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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Set16

Carolina, hoje é dia de seres feliz

Carolina

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Isto pode parecer piroso, estúpido e terrível mas esta é a imagem que tenho como pano de fundo do meu telemóvel. Quando acordo e pego no telemóvel em busca das primeiras novidades do dia, esta é a primeira coisa que vejo. Quando pego no telemóvel para me distrair ou desviar as atenções no meio de uma situação que me deixa desconfortável, isto é o que vejo. Quando me esqueço que tenho relógio e clico no botão do telemóvel, mais por vício do que por necessidade, esta imagem que me aparece à frente. E quando me deito e pego no telemóvel uma última vez para ligar o despertador para o dia seguinte, esta também é a imagem que vejo.

E vocês dizem: "oh, passado dois dias já nem lês o que aí está". Não é verdade. Posso nem ler, mas como gosto da imagem e olho para ela todos os dias, a missão fica logo cumprida - e há uma campainha no meu subconsciente que se acende e que sabe a importância por detrás desta mensagem.

Pode soar a cliché, mas isto é mesmo muito importante para mim. Entrei agora numa fase nova da minha vida e por muito bem que as coisas corram há sempre embates fortes que tendem a derrubar-nos. Há dias piores, em que tudo nos irrita - e a culpa tanto pode ser nossa como do outro que trabalha connosco, mas a impertinência e o mau estar estão lá. Para mim, o maior desafio de todos os dias de trabalho é pôr-me fora da minha zona de conforto: fazer telefonemas, falar com pessoas, estar com pessoas, almoçar com pessoas. É uma overdose de pessoas para alguém que nunca gostou de (lidar com) pessoas, e não é fácil enfrentar o mesmo "bicho" todos os dias. O truque tem sido pensar dia-a-dia, hora a hora. Por cada chamada que tenho de fazer ou pessoa com quem tenho de falar, faço uma série de coisas que gosto - e isso compensa-me tudo o resto.

Quando o saco enche, a coragem se vai e a noite não foi tão bem dormida, eventualmente as coisas rebentam. E eu deixo que elas rebentem, mas não sem antes processar bem a informação e estabelecer um limite de segurança. Preciso de chorar durante 10 minutos? Choro durante 10 minutos. Mas depois vou à minha vida, fazer uma das milhentas coisas que gosto. Isto, no fundo, tem uma comparação simples. Há uma escolha a fazer nestes momentos cruciais e meio depressivos: enquanto os estamos a viver, ouvimos músicas tristes ou alegres? Eu era a pessoa que ouvia músicas tristes e chorava cada vez mais - chegava ao fim com a cara irreconhecível e a já não saber porque razão chorava; hoje tento ser a que põem música alegre e tenta cantar, mesmo que aquele nó da garganta ainda não tenha desaparecido. E penso que isto explica tudo.

Isto pode parecer conversa de chacha, mas eu contextualizo. Admito, sem muitos pudores, que ainda não tinha 18 anos e já andava a tomar anti-depressivos. Tomei-os durante uns meses, até me senti melhor, e depois parei, porque achei que aquela leveza que sentia não era verdadeira nem conquistada por mim mas devido aos químicos que estava a tomar. Passada essa fase turbulenta, tentei mudar e ficar feliz pelos meus próprios meios. Tenho vindo a conseguir, com fases melhores e piores pelo caminho - há acontecimentos na vida de cada um de nós que são suficientemente arrebatadores para destruir este tipo de "construções de nós próprios", mas penso que estou incomparavelmente melhor do que estava há alguns anos.

Mas preciso de me lembrar, todos os santos dias, que há uma alternativa à pessoa que eu sou naturalmente. É uma coisa de ADN, que me é intrínseca - eu tenho tendência a ser depressiva e não me posso deixar enterrar em ciclos viciosos onde depois não vejo saída. Aprendo todos os dias a contrariar-me e faço um esforço muito grande (e consciente) nesse sentido.

