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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Mai13

Por falar em feeds e coisas que tais

Carolina

Sabem uma coisa que me irrita? Aqueles blogs que não permitem que os seus feeds sejam transmitidos de forma completa para esse tipo de ferramentas que nos permitem ler imensos blogs de uma só vez (estilo o reader ou o feedly).

Uma pessoa gosta do título, começa a ler e depois chega a meio e o texto é interrompido. Arrrrg! E das duas uma: ou o texto é incrivelmente fantástico e me prendeu desde a primeira frase (raro) ou eu desisto logo ali. Se o objectivo é fazer-me aceder ao blog só para ganhar mais uns trocos, a tentativa sai 95% das vezes furada - isto quando não tiro logo os blogs da minha lista quando me apercebo que não consigo ler os posts na íntegra.

Principalmente em blogs grandes e com muita popularidade, percebo que queiram fazer render o peixe mas, para mim, revela que as prioridades ali estão um bocado trocadas: acima de tudo, um blog serve para a partilha de ideias, o prazer da escrita, para receber o feedback dos leitores e não para ganhar dinheiro. É fantástico, mas deve vir depois. E obrigarem-me a clicar no link só para arrecadarem mais um cêntimo tira-me do sério.

30
Mai13

Já era tarde, uma pessoa tem de dar um desconto

Carolina

Ontem na aula de condução, por aí algures:

Instr: Pronto, vamos estacionar aqui atrás deste Seat.

(estacionei)

Instr: Ok, vamos sair.

(travei o carro com o travão de mão)

Instr, a olhar-me de soslaio: O quê que estás a fazer?

Eu: Não vamos sair?

Instr: Vamos sair... do lugar.

(Carolina envergonhada até às pontas do cabelo)

 

Em minha defesa vale dizer que numa das últimas aulas (de duas horas) paramos duas vezes, portanto não era assim tão inusitado (ou era, porque estava a chover e a aula era só de uma hora, mas enfim...)!

30
Mai13

Já me despedi do reader

Carolina

Os malandros do google anunciaram o fecho do reader para meados de Julho mas desde há umas semanas para cá que a ferramenta já não funcionava direito - não marcava os posts já lidos, não os tirava da minha página principal... enfim, escorraçaram os seus utilizadores mesmo a mal, para ver se conseguiam acabar e "despopularizar" aquilo de uma forma ainda mais rápida.

Vi-me, então, obrigada a arranjar soluções. Mesmo antes disso já me tinha inscrito no Bloglovin, mas não me conquistou - demasiado design, tudo muito bonito, mas a nível prático não era nada de especial (não gostei nada do facto de abrir uma página à parte para ler cada post - para isso ia aos blogs em si).

Entretanto, numa tentativa de desespero, gritei por ajuda no facebook. Deram-me duas alternativas: o The Old Reader e o Feedly. O primeiro, só por ter aquele nome, já não me cheirou bem; ainda assim, tentei, e era semelhante ao reader - um look limpo, simples, mas não me ambientei muito bem. Depois experimentei o Feedly - e apaixonei-me! Junta tudo de bom - é versátil, atrativo, dá para ver os posts de várias formas e feitios, organiza-los ainda melhor do que no reader original, guarda-los, vê-los depois, partilha-los, etc e tal!

Demorei um pouco de tempo a organizar tudo como queria e ainda aproveitei para fazer uma limpeza aos blogs que já não lia ou que estagnaram. Ainda tenho muito belo post em atraso, principalmente textos maiores que levam mais tempo a ler (e tempo não tem sido o meu forte), mas já estou a recuperar e a deixar, de novo, comentários aí pela blogosfera fora.

29
Mai13

Faz hoje um ano (que eu fui ver o Robert a Lx)

Carolina

Epá, desculpem lá, mas não foi o melhor dia da minha vida. E só não foi O pior porque já passei pelas tão temíveis dores de dentes (vá, pronto, estou a brincar, não foi assim tão mau)!

O mais engraçado disto tudo é a tremenda dualidade que sinto: por um lado, umas saudades terríveis daquele ânimo, de Lisboa, daquela companhia tão boa, de todo aquele entusiasmo de não saber o que está para vir; por outro, a lembrança do cansaço extremo, da enorme desilusão que apanhei e da multidão que, segundo a minha percepção, me cercava sem fim.

