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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

30
Jun12

Noite divertida, esta

Carolina

Enquanto a minha irmã foi passear para Lisboa (também quero!), eu e os meus pais ficamos a tomar conta dos miúdos.

Portaram-se muito bem desde que chegaram até que se deitaram; enquanto esteve de dia andaram a brincar lá fora, e pouco depois de anoitecer foram deitar-se.

Já passava da uma da manhã quando me fui deitar. Enquanto aproveitava a minha noite de sono, lá para as quatro da manhã, ouço alguém a entrar. Não estou habituada a ter miúdos em casa e assustei-me. Era o Afonso. Entrou, tirou a camisola do pijama e deitou-se na minha cama. Vi logo a minha vida a andar para trás. Mais uma pessoa na cama é sinónimo de calor (como se já não tivesse o suficiente), menos espaço e mais barulho (até porque ele estava com tosse).

Meia hora depois, após não ter conseguido pregar olho, levanto-me para ir buscar água. Pelo caminho, toco na camisola que ele despiu. Estava encharcada. Oh-não-por-amor-de-deus-diz-me-que-não-fizeste-xixi. Fui ter com ele à cama e pus-lhe as mãos nas calças. Nada. Estranhei, pois aquela quantidade de água não podia ser suor.

Fui buscar a água. À vinda, decidi passar pelo quarto da minha irmã, onde estava a Clara, para ver se estava tudo bem. E lá estava ela, estilo diva, só com uma camisola vestida e com uma manta enrolada à volta da cintura, sem nada por baixo. "Fizeste xixi?", perguntei-lhe. Anuiu. Apeteceu-me praguejar, mas não o fiz. Fui-lhe buscar umas cuecas, troquei-lhe a camisola que estava um bocadinho molhada e deitei-a no berço que há ao lado da cama. Mais um beijinho de boa noite e ela lá ficou. Ainda passei pela cama, para ver o estado da coisa, sendo que este era muito mau. Parecia que tinham deitado um jarro de água para cima da cama. Recolhi os lençóis, para que não ficassem em contacto com o colchão, de forma a não o molhar.

E assim me fui deitar, com um rapaz de tronco nu ao lado, que dormiu praticamente até às 10 horas da manhã e me acordou com beijinhos e com o braço enrolado no meu pescoço.

29
Jun12

Sou uma "desintegrada"

Carolina

Na noite se S.João fui a única que não fui para a baixa. Apesar de várias pessoas terem exame na segunda-feira seguinte (sendo que o São joão foi num sábado), ninguém se fez de acanhado e foram todos para o meio da multidão e dos martelos.

Eu não me sentia preparada para o exame de geografia e sabia que um dia de estudo podia fazer toda a diferença, pelo que não iria arriscar andar o dia inteiro tipo zombie só por uma noite de (suposta) diversão. E apesar de toda a gente me ter "empurrado" para ir sair, a minha decisão estava mais do que tomada - e não foi difícil de tomar, apesar de ter ficado sozinha só com pessoal à volta dos 50 anos.

A verdade é que eu não gosto mesmo de sair. Chego a sentir-me mal por isto ser uma realidade, porque enquanto jovem sou quase arrastada e empurrada por toda a gente para a baixa, para "me divertir" e "beber um copo". A mãe de uma amiga minha, naquela noite, disse-me mesmo: "eles vêem-se sempre gregos para ires sair com eles".

Chego a lamentar não me divertir naquele tipo de ambientes e a não gostar de álcool. Estar numa enchente de gente, no exterior ou no interior, não me traz prazer. Quando estou na rua, encontro-me rodeada de pessoas, a levar encontrões por todos os lados e, com algum azar, a apanhar com uma bebida de um bêbado em cima; se estou num bar, a conversa torna-se impossível e respirar também, visto que a quantidade de gente é absolutamente inacreditável. Dançar? Não gosto. Álcool para desinibir? Não bebo, porque também não gosto - e ainda há uns tempos tive uma conversa com uma pessoa mais velha, a quem chamaria "desencaminhador". Este defendia que beber álcool faz parte de um culto e de uma convivência; que chegava a parecer mal não beber um copito quando estamos reunidos num grupo de amigos. Que é um factor de integração. A questão é que eu não vou beber algo por ser um factor de integração, de forma a este ou aquele gostarem mais de mim e pensarem que sou uma fixolas. E eu nem sequer preciso de entrar em questão complexas como a do mal que o álcool faz ou coisas parecidas: eu não gosto. E tal como não bebo sumo de laranja, porque não gosto, mesmo sabendo que este faz muito bem porque tem imensa vitamina C, também não bebo álcool, porque não gosto, mesmo sabendo que este é um "factor de integração".

