelmente assustado com algo que veio do lado das casas, saltou para o meio da rua e foi atropelado. Independentemente das culpas, estas situações mexem comigo; pedi à minha irmã para parar o carro para ver no que podia ajudar. Fui ter com a dona, uma rapariga mais nova que eu que estava em estado de choque, num pranto sem fim. Tentei acalma-la e percebi que o cão, aterrorizado, fugiu dali (mesmo com a para da frente praticamente ao dependuro). Não me perguntem como nem porquê, mas larguei a dona e fui numa correria desenfreada atrás do cão - a minha irmã ia no carro, num pára arranca e dentro e fora, tentando acompanhar-me e ajudando-me a apanhar o bicho. Corri umas centenas de metros até conseguir apanha-lo, no meio da rua, mas felizmente numa zona menos movimentada. O cão, que não me conhecia e estava cheio de medo, quando viu que o prendi acabou por me morder - mas as forças que lhe restavam não eram muitas, pelo que cedeu, vendo que não o largava.
Entretanto a minha irmã voltou para trás, foi buscar a dona e esperamos pela mãe dela, que espero que tenha levado o bichinho ao veterinário. A pata da frente estava em mau estado, com osso de fora e carne demasiado exposta, mas estou em crer que mesmo amputado o cão vai conseguir ter uma vida feliz (porque, apesar de não estar eximiamente tratado e da falta de sangue frio da dona, via-se que ela gostava dele).
Cheguei a casa com as pernas a tremer como varas verdes (tanto da adrenalina como do sprint que fiz é que não consta das minhas abolisses normais) e os braços ensanguentados, mas com a sensação de dever cumprido e consciência tranquila. Pode não ter sido o melhor São João de todos os tempos, mas não há nada que pague a sensação de dormirmos de consciência limpa.

(E, por favor, não andem com cães na rua sem trela!)

26
Jun16

Chávena de letras - "Romance em Amesterdão"

Carolina

Romance em AmesterdãoRomance em Amesterdão by Tiago Rebelo
My rating: 2 of 5 stars

Não gostei deste livro e as razões são várias:
- Fui atraída pelo título, pensando que se trataria de um romance em Amesterdão (porque será?!) e só tenho 30 páginas de "romance" nesta cidade, sendo o resto da história passada em Lisboa;
- Essa mesma história podia ser descrita em meia-dúzia de páginas, de tão pobre que é em conteúdos verdadeiramente relevantes. Se imaginássemos este livro numa história de bonequinhos escritos num papel, eles limitavam-se a andar para trás e para a frente, numa indecisão constante - que teima em ser descrita - sem andarem um par de centímetro visíveis para a frente.
- Para além do mais, é uma história corriqueira: um amor antigo, uma família construída, uma separação e suas consequências.

Admito que o facto de ter lido este livro numa altura particularmente sensível me possa ter tornado a leitura menos prazerosa (e tornado esta review mais agressiva que o habitual), mas acho que nunca gostaria dele, independentemente do meu estado de espírito. Pode fazer-se uma leitura mais profunda das personagens, do quanto elas transmitem da (in)consciência humana e a verdade que este livro tem... mas não chegou até aqui.
A escrita de Tiago Rebelo, não sendo exímia, lê-se com facilidade, mas creio que tão cedo não volto a ler livros deste autor.

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25
Jun16

Chávena de letras - "Anexos"

Carolina

AnexosAnexos by Rainbow Rowell
My rating: 3 of 5 stars

Depois de ter devorado, amado e adorado (e tudo, e tudo e tudo!) o "Fangirl" desta autora, Rainbow Rowell desilude-me outra vez com este "Anexos".
É um livro que se lê rápido, muito em parte por metade dele ser uma troca de emails, e também porque a escrita desta autora é tudo menos difícil de ler e processar. Contudo, achei a personagem principal sensaborona, sem grandes traços de personalidade (sem ser uma totózice que, a mim, não me atrai). Às outras duas personagens do livro, que trocam emails entre si, também não consegui achar piada.
Para além da minha desconexão com todas as personagens, achei toda a história demasiado irreal - mesmo que as coisas funcionassem assim, penso que nunca teriam este final.
Dos três livros que já li de Rainbow Rowell, foi o que menos gostei.

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15
Jun16

Quando ir a um shopping? Em dia de jogo, claro!

Carolina

Hoje a minha mãe faz anos (já agora, parabéns à melhor mãe do mundo! <3) e perante a desorganização e deprimência total que tem sido a minha vida nas últimas semanas, ontem eram 21h e eu ainda não tinha uma prenda para ela. Saí do ginásio, jantei, tomei banho, fui buscar o meu carro à oficina e rumei ao NorteShopping (dizendo à minha mãe, no entanto, que ia tomar café - foi uma mentirinha piedosa, sim?). 