Os dias que as pessoas chamam de "memoráveis", para mim, a maior parte das vezes, são para lá de terríveis. E eu guardo muitas, muitas memórias de tudo e de todos, mas essas grandes celebrações são muitas vezes erradicadas da minha memória, pois não me transmitem muito de positivo.

Há um ano (mesmo certinho, por volta desta hora), eu estava ver à minha frente um dos homens mais bonitos que já vi. E eu, em vez dele e daquele dia caótico, tenho é saudades de todo o caminho que me levou até ali, ao CCB, com aquelas pessoas. Foi longo, uma maluqueira pegada, mas valeu a pena. (Ahhhh, sou tão portuguesa neste aspeto! Toda eu sou saudade!)

 

28
Mai13

Porto State of Mind

Carolina

Há dias mostraram-me um vídeo/música inspirado na música da Alicia Keys e do Jay-Z, Empire State of Mind, mas versão portuense. A ideia já não é nova, porque também já conhecia um inspirado na margem sul, mas não deixei de achar imensa graça por isso.

O vídeo está fraquinho e um tanto ao quanto estranho, mas a letra está genial. Acima de tudo são críticas cheias de verdade, misturadas com alguns elogios à cidade que - suponho - também deve ser a dos autores. Não destaquei as partes "positivas" (as francesinhas, o FCPorto, o "Porto é uma nação"), mas sim as que ironizavam algumas situações que se vivem por cá. Quem aqui mora sabe que são verdade.



 

"No Porto, terra do Dragão e do shoppings

Sem controlo anti-dopping

É o Porto..."

 

"Se queres praia também temos,

As melhores do país,

Com a água tão gelada que até congela o nariz"

 

"Temos 9 shoppings onde passa a camionete,

Não, espera, temos onze!

Na verdade dezassete!"

 

"E vais dar aos Aliados depois desse cruzamento,

Mas já não há jardim

O Siza correu-o a cimento!"

28
Mai13

(In)Dependentes

Carolina

Esta fase de transição da dependência para a independência está a ser muito gira de se ver. Ter 18 anos, em termos práticos, não é nada - dá-nos é a possibilidade de crescermos, de podermos fazer mais do que fazíamos antigamente. E uma das coisas em que se nota mais é a carta de condução.

Agora é uma festa, está meio mundo a tirar a carta. Nas aulas fala-se de tudo um pouco: do código, dos sinais, da embraiagem, de mecânica, de deixar ir os carros abaixo... isto porque tudo o que mais queremos é, no mais breve tempo possível, poder ir nos nossos carrinhos para onde quisermos. É claro que há pessoas em diferentes fases: uns no código, outros na condução e outros até com a licença na mão!

Ontem foi o dia em que mais senti isto de que aqui falo, e ri-me a bandeiras despregadas à custa disso. À segunda-feira vou sempre almoçar com  colegas da minha antiga turma - que é, ao fim e ao cabo, o meu grupo de amigos, com quem fui para Barcelona -, mas tendo em conta que temos menos de uma hora para almoçar, vamos sempre comer pertinho da escola (e mesmo assim, em modo speedy Gonzales). Mas ontem deram-lhes os apetites de McDonalds e eu fiquei parva com a hipótese de lá irmos, tendo em conta que só a ir e vir gastaríamos quase meia-hora. "Vamos de carro!".

E fomos. Foi a primeira vez que andei com o único rapaz que geralmente nos acompanha e foi de morrer a rir. Não que ele conduzisse mal - que não  conduz - mas pela situação caricata em si, com que ainda não tinha sido confrontada. Dá uma pinta e um jeitaço do caraças! E lembra-nos que o tempo voou e que já estamos grandes (e que a seguir sou eu!!).

27
Mai13

Dia de ir ao tribunal

Carolina

Nunca fui apaixonada por direito. Devo admitir que quando fui à mostra dos cursos da faculdade tirei um folhetozinho sobre o curso, mas nunca pensei seriamente em ir para lá. Eu acho que para uma pessoa ser feliz, se sentir concretizada e, acima de tudo, ser boa no que faz, é essencial gostar-se daquilo em que se trabalha. E advocacia nunca me despertou interesse. Mas tinha curiosidade em ir a um tribunal, para desmistificar aquilo que se vê nos filmes que, inconscientemente, acabamos por ter como imagem real. Surgiu a oportunidade em ir numa visita de estudo e fiquei entusiasmada.

