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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

03
Jun14

Podem acabar com os eventos no facebook?

Carolina

Às vezes, no facebook, começam assim uns fenómenos estúpidos, que nos enchem a timeline e que, honestamente, me dão vontade de esganar alguém. Isto deve ter começado com uma brincadeira qualquer, de alguém um bocado parvo que criou um evento completamente descabido e, a partir daí, abriu a caixinha de pandora. É eventos estúpidos por todo o lado, a cada segundo que passa: e o pior é que as pessoas aderem. 

Se ainda não constataram este fenómeno é porque 1) as pessoas da vossa timeline têm todas acima de 30 anos, 2) têm pessoas sérias como vossas amigas, 3) não têm amigos. Não se preocupem, que eu partilho convosco algumas pérolas que fui recolhendo (podia passar o resto da vida nisto, só para terem noção do fenómeno):

  • Marcha para Libertação do bebê que vive no sol dos Teletubbies
  • Angariação de fundos para levar a Dora (a exploradora, dos desenhos animados) ao oftalmologista
  • Retorno de Dom Sebastião
  • DEBATE PARA DECIDIR SE EU QUERO TCHU OU QUERO TCHA.
  • Inquérito para decidir a que horas o Quim põe e tira o carro da garagem da vizinha
  • Debate para descobrir se todos os patinhos sabem bem nadar
  • Curso de sacar rolhas com professor Renato Seabra (humor negro)
  • Debate para decidir se o verão esta ou não perdoado.
  • Aulas de Surf com o Dux da Lusófona (humor negro 2#)
  • Manifestação pra libertar a senhora que diz as paragens do metro
  • ACORDAR O BILLIE JOE QUANDO SETEMBRO ACABAR .
  • Tocar no Anselmo Ralph
  • MANIFESTAÇÃO PARA OBRIGAR A JOANA A COMER A PAPA!!
  • Movimento Revolucionário Para Endireitar Os Olhos Do Tierry (da casa dos segredos)

Posto isto, e tendo em conta que já se devem ter rido um bocadinho, já podemos parar com a brincadeira? A-ca-bou. Quero o o meu facebook de volta ao normal.

03
Jun14

Aquele momento do ano

Carolina

Chega-se a esta altura e é um drama. Porquê?, perguntam vós, leitores preocupados. Porque as temporadas das séries acabaram todas e a sensação que fica é que estamos sozinhos e abandonados até Setembro.

Arrow acabou, Anatomia de Grey acabou, Mentes Criminosas acabaram. E agora, que faço eu da minha vida? Eu ainda deixei durar a pílula, resisti à tentação de ver na net (com excepção do Arrow, com que fiquei desiludida) e esperei que passasse na TV, para ver se esta dor interior ainda demorava a chegar. Mas o tempo passa rápido e as minhas séries favoritas esgotaram. E agora?!

Ainda tenho aqui muitos episódios de Revenge para ver mas, para ser honesta, não sei se tenho paciência para aquilo. Também podia ver The Vampire Diaries, mas a série está tão mal que, se deixei a a meio, é porque a vontade de lhe pegar é mesmo muito pouca. Naked and Afraid é bom para se ir vendo, mas não há aquela ânsia de devorar mais e mais. 

O que raio vou fazer durante as férias ou nestes tempos mortos onde me falta a inspiração para escrever, a falta de vontade de ler e ou vontade de fazer outra coisa qualquer mais útil? Vou ter de arranjar alguma série para devorar. E muito, muito em breve. 

(Acho que vou fazer uma petição contra os hiatos nas séries e contra o fim das temporadas)

02
Jun14

Algumas horas nas 40 de Serralves

Carolina

 

Acabei de estacionar em Pero Vaz de Caminha, ainda tenho uns minutos de caminhada pela frente e agradecia companhia”, foram as primeiras palavras que disse ao telefone depois de encontrar estacionado para o carro, 16 minutos após uma intensa procura. A rua dada em nome do famoso escritor é uma das muitas perpendiculares à Avenida Marechal Gomes da Costa, uma das mais conceituadas avenidas da cidade e onde se localiza a Fundação de Serralves, para onde me dirigia. É uma avenida grande e larga, mas nesse dia pecava pela falta de espaço – nomeadamente para o meu carro.

 

A Fundação de Serralves foi um sonho realizado de Carlos Alberto Cabral, 2º conde de Vizela e que ficou terminado em 1940. É um exemplo de art decó e tem no seu currículo vários arquitectos famosos, como Álvaro Siza Vieira.

