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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Abr16

Um desabafo: a semana académica

Carolina

Esta é a minha última semana académica enquanto estudante (pelo menos deste curso). Já fui buscar a minha camisola, com um doloroso bordado de "finalista" na parte detrás - e os sentimentos em relação a isto são mistos e paradoxais; é a saudade e o alívio, a tristeza e a alegria. 

Já há dois anos que digo "não" a todos os meus amigos e colegas que tentam arrastar-me para todos os rituais académicos praticados durante esta semana. Mas este ano - precisamente por ter "finalista" bordado na camisola - os incentivos foram maiores que nunca e vieram de todas as frentes. Para ir à queima, para ir à missa, para ir à serenata, para ir ao cortejo. Durante dois anos resisti a tudo, com todos os argumentos que tinha na manga e que, para mim, eram mais do que suficientes para não marcar presença. Mas este ano toda a gente parece querer dar-me o pack de finalista completo, com tudo o que tenho direito - mesmo que isso vá contra tudo o que sempre tenha dito até aqui.

E eu confesso: sinto-me frágil o suficiente para ceder à cadeia dos "não's" que tenho vindo a utilizar até aqui. As razões que vivem em mim para negar tudo o que tenho vindo a negar continuam mais do que válidas, mas também sinto que os outros acabam por desistir de mim por causa disso - e eu não os posso condenar. É chato estar sempre a convidar alguém para algo e essa pessoa estar continuamente a rejeitar. E também sei que quando me dizem que querem que eu tenha "uma experiência universitária completa" (a coisa que mais tenho ouvido na última semana), o dizem de coração e com a maior das boas vontades - só se esquecendo que é precisamente contra a minha vontade, contra aquilo que sou, contra aquilo em que acredito.

Ainda assim e por toda a avalanche de mensagens que recebi sobre isto, este ano abri a brecha para deixar entrar novas experiências e para poder dizer a todos: "pronto, eu fui!". Vou o cortejo por minha vontade, algo que já tinha prometido o ano passado, mas nunca me passou pela cabeça ponderar sequer ir à Queima das Fitas. E a verdade é que, por estes dias, tenho pensado nisso - por ser o meu ano de finalista e nunca ter posto lá os pés (e não tencionar voltar), por ter tanta gente a dizer-me para ir e viver a experiência, por (surpreendentemente) quererem a minha companhia e porque, de facto, já me sinto mal por despejar tantos "não's" por tantas aldeias. Ainda não me decidi, com todos estes prós e contras a puxarem por mim em sentidos opostos, e porque sei que - no fundo - farei isso pelos outros e não por mim; porque sei que, na noite em que for, vou chegar a casa doente e revoltada com o que vi, triste por não ter conseguido viver o momento como os outros que me rodeiam e por me sentir permanentemente um estorvo chato para os que me acompanham, que não sabe desfrutar este tipo de momentos na sua plenitude. Este ano é a queima, mas noutros anos - em que as minhas convicções e crenças não eram tão fortes e eu cedia com mais facilidade - foi outra coisa qualquer: e o resultado era sempre, sempre o mesmo. Até ao dia em que decidi que não valia a pena tentar mais. 

Mas tendo em conta que abri a possibilidade, cada um me vai dando os seus pareceres e opiniões. Quem me conhece diz-me para ir com amigos, com quem confio e que partilhem um pouco da minha mentalidade - mas o que as pessoas em geral não parecem perceber é que eu não gosto de todo o ambiente criado à volta deste tipo de eventos, em que a "diversão" não é sequer a palavra de ordem: é o álcool, são as drogas, é a degradação em estado puro. Tudo meios para atingir um fim que eu não entendo mas que me vejo obrigada a respeitar - e sou muito mais feliz desde que, a partir de há uns meses para cá, "deitei a toalha ao chão" e desisti de "evangelizar" as pessoas neste sentido. Hoje em dia não me pronuncio sobre o culto do álcool e das drogas, até porque a maioria das pessoas com quem me dou sabem a minha posição - e, neste momento, só peço que me respeitem a mim como eu tento fazer com os outros.