Acabamos por assistir a quatro sessões, umas mais longas que outras - por furto, falsificação de assinaturas, tráfico (adiado) e abuso sexual de menores (menos entusiasmante do que parece, nem vale a pena entrar em detalhes). Foi giro ver toda aquela burocracia e teatralidade, embora ao fim de duas horas já estivesse mortinha para saltar cá para fora e comer alguma coisa, mostrando-me claramente que não dava para aquilo. Depois é uma confusão, as histórias não coincidem, ouvem-se várias pessoas a contar sempre o mesmo mas com pormenores diferentes e que, aparentemente, têm alguma importância... Uma canseira.

Cheguei ao fim cansada e com fome, mas feliz por ter tido a experiência e por saber que, se um dia tiver que ir a um tribunal, já sei os protocolos a cumprir. Serviu também para me aperceber que não era, mesmo!, aquele o meu futuro e que, acima de tudo, a justiça e a qualidade da mesma é uma coisa muito relativa - se por um lado os processos são chatos e demorados, por outro também os há em excesso e por razões mínimas, que não deviam justificar a presença de não sei quantos juízes em sala, mais secretários, procuradores e coisas que tais. Tudo o que é demais é erro - e o lema aplica-se para os dois lados da moeda.

27
Mai13

Explicando...

Carolina

Já não era cedo quando, ontem, o meu computador crashou e fez o favor de me mostrar um bluescreen - e eu, tendo um dejá vu horrível, entrei logo em parafuso. Aqui há anos passaram-me um portátil para as mãos e, relativamente pouco tempo depois, puff, um bluescreen apareceu e o computador morreu! O que vale é que era um PC de substituição, sem nada mesmo meu, sem nenhuma relação especial comigo (sim, eu estabeleço relações com os computadores).

Mas enfim, ontem lá me acalmei e fiz aquilo que sabia - reiniciei o computador, desliguei-o na ficha, abri o CPU, limpei as ventoinhas de todo o pó que lá tinha acumulado, não fosse a placa gráfica que estivesse com falta de ar. Entre ontem e hoje de manhã, com o computador a (supostamente) reparar os danos, consegui ligar a máquina e faze-la voltar ao normal. Saí de casa sem um peso em cima, porque o meu bichinho estava de (aparente) boa saúde.

Fui para a escola (e a uma visita de estudo), almocei e aproveitei para fazer uma série de recados. Quando entro no autocarro de volta para casa, tenho um feeling de que me falta o telemóvel. Remexo na mala durante a viagem mas pensei que estava a ficar louca e que esperaria até chegar a casa para revistar as tralhas com mais calma. Mas a verdade é que, quando cheguei e remexi em tudo, não estava lá nenhum telemóvel. E eu, pessimista como sempre, dei-o oficialmente como perdido. Ainda liguei para os SCTP, para os perdidos e achados, caso o entregassem, pois ou o tinha deixado no autocarro ou na loja de animais, o último sítio por onde tinha passado. Pouco depois de chegar, por descargo de consciência, fui à loja dos bichos e o telemóvel estava lá. Meu deus, que alívio!

Volto a casa, já com o telemóvel abençoado nas mãos, e dirijo-me ao computador, que de manhã estava no seu estado normal. E deparo-me com ele, de novo, crashado. E a situação piorou, porque já nem sequer saia do sítio. Graças a deus tinha o meu irmão em casa, que acabou por me dizer que, muito provavelmente, o disco tinha ido à vida.

As minhas esperanças já são nulas, só quero recuperar algumas das coisas que não tinha gravado no disco externo. Agora estou no portátil, uma coisa mini comparada com o meu grande ecrã de que eu gosto tanto. Foi um dia longo, que me fez relembrar o quão dependente sou das tecnologias e de como as nossas vidas estão tão expostas em aparelhos tão pequenos (mas tão grandes).

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