 

No caminho vêem-se cartazes a anunciar as 40 horas non-stop que este evento promete - marca o início das festividades do 25º aniversário da fundação e dos 15 anos do museu. À porta há uma barreira, pejada de vendedores ambulantes que tentam impingir pipocas, algodão doce, gelados e balões, e outras tantas pessoas  que oferecem jornais e panfletos – quando se entra há quase uma sensação de dever cumprido, mal se consegue vislumbrar a pá gigante enterrada na terra, uma das imagens de marca deste espaço. O programa do evento promete mais de 250 eventos naquelas 40 horas seguidas – tudo desde música, teatro, circo, até outro tipo de estranhas performances que se auto-rotulam como “arte contemporânea”. E comida, claro; não pode faltar comida.

 

Entram dezenas de pessoas por minuto naquele átrio central: dirigem-se às barracas, perguntam coisas, recebem (mais) panfletos que não fazem ideia do que se tratam. Ninguém anda com um objetivo definido, vai tudo rumo ao desconhecido e em busca de sair surpreendido com uma performance espectacular. Caminha-se por entre aquelas árvores enormes, no principal caminho que dá acesso à grande casa cor-de-rosa e ao extenso curso de água que desce à sua frente. Há centenas de pessoas a tirar fotos, a posar para a fotografia, a descer as escadas rumo ao grande lago, e outras tantas relaxadas, a apanhar o sol que não visitava o céu do Porto há alguns dias. Foram muitos os que não trouxeram calçado confortável e o chão não convida a grandes caminhadas a quem veio desprevenido: o verdete, as escadas errantes, a gravilha e o paralelo incerto não são amigos de sandálias ou saltos altos. Algumas pessoas desequilibram-se e agarram-se às paredes ou, em caso de emergência, à pessoa mais próxima.

 

“Não faças isso!” grita o pai ao filho. Seguiu-se uma pancadinha amorosa na cabeça de um rapaz anafadinho, com um chapéu enfiado na cabeça e uns óculos muito pouco estilosos, que acabava naquele preciso momento de arrancar uma folha de uma plana que fazia parte do trilho. Fazia, porque parte ficou na mão da criança, a quem o pai continuou a admoestar, mas sem grandes resultados.

 

A máquina fotográfica está sempre pronta para captar algum momento que seja digno de ser captados e ao avistar o lago é impossível ficar indiferente. Apesar de verde, por a água estar estagnada, acaba por não perder a sua beleza. Ainda lá moram meia-dúzia de patos e muitos peixes, de várias cores e feitios, que alegravam a vista das muitas crianças que por lá vão passando enquanto a minha máquina fotográfica vai fazendo “chack” a cada foto que tira. O tráfego nas escadas é maior do que o aconselhado para um sítio onde não há muito mais para as pessoas se apoiarem do que rochas e, do outro lado, a água onde ninguém quer, definitivamente, tomar banho. Tirar fotografias passa para segundo plano quando a coisa que mais queremos é evitar molhar os pés – ou qualquer outra parte do corpo.

 

Às 16:30 horas começa um concerto no prado. Não há pressas naqueles jardins: toda a gente caminha e conversa com calma, a apreciar o ar fresco e a oportunidade de passear um bocadinho sem ter de pagar por isso. No caminho para o recinto existe uma cronologia apresentada em placards sobre a história da fundação -  do outro lado estão barracas de bebidas alcoólicas e comidas rápidas, como bifanas, pães com chouriço ou kebabs. Já há muitas pessoas sentadas em cima de toalhas, pois a relva ainda está húmida da chuva que caiu no norte nos últimos dias; fazemos o mesmo.

Começa o concerto. O recinto está composto, com muitas pessoas, mas com um espaço confortável entre si. “Guitarrafonia com Tiago Sousa” é uma orquestra de muitas guitarras, tocadas por homens e mulheres vestidos de preto e que tocam música que soa a barroca ou medieval. Só cordas, uma vez mais rápido, outra mais devagar, mas soam demasiado igual enquanto aqueles vinte minutos passam. “É contemporâneo”, ouve-se alguém dizer em tom gozão. Aquele estilo de música tão diferente daquele consumido pelas massas parece não estar a agradar a toda a gente.

 

Um menino, com o seu ano e meio, de cabelo loirinho e olhos azuis, deambula por ali como se nada fosse. Sem querer pisa as mãos de quem está à frente dele e os pais pedem, muito pronta e rapidamente, desculpa. Depois vai outra vez contra uma senhora que já lá estava sentada e os pais, um tanto ao quanto envergonhados, tornam a lamentar o sucedido. “Anda cá Francisco!”. Uma pausa na música. “Os meninos tocam e tu danças, sim?”. E, mal a música começa, ele dança, mexendo com a fralda de um lado para o outro, e espalhando charme por quem passava. Chega até mim e folheia o meu bloco com atenção, nunca passando mais do que uma página de cada vez. Observa, com a caneta na mão – a mesma caneta que depois rouba e com a qual se passeia ali à volta, com sorriso matreiro: mais uma vez sob o olhar envergonhado dos pais, que passado uns minutos ma vêm entregar. 

