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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Nov15

10 anos depois do Twilight

Carolina

Alerta, alerta, já saiu a reportagem no JN sobre os 10 anos do twilight, que vos tinha falado aqui! É uma coisa curtinha de dois minutos e pouco. No fundo, representa um vigésimo de tudo o que disse, mas suponho que existissem algumas restrições ao nível do tempo que tinham de ser cumpridas. Por ser tão curto e por alguma falta de contexto, confesso que não era bem aquilo que estava à espera. Mas, ainda assim, acho que ficou engraçado.

A reportagem foi filmada em minha casa, com as minhas (dezenas) de coisas, que podem ver nos planos de corte. Todas aquelas revistas e livros em que estou a pegar foram coisas que fui adquirindo ao longo dos anos - algumas custaram-me pequenas fortunas, mas eu gostava daquilo de coração. Foi bom voltar a ver tudo outra vez, folhear todos aqueles papéis que me dizem tanto. 

Também foi muito agradável rever a Adriana, que conheço há seis anos por causa da saga e com quem cheguei a sair algumas vezes. Foi um dos contactos que perdi mas que, por causa da reportagem, voltei a reencontrar - e foi muito giro ver a evolução de cada uma de nós, aquilo que tínhamos escolhido para o nosso futuro e as nossas expectativas para o que há-de vir, tendo em conta que ainda nem sequer estávamos no secundário quando nos conhecemos.

Acho que, como tudo o que é relacionado com este tema, é mais uma recordação para a vida. Com tudo o que eu e a Adriana dissemos e contamos, havia informação suficiente para dez minutos de reportagem, mas desconfio que fosse um bocadinho exagerado demais. Só tenho pena que tenha ficado tanto por dizer. Ainda assim, espero que a imagem que passe seja a correta (e positiva, claro!) e que não me achem uma doida varrida louquinha por vampiros.

Cliquem na imagem abaixo para ver.

 

rep.png

 

28
Nov15

Então e como vai o curso de fotografia?

