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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Mar15

Lei da vida número 6825

Carolina
Não conhecem? Rege o uso das calças brancas por parte de toda a população, sem qualquer tipo de excepção. O que diz?
"Toda e qualquer pessoa,  de qualquer raça, cor, etnia, religião e orientação sexual, sempre que usar calças brancas, deve suja-las ao fim de, pelo menos,  duas horas de uso. A causa pode ser qualquer uma, desde que as calças fiquem impróprias para uso continuo ou consecutivo: nisto incluem-se saltos de cães com as patas cheias de lama, pontapés debaixo da mesa com sapatos cheios de poeira, quedas aparatosas em chãos cheios de óleo, gotas de um fruto vermelho que demorarão uma pequena eternidade a sair entre outras situações igualmente desagradáveis."
E porque a vida não é como a política e estas leis não foram feitas para enganar ninguém, não há como escapar. Hoje usei calças brancas. O que aconteceu? Foram para lavar a meio da tarde.

28
Mar15

Miúda de 95 31#

Carolina

O Euro 2004

 

Em fim-de-semana de jogo de seleção, e depois de cinco dias em que se tem falado muito de futebol e da equipa nacional, deram-me as saudades do Euro 2004. Foi a única vez em que vibrei realmente com a seleção: que pintei o cabelo de vermelho e verde com latas dos chineses, que fiquei colada à televisão, que vi os portugueses realmente unidos. E que acho que nunca, nunca mais se vai repetir.

Penso que se falar do Euro2004 aos meus sobrinhos, eles encolhem os ombros e deixam para lá. Um bocadinho como eu e a Expo98 (com a diferença que eu na altura já era nascida mas não me lembro de nada) - agora sei que foi um evento que marcou um ano e a vida de imensas pessoas. Tenho a sensação que toda a gente deste país foi a Lisboa nesse ano e é algo de que toda a gente fala e se lembra.

Se para muita gente a Expo98 foi um marco, para mim foi o Euro2004. Tinha 9 anos, mas vi tudo com imensa atenção e relembro-o com imensa saudade. As bandeiras em todas as janelas, os novos estádios, o país cheio de gente para ver os jogos. Atrevo-me a dizer que foi a maior mobilização que vi em Portugal. Lembro-me perfeitamente de ver avisos de cadeias de supermercados porque iam fechar à hora do jogo (por volta das cinco da tarde) para que todos pudéssemos apoiar a equipa nacional! Foi a loucura! 

Foi também o ano com melhores anúncios na televisão, com mais união entre família e amigos (e sim, o futebol tem essa capacidade de juntar as pessoas e de as fazer conviver), com uma esperança boa que corria no ar, de que tudo ia correr pelo melhor. Acreditamos até ao fim, apesar de no final não termos ganho (se pensarmos bem, era um prenúncio de todo o mal que vinha na próxima década). Mas ainda hoje, quando ouço "marca mais, corre mais, menos ais, menos ais, menos ais, quero muito mais!", fico com pele de galinha. 

 

 

28
Mar15

O cantinho da minha avó

Carolina

O quarto para onde me vou mudar (sim, já é oficial!) é ligeiramente mais pequeno e tem mais janela que o meu. A grande verdade é que este meu quarto está atafulhado de coisas (que eu adoro, e acho este espaço o mais acolhedor do universo), mas nem todas vão caber no meu novo "habitat natural".

A semana passada eu e a minha mãe já estivemos a arrastar os móveis de um sítio para o outro para vermos as possibilidades de dispor a mobília. Não chegamos a nenhuma conclusão quanto à posição das tralhas (a não ser da cama), mas uma coisa é certa: há sempre algo que vai ficar de fora. Infelizmente, acho que a decisão vai cair num móvel que eu detestava antes de fazer estas últimas mudanças no meu quarto, mas que agora adoro. Neste momento não tem qualquer função para além da decorativa, mas desenvolvi um carinho especial por aquele cantinho do meu quarto. Principalmente por uma razão: lembra-me a minha avó.

