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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Jun13

Para quem diz que não se nota "nadinha"

Carolina

No exame de história, os dois professores vigilantes tiveram a brilhante ideia de se prostrarem ao meu lado a cochichar. Como se já não bastasse o facto de estarem os dois à conversa enquanto eu escrevia e tentava ter um discurso coerente em algo que seria crucial para o meu futuro, e como uma mulher é capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo, ouvia aquilo que diziam um ao outro. Nisto, ouço o professor à dizer à outra vigilante:

- Hum, esta miúda tem um problema de saúde.

- Tem? - perguntou a mulher.

- Nos pés.

 

E era homem! E, só para que conste, eu estava de calças, por isso não havia lá grande desculpa para ele estar a olhar para as minhas pernas. As mulheres, eu regra geral sinto que reparam, pois passam a vida a olhar para os sapatos umas das outras. Já homens, é mais fora do comum. Mas, como se vê, nota-se! E bem, só para que conste.

28
Jun13

Carolina, a (futura) condutora

Carolina

Eu gostava de ter uma câmara a filmar-me enquanto conduzo. A sério que sim. Deveria ser o filme mais cómico dos últimos tempos: eu faço caretas, encolho-me, passo a minha vida a pedir desculpas, reviro os olhos de entediada, faço trejeitos com a boca de quem está aflita com algo que está a acontecer... enfim, uma festa.

É claro que é muito diferente das aulas iniciais, em que eu andava agarrada ao volante com medo de me matar e espetar-me contra qualquer obstáculo que me aparecesse à frente. Os procedimentos, nessa altura, ainda não estão mecanizados, as estradas são uma selva e os condutores - principalmente os daqui do norte - são tudo menos tolerantes, o que torna a tarefa de conduzir em algo deveras stressante: principalmente para principiantes! Mas agora já estou muito mais ambientada, os erros são cada vez menos e o pedido de exame já está entregue. Já estou naquela fase em que só quero ir a exame e despachar isto, para poder ter a minha liberdade. Se não tenho medo de me meter nesta selvajaria sem ter alguém ao lado com pedais auxiliares? Oh, se tenho! Mas vou ter de ultrapassar isso para fazer deste verão algo memorável: pela primeira vez na minha vida, vou poder ir para a praia que eu quero, com as pessoas que eu quero; poder ir tomar cafés com os meus amigos sem chatear o meu pai ou ir ao cinema à noite, sozinha ou acompanhada, quando quiser e bem me apetecer.

Ainda não sei quando vou ter exame - infelizmente, não está fácil arranjar uma data nem outra pessoa que venha comigo, por isso vou passar uns dias sem ter aulas até saber a data do exame. Não estou muito confiante quanto ao passar ou não passar - há tão boa gente que reprova! Mas estou a torcer para que tudo corra bem e que, muito em breve, eu esteja a fazer caretas por aí, no meu próprio carro.

28
Jun13

Este novo conceito de escrever livros

Carolina

Fazem-se as entrevistas na televisão, passa-se para o papel e o entrevistador, diz-se, escreveu um livro. Mas isso é que é escrever um livro? No máximo, transcrevem-nas para o papel (o que não me acredito) e fazem uma introdução de uma página sobre o entrevistado.

Hoje em dia esquecemo-nos de que um livro é muito mais do que um conjunto de folhas com uma capa bonita. E este novos "livros", para mim, não são livros. Não me perguntem o que são, mas livros, no sentido profundo da palavra, não são...

27
Jun13

Mudam-se as gerações, mudam-se os hábitos

Carolina

A minha avó teve catorze netos - do mais velho ao mais novo, faz diferença de vinte e quatro anos. A altura mais produtiva em termos de criançada foi a que eu nasci - somos bastantes com idades muito próximas e por isso, enquanto éramos todos miúdos e as diferenças ainda não se notavam, brincávamos que nos fartávamos nas festas de família. Construíamos as nossas brincadeiras e, como éramos muitos, divertíamos à grande. Ninguém nos parava. Mas havia um momento especial: aquele em que as nossas mães diziam "está a povlova na mesa!" ou "já se serviram as sobremesas!". Vuuum. A partir desse momento, há meninos nem brincadeiras para ninguém. Está tudo em cima das sobremesas, do gelado de morango, do bolo de cenoura, da povlova. Ia tudo em minutos e nós saímos de lá sempre de barriga cheia.