Por isso, sim, hoje é dia de eu ser feliz. Hoje, amanhã e todos os dias da minha vida - mesmo aqueles em que não sou e não vou ser, porque há momentos que ultrapassam a nossa vontade e força. Mas nos dias em que eu puder tentar - que felizmente são a maioria - é essa a minha missão. Perdoem-me, por isso, a imagem pirosa na foto de capa do telemóvel, ok? É só um lembrete para a vida.

27
Set16

Como arrumo os meus postais?

Carolina

Ainda mais do que os colares (que já falei aqui), os postais foram das coisas que mais dores de cabeça me deram. Tenho muitos postais e não sabia onde e como os arquivar. Andei pelo ebay à procura de alternativas e coisas feitas a pensar nesse problema e não encontrei nada que gostasse; vi ideias no pinterest, perguntei a pessoas que também fazem coleção... nada. Ou ideias pouco práticas (o pinterest é particularmente rico nestas...), caras ou de que não gostava.

No meu caso o problema não estava nos postais do postcrossing, que arquivo consoante o país de envio em capinhas especiais para o efeito. Só aí tenho 600 postais, por isso todas aquelas alternativas janotas de os pendurar na parede e coisas que tais não funcionam muito bem; arquiva-los em capas não é uma opção que adore, porque só se vê a parte da frente do postal (na parte de trás está outro, para otimizar espaço), mas aprendi que nesta matéria não há alternativas perfeitas. 

O problema estava em todos os outros que já tinha antes de fazer postcrossing ou que fui adquirindo ao longo do tempo: os que comprei em viagens, outros antigos (e escritos) que comprei em leilões, ou ainda muitos que me foram oferecendo, ora porque compraram especialmente para mim ou porque tinham em casa uma coleção antiga a que já não davam valor. Muitos não eram de locais ou assuntos fáceis de catalogar, pelo que estavam aqui a monte até lhes arranjar uma alternativa - até porque alguns são especiais ou têm notas engraçadas por detrás e não queria que ficassem entalados numa "mica" para todo o sempre.

Em mais um destes fins-de-semana de arrumação decidi que a confusão generalizada em matéria de postais não podia continuar e, mais uma vez, socorri-me da loja dos chineses para comprar uma caixa de madeira fina para os guardar a todos. Alguns são de cidades e regiões, pelo que consegui pô-los por ordem alfabética; outros não são de nada em concreto e estão simplesmente lá. Também tenho alguns que estão numa espécie de álbum que não quero estragar, pelo que esta solução foi perfeita para isso.

Não é nada de especial, é talvez a opção mais óbvia e prática, mas pareceu-me a melhor. Tentei organizar a caixa da forma mais racional e lógica possível e, até agora, tem resultado bem. Estas caixinhas, para além de leves, práticas e baratas, podem ser decoradas e pintadas - eu não tenho via artística para isso e gosto de as ver assim, em modo simples, mas é mais um ponto a favor delas. Ficam as fotos.

 

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26
Set16

Uma compra memorável com o primeiro salário

Carolina

Ahhhh, o primeiro salário - essa coisa tão marcante e mágica na vida de uma pessoa! Confesso que estou ansiosa por o ter na minha conta, não pelo dinheiro em si, mas pela carga simbólica que esta primeira transferência simboliza. A partir daquele momento podia, em teoria e se quisesse, ser independente. Acho que é um momento importante para qualquer um e é uma sensação tão ou mais aditiva do que qualquer droga que metamos para a veia - não precisar de pedir dinheiro aos pais, não estar à espera de uma mesada, receber o dinheiro que merecemos e para o qual trabalhamos arduamente durante um mês a fio. 

Há muita gente que, com o primeiro salário, compra qualquer coisa memorável para ter como recordação e para memória futura deste acontecimento chave. Eu acho piada a essa ideia de se materializar o primeiro dinheiro que recebemos em algo que gostemos muito e que nos fique para a vida (ou perto disso), por isso ando a pensar o quê que vou adquirir no início do mês como festejo da minha nova vida (e sim, o mês enquanto se trabalha demora mais a passar...).