Já sabia que o shopping ia estar com pouca gente, mas nunca pensei vê-lo tão deserto. Sou menina para afirmar que nunca na minha vida (nem quando lá chego dez minutos depois de abrir) tinha visto o shopping assim, muito menos às 21.30h da noite. Uma paz e um sossego inacreditáveis, que fizeram desta visita rápida uma das melhores dos últimos tempos. Comprei tudo o que queria e ainda dei uma vista de olhos pelas montras, algo que há muitos meses que não fazia. 

Uma das coisas que trabalhar (ou estagiar) ajuda é a gastar muito menos dinheiro: como estamos no escritório não estamos a queimar dinheiro em shoppings ou lojas online. A verdade é que, para mim, o estágio foi não só uma experiência enriquecedora a nível pessoal como também a nível bancário - porque eu simplesmente não tinha tempo para gastar o dinheiro. Coincidiu também com o facto de me ter cansado um pouco de ver roupa e de estar sempre atrás de coisas giras - antes eu conhecia as coleções todas da maioria das lojas; passava-as a pente fino nos sites e depois ia na rua catalogando os conjuntos de quem passava por mim. É claro que, ao mesmo tempo, ia comprando. Agora não vejo as coleções, nem online nem em loja - e, confesso, tenho-me desfeito de grande parte do meu roupeiro com grande vontade e tem sido a minha mãe a comprar roupa para mim para conseguir ir compensado aquilo que vai saindo (como se tivesse 5 anos, eu sei - mas sabe tão bem!). 

O ambiente dos shoppings agora satura-me um pouco, por isso mesmo em dias em que me apetece comprar coisas acabo por me fartar com muita facilidade. Mas ontem, com tanto espaço e tão bom ar para respirar, foi como se tivesse as lojas todas só para mim (e isso refletiu-se na quantidade de sacos que trazia na mão!).

Quando é que é mesmo o próximo jogo de Portugal? Acho que já tenho planos.

14
Jun16

O tempo certo para tudo

Carolina

Tenho o meu cérebro em curto-circuito. Tudo o que consigo pensar é no meu relatório de estágio e tudo o que eu não quero pensar é no meu relatório de estágio (percebem?). Não me consigo concentrar, não consigo estruturar as coisas na minha cabeça, não consigo escrever sobre aqueles três meses que foram tão bons para mim mas que parecem péssimos aquando passados para o papel. E a teoria? Ter de escrever sobre tudo o que já escrevi vinte e seis mil vezes e ter de o relacionar com tudo, outra vez!, está a endoidecer-me.

Lembro-me que no secundário e no início da faculdade, apesar de nunca ter gostado de marrar e de ter de trabalhar em teoria, o fazia com alguma facilidade. Sinto que estes anos me têm desgastado e que a minha capacidade de estudar e trabalhar profundamente tem diminuído a olhos vistos, acho que muito por culpa do cansaço e do remoer de matérias. Já nada é novo, já nada é interessante e estou sinceramente feliz por esta parte da minha vida estar na reta final. Sinto que, neste momento, estou a gastar os últimos cartuchos - e já estou a suar tanto para os tirar que o meu cérebro só não fumega porque não pode.

Estou morta por acabar isto e por entregar o relatório na próxima segunda-feira; quero aproveitar também para fazer um trabalho que tenho de entregar em Setembro, a par de um exame que ficou por fazer no semestre anterior. No fundo, fechar este capítulo e começar um novo, que sei que vai ter as seus obstáculos mas que me vai preencher e dar outra visão da vida. Mais tarde, daqui a um par de anos, planeio voltar à faculdade - e nessa altura, como as saudades já vão apertar e tudo este cansaço já vai estar superado, tenho a certeza que vai saber muito melhor.

Agora é dar corda aos dedos e tentar pensar direito. Segunda tenho de entregar isto. #respiraenãopira

 

Me studying for quarterly exams ~

13
Jun16

Os dramas da balança

Carolina

Mentiria se dissesse que tenho uma boa relação com o meu corpo. Há momentos melhores - que normalmente são os que gosto de assinalar - mas a maioria do tempo é passado com um desconforto total em relação ao corpinho que me calhou na rifa. Se me perguntassem, acho que conseguiria encontrar um defeito em cada pedaço de mim - e se há momentos em que isso me leva a querer contrariar essas características, há outros em que me sinto completamente derrotada por aquilo que sou (e tenho).

Não tenho por costume pesar-me e deixo avaliações para o espelho e os meus próprios olhos - e a verdade é que me assusta ver o quão impreciso este "método" é. É provável que, depois de uma refeição em que até nem comi muito mas terminei com uma sobremesa, me olhe ao espelho e ache que estou gordíssima e com as calças a arrebentar pelas costuras - assim como é provável que, depois de um dia em que comi fruta sempre que me deu a fome, pareça espetacularmente esbelta (nem tanto, mas vocês percebem o que estou a dizer). E eu sei que é tudo psicológico, que dez minutos depois de ter comido uma fatia de um bolo qualquer a gordura ainda não pode estar lá - mas há alguma coisa no meu cérebro que, através do espelho, me manda a informação contrária.

