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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Jan14

Acho que fui adoptada

Carolina

Por um gato. Lindo, castanho, com os olhos douradinhos!

A verdade é que, na minha adoração geral por animais (excluamos roedores desta categoria), os cães e os gatos têm um lugar especial no meu coração. Já não é a primeira vez que faço posts sobre o assunto, e até já fiz uma declaração quase universal a dizer que queria, de facto, um gato! Mas nada. O meu pai não é o maior fã e eu tenho um medo herdado que os cães lhe façam mal, tendo em conta que já vi muitos gatos mortos por este quintal fora graças ao seu instinto predador. Mas isso era antes.

Feliz ou infelizmente, os cães que agora tenho são muitos diferentes dos antigos. Uma paz de alma. São pastores, basicamente, e estão habituados a lidar com todo o tipo de bichos, ao contrário dos Pastores Belga que tinha antes, que matavam todo o bicho que aparecesse à frente (cheguei a ter uma cadela que apanhava pássaros em pleno vôo...). Já não é a primeira vez que vejo aí gatos a vaguear e os cães continuam na paz do senhor, ignorando, preferindo continuar a dormir a sua soneca em vez de se chatearem. E assim têm cedido território aos felinos.

Tenho visto um ou outro a cheirarem o lixo que pomos numa divisória exterior a que os cães não têm acesso; rompem o saco com as unhas e pronto, está o jantar feito. Mas ontem apercebi-me que todos nós já tínhamos visto o mesmo gato, naquele sítio, e que ele, muito provavelmente, já nem sequer abandona as redondezas. Quando cheguei, à hora de almoço, ele estava lá; depois do jantar - ou seja, muitas horas depois -, lá continuava ele, abrigado da chuva debaixo do meu carro. Acha que lhe damos jantar voluntariamente e pronto, é-nos fiel. Não sei qual será o final desta história, mas aqueles olhos douradinhos derretem qualquer um. O final mais feliz seria comigo, a mata-lo... com mimos e a estrafaga-lo com festas e beijos e todo o amor que tenho para dar. 

31
Jan14

Follow Friday 2#

Carolina

Mais uma sexta, mais um blog! Desta vez o meu destaque vai para o blog da Vanita, a Caixa dos Segredos. Eu acho que uma das coisas importantes para gostarmos de um blog é gostarmos de quem o escreve - e eu gosto muito da Vanita! Tenho a sorte de a conhecer e é uma mulher de muito valor, assim como o seu blog. Já o era antes de se mudar aqui para o charco, mas agora é ainda melhor, ahah!

É um blog sobre tudo um pouco: opiniões, livros, alguns desabafos e tantas outras coisas mais random que eu gosto de ler! É o sítio de alguém com uma mente aberta, culta e uma visão das coisas que consegue ser sempre interessante. E é a minha referência enquanto jornalista. Um beijinho grande, Vanita =)

31
Jan14

Dia glorioso

Carolina

Aquele em que sabes que vais para um exame para reprovar e que vais ter de fazer a cadeira no ano seguinte. Ano de estreias, este! Adoro ser uma aluna (in)competente (e frustradissíma e irritadíssima e desmotivadíssima e tudo o que acabe em "íssima" e seja mau). 

30
Jan14

Música da noite

Carolina

Não sei bem a que propósito, há dois dias lembrei-me de uma música que já não ouvia há uns anos. É deprimente quanto baste, e ouvi-a vezes sem conta quando não estava assim tão bem. Por acaso passei-a para o telemóvel e hoje adequa-se perfeitamente. Depois de uma noite como a de ontem, boa, divertida e cheia de sorrisos e brincadeiras, hoje é o oposto e estou a fazer um esforço enormíssimo para me manter bem composta (já me descompus, mas já estou a voltar à normalidade), tendo em conta que tenho um exame amanhã e gostaria de não reprovar. É respirar fundo. Muito fundo, que isto é tudo relativo e amanhã é um novo dia.