Estou altamente dividida entre duas coisas que adoro de paixão, que uso todos os dias, mas que não tenho em diversidade. Ou compro uns óculos de sol ou um relógio. Por um lado, uns óculos de sol diferentes davam-me jeito, até porque os meus queridos e fofinhos do coração já estão usados e riscados até ao tutano; por outro lado, e mesmo por causa dessa durabilidade reduzida e até pelo facto de se perderem mais facilmente, talvez não seja a compra ideal para esta ocasião. Já um relógio é algo que já quero há muito e que é ótimo no sentido de durabilidade e para uma posterior recordação. Acho que se percebe, portanto, o lado para que estou mais inclinada - mas certezas só as vou ter quando tiver o dito na mão (ou no pulso...).

A vida de trabalhadora pode ser dura - e tenho tido alguns dias difíceis no meio das nuvens por onde ando a pairar. Mas é precisamente nesses dias que me foco nestas coisas boas, nestes "mimos" de principiante que tão cedo não vou esquecer. 

25
Set16

Como arrumo a minha bijutaria?

Carolina

Eu posso não ser a pessoa mais arrumada do mundo, mas sou definitivamente organizada (sim, porque são coisas diferentes!). Aliás, acho que tenho uma certa panca pela organização. Percebi isso há vários anos, quando ainda fazia colares e outro tipo de bijutaria. Eu tinha uma espécie de "banca de trabalho", com várias caixinhas, saquinhos, mini-armários... enfim. E tinha muitos materiais de trabalho: mosquetões, peças de vidro, peças de feltro, botões, arame, alicates, etc.. E dava por mim a organizar tudo isso das mais diversas formas, muito mais do que a fazer colares - punha as peças por cores, as coisas para colares num sítio, para pulseiras noutro, sendo que dentro dessas gavetas ainda tinha saquinhos catalogados. Uma panóplia de coisas que nunca mais acabavam, porque há sempre formas diferentes e melhores de se organizar o que quer se seja.

Hoje em dia já não faço colares (só às vezes) e a minha banca de trabalho há muito que não existe. Mas a minha veia de organizadora compulsiva continua. Tenho dedicado os meus fins-de-semana a arrumar coisas e, logicamente, isso implica organiza-las. E há certos objetos que é um drama organizar e que eu ando há anos há procura de soluções viáveis. Um desses dramas era a bijuteria: onde é que posso meter as centenas de coisas que tenho ocupando o mínimo de espaço e mantendo-as organizadas, sem formarem nós cegos entre elas? Ao longo dos anos optei por várias soluções, umas melhores que outras, e no último fim-de-semana fiz mais uma remodelação neste campo. 

A primeira medida foi dar metade daquilo que tinha. Tinha muito colares feitos por mim que já não usava, outros que já não gostava. E anéis? Tudo o que era made in Parfois&Companhia foi morar para outra paragem - já me mentalizei de que não vale a pena gastar dinheiro, por pouco que seja, em anéis que não têm (pelo menos) banho de prata. Eu sou daquelas pessoas que usam anéis até à exaustão, que tem paixões e amores efusivos por eles, e os anéis da Parfois não se podem usar durante mais de duas horas, a menos que queiramos andar com os dedos manchados durante dias. Para além do mau que é andar com os dedos todos negros, os próprios anéis ficam horríveis, por isso é um desperdício de dinheiro. Para além desses, tinha outros também feitos por mim que já não gostava e ainda outros que já não me serviam e que optei por dar.

Com tudo o que restou (e que ainda foi muita coisa) optei por ir comprar umas caixas de madeira (daquela muito fina e leve) aos chineses. Conheço uma loja gigante aqui perto de casa que tem caixas de todos os tamanhos, formas e feitios a preços muito apetecíveis, que já me tinham sido úteis noutras situações (depois partilho), e que são perfeitas para o efeito. Também já tinha umas de acrílico, compradas na Área para outro efeito (na altura por uma pequena fortuna, acho que o preço deve manter-se - e digo já que não compensa!), e que também improvisei para pôr as minhas pecinhas. Assim fiquei com muitas divisórias, de diferentes tamanhos (não precisava de divisórias grandes quando tinha colares que eram só um fio de prata), e algumas com tampa, o que previne do pó. Como vão ver, a maioria está na gaveta do meu armário e só duas das caixas, por serem demasiado altas, é que ficaram de fora. 