Carolina

Vai óptimo! Acho que foi a melhor coisa que fiz este semestre e que me tem entusiasmado mais: que me arranca do sofá, que me leva a fazer coisas com vontade de as fazer e sempre com ânsia de aprender mais. Tem sido uma jornada incrível, onde as doses de conhecimento que nos são passadas, de semana a semana, são brutais; no início são aulas cansativas, onde quase todas as palavras são para arquivar no cérebro com o rótulo de "importante", o que nos confunde muito no início. Mas depois, com o treino, vale muito a pena.
Ao longo destes dois meses tenho-me apercebido como a minha ligação com a fotografia é ainda mais profunda do que eu achava que era. Lembrei-me que tenho, em casa, uma divisão criada de propósito para ser um laboratório fotográfico, onde o meu irmão revelava as fotos e fazia experiências; recordo-me de o ver mergulhar o papel fotográfico naqueles líquidos e depois o colocar a secar numa corda, preso por uma mola, tudo isto mergulhado num ambiente vermelho proporcionado por aquelas luzes características. Também o meu pai me tem feito apaixonar ainda mais por este mundo: nas últimas semanas tem-me mostrado tesouros que tem guardados há dezenas de anos, como objetivas e outro material fotográfico que nunca tinha visto na vida mas que, pela estima que ele lhe tem, está como novo e proporciona fotografias espetaculares. No fundo (agora vejo) este amor é quase genético!
Acima de tudo, agora apercebo-me de todo um mundo de capacidades que a minha máquina fotográfica tem e que eu - como 95% das pessoas - não sabia tirar proveito. Já não tiro fotos em modo automático nem com auxílio de flash. E se antes já era a chata que passava as festas e os bons momentos com a máquina fotográfica na não, garanto-vos que agora ainda sou pior: por um lado porque gosto ainda mais de fotografar e por outro por demorar muito mais tempo a tirar qualquer fotografia. A verdade é que isto, pelo menos nos primeiros tempos (espero melhorar no futuro, embora o meu pai diga que quase tende a piorar porque vamos sempre exigindo mais e melhor de nós próprios), é bastante complicado. São muitos conceitos para relacionar, muitos botões novos para aprender a mexer, com a dificuldade de termos de conciliar com aquilo que queremos da nossa fotografia. Os primeiros dias foram muito frustrantes, porque todas as fotos que fazia saíam completamente ao lado do pretendido; depois, com treino, tempo e mais conhecimentos, fui ficando mais confortável e confiante, sendo que a prova de fogo foi em Genebra, onde consegui tirar meia dúzia de fotos magníficas aos meus pais em locais de muito pouca luz e com algum movimento (para quem tem algumas noções disto, percebe que pouca luz e movimento são coisas difíceis de conciliar).
A parte mais negativa, para já, é mesmo o tempo que demoro a fazer as fotos. Dizer que demoro o triplo é, provavelmente, estar a ser simpática. No caso de fotografar algo estático não se revela um problema, mas quando queremos tirar fotos a pessoas ou animais a situação é mais complicada, porque é sempre difícil manter as pessoas quietas ou a sorrir durante um minuto seguido. Mas primeiro tenho de pensar o propósito da fotografia e a qual dos pormenores técnicos quero dar prioridade; depois tenho de ajustar a luz tendo em conta esses tais fatores e o meu objetivo. À primeira vista parece fácil, mas há botões que ainda não sabemos bem onde são, há sempre dúvidas de ultima hora que aparecem, momentos em que confundimos os conceitos todos e já não sabemos o que havemos de fazer... E tudo isto enquanto posam para nós, já com sorrisos amarelos e ares de desespero como quem diz "tira lá a merda da foto!". Acreditem que estes momentos, para nós, parecem eternidades.
Mas acho que tudo isto, com a prática e com o ânimo com que estou, se vai dissipando com o tempo. Para já quero continuar a aprender e a absorver o máximo de conhecimento possível. Amanhã tenho uma aula "de volta ao passado", onde vamos fazer fotografia estenopeica (ou pin hole), utilizando uma caixa de metal pintada de preto a funcionar como máquina fotográfica; depois disso ainda vamos para o laboratório revelar as fotografias que conseguimos tirar com a caixa, à boa "moda antiga". Tenho a certeza que vai ser giro. Conto depois mostrar os resultados e algumas fotos que tenho tirado nós últimos tempos!

27
Nov15

O fim de mais um (pequeno) ciclo

Carolina

Há quase três anos, quando entrei na faculdade e deixei de fazer o pouco exercício que fazia (na escola, em educação física) mentalizei-me de que precisava de ir para um ginásio. Fi-lo pela minha saúde, pelo meu bem estar (naquela altura físico, não sabendo que me ia fazer ainda melhor à parte psicológica) e já com objetivos traçados - que, felizmente, vim a cumprir com muito sucesso e orgulho. Acima de tudo, e sabendo que sempre fui um bom garfo principalmente no que toca a comidas carregadas de açúcar, não queria ficar uma bola.

Inscrevi-me primeiro num ginásio e passado pouco tempo mudei-me para outro, onde estou há dois anos. E apesar de eu não ser de trato fácil e de não me dar com muita gente (e de me ter sentido, principalmente no início, mesmo muito excluída) aquela acabou por ser uma espécie de terceira casa. Não posso dizer que me tenha afeiçoado muito às pessoas - com excepção de um professor -, mas a verdade é que são pessoas constantes na nossa vida, o que traz conforto e estabilidade. Eu sabia que, às terças e às sextas-feiras, ia ver aqueles sorrisos, ouvir aquelas gargalhadas e sentir a boa disposição a entrar-me na pele - algo que no meu caso é essencial, tendo em conta que a minha tendência é sempre olhar para o copo meio vazio da vida. As pessoas gozam - e eu deixo que o façam, porque eu também gosto de o fazer - mas a verdade é que ir para o ginásio (e a zumba em particular) trouxe-me uma luz que eu não tinha; para além de todo o sentimento de superação que é conseguir criar o hábito de ir três vezes por semana a um ginásio (sozinha!), o facto de ter começado a trabalhar e a preocupar-me com o meu corpo deu-me mais auto-estima e noção do corpo que tinha. Mas o mais importante é o sentimento de libertação mental que dançar (ou nadar ou fazer pilates) me provoca: principalmente na altura da morte da minha avó, ia para o ginásio a chorar e saía de lá uma pessoa nova, com um estado de espírito completamente diferente da pessoa que lá tinha entrado há uma hora atrás. E isso - nessa e noutras ocasiões mais complicadas - salvou-me de mim própria, do meu terrível hábito de deprimir e ver sempre as coisas pelo lado negativo. 

