Quinta-feira, 17.05.12

Uma das qualidades que penso ter é presença em palco. Fico sempre orgulhosa de mim aquando das apresentações orais. Não há nada melhor do que ver braços no ar e caras interrogativas na nossa direcção – quer dizer que nos estão a ouvir, a pensar, a processar a informação que debitamos no palco, lá na frente.

A última apresentação que fiz foi em inglês, sobre o postcrossing. Passei uns bons quinze minutos a falar sobre o projecto, em que consiste, explicando como tudo aquilo se processa, mostrando alguns dos postais que tinha recebido. E foi ver gente entusiasmada, a fazer perguntas atrás de perguntas, com um ar de quem estava mesmo interessada. Até rapazes ouviram o que tinha para dizer!

Mesmo das vezes em que penso que correu menos bem, que encravei aqui e ali, os outros não parecem ter essa percepção. Para mim, tudo aquilo se processa em câmara lenta e há momentos em que me vou perdendo no discurso. Mas parecem não notar, e acabo sempre por conseguir prender alguns colegas com aquilo que digo. E isso já me põe satisfeita.


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Carolina às 14:03 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.05.12

gosto14



Carolina às 21:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)

No sábado fui ao Flea Market, que se realizou na praça e antigo cinema Batalha (ali na baixa). Mal cheguei dei graças por não me ter inscrito para vender – era ver pessoas com leques e tudo o que servisse para o mesmo efeito, escaldões na cara e costas e a suar por todos os lados.

Todo este calor em excesso, acho, não ajudou às vendas. De certa forma, as pessoas (eu incluída) acabavam por se apressar para sair daquele forno inundado de compradores e vendedores. Para eventos como este, mais valem dias mais fresquinhos mas amenos.

Mas foi uma grande feira: contou com desfiles de moda, capoeira, torneio de skate e uma manifestação (que não fazia parte, mas acabou por se colar à festa).

Para casa, só trouxemos uma prendinha para o pai: uma edição limitada e autografada de um livro de Aquilino Ribeiro. De resto, não se pode considerar que tenha sido produtivo. Mas foi uma tarde bem passada.


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Carolina às 14:58 | link do post | comentar

Lembro-me perfeitamente de ver uma entrevista da Emma Watson em que ela referia a diferença dos fãs britânicos dos americanos. Os ingleses são comedidos, caladitos; os americanos gritam que se fartam, são histéricos até à ponta dos cabelos.

Engraçado como ontem me lembrei disso e constatei que é verdade. Eu gosto dos britânicos.


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Carolina às 10:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 15.05.12

Primeira noite do ano em que dormi com pijama de manga curta e calças hiper-finas e... sem meias (inédito por esta altura).


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Carolina às 20:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Tive, na segunda-feira, a oportunidade de ver uma grande reportagem da TVI onde o tema era a comida desperdiçada diariamente por supermercados, mercearias, pastelarias e restaurantes. Sabia que havia quantidades enormes de comida desperdiçada, mas nunca pensei nas proporções deste problema.

Era ver-me indignada, em frente à TV, quando vejo que metade das batatas que se colhem vão para o lixo – LIXO! - por não terem o aspecto que o consumidor quer; não têm um certo tamanho, uma certa cor. E, como tal, nem sequer chegam aos supermercados – ficam no sítio onde são separados e seguem para o caixote mais próximo. A questão é que se abrirmos qualquer uma daquelas batatas, estão tão saudáveis como qualquer outra que tragamos para casa.

Fiquei, no entanto, feliz por ver a quantidade de pessoas que têm vontade de mudar isto. Que criam associações, fazem voluntariado e etc. E os “mergulhadores do lixo”, que mergulham todas as noites dos grandes caixotes de supermercados e pastelarias para recolher dezenas de quilos de produtos bons e que estão em perfeitas condições de consumo.

Se continuarmos assim, talvez isto mude. Um dia. E há que ter orgulho nisso.


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Carolina às 15:17 | link do post | comentar

Um dia diferente, que saia da rotina desdes dias iguais e indiferentes para qualquer vida.

Dia 29, chega rápido, que tenho saudades de Lisboa.

 

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Carolina às 13:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 14.05.12

Uma das coisas em que tenho pensado muito, principalmente devido a "Os Maias", é ao valor que damos à escrita de alguém.

N"Os Maias" em particular, encontramos um estilo muito definido. Eça era um realista, faz descrições gigantes e usa uma série de recursos estilísticos e formas de discurso muito específicas. No entanto, acho que por o livro ser estudado tão exaustivamente, acabamos por retirar ideias em excesso daquilo que ele queria transmitir. Ou seja, deduzimos coisas que acho que o autor não pretendia que deduzíssemos.

Num excerto do livro, lemos palavra a palavra e estudamos aquilo ao pormenor. Dizem-me que quando Eça descreve o tempo quente e abafado de Lisboa, pretende dar a ideia que a sociedade e as pessoas estavam "moles" e sem vontade de fazer nada. E eu, muito sinceramente, duvido muito.

Descrevemos certos autores como excelentes e divinais, e duvido seriamente que muitos deles escrevessem muito do que escrevem com um certo propósito. Acho que quem escreve, escreve - e é mesmo assim. A mão flui no papel e não há muito em que pensar - depois, numa revisão, talvez mudemos, mas numa primeira fase só queremos que as palavras saiam de nós com uma certa fluidez. Arrisquei-me até a perguntar isto à minha professora, questionando-a se "ele fazia mesmo isto de propósito?". Ela disse-me "claro que sim". E eu continuo a duvidar seriamente (tal como duvido que todos os outros escritores não escrevam certas coisas com um certo intuito).


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Carolina às 17:15 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Este tempo já está a sortir resultados em mim. Desde sexta que ando com dores de garganta (e nesse dia, meia morta-viva, nem sequer pus os pés na natação). Sábado á noite, no vai-não-vai no jantar com os amigos de família, ficamos mais de um quarto de hora ao relento, eu com as perninhas ao leu num vestido finíssimo. As dores de garganta pioraram e esta noite equiparou-se ao inferno com um rolo de papel higiénico ao lado - que se esgotou - e que serviu para me assoar das 1535 vezes que tive de me levantar.

Hoje já espirrei mais do que no resto do ano inteiro e estou a sentir o bicho da gripe no corpo. E vai de fazer gazeta à natação outra vez (e na sexta, outra vez, que os Coldplay vão estar no estádio à minha espera).


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Carolina às 14:32 | link do post | comentar

A parte boa de chover fora de época é que vamos acumulando roupa nova e por estrear. O meu ego anda em alta, nestes dias solarengos que me permitem mostrar as minhas novas aquisições. Como eu gosto disto.


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Carolina às 10:32 | link do post | comentar




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