Até hoje, e de todas as soluções que tive, esta parece-me ser sem dúvida a melhor. Ficam as foto abaixo para terem uma ideia.

 

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24
Set16

Mais um para a minha bucketlist

Carolina

Sempre soube que adorava viajar, mas este verão entendi verdadeiramente como me enchia a alma, me acrescentava enquanto pessoa, como me fazia feliz. Percebi que tenho de viajar enquanto posso, o mais que posso, para onde posso. Aliás, confesso que a partir de agora, uma parte do meu salário vai para um "vaquinha" que tem o intuito de me dar a possibilidade de viajar quando e para onde quiser.

Nos últimos tempos tenho-me dado com pessoas que viajam muito - em trabalho e em lazer - e esse meu lado de viajante e a curiosidade que tenho são cada vez mais aguçadas a cada história que ouço. Mas, honestamente, a parte que me custa em viajar é mesmo a dita viagem, do sítio Y para o sítio Z. Andar de avião custa-me cada vez mais, não por ter medo ou a comida ser sempre horrível, mas porque sinto que não somos tratados como pessoas mas sim como sardinhas em lata que, durante um determinado número de horas, não pode nem respirar fundo, com medo de sair fora daquele meio metro quadrado que temos para (sobre)viver. É desesperante. Tenho mesmo dado por mim com alguns sintomas de claustrofobia quando me meto num avião onde a viagem demora mais de duas horas. À vinda de Estocolmo, por exemplo, vi a minha vida a andar para trás quando vi que calhámos no último lugar do avião (ou seja, não podíamos recostar os bancos, enquanto que os da frente podiam, encolhendo ainda mais o nosso espaço) e à beira das casas de banho, onde as pessoas faziam filas de meia hora e se apoiavam na nossa fileira de bancos enquanto falavam das suas vidinhas e entravam (ainda) mais no nosso espaço pessoal. Foi das piores viagens que fiz até hoje.

Acho que foi ainda pior por, nos dias anteriores, me ter apercebido que há uma forma de viajar sem despender qualquer tipo de energia e de se poder fazer o que se quiser enquanto se anda - navegando, é claro. Num cruzeiro, uma pessoa pode ir ao teatro, ao cinema, ao restaurante, ler um livro, dormir ou ir à piscina enquanto vai de um sítio para o outro - e isso é só assim a melhor coisa deste mundo e do outro. Não tem de se conduzir, estar preocupado em não adormecer ao volante, estar atento à estrada e aos parvalhões que acham que são condutores de formula 1; não tem de se ir no lugar do pendura, a tentar não adormecer com o embalo do carro para tentar entreter o condutor que vai ao nosso lado, mantendo-o acordado; e, acima de tudo, não temos de ir duas horas mais cedo para o aeroporto e metermo-nos num bicho com asas onde não podes nem esticar uma perna. É maravilhoso.

E tudo isto é verdade a menos que tenhas a conta bancária recheada e possas viajar na Emirates, em particular em primeira classe. Uma das minhas viagens de sonho é a Austrália, por exemplo. São vôos com 30 horas, no mínimo (partindo de Lisboa), e normalmente com escalas pelo meio. É algo que quero e vou fazer, a menos que a vida me troque as voltas. Mas o meu sonho era faze-lo num avião a sério, com todas as regalias e confortos. Pode ser uma coisa de uma vez na vida, para nunca mais repetir, mas está seriamente na minha lista de sonhos e afazeres a médio e longo prazo.

Para terem uma ideia, vôos de ida e volta em primeira classe, Lisboa-Sidney, na Emirates ficam por cerca de 9 mil euros. Posto isto, vou só começar ali a amealhar e já volto.

 

Deixo-vos um vídeo do Casey Neistat, um dos melhores YouTuber's de há muito tempo (por ventura o melhor), que mostra os luxos de um vôo de longo curso da Emirates. Vale a pena ver, pois é de cair o queixo.

 

 

23
Set16

Trabalhar é...

Carolina

Fazeres uma publicação no facebook a festejar o facto de teres acabado o curso, teres tido muitos likes e muitos comentários... e só uma semana e meia depois conseguires responder a tudo. Vida dura, meus amigos!