Faz hoje três meses que ela faleceu. Quando mudei a disposição do meu quarto ela ainda cá estava, embora em mau estado. Ainda não sabia o que fazer ou o que pôr em cima daquele móvel e a minha mãe lembrou-se de pousar lá um malote que tinha trazido de casa dos meus avós, muito vintage e que tinha tudo a ver comigo. No meio de toda aquela confusão da altura, eu ainda não o tinha arrumado e, quando o vi lá em cima, achei que não havia sítio mais perfeito para o colocar, a par de umas fotos que aqui tinha pelo quarto e um jarro com orquídeas (que entretanto tenho mudado consoante a época).

Poucos dias depois de ela ter morrido, peguei no álbum "da vida" dela (com fotos desde bebé, passando por jovem, pelo casamento e etc.) e scanei todas as minhas preferidas. Depois guardei algumas numa pen, fui à fnac, mandei imprimir e coloquei a minha foto preferida numa moldura, ao lado do malote e das flores (que ela adorava - falava muito de flores, pedia-as à minha mãe com frequência e decorava sempre o centro da sala com o que tivesse no jardim). Acrescentei duas velas, uma de cada lado, que acendo sempre que a sinto mais perto de mim. 

Agora que estou a dias de me mudar de divisão, sinto-me mal por abandonar o meu cantinho preferido do quarto. A foto, o malote e as outras coisas vão comigo, mas vão perder o "exclusivo", quase como se estivesse a trair a sua memória. As pessoas têm razão quando dizem que só sentimos falta das coisas quando já não as temos: eu sinto falta da presença da minha avó. E é aquela prateleira que, todos os dias, me lembra dela. Por isso mesmo, este já é um cantinho que me ultrapassa; não é só mera decoração. Já não é só meu: eu sinto que também é dela. 

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27
Mar15

La Dolce Rita & Girly Things

Carolina

Há algumas semanas que a minha veia de pasteleira se tem aguçado. Ando em dieta (ou em controlo, talvez seja melhor chamar assim, ah ah ah), mas comer com olhos ainda não engorda. Foi em boa hora que descobri o canal do youtube da La Dolce Rita, da chefe Rita Nascimento, que passei a adorar mal pus os olhos no primeiro vídeo.

São sempre vídeos super bem-dispostos, com receitas maravilhosas e feitos com uma descontração contagiante (até a mim me apetece filmar coisas!). Já vi todas as receitas, truques e dicas disponíveis no canal e agora todas as quintas-feiras estou lá, a ver um vídeo novo e a babar para o ecrã. Já fiz a receita das panquecas, dos torrõezinhos de açúcar, dos ovos moles e da omeleta de claras: ficou tudo para lá de divinal. Ah, e também já aprendi os dez pontos do açúcar, algo que qualquer doceiro que se preze deve ter em mente! Se gostam de pastelaria, aconselho imenso - para além de babarem, ainda se vão rir pelo caminho!

Por outro lado, quem edita e filma os vídeos da La Dolce Rita é a Cristina da girly things, que tem uma loja online com coisas giríssimas - óptimas para prendas durante todo o ano! Eu aproveitei esta descoberta para despachar duas prendas obrigatórias de Março - a do dia do pai e do aniversário de uma amiga. Ofereci a ambos uma caneca: a do pai com a frase "este é o melhor pai do mundo" e a da minha amiga com o nome personalizado e os desejos de um bom dia (como podem ver abaixo). Pelo que sei, a missão foi cumprida e os dois adoraram o presente!

Ficam as duas sugestões: uma para um fim-de-semana mais delicioso e outra para fazer alguém feliz! Há lá coisas melhores?

 

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(fotos das canecas tiradas do site da girly things)

26
Mar15

Fora da caixa

Carolina

Tenho estado um bocadinho ausente, bem sei. Eu, que gosto de publicar com frequência e tenho sempre tanto para dizer, tenho andado mais calada do que o costume. Às vezes porque não tenho vontade, outras porque não tenho inspiração e nada para vos contar, outras simplesmente por falta de tempo. E é esta última razão a desculpa para as poucas publicações desta semana: o maldito tempo. Até porque tenho vindo a acumular temas na minha agenda, que quero ir escrevendo, mas não tenho conseguir pousar os olhos neste editor.

Mas hoje é um dia importante porque vou revelar-vos o porquê da minha falta de tempo . Para além das coisas típicas e chatas da faculdade, este semestre tenho um projeto giro - o único que, até agora (e como disse num post algures), me entusiasmou verdadeiramente! É a razão de muitas horas extras passadas na faculdade nas últimas semanas, muitas ideias, muito desespero (e o pior está para vir), demasiadas reuniões. E o que é? Um programa de televisão!