Enfim, isto para dizer que, há duas semanas atrás, foi anunciado que o ginásio ia fechar no fim do mês. Foi um choque geral. E, surpreendentemente, eu fiquei triste. Eu, que nunca gostei de ginásios, que até há um par de anos era super-sedentária, que tenho aversão a balneários e que tenho vergonha de fazer fracas figuras em tudo o que é aula, fiquei sinceramente triste por perceber que ia ficar sem aquele ginásio, sem aqueles professores, sem aqueles profissionais e aquelas pessoas. A verdade é que uma pessoa se habitua aos espaços e aos colegas com quem os partilhamos e isso acaba por fazer parte de nós; no meu caso, acima de tudo, habituo-me aos professores e mudar é uma autêntica tortura.

Há quinze dias, quando todos soubemos da notícia, angustiava-me só de pensar em ter de procurar um ginásio novo. Todo aquele processo de reintegração, de conhecer novas pessoas, novos espaços, novas dinâmicas e novos tipos de aulas era algo por que não me apetecia passar outra vez. Na verdade, ainda não apetece e ainda não decidi o que vou fazer daqui em diante. Já há muitos grupos formados, os alunos foram-se agrupando e migrando para os mais variados ginásios da zona, assim como alguns professores; a minha tendência é seguir quem gosto, principalmente quem me dá zumba, mas a verdade é que nem a localização nem os horários do ginásio são os melhores para mim. Estou num impasse: não sei se me ajeite ao que tenho e sigo a maioria do pessoal e o meu professor ou se volto a sair da minha zona de conforto e torno a procurar ginásios, correndo o risco de me esquecer do quão bem isto me faz, ceder à preguiça e voltar à vida sedentária do antigamente.

É engraçado como isto é um pormenorzinho de nada num todo que é a nossa vida, mas a realidade é que mexeu - e está a mexer - com a minha dinâmica do dia-a-dia e, naquele momento em que soube a notícia, me deixou sinceramente triste. A vida é um conjunto de muitas fases e ciclos, uns mais pequenos e menos importantes que outros. Este é mais um que acaba e que abre a porta para outro começar. Mas a verdade é que custa sempre deixar as coisas que gostamos para trás.

26
Nov15

Livros com desconto? Sim!

Carolina

Não tinha pensado fazer nenhum post sobre o black friday, mas a verdade é que ando desde o início da semana a fazer contas à vida e a ver se faço uma lista mental das prendas que quero oferecer de modo a ver se consigo comprar alguma coisa com descontinhos apetecíveis. Durante as minhas pesquisas, descobri que a fnac vai fazer (amanhã e sábado) descontos em alguns artigos selecionados - incluindo livros, com desconto de 30%, algo absolutamente espetacular no que diz respeito a livros. Desconfio que a wook também vá avançar com uma promoção bombástica mas, para já, a fnac é o que temos.

Tomei por isso a liberdade de vos fazer uma lista de livros que estão em promoção e que acho que vale a pena comprar (alguns deles já os li). Se estão a pensar oferecer um livro a alguém no Natal, e dentro dos mais variados estilos, vejam a lista abaixo. A maioria deles são livros bons, daqueles que gostamos de ter expostos na nossa biblioteca para nos acompanharem para o resto da vida. Atentem:

 

Mataram a Cotovia - Harper Lee

Pela Estrada Fora - Jack Kerouac 

A Leste do Paraíso - John Steinback 

Travessuras da Menina Má (um dos meus livros preferidos de sempre!) - Mario Vargas Llosa

