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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

30
Nov11

Qual é a importância que os escritores têm no mundo?

Carolina

Os escritores dão a ver o outro lado da moeda. Exploram a palavra, o sentido não literal. Complicam e descomplicam. Explicam - ou tentam explicar.
Sem escritores, como definirias o amor? São eles que dão o devido valor às palavras. São eles que lhes dão vida, articulando-as.
Um bom escritor, muda o mundo - porque muda a forma das pessoas verem as coisas; acrescenta-lhes perspectivas, fá-las ver por um lado que talvez antes não vissem. Através deles e da sua imaginação, permitem que trabalhemos a nossa. Dão-nos asas e novos mundos para explorar. Criam-nos refúgios.
Os escritores são importantes, muito importantes.

30
Nov11

Flea Market

Carolina

Daqui a sensivelmente três semanas vou participar, em cinjunto com uma prima, num mercado de produtos em segunda mão. Vou proveitar para me livrar de todas as tralhas que aqui tenho - desde livros repetidos, peças de roupa praticamente novas, peças de decoração que já não são usadas, etc - e tentar fazer algum dinheirinho com elas.

O Flea Market - é assim que se chama - reúne-se (mais ao menos) uma vez por mês, em diferentes locais do Porto. Dia 17 haverá mais um, mas ainda não sabemos bem onde é (mas eu depois digo!). Eu em príncipio estou lá, de manhã à noite, para vender as minhas tralhas.

It's gonna be funnnn.

 

30
Nov11

As frases giras do meus sobrinhos

Carolina

Clara acabadinha de sair do colégio, quando se depara com o frio que está no exterior:

"Para além de estar calor, está muitooo frio."

 

Afonso no carro, meio ensonado:

"Estou a tirar cera dos olhos.", disse ele.

"Tu tens cera nos olhos, filho?!", perguntou a minha irmã.

"Remelinhas!", corrigiu a Clara.

 

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29
Nov11

As minhas novas meias elásticas

Carolina

Com a chegada do inverno e com a pausa na fisioterapia, achei por bem usar uma meia elástica até ao joelho (as que eu usava antes ficam até meio da parte inferior da perna e notava-se perfeitamente que algo em baixo estava a apertar e acima não, ou seja, havia ali uma quebra que nem sequer era saudável e muito pouco estética, principalmente quando se usa leggins).

Lá fui eu à farmácia, comprar as meias elásticas da marca que gosto (sim, já somos melhores amigas), quando vou para pagar e me pedem quarenta euros por um par de meias. Esbugalhei os olhos, mas lá dei o dinheiro.

Chegada a casa, 'bora lá experimentar a meia. E vesti-la? E empurrar a meia até ao joelho? E encaixa-la no calcanhar?

Foram mais de dez minutos nisto, com muito esforço, suor e calor da minha parte. Eu já nem preciso de educação física: ao vestir isto todas as manhãs faço logo exercício para o dia todo.

29
Nov11

Não explico o que escrevo

Carolina

Nunca esperem que explique os meus posts, porque eu não o faço.
A partir do momento que tornei este espaço acessível a todos, tive de arranjar formas de transmitir aquilo que sinto e acho de forma indirecta. Metáforas, comparações, hipérboles, músicas, imagens. Muitos deles, têm destinatários específicos, e talvez esses os entendam melhor. Outros, não são para ninguém, são para mim mesma, e cabe-vos a vocês tentar interpreta-los. Se calhar, eu própria, quando os ler daqui a uns anos, não os vou perceber. Mas tentar não custa e passa tudo por uma questão de interpretação. A dica está dada.

28
Nov11

As palavras ficam

Carolina

É engraçado (ou não..) como pequenas coisas nos podem magoar, mesmo passado algum tempo - mesmo que já nos tenhamos recomposto, mesmo que a situação já tenha voltado ao normal, mesmo que tudo esteja bem.

As palavras magoam com uma intensidade inimaginável. "Palavras - leva-as o vento", dizem. Mas antes do vento as levar, o alvo atingido não fica impune. E embora acções possam ser feitas no presente para alterar os erros do passado, esse jamais se alterará - e as palavras continuarão escritas, com o mesmo sentimento - a mesma intensidade, a mesma raiva, a mesma tristeza, o mesmo desespero.

As palavras doem; as palavras ficam - e não há corrector que resista. Escrever novas palavras, dando-lhe um novo sentimento, é a solução que resta.

Eu estou com a caneta na mão. (E espero que também estejam.)

28
Nov11

Fases da vida

Carolina

"É uma fase, isso passa." É sempre uma fase e passa sempre. Temos fases durante toda a nossa vida: em criança, a dos dentes, a das birras; na adolescência, a tão famosa fase da prateleira; em adulto, muitas outras; em velho, todas aquelas doenças e a senilidade. Todos temos fases - melhores, piores, assim-assim. E depois, tal como bons humanos que somos, tendemos sempre a desvaloriza-las.

É um pouco como a paixão. A nossa paixão actual é sempre maior que a última ("é que nem se compara!"). A questão é que sobrepomos uns sentimentos aos outros; a questão não é esquecermo-nos - é pura e simplesmente já não termos noção do que sentíamos, por os sentimentos serem coisas tão instáveis e voláteis.

Podemos sofrer imenso, ter uma depressão, chorar dias e noites - quando formos velhos, talvez nos lembremos de uma "má fase", mas os anos farão com que a desvalorizemos. "Ah, acabou por passar rápido".

É algo que nos é inerte e que nem sequer temos consciência. Mas é terrivelmente errado - uma desconsideração por nós mesmos, a meu ver. E talvez a escrita seja a correcção disso mesmo - o registo do sofrimento e da alegria, dia a dia, que nos prove que o que sentimos um dia foi bem real e sentido.

27
Nov11

A diferença entre o amor e a paixão

Carolina

A paixão é como uma doença. A paixão é efémera; é fervura, é cabeça quente, é irracionalidade. É não perceber - é fazer, é ser, é não pensar - é gostar, só porque sim. Porque algo nos liga aquela/a de quem gostamos, como um fio condutor. A paixão passa, e não dura muito. Há quem goste, há quem não goste. É uma perda de controlo sobre nós próprios, na minha opinião - é darmo-nos completamente a outrem sem, às vezes, termos noção disso.

O amor é uma maturação dos sentimentos acima descritos. O amor é mais racional. No amor pensasse e sente-se; as cicatrizes são profundas. Dói mais. Dura mais. Mas tem mais valor. É a dádiva total e completa - e desta vez, com noção disso. É altruísmo, é dar sem às vezes receber. É sorrir porque o outro está feliz, mesmo que não seja connosco.

 

Estar apaixonado por alguém é muito diferente de amar alguém. Digo eu, miúda de 16 anos, que nada percebo disto. Mas, enfim, quem percebe?

 

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