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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Jul14

Já só se vai ao 'gym', só se usam 'pumps'

Carolina

Apesar de não ser fã de humoristas, e também porque a hora a que andava de carro durante o tempo de faculdade assim o implicava, acabava por ouvir quase sempre a Mixórdia de Temáticas. Não é algo que goste particularmente, todos os dias (aliás, acho um trabalho ingrato tentar ter piada todos os dias, sem folga incluída), mas tenho que confessar que às vezes o Ricardo Araújo Pereira estava inspirado. Uma das minhas preferidas foi a "Body Running Health Pumping", em que o humorista goza com o facto de hoje em dia, nos ginásios, não se fazer ginástica, mas sim tantas outras coisas - e nenhuma delas inclui uma única palavra em português! É tudo body pumps, zumbas, stretching, body jump e coisas do género.

A questão é que não é só nos 'gyms' que isto acontece. Na 'fashion' acontece exactamente o mesmo. Aqui há dias calhou de passar no programa "Passadeira Vermelha", uma coisa intelectualíssima com três convidados a comentar a vida dos famosos e as suas roupas, que passa no canal Sic Caras. Pois que metade das frases que eles diziam incluíam estrangeirismos, talvez para tornar a coisa mais 'cool'. Diziam eles: "sim, mas isto não era para uma passadeira... talvez para tomar um copo num 'rooftop'", "mas acho que uns 'stilettos' ficavam melhor", "aquelas calças 'boyfriend' são muito giras". Oi? E o português, foi erradicado, até na televisão, que atinge o público em massas (e eu não tenho de saber que com 'rooftop' ele quer dizer uma esplanada no cimo de um prédio ou com calças 'boyfriend' umas calças com corte masculino)?

Contra mim falo que, às vezes - e com oportunidade de usar palavras portuguesas - também opto por estrangeirismos: mas não devia. Temos uma língua riquíssima, mas achamos muito mais 'cool' usar as palavras dos outros, como se mostrássemos ser melhores que alguém. O caso do programa acima citado foi berrante (só eu sei o que me ri durante aquela meia hora), mas quase todos nós cometemos o mesmo erro. Somos uns 'stupids', é o que é. 

 

 

31
Jul14

Em busca da francesinha perfeita 5#

Carolina

Francesinha #5: na Marisqueira de Matosinhos

Acalmem-se, acalmem-se, que esta aqui ainda não é a "the one"! Mas está lá perto.

Esta foi das melhores francesinhas que comi depois do "meu" sítio ter fechado portas: estava tudo equilibrado, tudo no ponto certo; o molho é picante e forte mas aguenta-se, o bife é de excelência, a construção da francesinha igualmente boa. O restaurante é um dos meus preferidos, onde sou SEMPRE tratada como uma princesa, portanto não podia pedir melhor. Gostei nesse dia, decidi pedir na vez seguinte: e aí é que a coisa deu para o torto.

O que eu quero dizer com isto é que este restaurante é uma marisqueira, serve marisco e peixe do melhor que há, e é isso que tem mais saída; as francesinhas podem ser boas, mas são inconstantes. A Marisqueira não é um bar especialista nisto, onde a cada cinco minutos sai uma para cada mesa - e por ser mais esporádico, por provavelmente não ser sempre a mesma pessoa a faze-las, a probabilidade de termos uma francesinha de bradar aos céus de tão boa, se calhar é a mesma de termos outra que pode não ser assim tão especial.

Mas enfim, uma francesinha "fraca" deste restaurante é melhor do que várias das outras que já experimentei. Se é barata? Não, é provavelmente a mais cara que já experimentei. Se compensa? Provavelmente sim. Nem que seja por aquele bifinho de lombo, coisa rara de ver num prato deste género.

 

29
Jul14

Uma cadela diferente

Carolina

Interagir com a Molly tem sido uma experiência diferente de todas as outras. Ela tem uma personalidade forte, é inteligente, tem energia para dar e vender, mas também dorme como se de um bebé pequenino se tratasse. É delicioso vê-la a brincar com a Olívia, que a adoptou como filha, assim como é espantoso ver como ela ladra à "velhota" - a nossa Mimi, que já não tem paciência para ninguém, muito menos para uma cadelita arrebitada.

A Molly vai ter a sorte que os outros não têm de ser mais "transportável". Eu amo os meus cães, adorava mostra-los ao mundo, tal como gosto de mostrar os meus sobrinhos lindos ou os meus maravilhosos pais: mas tenho medo. Eles são demasiado grandes para alguém, com o meu porte, controlar; tenho coleira de "esgana", posso tê-los controlados, e alguns deles até são sossegados, mas sei que se avistarem algo e eu não estiver à espera, me arrastam com eles até onde quiserem e, com sorte, ainda me partem um braço pelo caminho. Não arrisco, porque já me aconteceu (tenho uma queimadura no joelho que o comprova), e os meus passeios com os cães são agora restritos a esta zona, onde os posso trazer para casa com alguma rapidez.