22
Set16

A blasfémia deste verão

Carolina

E pronto, acabou-se. Acabou oficialmente o Verão e chegou a altura do Outono dar o ar da sua graça. E agora que a época mais feliz do ano se dá por terminada, eu posso finalmente tirar um peso de cima de mim, que carreguei durante toda esta época quente. Descobri-o ainda antes do verão começar e posso dizer-vos que me estragou um bocadinho o sabor da estação - mas, como pessoa altamente altruísta que sou, deixei que o verão acabasse para vos fazer abrir a pestana em relação à catástrofe desta estação; a blasfémia, o crime, o terror. Estão preparados?

Este ano a Olá não colocou o Feast no seu cartaz de gelados. Dito por outras palavras: a estúpida da Olá tirou do seu cardápio o melhor gelado de chocolate de sempre, quem sabe o melhor gelado de todos. Sim, porque o Feast tinha tudo o que se queria num gelado: era delicioso e low profile. Não é como os Magnuns, que se pavoneiam nos cartazes com nomes e fotos todos XPTO. O Feast era barato, diferente de qualquer outro (que gelado é que tem aquele pedaço de chocolate gigante no meio?!) e já durava há muitos e muitos anos, pelo que merecia o devido respeito!

Enfim, era só isto. Espero que tenham ficado com o coração tão despedaçado como o meu. Por aqui o desgosto foi tão grande que, durante o verão, contaram-se pelos dedos de uma mão as vezes que comi gelado. Primeiro porque não me apetece (só de olhar para aquelas arcas nos restaurantes vertia uma lagriminha de saudade) e segundo porque estou em protesto e abstenção de Olá até trazerem o Feast de volta. #"Geladeiras"UnidasJamaisSerãoVencidas

 

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19
Set16

É oficial: sou uma Game of Thron'iana!

Carolina

Ahhhhh, a notícia pela qual todos esperavam! Finalmente comecei a ver Game of Thrones!

O milagre aconteceu há mais ou menos um mês, numa fase mais parada das minhas férias, em que precisava de algo para me entreter. Devorei a primeira temporada em poucos dias; atirei-me logo à segunda, vi tudo de rajada mas não fui a tempo de ver o último episódio antes de ir acampar. E depois, mal voltei, entrei a 200% por cento na vida adulta (ainda à mistura com a vida universitária, porque ainda tive o tal exame e trabalho para fazer), pelo que não consegui ver o dito episódio até há dois dias atrás. Sim, meus amigos, é possível esperar três semanas para ver um final de temporada de Game of Thrones que está guardado no computador e sobreviver!

Conclusões a tirar: estou a gostar muito e agrada-me a ideia de ainda ter várias temporadas pela frente para me ir entretendo (o problema vai ser mesmo arranjar tempo para as ver). A série tem uma onda que eu gosto e tem uma componente de "fantástico" grande, da qual eu sou uma adepta afincada há vários anos. Por outro lado, consegue ser pesada quanto baste em alguns episódios - espadas pelo coração adentro e cavalos cortados pelo pescoço não fazem parte das coisas que goste mais de ver num ecrã (e devo confessar que me custa mais a morte dos animais do que das pessoas). Ainda assim, não é algo que me afaste da série, até porque não a acho "negra" no seu todo (Outlander, por exemplo, consegue ter episódios verdadeiramente pesados, escuros e violentos, tanto física como psicologicamente, e eu não deixo de adorar a série por causa disso).

O que me admira aqui é que, mesmo com este cocktail improvável e pouco fácil de ter clientela, esta é, sem dúvida, a série do momento (quer dizer, agora esmoreceu um bocadinho por só voltar para o ano, mas não há como não lhe atribuir esta nomenclatura). Sei, por falar com as pessoas, que tudo o que mete fantástico ou é profundamente odiado ou adorado - conheço tantas pessoas que adoram como tantas que detestam. Por outro lado, há também muita gente que não tolera violência. Acho que estes dois fatores juntos, numa outra série qualquer sem o prestigio que Game of Thrones conquistou nos últimos anos, podia mesmo ditar um fracasso, a menos que fosse uma coisa de nicho. E aqui, contra tudo aquilo que eu acho, vejo e ouço, é a receita perfeita para um sucesso de massas como nunca antes se viu numa série (nunca esquecendo, claro, a qualidade dos atores, da cenografia e da realização, que numa série de nicho é dificílimo ter, até porque Game of Thrones é exímio em todos estes aspetos).

