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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Jan15

Miúda de 95 29#

Carolina

A borracha azul que apaga caneta

 

Isto é uma história que passa de geração em geração, qual lenda. Todos acreditamos, todos tivemos uma e todos já nos metemos em sarilhos à custa dela. E aprendemos a lição. O que é? A borracha azul e vermelha que (supostamente) também apaga caneta!

Quantos de nós não rasgámos o trabalho de casa que a professora obrigava a fazer a caneta à custa dela bela borracha? E quantos de nós fizemos quase pasta de papel com o lixo que a parte azul fazia quando a esfregávamos no papel e ele se desfazia nas nossas mãos?

Mas a verdade é esta: esta lenda escolar está tão enraizada na nossa sociedade que, apesar de toda a gente saber que aquilo não funciona, a borracha continua a ser comercializada e utilizada. Ainda há muito papel por rasgar e muitos putos por enganar, não é verdade?

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30
Jan15

Verbo do dia: engordar

Carolina

O que tenho feito em Bristol? Engordar. 

Há uma coisa que eu adoro em Inglaterra e é a pior coisa possível para dietas: padarias! Não sei se sempre tive sorte (ou devo chamar-lhe azar?), se é o meu irmão que as escolhe a dedo, mas têm pão maravilhoso. Aqueles pães grandes, estilo pão alentejano, de comer e chorar por mais! 

Por outro lado, esta deve ser a casa em toda a Inglaterra - e talvez do mundo - em que mais se consome manteiga. Há sempre manteiga, prontinha a ser consumida, logo aqui em cima da mesa. E a juntar com aquele pão de bradar aos céus... significa quilos de torradas comidos num só dia. Receio que as três semanas da minha dura dieta (que já tinham surtido resultados vários e tão positivos) se tenham arruinado num só dia nesta casa do demónio. Aqui não há os meus iogurtes do continente, não há a maça cozida que já tenho previamente pronta em momentos de desespero, não há a sopa a que estou habituada nem as gelatinas que não engordam. E o que há? PÃO COM MANTEIGA!

Para piorar a coisa, só pus o nariz fora de casa para sacudir a toalha da mesa (porquê? porque tinha migalhas do pão com manteiga!). De resto, vagueei simplesmente entre a mesa, o sofá e a cozinha. Não saímos de casa, sequer. Hoje foi só para ver o menino, adorar o menino, tirar fotos ao menino, dar colo ao menino, encher de beijos o menino. Basicamente, tirar a barriga de misérias de bebés recém-nascidos, essa espécie adorável que eu adoro de coração.

Mas enfim, tenho de parar. A continuar assim, domingo não entro na porta do avião.

30
Jan15

As peripécias das minhas viagens ou como é bom ver o nosso sexto sobrinho pela primeira vez

Carolina

Estou em Inglaterra, gente minha! Aterrei ontem à tarde, enquanto a neve caía (omg!, vi nevar pela primeira vez!), para visitar o mais recente rebento da família que nasceu na quarta-feira. É lindo, moreninho (ao contrário do irmão que é loirinho) e super perfeitinho, com aquele cheiro a bebé delicioso que lhes é tão característico. Já tirei a barriga de misérias e já passei horas com ele ao colinho, a embalo-lo e a dar-lhe quilos de mimo.

Mas antes disso tive que cá chegar - e não foi bonito. Já percebi que, a menos que viaje sozinha, alguma coisa corre sempre mal (se calhar, mesmo viajando sozinha, há coisas que não correm bem). Resumindo, foi assim: tínhamos planeado chegar a Lisboa bem cedo, para não haver percalços com filas, voos e etc. À hora estipulada eu estava pronta, com a mina malinha feita, e esperava a minha mãe - nisto ela chama-me e diz "a mala está partida". Eram horas de sair, mas lá fui eu buscar duas malas - uma para ir no porão, carregada de comida até ao tutano (coisas como perceves, croissants, nestum, marmelada, alheiras, salpicões e mais estavam incluídos na panóplia) e outra para levar a roupa da minha mãe. Enfiamos tudo lá para dentro em tempo record (julgava eu), conseguimos fecha-las (milagre #1) e seguimos viagem. 