Hoje, quando levei a minha novíssima camisola de curso para o escritório e as minhas colegas se aperceberam que era para esta semana académica, começaram logo a divagar sobre os "bons tempos" em que se perdiam entre shots naquelas barraquinhas. Vi-me obrigada a dizer que nunca tinha ido à queima e que, ainda para mais, não bebia álcool. Senti, nos olhares de algumas delas, algum julgamento (para além da óbvia surpresa) - como quem diz "olha mais uma mosquinha morta". Para mim, foi como pôr álcool em cima de uma ferida que já há algum tempo estava esquecida.

Faço-me rodear de tão pouca gente que todos eles acabam por saber a minha posição em relação a tudo isto; sabem que não vale a pena explicar, que não vale a pena tentar demover-me e, acima de tudo, que tudo isto é movido por razões pessoais suficientemente poderosas e dolorosas para as minhas convicções nunca se deixarem abater. E hoje, explicar tudo de novo - por superficial que essa explicação tenha sido - para pessoas que ainda me conhecem mal, mexeu realmente comigo. É fácil conquistar as pessoas quando se é "fixe", quando se tem comportamentos que estão na moda e são comuns e aceites; seria muito melhor eu dizer que me ia embebedar na queima e que tinha comprado o passe semanal e fazer com que todas elas me mostrassem e contassem os seus momentos loucos dos seus "bons velhos anos". Mas não. Eu sou a conservadora, a chata, a "idosa" daquele escritório, que em vez de beber mais álcool numa semana do que elas bebem num mês, bebeu menos álcool na vida inteira do que elas bebem numa semana. Nesta faceta, sou uma "mosquinha morta". E nestes dias, em que olham para mim só por este meu lado conservador, dói-me particularmente a alma. Porque eu sou muito mais que tudo isto.

29
Abr16

Chávena de letras - "Fantastic Beasts & Where to Find Them"

Carolina

fantastic_beasts_and_where_to_find_them_2009_cover

 Este livro foi uma autêntica desilusão para mim. Li-o porque me apercebi que ia sair um filme inspirado nele e não queria ir ao cinema sem ter a base literária. Só que ninguém me avisou que este livro - que, para quem não sabe, se trata quase de uma mini-enciclopédia - nunca se poderia converter num filme, porque não tem qualquer tipo de conteúdo ou narrativa capaz de sustentar uma película para a grande tela.

Percebo a intenção de manter a chama destas aventuras viva (e a angariação de fundos para uma associação), mas não acho que esta obra acrescente o que quer que seja aos maravilhosos livros do Harry Potter. Não passam de descrições de criaturas, muitas vezes (e na minha opinião) mal elaboradas; para ir com esta ideia para a frente e fazê-la bem, faltam mais histórias, mais relações com as personagens que nos são conhecidas e até mais imagens ilustrativas sobre as "bestas" que estamos a descobrir.
Safa-se o prefácio "escrito" por Dumbledore, com graça e muito à semelhança de um prefácio real, e os "apontamentos" do Harry e do Ron ao longo do livro (pelo menos nesta edição) que o tornam minimamente especial e que só pecam por serem poucos.

 

(lido em inglês)

28
Abr16

Como eu adoro ir à feira (ou a prova de como vive uma velhota dentro de mim)

Carolina

Chamem-ma velha (eu sou, aliás, a primeira pessoa a afirmar que vive uma idosa dentro de mim - e que está presente 90% do meu dia), mas se há coisa que eu adoro fazer é ir à feira comprar frutas e legumes. E se estão a pensar "oh, isso não faz de ti uma velha!", atentem ao que vou dizer a seguir: até tenho um carrinho, daqueles de duas rodas, para transportar as coisas. Em minha defesa o carrinho é super giro, comprado na Tiger, às riscas azuis e brancas - ainda assim, não deixa de ser um carrinho. (Eu avisei que era velha...)
Adoro a simpatia das pessoas, o facto de serem genuínas, de não estarem produzidas, de dizerem tudo da boca para fora. Para além da qualidade dos produtos ser, normalmente, muito superior e o preço mais em conta, adoro acima de tudo as ligações que se criam. Não somos só mais um na caixa de supermercado, a bater o pé com pressa de ir embora para o próximo afazer; somos a freguesa que gosta de melancia, a freguesa que não se importa de arredondar as contas e a que vai lá mesmo quando está a chover a potes. Sei que posso confiar quando me dizem que há ameixas de comer e chorar por mais ou, pelo contrário, me torcem o nariz quando peço algo que não está assim tão bom. Em troca elas sabem que, todas as semanas, mais cedo ou mais tarde, eu acabo por lá passar - e tratam-me sempre com a mesma simpatia e boa disposição de sempre, como se estivessem a angariar mais uma freguesa pela primeira vez.
Por causa do trabalho, agora só lá passo antes de seguir para o escritório ou à hora de almoço. A semana passada trouxe nada mais nada menos do que 13kgs de fruta, sendo que a maioria deles eram melancia. O ritual é sempre o mesmo: eu pergunto se a melancia está boa, eles dizem que sim, perguntam se eu quero experimentar e eu, que não me faço de rogada, respondo afirmativamente. Normalmente, e como a fruta é deliciosa, é logo a primeira que me dão a provar. A semana passada, por azar, a primeira não sabia a nada... E fui experimentando uma, depois outra, e a seguir outra, e ainda mais outra só para tirar as teimas. Cheguei ao fim com uma melancia inteira no saco e, como se isso não bastasse, a barriga cheia. É ou não é maravilhoso?