"Aprendes a gostar". Para quê que eu vou aprender a gostar de coisas que, provavelmente, só me farão mal? Porquê que vou fazer o mesmo que todos os outros, se muito do que eles fazem acho errado? Para mim, ver uma pessoa a rir como uma perdida e a não responder a nenhuma das minhas questões convenientemente não tem piada; para mim ver uma pessoa vomitar tem pouco de bonito. Não quero precisar de álcool para me divertir - divirto-me muito sem ele. E portanto não vou aprender a gostar de algo que não preciso.

Não sou fixolas, não gosto de álcool, não gosto de ir para a baixa ou para um bar algures, não gosto da música a altos berros e dispenso lidar com pessoas bêbadas. As vezes que saio, saio pela companhia - e, infelizmente, são raras as vezes que consigo usufruir dela. Porque, das duas, uma: ou estou num bar em que não as ouço ou porque elas estão demasiado empenhadas em "integrar-se", bebendo, tornando impossível uma conversa decente.

 

28
Jun12

Cinema é para todo o ano

Carolina

Uma coisa que me chateia é quando eu digo que quero ir ao cinema e as pessoas me dizem "mas agora, com os dias assim?".

Eu pergunto-me: o cinema é só para dias maus, chuvosos, quando toda a gente decide meter-se dentro de um shopping? Ou é uma actividade como outra qualquer, que traz o mesmo prazer ao longo do ano?

Para mim ir ao cinema é um must, principalmente quando estou de férias, que é quando tenho tempo - e não são as condições meteorológicas que vão mudar isso.

Isto é só para não perguntarem porquê que depois vou ao cinema sozinha.

28
Jun12

O passar dos anos

Carolina

Se há coisa que me faz sentir velha é olhar para os antigos actores dos Morangos com Açúcar (das duas primeiras séries, que foi as que essencialmente acompanhei).

Uns morreram (e faz hoje um ano que o Angélico partiu), uns casaram e até já têm filhos, outros desapareceram. Miúdos, que eu achava não serem assim tão maiores que eu na altura (embora na realidade o fossem), já tem a sua vida organizada (ou finalizada). E eu olho para trás e, para mim, continuam a parecer-me a mesma rapaziada imberbe. Aí sinto que cresci. Passa tudo (demasiado) rápido.

28
Jun12

Do jogo de ontem

Carolina

Eu sei que isto é uma chatice, porque toda a gente anda a falar sobre isto e é uma canseira. Mas eu não posso deixar de mencionar o jogo de ontem. Até porque tive aquele tempo todo de olho posto na televisão, na esperança de que ganhássemos. Mas perdemos. E foi injusto.

Fomos capazes de bloquear uma equipa fantástica e fomos uma equipa excelente e sólida - pena ser um pouco heterogénea. Houve quem jogasse muito bem, houve quem jogasse muito mal. Mas no geral, o saldo foi mais do que positivo e merecíamos ganhar.

O Bruno Alves foi uma nódoa; o "meu" Raúl Meireles esteve estupendo, assim como o Moutinho e o Veloso. Até um dos meus ódios de estimação, o Coentrão, jogou que se fartou. E o Ronaldo também jogou bem, pena ter falhado sempre que ficou em frente à baliza. E os penaltis... que sofrimento. Dei graças por o "melhor jogador do mundo" não ter marcado - porque ele falha! Em situações destas, o menino de ouro costuma falhar. Mas preferia que o tivesse feito em vez do Bruno Alves - e isto mexeu-me com os nervos. QUEM FOI O PARVO QUE PÔS OS BRUNO ALVES A MARCAR? O rapaz fez um jogo terrível, não fazia um passe direito, e mesmo depois de ter sido substituído pelo Nani no penalti anterior à última da hora, foi lá marcar um penalti decisivo. Enfim.

Devemos, no entanto, estar orgulhosos. Foi bom enquanto durou.

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