Já na fila do aeroporto para despachar a mala de porão, comecei a olhar para as pessoas que estavam a ser atendidas. A certa altura vi uma senhora, com uma mala de mão igual à nossa, a ver-se enrascada para meter a sua mala naqueles suportes de ferro que determinam o tamanho máximo das malas de mãos (e, neste caso, ver-se enrascada é sinónimo de começar a partir "à martelada" - com a mão - os suportes e as rodas da mala). Soube que estava em maus lençóis e comecei a dizer à minha mãe "vamos ter de trocar tudo de uma mala para a outra - a que ia de porão vai na mão e viceversa". Custou um bocadinho a entender. Éramos as próximas a ser atendidas e aquela mala não se ia enfiar no suporte e...! Nisto, a minha mãe troca - com uma rapidez digna do Faísca McQueen - tudo de uma mala para a outra, sem eu sequer perceber como. O problema foi fechar, mas o nosso desespero era tão latente que até outros passageiros nos vieram acudir (milagre #2). Fomos simpaticamente atendidas, despachamos a mala carregada de comida e, como remate final, a senhora diz-nos "depois, quando fizerem o embarque, têm de meter as vossas carteiras nas malas, uma vez que só podem ir com uma mala de mão". Acho que até nos saltaram os olhos das órbitas. Eles só fazem isto quando lhes apetece? Tinha uma mala relativamente pequena a tiracolo, só com o meu porta-moedas, documentos e um livro de bolso. Já viajei várias vezes pela Easy Jet, em que tinha uma mala de mão e uma carteirinha comigo e não houve qualquer alarido. Ontem - logo ontem, com as malas a arrebentar pelas costuras e pesadas como tudo - deu-lhes para aquilo.

Até fiquei zonza. Sentei-me nos bancos, a tentar pôr as carteiras dentro das malas, mas mal me conseguia baixar - estava a ver que ia desta para melhor em pleno aeroporto. Deixei a dieta de lado e emborquei uma BigMac que me salvou a vida. E aí sim, abrimos as malas, fizemos uma série de acrobacias que nos pareciam impossíveis e, com algum suor em cima, conseguimos fechar as malas (milagre #3). Vamos esquecer o facto de eu ainda ter aberto a mala outra vez, para tirar o tablet.

No avião a viagem foi calma, pus a leitura em dia e um bocadinho de sono. Depois chegamos, estava a nevar (mal pus um pé fora do aeroporto parou, mas foi mágico na mesma) e passado meia hora estava em casa, com o bebé ao colo. Esse sim, foi o quarto milagre e o maior de todos, e que faz com que tudo isto valha a pena (mesmo todas estas chatices das viagens que me perseguem). Não consigo pôr aqui a foto, mas podem ver nas que eu partilhei no instagram, aqui ao lado direito. Agora tenho de ir, que já sinto o chamamento para o melhor colinho do mundo, sim?

27
Jan15

Um carro novinho em folha

Carolina

Ter um carro que acabou de sair para o mercado é uma experiência, no mínimo, interessante. Quando fui buscar o smart, o número de carros iguais a estes a circular pela cidade contavam-se pelos dedos de uma mão. Na verdade, ainda hoje não vi mais do que dois ou três smarts for two dos novos a circular, pelo que o carro ainda não se começou a difundir (o mesmo não se pode dizer do smart for four, que começou a ser distribuído, aparentemente, mais cedo pois já vi uns quantos).

Posto isto, sinto-me quase uma apregoadora smart, a mostrar este novo carro ao mundo. Quando vou buscar o carro que está estacionado algures deparo-me com pessoas a analisa-lo; quando estou a passear com o vidro aberto ouço coisas como "olha o novo smart!"; já tive mesmo quem tirasse fotos ao carro, enquanto estávamos os dois em andamento (eu e o "fotografo")! É como se tivesse uma placa no carro a dizer: "olhem para aqui, sou novo e preciso de irmãos gémeos a circular na estrada!".

Tem sido divertido.

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26
Jan15

A moda dos "corsários" horríveis

Carolina

De facto, não há como negar que esta estação Outono/Inverno esteve recheada de pérolas. Daquelas mesmo, mesmo boas. Como se já não chegassem as botas horrendas (um drama partilhado por muitas, já percebi), também invadiram as lojas uma espécie de corsários estranhos. Não são calças nem são calções. Nem sequer são aquelas calças que estão na moda, onde se fica com os tornozelos à mostra. É um meio termo - um terrível meio termo.