Devo confessar que, para mim, o lado pior da série consegue ser muitas vezes a história (ou o guião, não sei - como nunca li os livros, não sei onde estão as falhas). Sinto que há muitas pontas deixadas um pouco ao acaso e coisas sem grande explicação aparente (ou explicadas em tempo útil, uma vez que há coisas que só conseguimos entender muito tempo depois), o que muitas vezes dificulta a minha organização mental e faz com que certas partes me passem ao lado. 

No que diz respeito a desgostos em relação a personagens e ao vício do George R. R. Martin tem de matar tudo a torto e a direito, posso afirmar que - até agora - estou a salvo. Tive a grande vantagem de só ver agora a série e, por isso, vir de sobreaviso - tenho tido o cuidado de não me "apegar" demasiado a nenhuma personagem, para não ter nenhum sopapo quando a decidirem matar (e, por acaso, tenho achado tudo mais ao menos previsível). Houve alguns spoilers que também chegaram até aqui (é impossível sobreviver ao facebook em dias de episódio, não é verdade?), pelo que sei que posso estar descansada em relação ao Jon Snow, por exemplo.

E pronto, é isto. Era só para vos dizer que sou agora uma mulher mais atual e completa, agora que percebo (quase) todas as private jokes, mêmes e piadas facebookianas em relação a Game of Thrones. Quando chegar ao fim da última temporada, naquele dia em que me bater uma tristeza profunda por me sentir órfã de série, grito por socorro.

18
Set16

Erros de principiante

Carolina

Já falei aqui da minha dependência de uma agenda. Adoro agendas, adoro planear a minha semana, a minha vida, organizar-me ao máximo para ter tempo para tudo. No início do ano andei um bocado apoquentada em relação a que agenda comprar - não havia nenhuma que olhasse e pensasse: "é perfeita". Procurei por essa internet fora, mas nunca encontrei nada ideal e acabei por me render a uma agenda que andava nas bocas do mundo, que eu já tinha visto e também já me haviam sugerido aqui no blog. 

A agenda, como tudo o que é da Mr. Wonderful, é super gira e mimosa. Eu adoro todos aqueles pormenores das frases inspiradoras, a zona das notas, das listas e até dos autocolantes - chego ao fim do ano e delicio-me a ver todas aquelas páginas preenchidas, riscadas, cheias de cor e coisas bonitas. Mas a verdade é que não lhe dei grande uso no período do estágio - tinha um horário típico, "9 to 5", e não tinha grande tempo para grandes eventos fora do trabalho. Por outro lado, este também não me exigia grande organização, por isso não tinha grande razão para usar.

Para além de tudo isso, a outra grande razão para eu não a ter utilizado muito é que ela é um autêntico trambolho. É grande, tem umas argolas gigantes... enfim, não é muito prática. E por isso, dado este meu novo "início de vida", decidi-me a comprar outra (também da Mr. Wonderful). Desta vez era ideal: mais pequenina, de capa mole, gira e com todas aquelas pinderiquices fofinhas que a outra já tinha. Optei, de novo, por uma agenda com vista semanal (em vez de diária), pensando que era mais que suficiente. 

Pois que o volume de trabalho tem sido tanto que já passei da agenda para um caderno. Tenho ocupado meia folha por dia só com o agendamento de tarefas que preciso de fazer no dia (ou nos posteriores) pelo que já percebi que a compra de uma agenda pequenina e maneirinha foi definitivamente errada (ou então devia ter comprado a agenda do mesmo formato mas com vista diária). 

Portanto aprendam comigo, que eu não duro para sempre: não comprem agendas antes de começarem a trabalhar ou a fazer uma coisa altamente diferente do que faziam. Pode sair-vos o tiro pela culatra. #DicasTotósMasReaisDaCarolina

17
Set16

Habemus licenciada!