27
Abr16

Review da semana 8#

Carolina

Magnum Double Manteiga de Amendoim

 

Há uns tempos vi uma notícia no facebook que dizia que a Magnum ia lançar uns novos gelados, um deles com manteiga de amendoim. Fui logo ler o artigo, já de olhos em bico e a salivar pelos dias quentes para poder experimentar.
E este fim-de-semana foi o dia! Aproveitei o calor para escolher o gelado mais recente do cartaz - coisa que faço pouco, porque como sempre os mesmos e sempre os mais simples. O Magnum Double Manteiga de Amendoim é um gelado pequenino mas sinceramente delicioso - a camada de dentro é de baunilha, como costuma ser, a camada intermédia é de manteiga de amendoim - suficientemente grossa para ser bem perceptível - e a de fora é o típico chocolate Magnum, crocante e um tanto ao quanto forte, mas que fica suavizado em contacto com as restantes camadas. Suponho que, em termos de estrutura, se assemelhe ao Double Caramel - mas, sinceramente, nunca experimentei.
Para escrever este post caí no erro de ir ver as informações nutricionais e, acreditem, não é bom. O gelado é pequeno mas uma autêntica bombinha calórica. Mas ainda assim, e porque a vida não se mede em calorias e o verão tem de ter gelados à mistura, aconselho vivamente esta nova aquisição àqueles que são apreciadores de manteiga de amendoim. Espero que, ao contrário de outros gelados da Olá, este fique na carta durante muitos e bons anos.

 

Desperta o Teu Lado Selvagem.png

 

 

26
Abr16

E não é que vou mesmo ao cortejo?

Carolina

Daqui a uma semana vou ao cortejo. Apesar de sempre ter ignorado todos os rituais universitários, decidi o ano passado (como partilhei aqui) que, no meu ano de finalista, iria cartolar e desfilar pelos Aliados. 

Este ano a prenda de aniversário do meu irmão foi especial também por isso: sabendo das minhas intenções, ofereceu-me o pack todo para poder ir. A cartola, a bengala, a roseta (será?) e a pasta com as fitas - tudo comprado no sítio onde a minha cunhada (que, para que conste, é como uma irmã para mim) comprou as coisas dela, quando acabou o curso. Quando vi a panóplia de coisas fiquei mesmo feliz e comecei logo a distribuir fitas - um inferno para toda a gente, já sei, mas que é um pormenor importante para mim. De todos os rituais e tradições que possam existir, aquela que envolve escrita tinha de ser a minha favorita - e é bom, de vez em quando, ter pessoas a escrever para mim; a situação normal é a inversa, comigo sempre a escrever sobre (e para) as pessoas, pelo que é agradável ler algo escrito propositadamente par mim. Sei que não vou ter muitas, porque é sabido que não tenho muitas pessoas a quem as entregar, mas sei que a família e os meus amigos mais próximos vão estar lá pelo meio. E confesso que já tenho vertido umas lágrimas com as coisas que tenho lido.