(para além das modelos das fotos, só os vi numa pessoa - e são ainda piores ao vivo)
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25
Jan15

Primeiro fim-de-semana

Carolina

Primeiro fim-de-semana de férias desde que o semestre começou: as aulas acabaram, os trabalhos estão mais que entregues, os exames estão todos feitos e só se esperam os resultados. Primeiro fim-de-semana que não tive de acordar cedo para estudar ou acabar um trabalho; primeiro fim-de-semana que tive tempo para pensar em tudo que se passou neste último mês, em que não me escondi por detrás dos livros e dos resumos para esquecer. Primeiro fim-de-semana que foi de limpezas, mudanças e de ar fresco - tudo um bocadinho do que não tinha há meses!

Com meio mundo doente e com gripes de caixão à cova (eu já tive a minha dose), ontem saí sozinha para sair um bocadinho da rotina casa-faculdade e casa-ginásio, que me estava a desgastar. Também admito: já tinha saudades de estar umas horas só comigo mesma. Fiz uma visita rápida ao IKEA, para comprar umas molduras para algo que tinha em mente (ver em baixo) e depois, como a praia ficava ali ao lado e o pôr-do-sol estava quase a acontecer, despachei-me para o apanhar. Fiquei ali meia hora, a ver o sol descer em direção ao mar.

Hoje foi dia de tirar TUDO o que tinha em cima da secretária e nas gavetas, arquivar a tralha e os milhares de papéis relacionados com a faculdade e dar um toque novo ao quarto, com umas ideias que vi num blog. Preciso de empurrar 2014 para o fundo de uma gaveta - e isso inclui varrer tudo o que possa lá para dentro, para me esquecer de tantas dores de cabeça que o ano passado me deu.

Este fim-de-semana foi bom. Espero que seja o primeiro de muitos.

 

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22
Jan15

Chávena de letras - Eleanor & Park

Carolina

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 Vi este livro numa prateleira da fnac, enquanto esperava que a minha mãe fizesse uma outra compra no shopping. Eu tinha estado lá no dia anterior - e, por acaso, tinha comprado um livro -, pelo que não esperava comprar nada, apenas passear-me por entre as prateleiras. E foi quando me deparei com este livro, claramente recém chegado à loja (porque não estava lá no dia anterior). Olhei para a capa e soube que tinha de o trazer e começar a ler mal chegasse a casa. Só por olhar para a capa.

Receio que depois de ler as críticas no Goodreads, de saber a opinião de algumas pessoas e de ler a sinopse, talvez as minhas expectativas tenham sido demasiado altas. E, por isso, me tenha decepcionado quando acabei o livro.
A história é gira, embora o enredo não seja nada de novo: dois jovens inadaptados que se conhecem no autocarro onde andam diariamente e se apaixonam. Jovens esses que, como todos, têm backgrounds que às vezes não são os melhores e afetam as suas ações, pensamentos, formas de agir e de ser.
As duas personagens principais são simpáticas, de fácil identificação por parte daqueles que adoram livros (e que são, precisamente, muitas vezes os "marrões" e os "nerds" de que ninguém gosta e são excluídos de tudo o que é grupo de amigos "fixe"). Por outro lado, senti falta de personagens secundárias enriquecedoras: aquelas que se nos dão a conhecer são extremamente superficiais; sabe-se muito pouco sobre elas e são muito pouco exploradas. De resto, a única coisa má que tenho a apontar é o final que, para além de não ter sido do meu agrado, deixou a ideia de algo não finalizado, uma dúvida nada esclarecida. Como dizer..? Um final aberto dentro de um final fechado.
A escrita é super fluída e fácil, mas receio que a tradução faça perder alguma magia que o livro possa ter. É uma histórinha de amor adolescente muito "fofa", que vai para além de preconceitos e que tenta passar a mensagem de que somos mais do que aparentamos; que nós somos muito mais do que o físico que nos carrega a alma.

17
Jan15

Miúda de 95 28#

Carolina

As malas Gola

 

Ainda sou do tempo em que ter uma mala da Gola era fixe. Lembrei disto enquanto (re)via os Morangos com Açúcar com a minha sobrinha e apareceu alguém com uma mala de desporto daquelas, que já nem me lembrava que existiam. O que, por sinal, é tremendamente injusto porque tinha uma paixão desmesurada por estas malas quando andava no básico.