Na parte das cavalariças está uma fila enorme, cheia de pais e filhos -  há mini concertos esporádicos, feitos com materiais do dia-a-dia – paus a baterem em garrafas, colheres em depósitos de latão e tantas outras coisas. Divertido para as crianças, não tanto para os nossos ouvidos. Mais à frente, numa outra sala onde as actividades são mais uma vez para a malta mais nova, podem ver-se vários tipos de formigas e morcegos que existem na fundação  e ainda a evolução da borboleta, com vários terrários onde estão borboletas nas várias fases da sua vida.

 

 

Rumo a um concerto na clareira das azinheiras, vê-se o “Biométricos parque”, onde decorre um jogo com bolas de várias cores, pessoas a correrem com óculos escuros, coletes reflectores e esparguetes de andar nas piscinas. O cheiro a comida é demasiado intenso para ficar a olhar para um jogo e não o perceber – a barraquinha dos crepes estava ali ao virar da esquina, a emanar um cheiro delicioso. Já com o dinheiro na mão, dizem-nos “já não vendemos crepes, só à hora do jantar” e o mundo quase pára ali. Ainda não é agora que matamos a fome.

 

Muitas cadeiras estão vazias enquanto os “Éme” se fazem ouvir – e mesmo as pessoas que lá estão comem, conversam e olham para os mapas da fundação, não prestando muita atenção às movimentações no palco. Para música pop rock, a voz do cantor é fininha demais, e não convence. Ele tenta, tem pinta, mas o rock não mora ali.

 

 

 

As crianças têm claramente um lugar predominante neste evento. Vêem-se centenas de carrinhos de bebés e oficinas para os mais novos:  à saída do concerto estão a fazer máscaras, mais adiante experiências. Tentam adivinhar qual a cor que vai sair da junção de dois componentes. “O que acham que fez isto mudar para roxo?”, pergunta a monitora. “A água!”, grita alguém do outro lado da mesa. “Mas a água costuma mudar a cor das coisas?”. Não ficamos para a ouvir a resposta, embora a tivéssemos na ponta da língua.

 

 

Há uma feira de artesanato a decorrer, onde há colares, brincos, camisolas originais e todo outro tipo de coisas à venda. Para além disso, há uma feira do livro para os amantes da leitura e outras locais de venda onde se podem comprar artigos da fundação.

 

De volta ao prado para assistir a mais uma performance que começa às 18:30, o dinheiro já não ficou no bolso. O estômago já se queixava há muito, já passavam largas horas desde o almoço e depois de uma bela caminhada era merecido: dois euros e meio em troca de um pão-com-chouriço. Os  “Bainha” começam a  atuar: segundo o programa é “circo contemporâneo”. Uma rapariga a baloiça-se de uma forma pouco perigosa num trapézio. Sobe e desce a corda, anda de um lado para o outro sentada em cima do baloiço e tocando uma guitarra, de uma forma demasiado pacífica e que foge muito ao nosso conceito de circo normal.

 

Finda a refeição, conseguindo vislumbrar muito pouco do espectáculo e vendo o sol descer em direcção ao horizonte, é hora de voltar a casa. Está um grupo de pessoas em pé mais perto do local do espectáculo, razão pela qual muita gente não consegue ver aquilo que se está a passar lá à frente, o sítio de maior interesse. Gritam mais atrás: “SEN-TEM-SE!”. O espectáculo para o resto das pessoas deve ter começado no momento em que acabou mim. Pouco depois, de volta a Pero Vaz de Caminha, o relógio aponta 19 horas e 44 minutos. O tempo  andou mais rápido do que o previsto, o sol já está a pôr-se. Vêem-se muitas pessoas na rua, está trânsito na Avenida da Boavista, mas os sorrisos vêem-se à distância. A vida em Serralves passa mais rápido, que as coisas quando são boas acabam depressa. 

01
Jun14

Serralves

Carolina

Ontem passei toda a tarde em Serralves em Festa, um evento de 40 horas non-stop que há neste jardim maravilhoso. Podia contar-vos como foi, mas tendo em conta que vou ter de fazer uma reportagem de 4 páginas sobre o assunto, vou evitar repetir-me. Em breve mostrarei como ficou e, se vos sobrar paciência e eu vos conseguir captar a atenção, talvez fiquem para ler como correu a minha tarde de ontem. Agora é pôr mãos ao trabalho antes que os pormenores se esvaiam da minha memória (o início e o fim já estão escritos - só falta tudo o resto).

 

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