O Monte dos Vendavais - Emily Brontë

Equador - Miguel Sousa Tavares

Dentro do Segredo - José Luís Peixoto

Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde - Mário de Carvalho

A Guerra dos Tronos (vários volumes) - George R. R. Martin

Quando o Cucu Chama - Robert Galbraith (J. K. Rowling)

Feito em Casa (para quem gosta de bem comer) - Joana Roque

 

Podia dar toda uma palestra em como se deviam ler mais livros e, consecutivamente, oferecer mais livros no Natal, mas vou poupar-vos a isso, até porque sei que já sabem a minha opinião. Mas comprem, pesquisem e aproveitem: há que tornar este dia de consumismo profundo em algo melhor :)

26
Nov15

O regresso da Adele

Carolina

Está algures rabiscado na minha agenda qualquer coisa como "a mudança da Adele" - um tema no meio das dezenas que tenho apontados para depois escrever e desenvolver aqui no blog. Depois de ter escrito no último post que gostava muito dela, senti que ainda havia muito para dizer e estava inclinada para o dizer, hoje, por estas bandas. E, qual não é o meu espanto, quando chego a casa e me deparo com a notícia bombástica de que a Adele vem a Portugal, a 21 e 22 de Maio, dar dois concertos no Meo Arena! Eu até dizia que era obra do destino, algo superior a insinuar que eu tinha mesmo que ir ver o concerto, mas a verdade é que não preciso de nada disso: já estaria lá batida de qualquer das formas, quer tencionasse ou não escrever sobre ela.

A verdade é que eu desde o início que gosto muito das suas músicas (óptimas para deprimir, arte que eu pratico desde miúda e de forma regular), mas não simpatizava com ela por aí além. Todo aquele ar muito reservado e conservador, quase sempre sério, nunca me comprou; por outro lado, o facto de só tocar em espaços muito pequenos (como bares) e de não querer atuar em grandes arenas também me fazia alergia - no fundo, tinha mais do que fãs para o fazer e teimava em não dar grandes concertos, quase estilo birra, não dando também a oportunidade aos fãs de a ouvirem ao vivo (algo que até agora era uma raridade). Entretanto anunciou a sua saída do mundo dos famosos e, quatro anos depois, voltou aparentemente uma mulher diferente - e não falo só dos quilinhos a menos.

Acima de tudo, vejo uma Adele muito mais descontraída e feliz - adorei vê-la no programa do Jimmy Fallon, tanto na parte de conversa e do jogo das caixas como a tocar a "Hello" com os The Roots, algo que já é tradição naquele programa e de onde sai sempre, sem excepção, algo fenomenal. Em forma de cereja no topo do bolo, ela anuncia hoje uma tour europeia em grandes salas (parece que já lhe passou a birra), com direito a duas datas para Portugal - e que foi, de longe, a melhor notícia do dia! A única coisa que parece não ter mudado foi a qualidade das músicas e o tema sobre o qual incidem: embora ela diga que já ultrapassou o ex-namorado, a "Hello" diz precisamente o contrário - mas nada que nos incomode por aí além, não é verdade?

Mas enfim, com ou sem músicas sobre o ex, em Maio lá estarei para a ouvir cantar. Comigo conto levar a minha irmã e, claro, os lenços: tenho a certeza que a lagriminha no canto do olho não vai faltar. 

 

25
Nov15

Mas agora já somos todos Beliebers?

Carolina

A tabela das músicas mais ouvidas em Portugal do spotify está verdadeiramente assustadora. Começa bem, com a Adele (sempre adorei a Adele, ainda hoje consigo ouvir os antigos álbuns dela de uma ponta à outra), mas depois descamba totalmente. Arrisco-me a dizer que 80% do resto da tabela é um saltitar constante entre todas as músicas do novo álbum do Justin Bieber e outras do igualmente novo álbum dos One Direction.