Decidi fechar este ciclo com uma festa e uma celebração diferente para mim, precisamente para festejar a minha "sobrevivência" a estes três anos de faculdade. Combinei esta ida com o grupo que mais me acompanhou nesta jornada, os poucos a quem posso chamar amigos, mas espero juntar-me a todos os outros que - de forma mais ou menos presente - fizeram parte dela. Não vou ser hipócrita - a faculdade não foi, para mim, pêra doce nem foi algo que me proporcionasse, diariamente, particular prazer; mas estou agradecida por tudo o que me deu, pelas pessoas que conheci, pela experiência de vida que me concedeu e por todas as coisas que vivi - sendo o Fora da Caixa a melhor coisa que me calhou na rifa, como toda a gente sabe.

Quero chorar o fim - tanto de tristeza como de alegria. Quero uma folga do estágio para estar com aqueles que, nestes dois anos e meio, fizeram parte de todos os meus dias. Vai ser bom.

25
Abr16

Chávena de letras - "Eversea"

Carolina

eversea.jpg

Gostei muito deste livro, bem ao estilo de romance adolescente. Para mim, este tipo de livros são perfeitos para desbloquear a leitura e para relaxar - e, claro, para ir sonhando um bocadinho. A escrita de Natasha Boyd é muito cativante e prende o leitor do principio ao fim, com uma linguagem fluída mas não "barata". Embora tudo se perceba perfeitamente, aprendi uma série de palavras novas e expressões que não conhecia - o que já fez esta leitura valer a pena.

Embora no início seja referido que tudo isto é pura ficção e que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, ninguém me convence de esta história não tem por base a traição de Kristen Stewart a Robert Pattinson. Podia ser só mesmo o início (Jack Eversea, super-estrela de Hollywood de uma sequela super conhecida, viaja para poder espairecer as ideias depois da sua namorada o ter traído com o realizador do seu último filme), mas há outros pormenores que, para quem conhece a história a fundo, se assemelham com aquilo que se passou em 2012 (como o statement libertado por Stewart/namorada de Jack Eversea) e etc. E esse pormenor fez com que o livro, para mim, tivesse menos valor - porque embora tudo o resto seja ficção, há toda uma base que ajuda muito à construção da história e que, infelizmente, é muito óbvia (para quem está por dentro do assunto).
Tudo isto não retirou o meu entusiasmo na história nem o meu envolvimento com as personagens. A sequela e os outros livros com base nestas personagens que já estão encomendados e a caminho de minha casa são a prova disso. Pelo que vi, a história tem todos os ingredientes necessários para ser lida (ou devorada?) de fio a pavio. Estou ansiosa por ler mais.

 

(lido em inglês)

24
Abr16

Here comes the sun

Carolina

Na altura da mudança da hora, um post ficou aqui por escrever (tal como, literalmente, dezenas deles...). Seria qualquer coisa assim, numa versão mais completa:

 

Ainda sobre o mudar da hora:

A toalha já está na mala do carro e o livro no lugar do passageiro, em forma de esperança de uns fins-de-tarde na praia, logo após o trabalho.

 

Não escrevi o post, mas a toalha foi mesmo para a mala do carro e o livro também anda comigo. E na sexta-feira - um dia já demasiado longínquo daquele em que mudou a hora - pude finalmente fazer uso deles. Saí um bocadinho mais cedo do estágio e atirei com as minhas tralhas todas para a mala do carro- só veio comigo o telemóvel e as chaves do carro, a par da toalha e o livro. E lá fui eu, para o meu primeiro dia de praia do ano. Tirei as sapatilhas, subi as calças até ao joelho, escolhi o meu spot e estendi a toalha. Por ali fiquei uma hora e meia, entre algumas fotografias para registar o momento, leitura quanto baste e, claro, uma constante apreciação da melhor coisa que há nesta Terra: o mar. (E, já agora, das centenas de surfistas que por lá andavam). Foi só a melhor hora e meia do meu dia. Quiçá da minha semana.

Agora já sei: vou juntar um fato de banho ao meu pack de praia. Para a próxima já não vou de calças de ganga.

 

image.jpeg

22
Abr16

Loner

Carolina

Há uns tempos apercebi-me de que dá para entender bem qual o tipo de uma pessoa através do seu instagram. Popular, nerd, o que acha que tem piada, o que acha que é artístico. A verdade é que a maioria das fotos segue um padrão, há quase sempre um denominador comum. Fiz o trabalho inverso e, em vez de "avaliar" as contas dos outros, avaliei a minha. Tentei ver-me de fora. E o que vi foram algumas fotos minhas, muitas fotos de livros, de paisagens e dos meus cães. O que há menos no meu instagram são pessoas e eu acho que, independentemente daquilo que é transmitido nas redes socias (e há muita mentira, muitos cenários montados, muito floreado), isso diz muito sobre mim. De facto, o que há menos na minha vida são pessoas.