 

30
Jan14

Os polícias gostam claramente de mim

Carolina

Aqui há pouco fui levar uma amiga minha à escola, pois tínhamos almoçado juntas. Acontece que não tinha estacionamento nas redondezas, por isso parei o carro num dos três lugares destinados a deficientes em frente à escola. Por causa disso, não saí do carro, e fiz tempo com ela lá dentro, até às aulas começarem, na eventualidade de alguém incapacitado precisar do lugar que, de facto, é seu por direito. 

Importa dizer que eu, sempre que estaciono o carro, sou aquela que desliga e liga o carro três vezes porque não ficou bem dentro da linha, porque ficou com o rabo de fora ou porque ficou ligeiramente torto; e que, se for preciso, deixo o carro quatro ruas abaixo para não ficar em situação ilegal (rogo pragas sempre que vou a casa da minha tia por causa disso). Não é para tentar ser correcta nem seguir os princípios - não sei, faz parte de mim, não consigo deixar o carro mal estacionado: fico com um peso na consciência tal que, mesmo que o estacione, trinta segundos depois já estou lá dentro cheia de remorsos e pronta para o tirar do sítio.

Pois bem, estava eu na conversa quando passam dois senhores polícias. Olham para mim, sorriem, apontam para o sinal e abanam com a cabeça, como quem diz "é bom que tire daí o carro, sabe o que lhe fazemos, certo? Ai a menina feia!". Apoquentei-me. Acenei com a cabeça, como quem diz "desculpe, estou só a fazer tempo" e levantei a mão num sinal de desculpas redobradas. Tirei o carro rapidamente dali e estacionei uns bons metros mais abaixo, tendo depois de subir a rua da escola quase toda, aproveitando para dar uma volta no átrio que tantas vezes me acolheu. Mas fiquei doente! Doente!!! Eu sei que é o dever deles e que não podem saber que eu tenho sido uma pregadora das boas maneiras enquanto se está ao volante de um carro, e que faço os possíveis e impossíveis para não cometer infrações. Mas à mínima coisa, tau! Há gente que nem sequer sabe o que é estacionar num lugar legal, e nunca lhes dizem nada. Mais: ao meu lado estava um carro também no lugar deficientes, parado, estacionado, sem ninguém lá dentro; atrás de outro carro que estava ao meu lado mas já em situação legal, estavam dois carros parados em segunda fila, a prejudicar o trânsito. Acham que eles fizeram alguma coisa, que lhes deixaram uma notazinha ou sequer um aceno como me fizeram a mim? Nada, nicles, niente! 

Já estou como o outro: "fico chateado, é claro que fico chateado!". Que raio de sorte.

29
Jan14

Calcanhar de Aquiles na cozinha

Carolina

Eu suponho que todo o cozinheiro tem o seu calcanhar de Aquiles. O souflé que não sobe, as claras que não pegam, o chantily que não se forma, a maionese que não se mistura, o bolo que fica sempre colado à forma. Pois eu, até agora, considerava-me uma vencedora: não tinha nenhum!

Toda a gente sabe que eu adoro cozinhar, principalmente doces. Se pudesse, passava umas horas na cozinha todos os dias a fazer uma especiaria diferente. O mal dos doces é que engordam e, portanto, feitos com tanta frequência não dariam bom resultado. Mais: a verdade é que eu, com o meu jeito (modéstia à parte) e o meu paladar, acho que dava uma boa pasteleira. E é das coisas que dá emprego... mas que se tem uma vida de escrava. É trabalhar até às tantas, acordar de madrugada.... enfim, não é uma vida que queira para mim.