Ainda não posso dizer muito, mas cá vai, só para vocês: é um programa de uma hora, que irá para o ar dia 21 de Maio - e que todos (todos, ouviram bem?!) vão poder ver em livestream, em direto! Chama-se Fora da Caixa e vai ser o sítio onde vamos explorar conceitos, pessoas e atividades "out of the box". Vamos ter direito a convidados inspiradores e reportagens giras, e queria mesmo convidar-vos a ver. É um programa feito, integralmente, por estudantes do curso e, como podem imaginar, o desafio é gigante. Quando nos sentamos em frente à televisão, com o rabo espalmado no sofá, não fazemos ideia da quantidade de coisas que é preciso preparar para tudo aquilo ir para o ar. As mil e uma coisas que não nos podemos esquecer, que têm de ser feitas; as equipas que têm de ser coordenadas, os prazos cumpridos. Enfim, algo que nos parece algo muito distante mas que, para nós, vai ter - num semestre! - que se tornar realidade!

A mim calhou-me na rifa (não, é mentira - fui eu que me ofereci, feita doida) o papel de realizadora. Arrependi-me sensivelmente três minutos depois de me ter oferecido, mas já não havia nada a fazer. Tem exigido de mim muito tempo, dedicação e paciência para as chatices que já surgiram e ainda estão para surgir - mas que, sinceramente, me está a dar muito gozo. E nem quero pensar na adrenalina no dia do programa! Isto quer dizer que ainda não é desta que me vêm à frente das câmaras (pelo menos não a apresentar), mas pensem que vou estar lá atrás, a arrancar os cabelos e as poucas unhas que me vão restar na altura, tudo para verem o melhor trabalho possível.

É óbvio que agora que isto já saiu fora da caixa (estão a perceber o trocadilho?) já vos posso ir dando updates, e esta não será, de certeza, a última vez que me ouvirão a falar disto. Até lá, acompanhem as nossas loucuras no facebook do programa (façam like, vá lá!!) e comecem a contagem decrescente para um dos dias mais stressantes da minha vida!

 

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24
Mar15

Animais felizes

Carolina

Às vezes aparecem-me no feed no facebook pedidos para resgate de cães que estão em abate. Ou então aqueles vídeos de salvamento, com músicas deprimentes como pano de fundo. Eu já devia saber que não me devia pôr a ver estas coisas, mas quando há finais felizes anunciados eu não resisto. É claro que para ver os finais felizes é preciso ver as partes iniciais, não tão felizes, e eu fico com instintos assassinos.

Juro que não percebo como é que há pessoas capazes de atirarem cães para lagos, lhes cortarem as pernas, os prenderem até à morte. Esse tipo de coisas mexe comigo de uma forma tremenda, até porque, às vezes, me esqueço que há pessoas que fazem isso. Olho todos os dias para os meus quatro cães e gato (o Lorde Tobias, sobre o qual tenho de vos dar um update) e vejo como eles são felizes, como correm de um lado para o outro como os desvairados. Como dormem encostados à parede ou estilo cabritinhos, todos esticados a apanhar sol. Como ficam em êxtase por verem que temos ossinhos para lhes dar. Como correm para mim quando chego a casa e como não se importam que lhes levante a mão quando ameaçam sujar-me as calças com as suas patas cheias de terra. 

No meu mundo só há cães felizes, como os meus são aqui em casa. E só quando vejo essas coisas é que caio na realidade e vejo que não. Que há pessoas terríveis que fazem este tipo de atrocidades aos melhores animais do mundo, que não olham a meios para atingir os fins, que vêm os bichos como meros objetos. Nesses momentos, para além das ganas que me dão de bater e pôr na cadeia toda e qualquer pessoa que maltrate os animais, apetece-me ir beijar os meus. Estraga-los com beijos e mimos, deitar-me ao pé deles, fazer-lhes festinhas - tantas que, ao sair dali, o meu próximo passo é ir tomar banho, tal é o cheirinho a cão que se agarra a todo o meu corpo.

 

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23
Mar15

Meet the blogger (eu!)