(E no dia em que eu consiga escrever sobre isso, sobre essa minha relação paradoxal com a minha própria forma de ser no que diz respeito à relação que tenho com as outras pessoas, vou sentir-me realizada. Creio, no entanto, que esse dia nunca vai chegar. Para escrever sobre o assunto, era preciso que eu me percebesse, por inteiro, primeiro).

21
Abr16

Entretanto...

Carolina

Comecei a ler mais a sério o "Eversea" (de que falei aqui) e, lamento, mas não consigo parar. Amanhã, quando tiver acabado de engolir o livro ao aproveitar cada segundo que tenho disponível, talvez possa escrever algo de jeito. Até lá!

 

(sou só eu que, quando entro no enredo de um livro, me sinto quase sem respirar enquanto não o acabo? e que estou sempre ANSIOSA por chegar a casa para poder finalmente pegar nele? eu diria que isto tem algo de loucura aqui misturado.)

 

livro.jpg

 

20
Abr16

Então e o ginásio, como vai?

Carolina

Vai, finalmente, no caminho certo. O início custou muito - em grande parte porque há muitos dias em que não me sinto bem de saúde. Nos primeiros tempos foi o cansaço natural dos primeiros tempos de trabalho, mas depois o cansaço e o mau estar continuavam; hoje acho que é um mistura de ansiedade (que, sabe-se lá porquê, tomou conta do meu corpo de forma indecente) e da síndrome vertiginosa que me foi recentemente diagnosticada, depois de eu não me ter conseguido levantar durante uma manhã inteira com tonturas medonhas - e que está a melhorar e a ser tratada. Pelo pouco que ainda li sobre o assunto, a síndrome pode dar-me todos os sintomas que eu, de facto, tinha: mau estar, náuseas, cansaço extremo. Quando este fim-de-semana aliviei a medicação, os sintomas recomeçaram a aparecer - por isso, para já, é para manter e não abusar nas voltinhas e nos movimentos bruscos.

Mesmo nos dias piores tenho feito um esforço para ir ao ginásio - regra geral, venho mais relaxada depois de ter feito uma aula. O plano é fazer quatro aulas semanais, duas de pilates e duas de zumba. Apesar de me ter custado a ir, estou a adorar as aulas de pilates - gosto imenso da professora e, no fim daqueles 45 minutos, sinto-me quase hipnotizada de tão relaxada que fico. No dia seguinte os músculos doem todos, mas naquela hora a seguir à aula... é quase paradisíaco.

Há dias que correm muito bem e que vivo aquilo intensamente e sinto-me impecável e outros que nem tanto. Na última aula de pilates dei um puxão do lado direito das costas que quase me levou às lágrimas; a dor vinha desde o lado direito das costelas até à mão, que nem sequer conseguia fechar. Mais uma estreia: uma massagem em plena aula, que foi o que me safou. Segundo a professora, libertei um ponto de tensão (um dos milhares que devo ter) que se irradiou pelo corpo... e não foi bom. Fiz o resto da aula já um tanto ao quanto tonta e pálida - mas sem desistir.

Quanto à ideia de ir às máquinas... ainda não consegui chegar lá. As minhas inseguranças, o medo do ridículo e o facto de não confiar na minha forma física para pegar sequer em quatro sacos de arroz não tornam fácil atingir este objetivo. Sempre detestei a zona das máquinas - e imaginar-me naquele ambiente, com aquelas pessoas... não é fácil para mim. Mas também ainda não desisti. Espero um dia destes ganhar coragem, fechar os olhos, pedir ajuda e quebrar esta barreira de uma vez por todas.

O ginásio é daquelas coisas que nos cansa tanto como nos liberta; que nos faz sentir tão cansados quanto vivos. E que custa mesmo muito a começar mas que depois não conseguimos perceber como é que conseguimos sequer parar. Tenho para mim que suar ali as estopinhas é melhor que ir ao psicológo. A mim, pelo menos, faz milagres. 

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