Mas como a Molly é bastante mais pequena, consigo ter mais controlo sobre ela (e pegar-lhe, se for preciso, mesmo quando atingir o porte adulto). Ando determinada a ensinar-lhe uma série de coisas, passo a minha vida a ver vídeos no YouTube sobre como ensinar os cães a sentar, deitar, ficar, andar de trela e mais uma série de coisas, mas ela nem sempre me facilita a vida. É muito enérgica, só faz o que eu lhe mando na presença de recompensas, cansa-se dos biscoitos e a certa altura já só brinca com eles, não os comendo. É inteligente, percebe as coisas... mas se calhar é inteligente demais! Temos treinado todos os dias, que estou decidida em torna-la numa cadela exemplar. Quero mesmo muito passeá-la, leva-la a tomar café, vê-la molhar-se na praia, a crescer e ser feliz, tal como os outros que tenho aqui em casa. Vai dar trabalho, mas no fim vai ser bom.

 

 

28
Jul14

Cenas à filme

Carolina

Acho que todos nós somos tremendamente influenciáveis por imensas ideias clichés de Hollywood. Ainda há pouco fui fechar a minha persiana, e apercebi-me de que estava uma noite fantástica (e arrependi-me de não ter ido dar uma volta com o meu pai),extremamente silenciosa, e apeteceu-me, assim sem razão aparente, deitar-me na relva que estava ali a dois metros de distância. Ver as estrelas, ouvir os grilos e as cigarras, sentir o cheiro da relva húmida e da brisa leve que passava por entre o chorão ali ao lado. Apeteceu-me ler um livro ali, com uma velinha acesa, e fingir que tudo funcionava na perfeição, como acontece nos filmes: que os cães, dali a pouco, não me iriam chatear o juízo; que a vela não se ia apagar com a brisa, ainda que leve; que com o terreno íngreme cera derretida não iria para cima da toalha onde me iria prostrar a ler.

Estamos cheios de sonhos destes, de visões perfeitas mas que, no fundo, são encenadas. Beijar à chuva, saltar de uma cascata sem nos cair o chapéu, cairmos no colo de alguém - que por acaso até nos interessa - por acidente, passarmos não sei quantas barreiras de um aeroporto para darmos "aquele abraço". Tretas. Tretas que sabemos que são tretas mas que continuamos a acreditar, porque é bonito, porque apesar de sabermos que não é assim que acontece, há sempre uma réstia de esperança. Mesmo para os mais racionais: a mim ainda me apetece ir ver as estrelas, mesmo sabendo que elas não se vão mexer por mais que eu olhe para elas, que o barulho das cigarras me vai chatear passado algum tempo e que ler à luz das velas não é assim tão bom. Eterna romântica, é o que é.

27
Jul14

Não vamos entrar em negação

Carolina

Toda  agente sabe que este macacão está mesmo, mesmo, mesmo à espera de vir morar aqui para casa. Estamos só à espera de uma promoçãozita a ver se o preço fica mais simpático porque com estas costas... ai, meu menino, não me escapas!

 

 

 

By Mango, a loja que me fornece a minha dose merecida e tão desejada de macacões.

27
Jul14

Em busca da francesinha perfeita 4#

Carolina

Francesinha #4: no Café Santiago (Rua Passos Manuel, Baixa)

Ah pois é, fui finalmente ao tão famoso Café Santiago, que tantos apregoam ter a melhor francesinha do mundo e que tantas vezes me aconselharam aqui na caixa de comentários. Pois que não tenho boas notícias para vós - vou ser tolerante e dizer que posso ter tido azar, apanhado um mau dia, mas a verdade é que houve ali uma coisa de muito mau (que é, já agora, o "erro" mais frequente de todos nas francesinhas): o bife.

Eu juro que tenho bons dentes, que a faca que eles me deram tinha uma boa serrilha - mas, mesmo assim, cortar aquela carne não era para meninos. Vi-me um bocadinho grega para conseguir partir o bife sem desmontar a francesinha toda, e sendo esta uma das partes mais importantes deste "petisco", toda a refeição tornou-se bem menos agradável. Quis comer, porque não queria deixar e tudo o resto estava bom, mas no fim deixei-me de coisas e pus o bife de lado, e devo confessar que me soube bem melhor. O molho era agradável, mais atomatado do que noutros sítios, e não muito forte no que diz respeito a pimenta/picante. O pão estava tostado, o que é um ponto muito, muito a favor. 