Carolina

A semana passada comecei a trabalhar. Esta semana acabei a minha licenciatura.

Em Janeiro, por causa da minha operação, não consegui fazer o trabalho nem ir a nenhuma das fases de exame de uma as cadeiras que tinha para fazer. Muito contrariada - até porque não gostei nada da cadeira - vi-me obrigada a deixa-la para Setembro. Na altura não imaginava que, para além da chatice de ter e fazer um exame fora de época, ainda iria ter de faltar a parte do meu segundo dia de trabalho - que foi o que, efetivamente, aconteceu.

Fiz o trabalho em três dias, sob a pressão do costume e uma falta de vontade e inspiração de bradar aos céus. Achei que tinha ficado terrível - aliás, admiti-o na conclusão do trabalho (ainda que não por estas palavras, porque dava-me jeito uma nota decente). Talvez tenha sido esta capacidade crítica e humildade que me safaram, a par de um exame que me correu aparentemente bem, embora eu tenha saído de lá com medo do que me iria sair na rifa. Nunca reprovei a nenhuma cadeira ou disciplina em 15 anos de escola/faculdade e era muito azar que acontecesse na última que iria fazer - mas nunca fiando!

Acabei por tirar 16, não sei bem como. Quando vi a pauta, foi como se três elefantes tivessem saltado subitamente das minhas costas e senti um alívio incrível. E orgulho. Talvez fique mal admiti-lo, mas fiquei orgulhosa de mim por ter acabado esta jornada. Não foi fácil e sinto que estive a debater-me com este caminho que decidi para mim desde o 11º ano - e até há bem pouco tempo perguntei-me se teria sido a decisão certa. Chorei que me fartei, quis desistir, houve dias em que detestei a faculdade, aquele pólo, quem me rodeava. Mas, caraças, consegui deitar isso para trás das costas e seguir caminho - e ainda acabar o curso com média de 15.91! 

Hoje tenho trabalho na minha área - a comunicação -, dentro de uma área que, desde que nasci, é a minha vida - a têxtil. Vejo o "fio" da minha vida e, olhando para trás, fico feliz por ter tido a coragem de abrir portas a uma ideia e uma vida que nunca tinha imaginado para mim até então; e olho para a frente e vejo... enfim, vejo o mundo. Vejo muitas pedras no caminho (mais aquelas que sei que são invisíveis), mas sei que estou na rua certa para tudo aquilo que quero para mim e para a minha vida. Tudo por mérito próprio. E por isso acho que não há como não estar orgulhosa e seriamente feliz.

 

"Achei muitas vezes que não ia acontecer. Perguntei-me porque raio é que a pessoa menos comunicadora do mundo tinha ido para um curso de comunicação; porquê que passando uma vida a idolatrar quem gostava dos números e das engenharias, me iria meter num curso de letras; porquê que sendo uma apaixonada pela têxtil me meti no meio das palavras e não no meio dos fios.
Podem não ter sido os anos que toda a gente descreve, de loucura e felicidade constante. Talvez pelo contrário. Mas foram três anos de uma riqueza intangível e de um crescimento inexplicável para mim, que compensam todos os contratempos, todas as lutas, possíveis arrependimentos e momentos menos felizes.
Levo comigo tudo isso, a par de todos aqueles momentos de felicidade pura, em que entreguei um trabalho a 3 minutos do fim do prazo ou em que tive um notão quando achava que ia reprovar. Levo o Fora da Caixa - os meses mais felizes da faculdade e por ventura da minha vida - e, acima de tudo, algumas pessoas, que me ajudaram a sobreviver nos momentos de aperto e a saber viver em todos os outros. 
Hoje fecho esta jornada e penso que apesar de todos os "se's" e "porquês", tudo isto foi porque tinha de ser. Porque a vida é aquilo que fazemos dela e nada é permanente e estático, e esta é só uma porta para todo um universo de janelas que ainda há por abrir. E, a sério!, eu quero muito espreitar."

 

[parte de um texto que escrevi no meu facebook]

 

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