Custou até ter uma (porque "só se apoiam num ombro", porque "andas muito carregada e vai-te fazer mal", porque "são feias"), mas nada que uma bela dose de teimosia não resolvesse. A primeira que tive era preta mas com textura, que eu amava de paixão. Andei imenso tempo com ela, até ao dia em que se começou a desfazer aos pedaços. Ainda a guardei durante uns tempos, com a esperança vã de que, se a guardasse durante uns tempos no fundo do armário, ela se arranjasse a si própria. Como seria de esperar, não resultou. Depois disso ainda tive outra, mas nunca foi a mesma coisa. Não há amor como o primeiro.

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17
Jan15

A moda das botas feias

Carolina

O ano passado doei (ou deitei fora, em casos irremediáveis) metade do meu armário. Literalmente. Não foram só camisolas, camisas ou calças. Incluiu roupa interior, cintos, meias, sapatos, luvas, camisolas de malha, t-shirts, calções... tudo. Foi uma limpeza geral como nunca antes tinha feito. E soube-me bem e ainda continuo na onda de dar se não quero/ não me apetece/ não preciso. Mas houve um par de coisas que dei, que acabaram depois por me fazer falta. Uma delas foram umas botas pretas de cunha, que já tinham uns anos e por isso estavam a ficar feias de tão desgastadas. Dei-as, pensando que conseguia facilmente arranjar outras botas com um bocadinho de salto a um preço simpático.

Como me enganei! Andei meses atrás de umas botas. MESES! Corri todas as lojas - físicas e online - que gostava, parei em todas as sapatarias que conhecia e por onde passava. Nada. Eram todas iguais e todas igualmente feias. Não sei o que se passou com a moda do calçado este ano, mas é tudo de fugir de tão horrendo. Todas as botas que se encontram hoje em dia são feias, buçais, grosseironas, temporais (quem as vai usar daqui a dois anos?), incapazes de serem usadas por alguém que, como eu, gosta de se vestir de forma um bocadinho mais clássica e não entra nessas ondas alternativas (ou deverei dizer... feias?).

A verdade é que a moda destas botas grosseironas invadiu as lojas como nunca antes visto, por isso devem ter tido imenso sucesso. De facto, vêem-se nos pés de muito boa gente. Para mim - e que a minha opinião não ofenda ninguém-, são horríveis e ficam horríveis em qualquer conjunto, com exceção da malta gótica, em que aquilo fica a matar. Decidi fazer um "esboço exemplificativo" de alguns dos "pormenores" horrendos que todas estas botas têm. Se não tem uma coisa, têm outra, e por isso são feias na mesma. Não sei de que marca são as que utilizei na imagem, mas podiam ser da Prof, da Zara, da Haity, da Bershka ou de outra loja qualquer, porque em todo lado há coisas destas. É esperar que passe e que melhores coisas venham. Se não passar... bem que fico sem botas para o resto da vida.

 

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16
Jan15

Depilação a laser 2#

Carolina

A segunda sessão de laser alexadrite já lá vai e eu estou tão, mas tão satisfeita! Já estou a contar o dinheirinho para ir acrescentando mais zonas, porque de facto isto é uma solução caída diretamente do céu. O meu plano é, em 2015, acabar com TODOS os pêlos que me incomodam. É mesmo uma prioridade, mesmo que isso implique não comprar o vestido x ou as botas y para poupar uns (valentes) trocos.

Como já aqui disse, comecei por fazer as pernas para ver qual seria a minha reacção com a dor e os efeitos numa zona onde nunca tinha feito luz pulsada. Da primeira para a segunda sessão passou-se mês e meio e só na parte mais junto ao tornozelo é que se vislumbraram alguns pêlos mais crescidos. De resto, pouco ou nada! Um milagre! Logo eu que, passados quinze dias de fazer a cera, já estava pronta para lá fazer a depilação outra vez.

A terceira sessão já está marcada (onde já acrescentei mais uma zona) e, pelo que sei, há casos em que esta é mesmo a última, por já ser suficiente (só se fazendo depois manutenção de ano a ano, mais ou menos). Tendo em conta os excelentes resultados, acho que o fim do sofrimento nas pernas está aí ao virar da esquina! Yeyyyy!

(mais informações e marcações no facebook da Ultimate Laser)

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