Mas voltando à minha fraqueza: o leite creme! O idiota do leite creme, acham normal? Primeiro, não atinava com a receita. Eu, que depois de ver fazer uma vez faço tudo direitinho e seguidinho, tive de pedir várias vezes ajuda à minha mãe, porque me esquecia sempre como se fazia isto e aquilo. A verdade é que na primeira vez que fiz, sozinha, o dito doce, esqueci-me de lhe pôr ovos. Arrrrrrg. Mas eu não sou de desistir. Dias depois, tentei de novo. Estava a correr tudo bem até que vi a minha mãe lá fora a fazer qualquer coisa e fui ajuda-la, qual boa samaritana. Quando cheguei à cozinha, já o leite tinha vertido pelo tacho, o disco ficou todo sujo e o leite creme poderia estar condenado, não fosse a minha mãe uma boa cozinheira e me safar daquela situação. Hoje, que vou receber amigos, tornei a tentar a minha sorte. Dizem que à terceira é de vez, e eu gosto de acreditar que sim. Só lá para o fim é que eu me apercebi que alguma coisa estava errada; quando virei o leite creme para a tigela, o fundo estava... esturricado. Perdão: esturricadíssimo! Acho (e espero) que o sabor não tenha passado para o doce, tendo em conta que passei uns vinte minutos à volta do tacho para tirar todo aquele negrume do fundo - e já foi castigo suficiente.

Como se vê, independentemente da forma, o leite creme arranja sempre forma de me tramar. Mas eu já fui avisando: ele tem ganho as batalhas, mas sou em que vou ganhar a guerra! Nem que seja o último prato que eu faça, pá!

28
Jan14

Chávena de letras - Miopia e astigmatismo

Carolina

Decidi ler este livro de crónicas do Markl para desanuviar um bocado, rir, e ganhar tempo para decidir qual a próxima obra que iria pegar. Acho que ele tem piada, e talvez por isso este livro me tenha desiludido. Porque muitas das crónicas não têm piada, apenas uma ou duas frases "icónicas" que fazem com que aqueles textos tenham alguma vida.

Para mim, o livro foi piorando à medida que as páginas passavam - as primeiras foram sem dúvida as melhores. Na última parte "e os outros" já contava mesmo as páginas para o final. Tenho pena, espero melhor numa próxima.

 

Já agora, deixo o link para um outro blog que tenho, que nada tem que ver com este. É um blog mais para mim do que para os outros, mas que, na verdade, pode servir para inspirar qualquer um. É onde reúno as minhas citações favoritas de cada livro que leio. Há três passagens deste livro por lá. Quotes.

 

27
Jan14

Dica do dia

Carolina

Eu cá não sou menina de maquilhagens, mas a verdade é que acho giro uns lábios bem vermelhos. Primeiro foi uma amiga que me deu, depois ganhei um batom bem giro e bom da L'Oreal num passatempo algures e ontem, finalmente, comprei um. A minha irmã já me tinha falado e eu também já tinha visto no facebook de uma maquilhadora (a Inês Franco, podem ver o facebook dela aqui - é quem maquilha a Cristina Ferreira), e foi amor à primeira vista. 

O dito é um batom de longa duração da Kiko (Long Lasting Colour Lip Marker), que tem várias cores, e é tal e qual um marcador de pintar desenhos - tão igual que até me faz um bocadinho de impressão pintar os lábios com aquilo. Mas fica lindo, estilo mate - não é brilhante, é quase como se a cor dos nossos lábios fosse mesmo aquela. Estou apaixonada!

 

 

6,90€

27
Jan14

Há dois tipos de pessoas

Carolina

Há as pessoas-zara e as pessoas-louboutin. As Zara são mais baratas, mas ainda assim a qualidade não é suficiente para o preço que cobram. São mais normais, vêem-se na rua a toda a hora. Às vezes são peças giras, giras, giras, mas o pano é uma treta e as linhas já estão podres. Na verdade, são a maioria delas.

Mas as Louboutin não. São raras, poucas, mas vivas, tal e qual aquele vermelho na sola. A pele é boa e traz saquinho de protecção e tudo. São mais caras, mas a qualidade tem o seu preço. Assim como a diferença. As red-soles não são fáceis de encontrar, mas o esforço vale a recompensa.

Eu nunca gostei muito de quem vai com os rebanhos, mas infelizmente não tenho tido grande sorte com quem encontro no caminho. Porque, para o bem ou para o mal, eu sempre preferi Louboutins.

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