No que a mim me toca, admito que sempre fiz mais "alergia" ao Bieber do que aos One Direction, embora tenha de admitir que o Justin cresceu, digamos que... bastante bem! Passou aí uma fase mais desatinada, com um cabelo um tanto ao quanto horripilante, mas parece que as ideias já lhe voltaram ao sítio e, com elas, foi capaz de agradar a miúdas e, pelo que se vê, também a graúdas. A mim ainda não me comprou totalmente, mas confesso que às vezes dou por mim a cantar "First you wanna go to the left and then you want to turn right/ Wanna argue all day make love all night" e nem me apercebo aquilo - e quem - é que estou a cantar. É mau, mas há coisas piores (basta lembrar-me que há algumas semanas andava por aí a cantar músicas de kizomba).

Mas sejamos sinceros: se isto tivesse a acontecer há uns três anos, diriam "ah, isso é uma playlist criada para pitas!". Mas hoje, meus amigos, são as músicas mais ouvidas no nosso país e eu posso assegurar-vos que o spotify está longe de só ser utilizado por adolescentes. Posto isto, há claramente uma mudança de paradigma: agora todos ouvimos o Bieber, nem que seja só na rádio, onde as músicas passam a vida em repeat mode e nós nem sabemos bem de quem são e acabamos por cantar e abanar o capacete.

Posto isto, há que encarar a dura realidade. Hoje somos todos Beliebers.

 

24
Nov15

Também fui vitima do bicho que anda por aí

Carolina

Na noite de domingo para segunda acordei agoniada e verdadeiramente enjoada. Tentei ficar na cama e adormecer, a ver se passava, mas foi em vão: acabei por me levantar e fui vomitar. Não sabia se tinha comido alguma coisa estragada, se me tinha parado a digestão por causa de algum stress que houve durante a tarde ou se estava com uma gastroenterite ou coisa parecida. Acabei por chegar à conclusão que não podia ter sido nada que havia comido porque a verdade é que, nesse dia, só tinha almoçado massa com azeite e, à noite, só comi uma sopa. 

Depois pensei e percebi que o meu sobrinho e a minha irmã me deviam ter passado uma virose que anda para aí - na semana anterior tinham tido exatamente os mesmos sintomas: só vómitos, não aguentavam nada no estômago, mas mais nenhum sintoma para além disso. Também já tinha ouvido dizer que andava uma virose por aí, até no blog da Cocó. Como se já não bastasse, eu tenho um fígado e uma vesícula miseráveis, que me dão problemas ao mínimo deslize, por isso não é de admirar que um vírus destes me deixe de rastos, como deixou. Simplesmente não me conseguia levantar sem ver o mundo dar trinta voltas por segundo e ter a sensação de desmaio. Nas primeiras horas nem sentar me conseguia, por isso ficou fora de questão ir às aulas, conduzir ou sequer andar mais do que o estritamente necessário.

Hoje já acordei com menos sintomas, mas o humor não melhorou. Tinha acordado a meio da noite e decidi ir ao facebook ver as novidades; dei de caras com o post da Sofia Ribeiro, de quem tenho like na página no facebook, a "anunciar" que tinha cancro e fiquei sinceramente agoniada - ainda mais por saber da sua história de vida, já ela muito complicada. A vida é lixada e o bem mais precioso que temos na vida é mesmo a saúde, que tantas vezes temos como garantida.

Enfim, a lição a tirar disto é ter cuidado, ir vigiando e viver a vida o melhor que se poder. Hoje tirei o dia para o mau humor e para a preguiça, mas amanhã não será igual. Farei com que, dentro dos possíveis, seja um bom dia - até porque, em princípio, o bicharoco já não vive dentro do meu corpo e já posso levar uma vida normal, apenas com uma dieta restrita para ver se o meu fígado volta a ter uma saúde normal. Vamos lá!

 

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22
Nov15

Já estou de volta! (e com fotos de Genebra)

Carolina

Tenho de admitir que acho alguma graça à quase total "eclipsação" de comentários quando digo que vou para fora, embora afirme sempre que tenho net. Mesmo estando no estrangeiro ou de férias, mesmo que pague uma pequena fortuna, tento sempre vir ao blog, uma vez por dia - por isso não se apoquentem porque todos os comentários são sempre lidos sendo que também tento sempre escrever coisas novas. Mas agora o blog volta à normalidade, sem posts programados e comigo a vir cá de hora em hora, qual viciada, por isso podem voltar em peso, sim?