Agora dizem-me: mas é barato! E eu digo que não, não é. A refeição ficou-me por dez euros, num café normal, abarrotado de pessoas e com uma mesa a quinze centímetros de mim, onde me entretive a ouvir cada bocadinho de conversa que trocavam entre si. O serviço é normal para um café, mas como o local estava lotado é um bocadinho difícil interagir-se com os empregados. No fundo, acho que o preço é injustificado: nem a francesinha, nem o espaço, nem o serviço explicam que se pague dez euros. 

Mais uma vez, pareço ser do contra, e não concordar com a (grande) corrente que diz que o Santiago tem a melhor fracesinha de todas. 

 

(a parte boa é que já descobri, para mim, o melhor sítio para as comer - a revelar em breve)

 

 

27
Jul14

Afinal não estou para escrever

Carolina

Não deixa de ser curioso o facto de ainda há coisa de uma semana vos ter dito que me sentia impelida a escrever, que uma vontade quase divina me trazia aqui para o teclado, mas que a quantidade - e qualidade - dos textos aqui no blog tenham diminuído. Não dá a cara com a careta, não corresponde àquilo que eu disse - e a verdade é que não sei bem porquê.

O verão é aquela época do ano de que estou sempre à espera mas que, quando cá chego, acaba por ser sempre uma desilusão. E falo por mim, porque o resto da população parece estar a divertir-se à brava por terras algarvias, em festas em Seven's, Bliss's, MEO Spots e coisas que tais. A mim acaba sempre por me dar crises de solidão aguda e de introspecção que, ainda hoje, não consigo reverter. É uma solidão diferente da dos outros dias, porque é mais literal; se nos tempos de faculdade me consigo sentir sozinha num anfiteatro a abarrotar de pessoas, agora sinto-me literalmente sozinha nesta casa, onde pouco mais tenho que fazer do que ficar responsável por crianças ou ler na piscina, quando o tempo é bom o suficiente para isso, mas não para uma escapadela à praia. 

Dormir demasiado é mau, pensar demasiado é mau, ler demasiados livros com personagens masculinas encantadoras também é mau. Mas é tudo o que tenho feito ultimamente, e faltam-me por isso as palavras levianas, bonitas e bem-dispostas que as pessoas querem ler no verão porque, nestes dias, sinto que vivo em pleno inverno. Não chove lá fora, mas está a chover cá dentro.

26
Jul14

É o Deco, allez allez

Carolina

Sobre o jogo de hoje podia dizer muita coisa -e talvez diga - mas vamos por partes. Foi muito bom, muito giro, emocionante e arrepiante (no sentido literal, que quando eles entraram fiquei com pele de galinha). Foi bom, tão bom, rever os jogadores da minha infância, que me ensinaram a gostar de futebol e sobre a fome de ganhar tudo e a todos. O Deco e o Vítor Baía,  em particular, tocaram cá dentro. É óbvio que o jogo foi  a brincar, ambos estes jogadores jogaram pelas duas equipas, riu-se muito, fez-se muitas palhaçadas e a boa disposição e o fairplay estavam ali bem marcados (se houve cinco faltas neste jogo, foi muito). Foi diferente de tudo o que vi até hoje, sem aquela ânsia de ganhar, mas foi mesmo muito bom.

Gritava-se pelas duas equipas, batiam-se palmas a cada golo que cada um marcava. Eu gritei pelo Messi e pelo Eto, assim como torci pelo Benni McCarthy que sempre teve um lugarito especial neste coração portista. Foi um jogo sem rivalidades, para ver jogadores que todos adoramos, e onde não importava minimamente ser o vencedor.  Há pelo menos mais uma coisa sobre o jogo que quero falar (preparem-se que vou meter o Quaresma ao barulho), mas já fica para amanhã,  que o meu corpo pede descanso.

Importa dizer que no fim deste jogo, as saudades que já tinha aind conseguiram aumentar. Ah, sou uma nostálgica por natureza...

 

25
Jul14

O que precisava hoje

Carolina

Descobri há coisa de uma semana uma espécie de extensor de braço para tirar fotografias, que dá tanto para máquinas fotográficas como para o telemóvel. É uma espécie de tripé, mas de mão, que permite tirar fotos com mais altitude e umas "selfies" bem mais abrangentes, o que para alguém que anda muito sozinho - eu, eu, eu! - faz um jeitinho tremendo.

Hoje vou andar a passear pelo Porto, a servir de guia e de turista ao mesmo tempo, e uma coisinha destas é que me fazia jeito. Devia ter pensado nisto mais cedo. Mais logo ia poder estar numa foto com o Deco, naquele estádio mágico, mesmo que ele estivesse a meio quilómetro de distância. Uma pena. Tenho de tratar de trazer isto para casa.

 

 

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