Carolina

Toda a gente sabe que a equipa de blogs do Sapo é a melhor do mundo. Juro que não percebo como é que ainda há tantos blogs portugueses noutras plataformas (principalmente no blogger) quando temos aqui uma, made in Portugal, que cresce a cada dia que passa a olhos vistos! 

Isto até pode soar tudo um bocadinho lambe botas, como quem diz "dá-me cá mais um destaque por estar a dizer bem de vós", mas acreditem que é mesmo genuíno. É incrível as ajudas que dão quando é preciso, a quantidade de coisas que criam e os problemas que resolvem (em pouquíssimo tempo) para nos agradar. Para não falar da simpatia - e paciência - sempre constantes e do impulso que nos dão para crescer, através dos destaques e recortes que abrem as portas dos nossos blogs ao mundo. Já tive o prazer de ir ao Sapo, conhecer aquele mundo verde e gigante que é aquilo lá por dentro, e passei a adorar ainda mais este batráquio.

Foi por tudo isto que, com muito orgulho e satisfação, aceitei (sem pensar sequer duas vezes) dar uma mini-entrevista de cinco perguntas para a rubrica "Meet the Blogger", que aparece todas as semanas na página inicial dos blogs do sapo. Podem lê-la aqui.

Obrigada, mais uma vez, à equipa do Sapo por este convite! Senti-me feliz e lisonjeada :)

 

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22
Mar15

Miúda de 95 30#

Carolina

Os sortidos

 

Eu sei que aquilo de que vou falar não é uma coisa antiga, que ainda existe ao alcance de (quase) todos em qualquer supermercado. Mas, para mim, é um sabor de infância.

Tenho a sensação de que todas as famílias tinham uma daquelas grandes caixas de sortidos, cheias de bolachas impregnadas de açúcar, guardadas algures na despensa. E eu adorava-as, principalmente aqueles pauzinhos de bolacha (acho) envolvidos em chocolate - na imagem os segundos da primeira fila. Pareciam cigarros de chocolate. Lembro-me de passear pela casa a fingir que os fumava, com eles entre os dedos, copiando os gestos dos meus pais, ambos viciados em tabaco na altura. 

Mas entretanto os sortidos desapareceram, suponho que por serem demasiado caros e no fundo não serem nada do outro mundo. Acho que, no fim, deviam sempre sobrar algumas bolachas, as excluídas, que não eram as favoritas de ninguém (garanto que os meus "cigarrinhos" não sobravam de certeza). Se calhar passaram simplesmente de moda. Não sei. Uma coisa é factual: já não os vejo em casa das pessoas como via antigamente. Ou então sou eu que já não visito as casas - e particularmente as despensas - das outras pessoas como antigamente.

 

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21
Mar15

"O meu lugar é onde eu quiser"

Carolina

Nem só de leituras "nobres" e de escrita se faz a minha vida (por falar nisso, encravei no livro que estou a ler agora, daí a falta de reviews). Para além dos blogs, também tenho dias em que gosto de ler aqueles textos pirosos, românticos, queridos, de rapazes que - à luz da escrita - parecem príncipes encantados e que nos dão a volta em dois tempos. 

Hoje encontrei um texto giro, que me tocou particularmente (por me rever muito). Ao contrário do que é costume partilho convosco.

 

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(podem ler melhor aqui, site original) 

20
Mar15

20 Anos de mim

Carolina

Sou pessoa ligada a simbolismos e datas. Lembro-me da maioria das datas importantes da minha vida (como me lembro, por exemplo, da roupa que levei a mil e uma ocasiões que, de uma forma ou outra, me marcaram), dos anos bons e dos anos maus, dos dias que gosto e aqueles que me lembram coisas más.

E por isso, da mesma forma que quis deitar 2014 para trás das costas, pretendo fazer o mesmo com os meus 19 anos. Não acrescentaram nada à minha vida. Nada, para além de um conjunto de 365 dias, quase todos eles duros. Não me trouxeram nada de bom - pelo contrário, só de mau. Se os 18 foram maravilhosos, talvez o melhor ano da minha vida, os 19 ficaram aquém das expectativas em todos os aspetos. E, felizmente, acabaram! Deve ser das primeiras vezes da minha vida que até estou feliz por fazer anos!

Os "dez[...]" ficaram para trás. Hoje inauguro os vintes!

 

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