Não ajuda ser eu ser uma sedentária e uma doceira por excelência. Combato as duas coisas, mas a luta é diária - porque eu continuo a achar que as características que vêm no nosso "disco rígido" nunca se apagam, apenas se suavizam. A minha jornada em relação aos ginásio já é conhecida e penso que com a comida também - relativamente há três anos atrás, por exemplo, estou incomparavelmente melhor do que estava. Mas nunca é algo constante: a minha vontade de fazer asneiras relativamente à comida e a minha vontade de ir ao ginásio estão intimamente relacionadas com tudo o resto na minha vida, o meu estado de humor, o meu stresse. Quando estou em alta, está tudo óptimo e a tendência é para crescer; quando não estou, tudo piora e volto à casa de partida (e já acho que estou uma baleia novamente).

Infelizmente o nosso cérebro faz questão de se esquecer de algumas coisas recorrentemente ao longo da vida. No meu caso, por exemplo, esquece-se que a época de férias passada em casa é sempre do pior que pode haver; há quem diga que as mulheres também se esquecem das dores de parto, por exemplo, porque senão a raça humana extinguia-se com tanta lembrança dolorosa. E, claro, eu também me esqueço naturalmente do quão bom é ir ao ginásio e comer direito. É óptimo depois e na altura em que se faz, mas a partir do momento em que se cria uma rotura... é um filme para voltar.

Todos estes dramas relativamente à imagem corporal (de que decidi sempre não partilhar muito) fazem parte de mim durante todo o ano, mas agudizam-se na altura do verão. No inverno dá para andar tapada da cabeça aos pés - e vestida é que eu estou bem! -, mas no verão as peças reduzem drasticamente de tamanho. Aprendi a aceitar isso (e a mim mesma, na medida do possível) e uso um bocadinho de tudo: desde calções a vestidos, camisolas cai-cai a t-shirts, bikinis a fatos de banho - mas confesso que não me sinto a pessoa mais confortável do mundo.

A pouco menos de duas semanas de ir para o Algarve - onde o "dresscode" é praticamente bikini o dia todo - decidi pesar-me. Não foi boa ideia. Estando numa fase mais down, em que o ginásio tem ficado de lado (a alimentação está bem - até na minha coca-cola semanal cortei!), vieram a mim todos os sentimentos de culpa e recriminação por não ter feito mais para me sentir bem durante mais uma época de praia. O pior é o sentimento de disco riscado, por sentir que isto se repete de ano para ano. E é uma merda.

13
Jun16

Depilação a laser 3#

Carolina

Já passou mais de ano e meio desde que comecei a fazer o laser alexadrite. Sei que não têm perguntado (até porque se estivesse à espera de perguntas para fazer posts escrevia só muito de vez em quando), mas eu digo na mesma como a experiência está a correr.

De uma forma rápida e prática: muito bem. O único senão é, de facto, o preço. Como já disse em posts anteriores sobre este assunto, estou a fazer isto na Ultimate Laser (que conheci através do blogue da Maçã de Eva) e, a nível de prestação de serviços e de resultados, estou muito contente. Há uns dias fiz, se não estou em erro, a minha quinta ou sexta sessão e a verdade é que já nem sei o que é preocupar-me com pêlos. Passei quase 9 meses sem lá pôr os pés (numa altura em que não era suposto), uma vez que desmarquei uma marcação na altura do Natal e depois, com a operação, a coisa passou-me e só lá fui por estes dias; ainda assim, e tendo alguns pêlos em algumas zonas da perna, as mudanças são brutais - e aqueles que existem, verdade seja dita, são tão finos que mal se dá por eles. Posto isto, estou muito contente.

O único descontentamento é, como disse, o dinheiro que lá deixo ficar - de cada vez que lá vou quase me apetece chorar (e não é de dor). As pessoas com quem falo e que também fazem alexandrite dizem-me quase sempre que pagam muito menos do que eu - e, como é óbvio, eu fico doente (quem é que gosta de pagar mais?). Acabo por fazer perguntas, tentar perceber se é mesmo alexandrite - mas a verdade é que não sou entendida do assunto para ter a certeza de que se trata do mesmo tratamento. E apesar de não gostar daquilo que pago e de me dizerem que há mais barato, toda a gente sabe que o que não falta neste tipo de negócios são trafulhices e gente que não percebe nada do assunto; para além de ser chato passar a vida a mudar de esteticista (eu já mudei vezes demais para o meu gosto, aliás), trocar para um local mais barato não me transmite grande confiança. Não se trata de uma depilação normal e as queimaduras e os danos que podem ser causados na pele não são brincadeira. Ando por isso a recolher experiências para saber onde vou da próxima vez que fizer uma sessão: se onde fui até agora ou se experimento um local novo. 

Ainda assim, como balanço e a nível de resultados, não podia estar mais feliz. Aconselho a toda a gente que tenha possibilidades para tal porque, a longo prazo, compensa muito.

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