Quanto a Genebra, não há muito mais a dizer para além daquilo que escrevi neste post. O momento alto de ontem foi quando, finalmente, começou a nevar! Fazia um frio terrível, eu arrependi-me amargamente de não ter vestido as minhas ceroulas de manhã, mas acabei por conseguir não congelar. Ainda choveu quanto baste, mas não fez com que deixássemos de dar uma volta maior perto do lago e nas lojas mais "comerciais", numa parte mais barata da cidade. Aproveitei para me enfiar numa H&M para comprar um gorro e umas luvas, porque já estava a perder a sensibilidade nos dedos e as orelhas também já tinham tido dias mais felizes e aconchegados. A viagem de barco acabou por não acontecer uma vez que, com o frio e pelo que percebi, não se costumam realizar.

Com a chuva e a neve acabei por não tirar muito a máquina fotográfica da mochila: só o suficiente para ir registando alguns momentos, mas nada de especial. Acabei a viagem com poucas fotos em relação ao normal, o que me deixa um bocadinho triste, tendo em conta que, precisamente agora que estou a aprender a fotografar direito, não estou a potenciar as minhas (novas) qualidades. Ainda assim, o que tirei, ficou muito bem - e acho que posso dizer, orgulhosa e  babadamente, que as melhores fotos deste albúm são dos meus pais, tiradas - obviamente! - por mim.

Ficam então os meus registos, com algumas descrições para que possam acompanhar. Espero que gostem!

 

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Na primeira noite, que estava óptima - sem muito frio, sem chuva, sem nada. Atrás pode ver-se o jato de água, situado no meio do lago, e que à noite fica iluminado.

 

 

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O jato agora à luz do dia.

 

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Cisnes! Cisnes lindos e gigantes e patos selvagens também lindíssimos abundavam nas margens do lago. Havia muitas pessoas a dar-lhes pão, pelo que havia ajuntamentos enormes de passaros o que proporcionou algumas fotografias felizes.

 

 

 

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A vista do meu quarto, com um parque mesmo junto ao lago onde imensas pessoas corriam e passeavam.

 

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Aquilo que se podia ver das montanhas, já com gelo no topo (vista oposta à foto de cima, do outro lado da margem).

 

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 Um túmulo especialmente bonito que também está junto ao lago (só não consegui perceber de quem é).

 

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Na loja dos meus eternos sapatos-paixão. A montra estava gira, mas nenhum dos sapatos expostos era uma perdição.  Fica o registo da maluqueira.

 

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21
Nov15

Miúda de 95 42#

Carolina

O Second Life, Club Penguin e Habbo

 

Quando era miúda experimentava tudo o que era jogos e chats na internet; apesar de sempre ter sido certinha e calma, nesse aspeto sempre fui muito para a "frentex".

Lembro-me de experimentar o "Second Life" (que teve um boom há uns anos e que até deu azo a reportagens e etc., porque as pessoas promoviam encontros através disso), que era um mundo virtual muito fidedigno (quando comparado com o mundo real), mas que eu achava uma seca autêntica; lembro-me de passar muito tempo no "Club Penguin" - que se encontrava no miniclip -, a jogar com uma prima, cada uma em sua casa, e de fazermos imensos jogos que existiam dentro da própria plataforma que, no fundo, retratava um mundo de pinguins; e, por fim, lembro-me do Habbo, que já representava o mundo "normal", mas sem o avanço tecnológico do Second Life, uma vez que os bonequinhos e as casas pareciam feitas de lego - recordo-me que também se podia interagir com as pessoas, ir a casa delas (havia pessoas "famosas", que promoviam concursos nas suas casas e que as tinham equipadas com coisas XPTO, super "caras") e visitar locais públicos, como piscinas, e pedir bebidas e outras coisas muito "in".