Hoje em dia, olho para a nova geração (que são só os meus sobrinhos, por agora) e vejo que são completamente diferentes. Para além de achar que aquelas brincadeiras, para além de barulhentas, são uma parvoíce pegada sem piada nenhuma... eles não comem nada! Nada! Pronto, exclui-se do "nada" os rebuçados de frutas da minha mãe. Mas de resto, são uma consumição para jantarem e nem sequer querem saber das sobremesas - quando querem, deixam-nas a meio para nós as comermos. Chego à conclusão que, ou eles são uns chatos, ou nós éramos uns gordos gulosos. Enfim... gulosos mas felizes (ah, então com aquela povlova, hummmmm).

 

26
Jun13

Cortar a relva e cedo erguer, dá saúde e faz escurecer

Carolina

A época de exames costuma ser terrível a nível dietético. O ano passado tinha uma caixa inteira dos melhores rebuçados do mundo (que vêm de Lisboa) e era um atrás do outro, enquanto passava horas a estudar - como estamos parados, muitas horas sentados e puxar pelo intelectual, a fome dá de si, a par da necessidade de estarmos a fazer algo para além de ler papéis.

Mas este ano eu resisti. Por acaso, tenho uma saca dos mesmos rebuçados que tinha o ano passado, mas mantive-a bem longe dos meus olhos (e boca). Já é mau demais passar horas a fio sentada sem fazer nada, quanto mais a ingerir quilos de açúcar num só dia. Mas a verdade é que no meio de aniversários, São João e as sobras das festas, acabei por comer porcarias sem fim. E isto até pode ser psicológico, remorsos de quem anda a comer mais doces do que deve, mas sinto-me um bocadinho anafada. Só mesmo um bocadinho, a sério!, mas é o bastante.

Eu, racionalmente, sei que as coisas que menos gosto de mim nunca vou conseguir perder. O pé vai ficar sempre inchado, nunca vou ter uma barriga lisinha (não tenho esse estilo de barriga) ou as coxas fininhas. É a vida, está nos genes. Mas pronto, na medida do possível, quero sentir-me bem comigo mesma.

Por isso ontem disse para mim mesma que não podia ser. Que hoje começavam as férias e que me ia mexer - e não ia ser só quando fosse para o Algarve, caminhando quilómetros sobre a praia. Ia ser agora. Nem que fosse a nadar de um lado para o outro na piscina. Mas o destino tem destas coisas e juntou-me... com a máquina de cortar a relva. É ouro sobre azul. Faço exercício e ainda fico morena! Eu sabia que este jardim ainda havia de me dar jeito.

25
Jun13

Acho que não era suposto escrever mais hoje

Carolina

Porque a verdade é que, apesar do modo zombie, escrevi 14 páginas - inteiras - no exame de história. Juro que não foi para me vingar de um professor que tenha feito greve e que, muito provavelmente, irá corrigir o meu exame ou para me desforrar do desastre do de português. Como se costuma dizer: "aconteceu".

Eu escrevo muito e história tem esse inconveniente: quando se sabe, tem-se muito para dar à mão. A verdade é que os critérios já saíram e eu não podia estar mais feliz - não quero deitar demasiados foguetes antes da festa, mas acho que este resultado promete. Estou a tentar não me animar, mas depois do balde de água fria que apanhei nos últimos dias, é o único alento a que me posso agarrar. Verdade seja dita que nenhuma das matérias com que me sentia confortável saiu - comunismo na URSS, Estado Novo, regimes totalitários -, mas o exame era bastante acessível e compensei as minhas possíveis falhas com o apoio dos textos e com uma inspiração qualquer que me deu.

E enfim, para quem não ia escrever mais, já me estou a exceder (a sério, a minha mão ficou-me a doer): queria só mesmo agradecer todos os comentários de alento e com desejos de boa sorte que me têm mandado nos últimos dias. Pode não parecer nada, mas faz a diferença. Já não sei que seria de mim sem isto. (Agora vou dar descanso à pobre da mão... e, já agora, ao corpo inteiro).

 

Ah! Estou de férias!

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