Acho que pelo facto de agora não ligar nenhum a esse tipo de coisas, tenho ideia de que também ninguém as utiliza, o que poderá não corresponder à realidade. Ainda assim, acho que é certo dizer que passaram de moda. Tudo o que eram mundos virtuais "paralelos" com chats, casas e vidas fictícias foram substituídos pelos jogos do facebook, com convites a todas as horas e muito mais interação, não com desconhecidos, mas com pessoas que fazem parte do nosso circulo de amigos. É verdade ou a minha percepção está completamente errada?

 

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20
Nov15

Genebra - impressões 24 horas depois

Carolina

Genebra é, por um lado, a cidade mais cara que conheci até hoje - aliás, não é preciso ir muito longe: uma coca-cola, no mini-bar do quarto, custa a módica quantia de aproximadamente 9 euros - mas, por outro (sendo que os dois lados se complementam), a cidade mais rica que já vi. Nunca tinha observado tanto bom carro na vida: Ferraris é aos magotes, Bentleys também já vi muitos, Maseratis já vi mais que os dedos de uma mão (tudo em 24 horas) - e depois há carros claramente do outro mundo, que parecem de corrida e que eu desconheço totalmente a marca. Há muito Mercedes topo de gama e muito Porsche, mas de facto, face aos outros que andam na estrada, quase se parecem carros "normais".
Calculo estar na parte mais cara da cidade - uma Prada gigante está mesmo aqui ao virar da esquina -, por isso a minha "amostra" pode não ser a mais fidedigna, mas sinto-me noutro mundo. Quero escrever um post sobre isto, por isso não me quero alongar, mas vendo o que eu vi, os conceitos de "riqueza" e "pobreza" mudam drasticamente. As três ruas paralelas ao hotel estão cheias de lojas de topo - Céline, Louis Vuitton, Christian Louboutin, Jimmy Choo, Michael Kors, Maxmara, Dior, Versace e isto só para dizer uma pequena parte. Vi carteiras que custam 30 mil euros, tiaras e colares dignos de rainhas, com centenas de diamantes cada um e pedras preciosas de tamanhos como nunca vi (os preços não estão expostos nesses casos - e ainda bem!), casacos a custarem mais de 10 mil euros, relógios todos cravados a diamantes. Enfim. Cenas do outro mundo que não estou acostumada a ver.
Para além de apreciar as montras (porque comprar, em 80% das lojas, está fora de questão) Genebra não tem muito para ver - algo que já tinha descoberto na pequena pesquisa que fiz. Estou mesmo perto do grande lago e com a maior atração da cidade - o jato de água - mesmo em frente à janela do quarto (pena ter árvores à frente, senão tirava fotos fenomenais). A primeira noite estava fabulosa, sem chuva ou frio, por isso deu para passear e tirar algumas fotografias - ao contrário de hoje, que choveu todo o dia e se intensificou de tarde, com direito a vento e algum frio. À hora de almoço eu comecei a esmorecer e ao final do dia sentia que tinha apanhado uma sova - acho que a combinação de frio e chuva, com andar agasalhada e suar ao mesmo tempo e entrar em lojas que estavam quentíssimas pode ter resultado numa gripe que se avizinha perigosamente. Já me enfrasquei com os medicamentos que trouxe e espero conseguir matar o bicho antes que ele me mate as férias - o dia de hoje, de qualquer das formas, foi praticamente pelo cano, tanto pelo tempo de treta como pelo meu estado - para além de me sentir fraca e doente, o meu humor não foi dos melhores por me sentir assim.
Como amanhã o voo é tardio, ainda conto aproveitar um pouco mais a cidade e compensar o dia de hoje - um passeio de barco pelo lago estava nos nossos planos mas, com o tempo, assim não vale a pena. As fotos, até agora, são muito poucas, o que me deixa triste, por isso amanhã vou tentar dar uso ao cartão de memória para também vos conseguir mostrar alguma coisa quando chegar a casa - algo que, principalmente no estado em que estou, anseio a cada hora que passa.
É fazer figas para que o bicho não pegue e que o tempo amanhã dê tréguas para que possa terminar o fim-de-semana da melhor forma.

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